Your Soul Is Mine

2 O passado é seu passado


Notas iniciais
Oi pessoas, obrigada por lerem ♥ Esse capítulo vai ser postado hoje (sexta). Quero postar todos os sábados um capítulo, acabei de terminá-lo. Espero que gostem

1942

Hermione voltara no tempo, só não sabia exatamente em que tempo.

Um vira-tempo comum, voltaria horas, entretanto horas não seriam o suficiente para castanha. Ela necessitava de meses, quem sabe alguns anos.

Agora que não conseguiria voltar para o futuro, visto que o vira-tempo que ela usara desapareceu, como se nunca estivesse ali, deixando apenas a sensação entre seus dedos. Contudo, mesmo que ele ainda estivesse aqui, Hermione não sabia se o melhor era ficar ali, ou voltar para o futuro, se não conseguisse fazer algo, nada mudaria, o mundo bruxo estaria perdido, não existia mais vida para ela lá, a única coisa que esperava naquele futuro era a morte.

Foi ao lembrar que seus amigos morreram, que Hermione deixou-se cair e chorou, chorou como se nunca mais fosse fazê-lo, afinal, ela não era de ferro, nenhum ser humano poderia ser forte sempre. Foi aí, que a sala precisa deu-lhe uma cama, Hermione arrastou-se até lá e dormiu.

Ficou apagada por três dias e quando acordou, só pensava uma coisa, ou melhor, em duas. Precisava de um banho e comer. Sua fome era maior do que sua necessidade de estar limpa. Pegou a capa de Harry, que ainda estava com ela, saiu da sala rumo a cozinha do castelo. Não tinha nenhum plano bolado no caso de um elfo a ver, o plano inicial era a tentativa de afanar alguma coisa, sem que eles a vissem.

O castelo estava silencioso, mais que o normal, provavelmente ainda não começara as aulas. Hogwarts estava linda, como há muito tempo não estivera, provavelmente voltara anos, muitos anos. Cinco talvez? Ou seria possível que fosse mais?

Hermione dera sorte, não esbarrou com ninguém, nem mesmo os fantasmas do castelo. Chegou em frente ao quadro que escondia a cozinha, fez cócegas na pera e entrou.

— Quem é você? – Uma voz conhecida lhe perguntou, ainda com a capa Hermione virou e o viu jovem como nunca pensou que veria. Albus estava a sua frente, sentado numa das mesas, com um suco de abóbora nas mãos.

Com os olhos marejados, Hermione tirou a capa.

— Sou Hermione Granger, o senhor me mandou aqui – A surpresa que havia em seus olhos não se podia dizer que era pelo que dizia, ou pelo seu estado, além de suja, a garota estava com hematomas, sangue nos cabelos e vários arranhões pelo rosto.

— Por Merlin! Espero que eu não tenha feito isso com você, minha querida. Sente-se, está com fome? – Hermione anuiu. – Litzy, sirva esta pobre garota, talvez seja melhor que se alimente antes de me explicar sua história. O que acha?

Ela concordou e se alimentou, comeu um pouco de tudo, quase não acreditando que estava segura, olhou Dumbledore, que estava assustadoramente jovem, cabelos ainda acaju, barba nem tão longa quanto fora em seus anos como diretor.

Quando se sentiu satisfeita, achou melhor começar a conversar.

— Primeiramente, é muito bom ver que o senhor está vivo – Hermione disse sem poder conter as lágrimas, depois de tudo o que aconteceu, era bom saber que havia alguém em que se podia confiar.

— É com muito prazer que tentarei me manter assim, por muitos anos – E sorriu, um sorriso que Hermione retribuiu.

— Eu gostaria de lhe mostrar algo, senhor. Esta carta – Pegou o papel amassado da calça e entregou a ele. – E minhas lembranças. Eu vim do ano de 1997, o senhor, deixou um vira-tempo, muito poderoso para que eu pudesse voltar e lhe contar tudo o que aconteceu.

— Venha comigo, Senhorita Granger. Por favor, cubra-se novamente, estamos no recesso de Natal ainda há alunos na escola.

Hermione obedeceu eao invés de seguirem para o gabinete do diretor, seguiram para a sala de transfiguração. Hermione estranhou, mas não disse nada.

Dumbledore abriu passagem e Hermione entrou na sala de aula. Albus pegou a penseira, quando Hermione pegou sua bolsa de contas atrás de uma varinha, não encontrou, lembrava-se de ter posto a que estava em suas mãos, ali.

— Senhor, não tenho uma varinha, será que… – Hermione sentiu uma hesitação vindo de Dumbledore. – O Senhor pode executar a magia, se preferir, ou ler minha mente. É necessário que o Senhor veja.

Dumbledore entregou a sua varinha. Hermione selecionou suas memórias da guerra, principalmente as últimas e quando conversou com Severus, para que tivessem uma última chance de vencer.

Essa última, era a que estava sendo vista neste momento.

— Hermione! – Harry gritou para mim, ele já saia em direção ao castelo, Snape estava tendo seus últimos momentos. A lágrima que continha suas mais preciosas lembranças, para que Harry pudesse vê-las.

— Eu sinto muito – Sussurrei, o veneno já deveria chegar ao coração, seriam poucos segundos de consciência até seu final derradeiro.

— Granger. Dumbledore ainda tem uma carta na manga. Há um fundo falso na penseira dele, pegue a carta, fuja. Se esconda na sala precisa e use. Essa será nossa última alternativa – Seus olhos negros perderam o foco e morreu.

— Acredito, que foi nesse momento, ou antes, não posso garantir, que Snape soube que não haveria chances – Hermione se dirigiu ao professor, enquanto viam suas lembranças.

Outra lembrança apareceu, Ronny sendo atingido por Lucius Malfoy, Gina caindo ao lado da mãe, já morta, aos pés de Bellatrix e Harry. Harry estava preso por Voldemort, aquela figura ofídica segurava nos cabelos que outrora foram negros e rebeldes, mas que agora estavam manchados de sangue pronto para matá-lo, com uma adaga, talvez o achasse indigno de morrer como um bruxo e merecesse a morte dolorosa e trouxa. Seus olhos encontraram os meus, tinham poucos comensais ao meu redor, graças a minhas habilidades de luta, não consegui ser capturada e estava segura. Os olhos rubros fitaram-me de forma desconhecida, buscavam minha mente, entretanto olhei para Harry, seus olhos verdes perdendo o brilho gritavam o que sua boca só tentava.

— Fuja, fuja – Era o que ele dizia, Harry virou-se em direção ao seu aprisionador, conseguiu chamar sua atenção, eu já não conseguia ouvir mais nada, atordoei alguns comensais que estavam em meu caminho, corri em direção ao uma porta desconhecida, puxei a capa de minha bolsa de contas e corri.

Hermione saiu da penseira atordoada, seus olhos estavam marejados e pequenos soluços se formavam em sua garganta.

Dumbledore olhava para castanha com um misto de pena e terror “O que essa pobre garota já passou na vida? ” Pensou o professor.

— Em que ano estamos, Dumbledore?

— 1942, o mundo trouxa está em guerra. – Hermione tinha voltado mais de 50 anos. Nenhum vira-tempo conhecido tinha tanto poder assim. Como Dumbledore havia o conseguido?

— Eu vim do futuro, não tenho onde ficar, muito menos para onde ir, meus pais – Sua garganta se fechou e uma lágrima desceu de seus olhos. – Nem nasceram ainda.

A sala ficara silenciosa, pesada, Hermione pôde sentir. Ficou angustiada. Dumbledore voltou seus olhos para a carta. Era verdadeiramente sua carta, sabia que havia algo mais, pior, sabia que devia muito a essa garota.

— As aulas voltam em suas semanas, fique por enquanto na sala precisa, pedirei a Litzy que prepare algo para você comer. Tome um banho, entrarei o mais breve possível em contato com você. Aqui estará segura senhorita Granger.

Notas finais
Oi pessoas, espero que tenham gostado. Queria agradecer a Bell Dias e Andréia Santos que deixaram um cometário no Capítulo anterior. Vocês me animaram para que eu pudesse escrever. Obrigada!