Young Folks

20 Mais ou menos um elefante branco.


Notas iniciais
Oi genteney, tudo bem com vocês? :v Aqui estou eu, um pouco cedo para postar o especial de natal. Mas é melhor eu postar agora doq não conseguir postar mais tarde, acredite, aqui em casa tá uma correria, socrro. Enfim, um beijão na bunda e boa leitchura. Feliz natal ♥

Depois de passarem o dia inteiro na praia, tirando Kagami e Kuroko que passaram um bom tempo dentro do quarto fazendo sabem bem o quê, todos retornaram para a pousada e dormitórios. Akashi e Kise acharam canetões na recepção para rabiscar a cara de dos dois pombinhos.

Kise foi mais carinhoso ao rabiscar a cara de Kuroko que estava dormindo, fez apenas um bigode e um circulo no olho do menor, porém Akashi, com toda a sua perversidade em mente, fez apenas uma pintinha sexy no canto da boca do ruivo... E desenhou um pênes na testa que foi escondido pela franja.

Depois disso, a muito contra gosto, Kagami e Kuroko acordaram e foram motivos de piadinhas e zoação pelo resto do grupo por um bom tempo.

Todos foram para as termais tirar a areia e o sal do corpo e para se sentirem mais frescos com o calor que estava fazendo.

–Ahh, como é bom tomar um ducha fria depois de passar tanto calor~ -Dizia Kise que estava sentado em um banquinho lavando a cabeça.

–Hoje fez muito calor mesmo... E que merda eim, quem teve a ideia de rabiscar nossas caras!? –Reclamou Kuroko que estava sentado ao lado de Kise e se via no espelho, passando a esponja no rosto com força para tirar a tinta, sua pele já estava ficando vermelha.

–Como sempre, foi o Akashicchi, né. –Respondeu o loiro, dando risada.

–Tinha que ser esse imbecil! –Respondeu o azulado.

–Não me xingue Tetsuya, se não eu conto pra mamãe. –Akashi estava sentado do outro lado da terma, passando sabonete no corpo enquanto sentia Murasakibara esfregar suas costas. –Isso Atsushi, um pouco pra cima, isso, isso, ahh isso é tão bom~

Kagami e Aomine estavam na grande banheira térmica, onde a água estava quente e aconchegante.

–O Midorima tá’ bem? –Perguntou Kagami, que estava com a cabeça apoiada em uma toalha na lateral da banheira.

–Eu sei lá... Depois do episódio da Rosana ele ficou calado olhando pro nada com uma expressão profunda... –Murmurou Aomine com uma voz arrastada e sonolenta. Estava realmente relaxado naquela banheira.

Agora, Shintarou estava na varanda, olhando para a praia e a lua, que iluminava o céu e o mar. Já havia tomado seu banho.

–Ás vezes Akashi é bem filho da puta... Me pergunto quando que ele vai fazer uma boa ação. –Disse Taiga.

–Dificilmente ele vai fazer uma boa ação. Quer dizer, ele sempre ajudou a gente quando estávamos em apuros, mas ele mais fode do que ajuda, né.

–Pelo menos Kuroko não puxou esse lado maldito dele.

–Tetsu não puxou, mas ele também é esquisitão. Na verdade esses dois irmãos são uma peça rara. Ouvi dizer que os dois já foram muito piores do que são hoje em dia. Tetsu era mais sombrio e calado e Akashi era mais psicopata e louco.

Kagami escutava aquilo com uma certa surpresa. Conhecia Akashi e Kuroko já fazia um bom tempo, entraram naquele internato no mesmo ano quando tinham doze anos, mas não chegou a conhecer esse lado obscuro dos dois.

–E como sabe disso? –Perguntou o ruivo.

–Midorima um dia me disse. Ele é vizinho dos dois e os conhece desde quando eram pequenos. Eles moram numa parte privilegiada do país, onde só gente milionária vive. Akashi e Kuroko são herdeiros de uma marca de carro famosa na Europa, e Midorima é herdeiro de uma rede de hospitais particulares, tudo bando de filhinho de papai. –Debochou. –Mas Midorima disse que eles são assim por causa da mãe. Ela é meio maluca.

–E o pai?

–Vive na Europa.

–Entendi... –Kagami se ajeita melhor na banheira, ficando mais confortável ainda.

–Mas e ai garanhão... –O moreno puxa mais assunto. –Como foi a tarde? –Sorriu de forma sacana para o amigo.

–Se eu soubesse que transar fosse tão bom, eu teria feito isso antes. Bem antes.

–Você é muito bundão, cara... Por isso que teu pinto é pequeno, por que você é um bundão!

–QUEM DISSE QUE MEU PINTO É PEQUENO!? –Gritou irritado, chamando a atenção de todos.

–Aomine-kun... Não é pequeno não. –Comentou Kuroko, com um sorrisinho.

–CHUPA ESSA, FILHO DA PUTA! –Kagami diz vitorioso, jogando água na cara do moreno.

–BELEZA ENTÃO, CUZÃO! Aposto que o meu é melhor que o seu. –Cruzou os braços.

–Aposto que não é.

–Alguém aí tem uma régua pra fazer esses dois inúteis descobrirem quem tem o pau maior e calarem a boca!? –Disse Akashi irritado.

–Quem iria trazer uma régua pra cá? –Pergunta Kise.

De repente eles veem uma régua ser deslizada para dentro da sala termal, fazendo barulho ao passar pelos azulejos. Todos olham em direção ao quarto e viram Midorima com o braço um pouco esticado, mostrando que foi ele que jogou.

–É o meu item da sorte de hoje... –Disse. –Usem logo essa merda e lavem antes de devolver.

–Hm, tá mal humoradinho. –Disse Akashi.

–Por que será? –Comentou Kuroko o olhando de relance.

Aomine se mexe dentro da banheira e levanta um pouco até alcançar a régua a pegando.

–Vamos tirar isso a limpo, Bakagami. –Disse Aomine com um sorriso desafiador. Ele posicionou a régua ao lado de seu membro e mediu. –Haha, 17cm... Mau aí, eim.

–DÁ ISSO DAQUI! –Kagami irritado pega a régua e mete o seu pênes também. Mas sente uma veia saltar ao ver a medida.

–Dois centímetros menor que o meu... MAU, AÍ, EIM! –Repetiu gritando.

–AHH VAI SE FODER! Você é preto, tem a vantagem.

–Aí o lado bom de ser negro. –Pôs os braços atrás da nuca. –Levo as pessoas a loucura. –Encarou Kise e viu o loiro ficar vermelho de vergonha e virar para o espelho, ignorando-o.

–Mas aposto que o teu não é o maior. –Disse Kagami.

–Hã? De quem é então?

–Murasakibara.

Todos passam a olhar para o arroxeado que estava distraído esfregando as costas de Akashi.

–Porra, mas aí é covardia. –Disse Aomine.

–Me pergunto qual é o tamanho. –Kagami frisou a testa, confuso.

–Eu tenho medo de saber, isso sim. –Comentou o moreno.

Vários minutos se passaram e todos os garotos finalmente saíram das termais e vestiram seus roupões voltando para o quarto, se juntando ao Midorima que continuava deitado olhando para o teto.

Todos sabiam que agora era o tal joguinho idiota que Akashi propôs para aquela noite. Amigo secreto. Eles estavam sentados no centro do quarto em forma de circulo, e todos já sabiam quem tirou quem e trataram de arranjar alguma coisa para servir de presente, mesmo que por ali não tivesse nenhum lojinha ou algo do tipo, afinal de contas, estavam em um lugar isolado. Então o presente seria de acordo com a capacidade da esperteza e criatividade de cada um.

Midorima estava de fora desse amigo secreto.

–Ok, o imperador aqui está muito feliz em vê-los reunidos nessa noite.

–Estaríamos reunidos mesmo se você não quisesse, dormimos no mesmo quarto! –Disse Kagami, com pouca paciência.

–Cala a boca seu ruivo falso! Bom, enfim... Todo mundo já sabe quem tirou quem né? Todos já estão com os presentes?

–Siimm~ -Todos responderam em uníssono de forma desanimada.

–Ahh, como amo vocês. –Disse com um sorrisinho um tanto sínico. –Tá bom, quem começa?

–Deixa eu começar logo com essa merda pra acabar logo. –Disse Daiki, tomando á dianteira. –Meu amigo secreto não é bem meu amigo, é mais que isso...

–Ahh que gay. –Comentou Akashi.

–Cala a boca, imperador imbecil. Continuando... É uma bicha.

–AOMINECCHI! –Gritou Kise emburrado. –Odeio quando você me chama de bicha!

–Desculpa loira, mas você é. –O moreno riu e deu um selinho rápido no mesmo, entregando o tal “presente” que estava embrulhado de uma maneira um tanto desleixada, numa sacola plástica.

–Me pergunto o que é isso... –Disse o loiro curioso, abrindo a sacola e tirando o presente de dentro dela. –MEU DEUS, O QUE DIABOS É ISSO??? –Gritou histérico.

–Uow... –Comentou Kuroko, um pouco surpreso.

–Da onde você conseguiu isso, cara!? –Perguntou Kagami.

–Invadi um quarto feminino aqui da pousada.

–TÁ ME DIZENDO QUE VOCÊ ENTROU EM UM QUARO SÓ DE GAROTAS PRA ROUPAS ESSA CALCINHA??? –Kise estava vermelho de vergonha. –O QUE É PRA EU FAZER ISSO?

–Usar na nossa próxima noite, gracinha. Hahaha.

–Ahh vai a merda, Aominecchi! Não vou usar isso... AGORA SÓ EU, NÉ? –O loiro começa a falar com a calcinha rosa de renda na mão. –Meu amigo secreto é uma pessoa insuportável que acha que é do dono do mundo!

–Meu querido, eu não me acho o dono do mundo, eu SOU o dono do mundo! –Disse Akashi , tomando a dianteira. –Tá, o que você tem pra me dar?

–Tome essa calcinha que o Aominecchi roubou! –Kise joga a calcinha pra ele.

–EI, KISE! –Gritou Aomine.

–Desculpe Aominecchi, mas eu me recuso! –O loiro estava emburrado fazendo bico.

–Ahh que bonitinha... Olha só Atsushi, já sei o que vou usar na nossa noite juntos! –Disse Akashi alegremente.

Todos passam a encarar o tal casal estranho com uma cara de repulsa.

–Akacchin vai ficar uma gracinha. –Comentou Murasakibara, com um sorrisinho sonolento.

–Vou mesmo. –Sorriu. –Tá, agora sou eu... Err, vejamos. Meu amigo secreto é um ruivo falso cujo seu cabelo está desbotando e deveria pintar de novo! E tem um pinto na testa...

–TEM O QUE??? –Kagami se inclina um pouco no chão até ficar de frente para um espelho de corpo inteiro que havia no quarto, quando viu seu rosto ele levanta a franja e acaba vendo o pinto desenhado em sua testa. –PORRA, QUEM DESENHOU ISSO!?

–Toma o teu presente, retardado! –Disse Akashi, pegando o cachorrinho que estava ao lado de Kise e o jogando em cima de Kagami.

–GWAAAAAAAAAAAAAHHH!!!!! –Kagami grita ao ver o cachorrinho ser jogado em sua direção, e desesperado vai para o canto do quarto, ficando afastado de todos e do cachorro. –AKASHI, SEU MERDA!

–Akashicchi, não jogue o meu cachorro assim! Tá maluco!? –Disse Kise, pegando o animalzinho e fazendo carinho em seus pelos.

–Hahahahaha, tá bom, tá bom. Agora é sua vez, Taiga. –Disse Akashi divertidamente.

–T-tá... –Kagami respira fundo. –Meu amigo secreto é uma pessoa muito importante pra mim e que-

–Tá bom, tá bom, é o Testuya, afe, ninguém aguenta tanta viadísse, não. –Interrompeu Akashi, já sentindo náuseas com aquele romance todo.

–Vai se danar Akashi! –Gritou Kagami.

–O que pegou pra mim Kagami-kun? –Perguntou Kuroko, curioso.

–Eu sei que você gosta de chocolate branco, então comprei essa barra aqui numa maquina que tem lá em baixo perto da recepção... Tem um monte de variedade lá. -Kagami se estica um pouco até chegar no canto onde tinha várias mochilas, pegando a sua e tirando o chocolate que estava escondido. Taiga estica o braço, mas não se aproxima.

–Kagami-kun, o que foi? –Pergunta Kuroko, confuso.

–Pega logo o chocolate, eu não vou me aproximar, o cachorro ta aí do lado!

–... Tá.... –Kuroko se aproxima e pega o chocolate agradecendo com um sorrisinho. O azulado senta de volta para o seu lugar. –Bom, minha vez né?

–É... –Todos dizem.

–Meu amigo secreto um dia vai morrer de diabetes.

–Kurocchin é cruel. –Disse Murasakibara frisando as sobrancelhas um pouco incomodado.

–Apenas só digo a verdade. E eu vou contribuir com essa doença lhe dando essa caixa de balinhas de café que peguei na recepção. –Tetsuya entrega uma caixinha para Murasakibara.

–Mas eu odeio bala de café. Isso é coisa de velho.

–Desculpe, era isso ou chicletes velhos que estavam grudados de baixo dos bancos de espera da recepção.

–Urrgh~ Tá... Minha vez, né? –Disse Murasakibara.

–Só sobrou eu... –Murmurou Aomine. –Vai me dar algum doce? –Brincou.

–Na verdade eu não vou te dar nada. – O maior sorri de forma preguiçosa.

–Ué... Mas isso daqui não é amigo secreto? Deveria me dar alguma coisa.

–É, mas você não merece.

–Ahh, vai se danar, idiota! –Aomine mostra o dedo do meio para Atsushi.

–Ok, ok, terminamos, não é? Estou morrendo de sono... E amanhã voltamos para o internato, precisamos dormir cedo para acordar cedo e arrumar as coisas. –Disse Kuroko, já indo para seu colchão e chamando Kagami para se juntar a si, mas o ruivo estava meio relutante pois o cachorro de Kise ainda estava muito perto.

Todos estavam se arrumando para dormir, cobrindo-se com seus devidos cobertores, porém, Midorima continuava na varanda, com a cabeça apoiada nos braços que estavam descansando no batente.

Akashi percebe que Midorima ainda permanecia lá, e parecia não querer ir dormir agora. O ruivo acabou se lembrando de uma coisa que acabou comprando depois que voltaram da praia. Francamente, a tal máquina que Kagami falou vendia de tudo...

O menor pega uma caixa e se afasta de seus amigos que já estavam deitados indo até a varanda, se aproximando de Midorima.

–Oe, Shintarou. –Disse Akashi.

O de óculos vira o rosto e encara Akashi com uma expressão não muito feliz, mas também não demonstrava ódio. Parecia abalado. Akashi estica o braço e entrega a caixa para o mesmo.

–O que é isso? –Pergunta Midorima. –Eu não fiz parte do amigo secreto, esqueceu?

–É, mas você é meu melhor amigo, sabe disso... E além do mais, não faça desfeita da minha boa vontade. –Ergueu uma sobrancelha e depois sorriu. –Feliz natal.

Akashi saiu da varanda e se deitou em seu colchão ao lado de Murasakibara. Midorima ajeitou os óculos e abriu a caixa, vendo que ali dentro havia uma certa coisa que precisava ser enchida.

“Boneca inflável”, era o que estava escrito.

Midorima sorriu.

–Claudia... –Disse olhando para a caixa e voltando a encarar a lua, dessa vez com um semblante mais calmo e quem sabe feliz.

Notas finais
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