You're A Million Ways To Be Cruel - NÃO CONCLUÍDA
22 Mission Beguin
Notas iniciais
"Amor, que comecem os jogos
Que comecem os jogos
Que comecem os jogos
(Você está pronto pra isso?)"
(Ready For...? — Taylor Swift)
—Pansy, Pansy, acorde! A coruja já voltou! — Pansy abriu os olhos e fitou a amiga. — Vamos, levante-se e me diga o que diz.
Pansy levantou ainda meio grogue pelo sono, mas foi até a janela pegar a coruja e pegou o pergaminho que lá havia.
—E então? — Parvati perguntou agoniada.
—Eu posso ir…- Ela exclamou incrédula ainda fitando o pergaminho. — Ele disse que está me esperando. Eu posso usar a lareira.
—Isso é perfeito! O Weasley tá tão na sua! — A morena riu empurrando levemente a amiga pelo ombro.
—Ora deixe de asneiras. Vamos logo com isso, antes que seus pais acordem.
Pansy tinha razão, ainda era madrugada mas logo o sol nasceria. Pegando a sua bolsa, Parvati conduziu a amiga até a sala, onde ficava a lareira.
—Me diga que você já usou pó de fluo antes — A Patil perguntou
—Ora me respeite Parvati, eu sou bruxa desde que nasci — Ela respondeu em um tom de falsa ofendida e depois riu. Pegou as mãos da amiga e olhando em seus olhos disse — Obrigada pelas últimas semanas e por ser minha amiga, agora você tá literalmente salvando a minha pele.
—Pois deixe de melosidade, você é maravilhosa e sabe disso. Agora vá logo e quando se instalar me mande uma coruja.
As duas se despediram e então Pansy se acomodou dentro da lareira, pegando o pó que a amiga lhe estendia ela falou bem alto antes de jogá-lo.
—A toca! — E então chamas verdes a engoliram.
A viagem não demorou muito, logo ela se viu lançada ao chão de outra casa. Quando olhou pra cima, olhos azuis lhe encaravam, e sem se dar conta enrusbeceu.
—Parkinson! — Ele estendeu a mão para lhe ajudar a se levantar
—Me chame pelo meu nome Ronald. — Ela exclamou antes de aceitar a mão dele e erguer-se.
Os dois então fitaram-se e um silêncio constrangedor se instalou. Era uma situação inusitada para ambos, eles jamais sonharam com cenário tão bizarro.
—Er, muito obrigado Ronald, você está salvando a minha vida.
—Tudo bem Par… Pansy, só não faça eu me arrepender. Agora vamos deitar um pouco, antes de ter que encarar todo mundo.
Rony então a guiou até seu quarto, chegando lá Pansy quase gargalhou ao ver Harry deitado de boca aberta e babando enquanto dormia na cama ao lado.
—Bom, pode deitar na minha cama, eu posso deitar no chão. — Ele disse já se sentando no mesmo.
—Deixe se ser bobo, tem espaço pra nós dois aqui e não é como se fôssemos fazer alguma coisa com o Harry aqui.
—Você tem interesse em fazer alguma coisa comigo? — Ele perguntou realmente sério e surpreso e a cara que ele fez deu vontade de fazer ela gargalhar, mas achou que não seria adequado então só deu de ombros e disse:
—Venha logo deitar Ronald.
Os dois então se acomodaram na cama apertada, mais aconchegante de Weasley e dormiram poucas horas antes de amanhecer, até serem cutucados e darem de cara com Harry Potter os encarando:
—Rony, o que Pansy Parkinson está fazendo na sua cama?
*
Luna abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi olhos verdes a encarando. Sorriu bobamente, ainda devia estar sonhando.
—Bom dia flor do dia — O Zabini de seu sonho disse — Ainda está com dor? — Delicadamente ele segurou o seu braço onde agora ostentava-se a marca negra.
—Incrível, você parece real — Ela disse sonolenta — Até o seu cheiro é igual ao do meu Zabini.
—Luna querida, você não está dormindo — Ele disse rindo. A loura então arregalando os olhos fazendo dissipar a nuvem de sono e ao dar-se conta do que disse logo ficou vermelha.
—Meu Merlin Blás, o que você faz aqui? — Ela disse envergonhada — Eu devo estar com uma juba de leão horrível.
—Você está linda, flor do campo. Eu queria saber se a dor já passou.
Ela então esticou os dedos e passou na marca que agora estaria com ela pra sempre.
—Ainda dói, mas é suportável. Onde estão os Dramione?
—Dramione?
—É, — falou rindo — Draco e Hermione.
—Bom eles estavam lá fora. Acredito que devemos nos apressar para encontrá-los.
—Então, vamos.
—Luna… -Ele pegou seu braço para chamar sua atenção. — Eu sei que não é da minha conta, mas o que você fez com o seu pai? — A loura deu um leve sorriso saudoso antes de responder
—Fiz o mesmo que a Hermione, o confundi para fazer pensar que ele é um explorador e o mandei para Amazônia. Lá deve ter muitos espécimes raros.
Blás sorriu vendo os olhos de Luna se agitarem em animação. Logo depois Luna então levantou-se e foi fazer sua higiene matinal, enquanto Blás a esperava fora do quarto.
Quando a loura ficou pronta, eles foram atrás do casal e juntos foram fazer o desjejum. Não conversaram muito, pois estavam nervosos porque receberiam uma missão naquela manhã mesmo.
Do lado de fora do salão em que Voldemort os aguardava, Draco e Hermione e respectivamente Blás e Luna, seguravam as mãos aguardando serem chamados.
—Podem entrar comensalsinhos — Bella disse ironicamente, dando espaço para os quatro entrarem.
Assim que entraram, puderam ver Nott, Crabble, Goyle e Daphne. Essa última parecendo muito pálida. Juntos, então, os jovens se postaram na frente do Lord e se curvaram.
—Aqui tenho meus mais novos seguidores. Ah como é bom ser jovem — Voldemort começou — Creio que vocês são meus seguidores mais valiosos, já que estão dentro de Hogwarts e por isso merecem uma missão a altura.
Os pais vendo a importância que o Lord davam a seus filhos, ficaram orgulhosos, enquanto os outros olhavam invejosos.
—Tenho uma missão de suma importância para vocês. Quero que consertem o Armário Sumidouro que se encontra em Hogwarts, que se conecta ao da Borgin & Burkes, até o final do ano letivo de vocês. E tenho uma missão especial para o casal Malfoy — Hermione não pôde conter o sorriso, ao ser reconhecida como a mulher de Draco — Quero que vocês matem Alvo Dumbledore.
Gargalhadas e gritinhos foram ouvidos e alguns suspiros chocados, enquanto todos os jovens permaneceram imóveis.
—Então, vocês acham que dão conta?
—Sim, Milorde! — Responderam em uníssono.
Depois disso, foram dispensados e saíram da sala silenciosamente. Do lado de fora Luna sorria e tremia, Blás fazia uma careta e Draco e Hermione pareciam relaxados.
—Como vocês parecem tão relaxados assim? É de Dumbledore que estamos falando.
—Tudo bem Blás, eu admito que eu estou nervosa. Mas o que vai adiantar ficar com receio disso? Vamos ter que fazer, não é mesmo? — Hermione falou.
—Não gosto da ideia também — Draco disse por fim — Mas isso significa que ele confia em nós e não planejamos decepcionar.
—Ora, ora que caras são essas? — Narcisa disse chegando ao círculo — Pois vamos deixar isso pra lá e fazer compras dos materiais de vocês pro novo ano letivo.
*
Pansy encarava o pano que enxugava a louça, enquanto Molly Weasley cozinhava. Ainda não entendia muito bem como havia chegado a essa situação. Quando os pais de Rony acordaram e ela explicou a situação e porque estava fugindo, a ruiva mais velha não hesitou em acolhê-la.
Claro que Gina e Harry foram veemente contra, mas quando a senhora Weasley disse que sim ela ficaria, ninguém mais argumentou. E agora, enquanto todos saiam para comprar os materiais escolares, ela ficara em casa ajudando Molly no almoço.
—Você gosta de ensopado, querida? — Molly perguntou
—S-sim, não costumo comer muito em casa, mas como na escola. É bom. — Ela disse meio acanhada.
—Não precisa ficar com vergonha. O importante é que você está aqui sã e salva e que não é mais uma garotinha mimada, certo? — Ela assentiu com a cabeça — Agora eu vou preparar uma cama pra você no quarto de Gina, mesmo que seja bom você não pode dormir com o Rony, não é adequado. — A morena arregalou os olhos quando entendeu o que a senhora quis dizer:
—Eu… não, quer dizer… argh — Ela suspirou frustrada ficando vermelha que nem pimentão, enquanto a senhora ria de sua vergonha.
*
Luna e Hermione estavam na Floreios e Borrões, enquanto Blás e Draco checavam com os outros o Armário Sumidouro na Borgin & Burkes. Mesmo com o calor, todos usavam mangas compridas afim de esconderem suas marcas recém adquiridas.
Enquanto Hermione olhava os livros, Luna olhava as penas e foi entre essas estantes que achou Cho Chang.
—Luna! Olá! — Disse a oriental.
—Oi Cho, como estão as férias?
—Normais, onde está seu pai?
—Hum… ele viajou. Eu estou com a Hermione na casa de Draco. — Ela falou em um tom que encerra-se o assunto.
—Não acredito que você ficou mesmo do lado deles. — Ela disse chocada. — Pelo menos você sabe o que fazer, eu não tenho ideia. Eu queria fugir, mas com a família que eu tenho, não é uma opção.
—Então escolha o lado que mais lhe agrada… E eu acredito que seja aquele ali… — Ela apontou divertida para entrada da loja onde Austoria Greengrass acabava de entrar.
—Aí só uma chupadinha por favor — Cho disse em um suspiro fazendo as duas garotas rirem e se enroscarem. Nesse movimento, Cho se desequilibrou, segurando a manga de Luna para não cair.
Quando Luna notou o que acontecia, já era tarde demais Cho tinha visto a marca. Lovegood puxou rápido a sua manga e puxando Chang pela mão a impressora rapidamente contra a estante.
—Você nunca pode contar pra ninguém sobre isso, okay? Ou eu vou ter que te Obliviar.
Cho ficou chocada com a atitude de Luna, jamais esperaria ser afrontada dessa forma, mas entendeu a mais baixa e assentiu. Quando Luna, mas aliviada ia soltando a outra Austoria aparece.
—De novo você Chang, se agarrando com outra mulher por aí? Você não tem vergonha?
—E o que eu tenho que fazer pra próxima mulher que eu agarrar ser você? — Cho devolveu deixando a outra vermelha, ficou com tanta vergonha que saiu dali sem responder nada.
—Eu não acredito que você tá afim dela.- Lovegood disse.
—Infelizmente a buceta quer o que a buceta quer — Ela deu um suspiro exagerado e ambas riram — Mas me conta, ela também é… — E deixou no ar.
—Não. Mas a irmã dela sim. — Luna disse, resolvendo confiar de vez na sua amiga de casa.
—Cho, Luna! — Hermione exclamou ao se aproximar- Olá vocês! Estavam botando o assunto em dia?
—Olá Hermione — Cho falou normalmente com a colega o que aliviou Luna — Estávamos falando de garotos nada demais. — E piscou pra loura.
—Ah sim! — Hermione disse sem entender — Já Luna? Draco nos espera lá fora.
As três então se despediram e Granger e Lovegood saíram da loja, deixando Chang pra trás.
—Vocês duas são muito próximas? — Hermione perguntou.
—Acho que sim. Eu confio nela. — E deu de ombros. Hermione ainda ia perguntar mais alguma coisa, mas chegaram até Draco e ela logo se esqueceu do assunto.
—Tudo certo, meu amor? — Ela perguntou.
—Bom, vai dar trabalho consertar. Mas vamos logo, eu sinto que tem alguém nos vigiando. — Logo as garotas olharam em volta e não viram nada.
—Tem certeza? — Granger disse.
—Eu não sei, mas enquanto eu tava lá na Borgin & Burkes tive a sensação forte que estava sendo vigiado.
—O Potter! — Hermione disse de repente- Vocês o viram em algum lugar?
Todos os presentes negaram.
—De qualquer forma vamos logo. Não gosto desse mal pressentimento — Draco disse.
Então logo os quatro amigos se foram, deixando pra trás três pares de olhos inquietos.
Fale com o autor