Young Justice Revolution

1 Capítulo 1- Nascer de um Novo Herói


Notas iniciais
Primeiro Capítulo voltei a escrever depois de um longo tempo, espero que gostem da fic.

Monte da Justiça dia 15 de Março 22h

A equipe havia acabado de se reunir no salão central a mando do seu líder Asa Noturna. O horário era algo inesperado, geralmente as reuniões não aconteciam nessa hora, mas devido a todos os últimos fatos que estavam ocorrendo, nada mais importava. Kaldur virou um traidor, Roy estava se afundando cada vez mais na sua profunda depressão e um grupo dos mais poderosos membros da Liga da Justiça estava numa prisão intergaláctica em Ioa tentando provar a sua inocência.

Como esperado, todos os membros ainda ativos estavam presente para ouvir o que Asa tinha pra falar. Megan e La’gaan estavam num canto mais afastado da sala se abraçando para ouvir o que ele tinha pra falar, Connor hora fitava o líder e às vezes olhava o casal discretamente e depois voltava a sua posição com um leve grunhido. Garth, Jaime e Robin (Tim Drake) estavam juntos conversando em outro canto. Wonder Girl e Bat Girl estavam uma do lado da outra, mas ambas caladas com uma expressão séria, afinal elas não tinham motivos pra sorrir, os seus mentores estavam a anos-luz de distância e elas não paravam de se preocupar. Finalmente Mal Duncan e Bumblebee chegaram Mal se posicionou ao lado de Dick (Asa Noturna) enquanto Bumblebee fica ao lado de Cassandra (Wonder Girl).

- Bom já que estamos todos reunidos, posso começar a falar o que esta havendo. – Dick fala enquanto Mal liga os computadores atrás deles. Uma série de noticiários aparece nas telas, eles falam sobre uma chuva de meteoritos que tinha ocorrido, os fragmentos haviam caído perto da Flórida, mas por sorte eles tinham caído na água não gerando nenhum tipo de estrago. – Eu estarei enviando uma equipe para averiguar o que aconteceu lá.

Os membros se entreolham espantados.

- Asa, com todo respeito, mas porque temos que ir procurar por pedras no espaço que caíram no mar? – La’gaan pergunta

Dick se endireita antes de comaçar a falar. Era compreensível a pergunta dele.

- Devido aos últimos acontecimentos gerados pelos Kroletarianos, a Liga achou suspeita essa repentina chuva, principalmente porque ela ocorreu exatamente depois de um mês do ativamento dos escudos anti-Zeta – Ele da uma pausa, era algo que lhe deixava apreensivo. – Nos acreditamos que pode ser algum tipo de retaliação deles.

— Cara... Esses bichos estranhos não desistem... – Jaime (Besouro Azul) resmunga – Mas que aliens chatos... Eh sem Ofensa MM e SB – ele tenta se redimir depois da sua colocação.

Tanto Connor quanto Megan não se importaram com isso.

- Enfim, eu irei mandar uma equipe formada por mim, La’gann, Miss Marte, Bat Girl e Mutano para averiguar. – Asa fala tentando voltar ao assunto da missão. – Duncan você irá nos monitorar daqui. O resto da equipe e melhor ficar aqui também, caso precisemos de reforços.

Algum tempo se passa e a equipe designada por Asa embarca na Nave de Megan rumo ao seu destino.

- Ah, por que eles me deixaram fora dessa. — Jaime reclama

- Eu não estava com o mínimo de interesse nessa missão. – Connor fala olhando Megan e La’gaan dando um beijo de leve antes entrar na nave.

- Mal, você ficará no comando na minha ausência, Ok. – Dick da sua última ordem antes de subir a bordo.

A saída da Montanha começa a se abrir e a nave levanta voo deixando os seus companheiros apenas observando.

Após alguns minutos o grupo restante está sentado em frente à televisão enquanto Duncan não sai de perto do painel de controle.

- Bom acho que é melhor eu ir para casa. – Bumblebee fala se levantando. – Afinal não vamos ter nada hoje... E uma certa pessoa esta muito compenetrada no seu trabalho para me dar atenção.- Ela dá uma indireta em Duncan.

- Desculpe-me minha abelha, amanhã nós compensamos, eu te levo pra sair. – ele fala se sentindo culpado. – Asa Noturna e o resto do grupo contam comigo.

- Eu sei. – Ela fala rindo e indo na direção dele. Ela da um beijo de despedida no garoto e depois e vai para o tele transportador Zeta. – Até pessoal.

Com isso o portal se abre e ela desaparece. O grupo volta a se calar. Connor tinha descido para o hangar e estava limpando a “Esfera” ao lado de Lobo.

O kriptoniano não conseguia parar de sentir uma pitada de ciúmes da relação de Megaan, mas ele não podia voltar com ela após as atitudes da marciana, essa era uma decisão que ele tinha tomado e não voltaria atrás nela.

A porta do hangar se abre novamente e Cassandra aparece.

- Quer ajuda? – ela pergunta

- Só se for para conversar, a “Esfera” está limpa... – o garoto fala com um tom meio perdido. – Eu só queria me dispersar um pouco do grupo.

A amazona olha ao redor e vê o lobo a fitando com seus olhos profundos.

- Dois lobos solitários... Vocês dois, você tem o animal que combina com você. Ela fala rindo se sentando ao lado do garoto e dando um soco de leve no ombro dele. – E por isso... Que você e a Miss Marte terminaram?

Connor fica um pouco perdido com a pergunta, ele não podia falar o porquê do motivo, era algo muito pessoal. O garoto demora um pouco para responder.

- Pode ser não sei ao certo. – ele da a melhor resposta que vem na mente.

Cassandra ri.

- Poxa que bela resposta, mas eu vou aceita, embora seja meio nítido o seu ciúmes ao vê-la junto com La’gaan.

O garoto se levanta sem responder mais nada.

-Connor desculpa... Eu não tive a intenção. – ela fala tentando puxar o braço dele para que não saia dali.

Mas antes que qualquer coisa acontecesse um símbolo de uma Ankh (símbolo egípcio que significa a imortalidade se materializa no hangar). De dentro dele aparece um homem com um traje azul com uma capa e um elmo dourado.

- Dr. Destino?! – Cassandra e Connor falam ao mesmo tempo.

- Olá, Super Boy e Wonder Girl. – ele fala. – Eu preciso falar com vocês.

Ohio dia 15 de março 22h.

Faltam duas horas para que eu complete 18 anos – Grande coisa-. Meu nome e Raymond Terril. Moro numa cidadezinha no interior de Ohio, aqui como posso dizer o clima e quase sempre frio e ainda piora, por que só posso por os pés para fora de casa quando escurece. Isso ocorre por causa da minha doença, um tipo raro de hipersensibilidade ao Sol que me impede de ter contato com qualquer tipo de contato com raios ultravioleta, caso contrário eu irei morrer, bom pelo menos foi assim que sempre me falaram que iria acontecer.

Graças a isso eu já ganhei até um apelido, “Garoto Noturno”- poderia ser pior às vezes eu penso. Do jeito que essas pessoas são aqui elas poderiam achar que eu sou uma espécie de vampiro, ou sei lá alguma outra coisa do tipo. – Mas isso nunca rolou, eu sempre fui o garoto doente, o coitado. Mas de qualquer maneira eu sempre vivi isolado. Até mesmo as janelas da minha casa são pretas para que a luz não entre aqui, minha mãe é meio paranoica com isso. Mas enfim, o que vocês acham de um garoto que vive isolado do mundo, que é evitado pelas pessoas, pois a maioria desses caipiras acha que se ficarem muito perto de mim irão pegar a minha doença, francamente, acho que se não fosse pela minha amiga Jennifer Jurden eu já teria surtado e saído correndo no meio da rua ao meio dia e pondo o fim nessa minha vida.

Jennifer e eu somos amigos desde sempre, ela é minha vizinha de frente, e nós desenvolvemos o nosso próprio método de se comunicar. Por exemplo, agora eu estou na minha janela que da de frente para a dela e vejo uma luz piscando três vezes, era sinal que ela já estava saindo de casa, então era melhor eu descer logo. Eu nem queria isso, mas depois de muita insistência dela, ela me convenceu de sair com ela para comemorarmos o meu aniversário.

Embora eu não goste admitir eu estava ansioso, eu tinha algum pressentimento que algo iria acontecer hoje, algo que iria mudar a minha vida, era muito estranho isso, eu nunca havia sentido nada antes. Talvez seja porque de alguma maneira eu talvez consiga dizer para ela que eu gosto dela. – Ok melhor parar de pensar nisso. – murmuro baixo para mim mesmo.

Coloco minha jaqueta e saio de casa. Até que não esta uma temperatura ruim, o clima está agradável. Eu ando até a casa de Jennifer e ela está me esperando na porta. Ela está linda. Estava com o cabelo castanho dela solto, maquiada, com um vestido vermelho que me deixou de queixo caído. Senti o meu coração batendo mais rápido ao ver os seus profundos olhos azuis me fitando.

Ela começa a rir, provavelmente eu devo estar com uma cara de abobado ao vê-la.

- O que foi “Garoto Noturno”? – ela fala rindo. Jen é a única pessoa em todo o mundo que eu não me incomodo que me chame desse jeito. – Nunca viu uma garota produzida?

- Você sabe que não. – eu falo rindo.

Ela faz uma careta e entrelaça o seu braço ao meu.

- E ai? Aonde vamos? – ela pergunta de deboche. Mesmo eu podendo sair de noite, eu nunca curti muito e Jen sabia disso, portanto que não conheço nada direito pela cidade.

-Esta à escolha da dama. – eu brinco.

-Você não sabe que é a obrigação do cavalheiro escolher o lugar para levar a sua companheira? – ela retruca.

-Bom eu sei de uma lanchonete que tem aqui perto onde tem um hambúrguer maravilhoso. – eu falo mostrando a língua pra ela.

- Bobo... – ela fala rindo.

Nós andamos até o centro da cidade, onde provavelmente havia uma concentração maior de locais para sairmos. O caminho demora mais ou menos vinte minutos. Até que para uma cidade de interior ela tinha algumas variedades de locais.

- Ei veja. – Jennifer aponta para uma espécie de boate. – É a única boate da cidade, o pessoal todo da escola se reúne ali.

Eu fico olhando para a entrada da boate. Esse não era o tipo de lugar que eu me sentiria bem, afinal eu nunca frequentei a escola. Os meus estudos foram sempre em casa, então ali era um local onde só tinha gente que eu nunca vira na vida. – E sinceramente eu queria ficar num lugar mais romântico e a sós com ela.

Para a minha sorte Jennifer percebeu logo que a ideia havia me deixado desconfortável. Continuamos andando até que encontramos um restaurante de massa italiana. Na verdade ele tinha meio que um formato de uma casa feita de madeira, mas parecia ser um tipo de lugar agradável, sem falar que comida italiana é a favorita dela.

- Que tal ali? – eu sugiro.

- Ótima ideia. – Ela fala sorrindo em seguida me da um beijo no rosto me fazendo corar. – Vamos, eu estou com faminta.

Ela fala me puxando pelo braço para dentro do restaurante.

Ficamos cerca de uma hora ali. Nós comemos, conversamos,rimos foi tudo muito legal. Parece que aquela sensação que havia tido estava certa. Quando saímos do restaurante eu sugeri que ficássemos um pouco na praça que tinha ali perto. Pode parecer estranho, mas eu sempre quis ir nessa praça, e ainda por cima com Jennifer isso seria ótimo.

- Nossa jantar a sós agora uma volta na praia, Raymond “Garoto Noturno” Terril você hoje está estranho. –Ela fala rindo.

Eu não havia percebido, mas já tinha algum tempo que nós já estávamos andando de mãos dadas, na praça. Foi ai que me surge uma ideia, eu olho para o relógio e vejo que falta 1 minuto para meia noite, 1 minuto para que eu complete 18 anos.

-O que foi? – ela pergunta sem entender o porquê deu ter feito isso. – Vai dizer que já vai amanhecer e o senhor tem que ir para casa antes de virar pó?

Eu rio.

- Não é que falta pouco para que eu complete 18 anos. – eu falo, e tomo coragem para continuar. – E eu não vejo pessoa no mundo que eu queria mais comemorar isso do que ao seu lado...

Posso ver o seu rosto corar, não é do feitio dela ficar assim, geralmente Jennifer falaria algo do tipo “Claro eu sou a única pessoa que você conhece”, mas dessa vez eu podia ver que nos seus olhos havia uma expressão de ternura. Eu começo a me aproximar mais dela.

- Bom... Acho que eu posso te dar o seu presente agora. – ela fala se aproximando de mim também.

Seus lábios e os meus se encontram e nós começamos a partilhar de um beijo. Por alguns minutos eu havia esquecido tudo, tinha esquecido que eu vivia com uma mãe que me protegia de todas as maneiras com medo que eu morresse por qualquer raio de Sol que eu tomasse, pelo fato das pessoas me considerarem uma aberração, pelo fato de que meu pai que não vivia em casa e do nada tinha sumido... Nada disso mais importava, parecia pela primeira vez que o “Garoto Noturno” nunca existiu. Eu era apenas Raymond Terril, um garoto normal de 18 anos, numa praça beijando uma garota que ele sempre foi apaixonado. Perfeitamente normal.

O resto da noite nós ficamos caminhando abraçados e depois sentados num banco coversando, trocando carinhos e beijos. O vento tinha se tornado mais gelado então eu tinha posto a minha jaqueta nela. Nós já estávamos ali há algumas horas, e eu sabia que daqui a pouco seria a hora de partir, o que me deixava muito frustrado.

- Eu queria que pudéssemos ver o nascer do Sol. – Ela fala colocando a sua cabeça sobre o meu peito.

- E por que não podemos? – eu pergunto para ela.

- Você está louco Ray?! Eu não posso deixar isso... Você sabe a sua saúde... Se acontecesse algo com você por minha causa, eu não me perdoaria. – Jennifer fala com os olhos cheios de lágrimas, como se a simples ideia de isso acontecer já a fizesse sofrer.

Eu a abraço e a beijo. Novamente eu percebo que eu não sou normal e nunca serei... Nunca poderei ver o por do Sol ou o nascer, nunca irei poder sair, a menos que seja agasalhados pés a cabeça. De repente eu percebo, nós nunca poderíamos ficar juntos. Jennifer merecia alguém melhor do que eu. Alguém com saúde, que pudesse sair com ela a qualquer hora do dia.

Eu a ponho sentada direito no banco e começo a me levantar dele.

- Acho melhor eu ir então, falta meia hora para amanhecer... – eu falo, acho que com um tom meio seco e meio triste, eu não queria ter que admitir isso pra ela.

- Ray espera... – Ela fala se levantando e me abraçando por traz. – Não fica triste comigo... É pro seu bem.

- Eu sei... – eu falo forçando um sorriso e a beijo na testa.

- Você pode pelo menos me levar em casa? Senhor 18 anos?- ela fala tentando brincar.

Sorrio pra ela e ofereço minha mão para ela segurar. Nós andamos alguns metros e eu já podia ver o Sol começando a se estender do horizonte. Eu queria poder ver esse espetáculo uma vez, principalmente se fosse com ela.

Já posso até imaginar, pela hora quando eu chegar em casa, serei surpreendido pela minha mãe que irá ficar reclamando comigo por causa da hora que eu vou chegar. Sinceramente isso pouco me importa.

Nós caminhamos mais alguns metros e eu começo a sentir uma formigação estranha na nuca. A princípio eu penso que seja a luz do Sol, mas logo percebo que tem mais alguma coisa. Eu instintivamente empurro Jennifer pro chão e me jogo junto quando vejo uma árvore passando direto pelo lugar onde estávamos.

Meus olhos não acreditam no que eu acabei de ver. Quando eu olho pra traz vejo o que causou isso. Um homem usando um traje roxo com uma máscara, os braços eram revestidos com algo prateado que parecia ser alguma liga metálica, nas mãos tinham luvas escuras. Eu tinha uma sensação sinistra que eu já tinha visto ele em algum lugar.

- Ray quem é ele? – Jennifer pergunta aterrorizada.

Eu tinha que fazer força para ficar de joelho, o medo estava me aterrorizando. O que esse cara poderia querer comigo? Mas eu não posso fraquejar. Provavelmente ele deve ser algum maluco que deve me achar alguma aberração, portanto eu só preciso arranjar um jeito de tirar Jennifer daqui, antes que ou ele ou o Sol acabem me matando.

- Ótimos reflexos garoto. Vejo que você realmente e filho dele. – o homem fala num tom soturno e meio metálico, como se a máscara que ele tivesse usando emitisse esse ruído.

Aquilo foi um choque, o que ele queria dizer com isso? Meu pai pelo que a minha mãe falava era um louco alcoólatra que vivia sumindo e aparecia às vezes em casa depois de alguns dias e uma noite ele simplesmente sumiu. Agora esse cara fala dele, como se ele fosse...

- Você conheceu o meu pai? – eu pergunto pra ele.

- Ray não é hora disso fuja! – Jennifer fala chorando pra mim

- Sim conheci o “Happy”, eu e aquele maldito já nos esbarramos muito. – o homem fala com rancor. – Francamente garoto... Não me diga que você não sabe quem foi o seu próprio PAI!

Ele da uma gargalhada sinistra. Meus ossos começaram a tremer só deu ouvi-la.

- Ray fuja! O Sol ta nascendo! – Ela berra novamente.

O homem olha pra traz pra confirmar se era verdade o que Jen tinha falado.

- Ela tem razão então é melhor eu terminar com isso logo, não acha Ray? Assim você vai encontrar o seu pai logo. Mas primeiro a sua namoradinha.

Ele faz um gesto com a mão e Jennifer começa a flutuar. Ela começa a berrar de desespero e dor. Ao ver aquela cena aqui começa a me enfurecer. Talvez esse cara então tenha haver com o sumiço do meu pai, e agora quer matar a única pessoa na qual eu sempre pude contar na vida. Imperdoável.

Começo a sentir um formigamento pela minha pela que estava exposta a luz. É isso, vou morrer pelo Sol, quem sabe ele a deixe ir. Mas esse pensamento começa a sumir quando eu o vejo fechando a mão mais e mais e Jennifer começa a urrar mais de dor.

Meus braços começam a brilhar e a arder mais. A dor está se tornando insuportável, mas eu mesmo assim me ponho de pé.

- Sabe garoto, eu manipulo a gravidade, consigo controlar tudo com campos gravitacionais e também controlo o ferro, que por sinal está correndo no sangue dessa garota. – ele fica me dando aula se aproveitando do momento. – Agora vamos acabar com a brincadeira.

Ele faz um movimento como se fosse torcer algo.

- Ray eu te... – antes que ela pudesse terminar a frase o seu corpo se dobra ao contrario. Posso ouvi-la dando um último urro fraco antes de cessar a sua voz.

O homem arremessa o corpo sem vida de Jennifer contra o chão e começa a gargalhar.

- Esse é o poder do Dr. Polaris!

A dor parou. Eu não conseguia mais me importar com mais nada, era como se o meu coração tivesse recebido todo o dano do golpe também, aquilo era a minha culpa... A única pessoa não me via como um monstro estava morta por minha causa. E o pior a única coisa que eu podia fazer era chorar. Mas aos pouco essa tristeza começou a virar ódio.

O Sol já tinha raiado, e por mais estranho eu estava vivo, mas quando vejo meu corpo era como se ele tivesse absorvendo a luz que ele emitia. E aquilo estava me dando mais força.

-Você também tem os poderes dele! – Polaris fala com sua voz falhando.

Instintivamente eu começo a gritar o mais alto que eu consigo. Eu coloquei toda a minha fúria nele, alguma coisa me dizia pra fazer isso. De repente a minha visão começou a tudo ficar esbranquiçado ate que eu só podia sentir uma energia tremenda saindo de mim mesmo.

- Maldito! Você vai pagar por isso! – Eu berro e começo a sentir como se estivesse ocorrendo uma enorme explosão ao meu redor.

Demora cerca de 10 segundos para que eu comece a enxergar tudo normal novamente. Quando eu me recupero vejo o que aconteceu. Eu tinha destruído tudo num raio de uns 100 metros com o meu poder. Não havia resquício de nada, e eu não mal, era uma sensação que eu nunca tinha sentido na vida, o Sol não me mata, mas me da poder. Meu pai não foi um bêbado, foi um herói.

Eu olho para o lugar onde o corpo de Jennifer deveria estar... E ele sumiu... Então que eu percebo, que a pessoa que eu mais queria contar isso agora. Esta morta...

Fico de joelhos e me ponho a chorar. Não quero acreditar nisso, quero correr até a casa dela e ver se ela está lá, mas não foi um sonho. Jennifer Jurden, a minha vizinha morreu, mas eu sei o que posso fazer em memória dela. Eu irei combater o mal com esse poder, sem fraquejar jamais. Eu sou Raio. E posso usar a luz do Sol como fonte de poder.

Eis que então uma espécie de moto futurista aérea aparece sobrevoando em cima de mim... Agora eu me pergunto, será que são mais inimigos?

Notas finais
Bom esse foi o final do primeiro capítulo espero que tenha gostando, deixem reviews se tiverem algum comentário ou sugestão, eu prometo ler todo