Young Folks
21 Assovie e assovie, junte suas malas e se despeça, não se esquecendo de coisas importantes.
Notas iniciais
Ficaram conhecidos como os piores delinquentes daquele internato simplesmente por seus feitos famosos que causaram a sua “prisão” naquele lugar. Não só pelos motivos que os levaram a ir para o internato, mas também pelas coisas que continuaram a fazer dentro do internato. Mas todos já sabem o que esses idiotas fizeram dentro do internato, todas os desafios e brincadeiras estúpidas.
O diretor só não os expulsou porque isso ficaria mal para o internato, já que a missão dele é reeducá-los, e não expulsá-los e mandá-los de volta a sociedade.
De qualquer forma, Akashi e Kuroko ficavam com a mais famosa história do internato inteiro. Faziam parte de uma família rica, pai ausente e mãe louca. Faziam de tudo para chamar a atenção da mulher, de tudo mesmo, até que um certo dia a mãe não aguentou e mandou-os internar. Midorima foi para o internato quando seus pais descobriram que ele abria túmulos e estudava os mortos, apenas para saber mais sobre a anatomia humana. Era um gênio incompreendido, afinal de contas. Kise espancou o pai, quase o matou, tudo por causa da não aceitação do patriarca sobre o filho ser homossexual e adorar vestir as roupas das irmãs. Aomine, a mando de seus dois pais, foi para o internato por ser um mal criado, preguiçoso, e adorar vigiar as mulheres na casa de banho. E por fim Murasakibara, o grandão roubava doces de super mercados, chegou num nível que nem o conselho tutelar teve jeito, foi para o internato mesmo. E Kagami, chegou ao internato por uma falha de sua família, era para ir em outra escola, mas acabou indo para o internato. No final das contas, Taiga, que nem era considerado um delinquente, acabou ficando no internato, e ao longo do tempo, acabou se tornando um, graças a influência de seus amigos.
E essas foram um resumo para ficar clara a ideia de que esses idiotas, fora da escola, tem história. Histórias malucas.
Só de pensar que teria de voltar para casa, Akashi se sentia ansioso. Sentia falta de sua mãe maluca, apesar de tudo. Enquanto arrumava sua mala para sair da pousada e voltar para o internato apenas para pegar outro ônibus e voltar para a casa, o ruivo assoviava uma certa música que acabou se lembrando.
Young folks de Peter bjorn and John.
–Oh, conheço essa música. –Comentou Kuroko que estava em seu lado, dobrando algumas roupas.
–Lógico que conhece, escutávamos ela quando íamos dormir na casa da Tia Velha nas férias, quando tínhamos seis anos.
–Sim, me lembro.
Enquanto colocava as roupas dentro da mala, Akashi sente um objeto desconhecido dentro da mesma. Começa a vasculhar até achar a tal coisa.
–Oh! Meu creme de pêssego!
Young Folks, capítulo 21, FINAL.
O ônibus, já com todos os estudantes embarcados, seguia viagem de volta para o internato. Todos ali dentro estava calados, olhando a paisagem passar diante de seus olhos, ou então aproveitava a calmaria para descansar. O grupo famoso dos piores delinquentes estavam reunidos nos últimos bancos.
Kagami e Kuroko estavam sentado juntos, como era esperado. Kuroko estava intertido na paisagem, não dando muita atenção para Taiga.
Um pouco desconfortável com o silêncio presente ali, o falso ruivo dá inicio a uma conversa bem produtiva.
–O que vai fazer nas férias? –Perguntou de uma vez.
–Hm? Desculpa, estou meio distraído... –O azulado se vira , passando a encarar Kagami.
–Disse o que vai fazer nas férias. –Perguntou novamente.
–Hmm... Vou descansar bastante, ficar em casa. Acho que vou viajar para a casa de minhas tias junto de Seijuurou-nii... São três meses, dá pra fazer bastante coisa. E você, Kagami-kun?
–Não terei muita coisa para fazer... O máximo que farei é viajar para praia junto com meus pais, eu acho... Mas eu queria te perguntar uma coisa.
–O que?
As bochechas de Kagami tornam-se levemente rubras, um leve rosado, e sua expressão era de nervosismo.
–G-gostaria de, algum dia, não sei... Você que sabe... Quer sair comigo nas férias? –Deu uma pequena pausa. –Não precisa aceitar se não quiser.
Kuroko ao ver Kagami se esforçando, não conseguiu conter um sorrisinho doce.
–Claro Kagami-kun, será divertido.
–Uooh, sério!? Legal! Então... Então pra onde quer ir? Sabe, vai inaugurar um-
–Kagami-kun, se acame... As férias nem começaram direito...
E Kagami se acalmou meio constrangido.
No banco ao lado, Aomine encarava aquela situação de relance. “Hmm, então Kagami está convidando o Tetsu pra sair nas férias... Hunf, babaca, eu também posso fazer isso!” Pensava o moreno, franzindo as sobrancelhas.
–Tá tudo bem, Aominecchi? –Perguntou Kise que o encarava meio desconfiado.
–Vamos sair. –Disse, virando-se para o loiro e o encarando. Aquilo com certeza não era um convite.
–.... Heh?
–Eu disse que vamos sair nas férias, tá bom?
–... T-tá... –Respondeu um pouco abobado. Nunca havia visto alguém ‘obrigar’ a outra pessoa a sair consigo. –Mas por que tão de repente?
–Como assim de repente? Ninguém aqui tá nervoso Kise, não começa!
–Ei... Eu não disse nada sobre estar nervoso. –Ryota acaba não aguentando e solta uma risada.
–Está rindo da minha cara?
–Lógico que estou, você é patético, Aominecchi! Hahahaha, Não consegue nem convidar alguém pra sair. –Sorriu de forma debochada.
–Ahh, é assim? Ok então, não precisa sair comigo se não quiser, sua loira!
–Cala a boca, Aominecchi! Hunf... Apenas disse a verdade. –Fechou os olhos em reprovação e ajeitou-se mais no banco, encostando sua cabeça no ombro de Daiki e soltando uma lufada de ar, meio irritado.
O silêncio toma conta entre os dois, mas logo é quebrado.
–Fique sabendo que adoro cinema numa sexta-feira a noite... –Disse Kise.
–E eu gosto de filmes de ação.
–Odeio filme de ação.
–Tá bom, filme de comédia romântica.
–Melhorou.
E assim, marcaram-se o encontro.
Akashi estava atrás de todos, e observava como os dois casais agiam. O ruivo franziu os olhos heterocromáticos.
–Que nojo, o amor está no ar... –O ruivinho se apressou e pegou em sua bolsa, um frasco de desodorante, e espirrou em todos.
–AAAHHHH, AKASHII!!!
[...]
Quando o ônibus chegou, o motorista abre a porta e todos começam a descer. Quando Midorima desceu, o esverdeado encara uma certa pessoa que estava o esperando.
–Ahh que maravilha, ele veio mesmo. –Disse com sarcasmo.
–Hm? Quem? –Perguntou Akashi, que desce em seguida.
–SHIIIN-CHAAAAAAAAAAANNNN!!!!
Um certo moreno com franja divida, afeminado que nem o Kise, passa a correr em direção ao Midorima. Todos os amigos, que até então já desceram do ônibus passam a encarar o encontro dos dois namorados.
Takao pula no pescoço do maior e o abraça com força.
–Ahhh, Takao, está me sufocando!
–Ahh Shin-chan, eu estava com saudades! Me deixa eu te abraçar maaiiss~ -Murmurou de forma manhosa.
–Meu Deus, é mais bicha que eu! –Disse Kise, um pouco surpreso.
–Shin-chan, me apresente ao seus amigos, é a primeira vez que vejo eles. –Disse Takao, alegremente.
–Tsc... Então pessoal, esse é Takao, e Takao, esses são os meus amigos. –Disse Midorima, sem muita vontade.
–Oii~ -Disseram todos.
–Eu já conheço ele. –Disse Akashi.
–Ahh, então foi você que ligou pra mim! Hahahaha, gostei de você!
–Não sei se posso dizer o mesmo. –Sorriu o ruivo.
–Heh?
–Takao, o Akashi é o veneno em pessoa, tome distancia dele.
–Como é? –Perguntou o ruivo menor, levantando uma sobrancelha.
Iria retrucar, mas escutaram uma voz feminina e estridente gritar ao fundo.
–PESSOAAAAAAAAAALLL!!!!
Momoi corria em direção aos garotos, fazendo com que seus cabelos longos e rosas balançassem contra o vento, bagunçando-os e os grandes peitos balançassem. Segurava sua mochila nas costas, mais algumas malas.
–Satsuki! –Disse Aomine, se aproximando.
–E aí gente, como foram na viagem? E... Quem é ele? –Disse a rosada, olhando para Takao, que continuava abraçado no pescoço de Midorima.
–Sou namorado de Shin-chan. –Piscou, olhando para a garota.
–Olha só Ki-chan, achou alguém parecido com você! –Brincou a menina.
–Momoicchi...
–Ei, Satsuki, e teu namorado? Onde ele está? Ele fez alguma coisa com você? –Disse Aomine, um pouco aflito.
–Heh? Namorado? Ahh sim, naah’, foi só um caso Daí-chan. Ele era um babaca no final das contas.
–EU VOU QUEBRAR A CARA DELE! –Disse o moreno, começando a marchar para dentro da escola, mas sendo segurado por Kise.
–Não se preocupe Daí-chan, eu cuidei disso sozinha! –Momoi, fechou os punhos e fez uma pose com os braços, dando a entender como que ela “cuidou” dessa situação.
Aomine levantou uma sobrancelha, um pouco surpreso.
–Como esperado da nossa garota. –Sorriu Akashi.
A conversa estava descontraída entre o grupo, Todos estavam com suas malas prontas, todos estavam prontos para se despedir e ir embora do internato, passar as férias em casa. Até que ouviram um certo homem gritar do portão principal, dizendo que motoristas e ônibus já haviam chegado para levarem eles pra casa.
–É... Parece que é isso, pessoal. –Disse Akashi, sorrindo e olhando para a quantidade de automóvel parado em frente ao internato.
–Serão só três meses. –Deu de ombros Aomine. –Já estou indo, gente, até depois das férias! Vamos Satsuki, vamos Kise!
–Espere Daí-chan, me ajude a levar as malas... TCHAU GENTE, VOU SENTIR SAUDADES! –Acenou a rosada, pegando as malas.
–Aominecchi, você deveria se despedir melhor dos nossos amigos! –Kise inflou as bochechas.
Aomine e Momoi moravam no interior do estado, longe da cidade, eram vizinhos desde a infância. Kise não era vizinho, mas morava na mesma região, então pegaria o mesmo ônibus que eles.
–Meu ônibus chegou também, gente. –Disse Kagami, pegando suas malas. –Você vem também né, Murasakibara.
Kagami e Murasakibara eram da mesma região, mas não moravam próximos.
–Já to indo... –Disse o arroxeado com a voz arrastada. –Akacchin, até depois das férias.
–Até, grandão. –Sorriu o ruivo menor.
–Toma... –Murasakibara puxa uma bala de seu bolso e entrega para Akashi. –Pra ir comendo durante o caminho.
–Não gosto muito de doces mas vou aceitar mesmo assim... Boa viagem.
O maior se despede e vai andando em direção ao ônibus.
Kagami, antes de partir, se aproxima de Kuroko e dá um rápido beijo, apenas para se despedir de forma completa.
–Vou esperar ansiosamente nosso encontro. –Disse o ruivo, um pouco nervoso.
–Kagami-kun as vezes é tão fofo. Heh, eu também... Até as férias e tome cuidado.
Kuroko continua acenando até ver o ônibus de Kagami partir.
Midorima ao ver seu carro particular chegar, ele pega suas malas e junto a Takao, se aproxima de Akashi, estendendo as mãos.
–Até mais tarde. –Disse o esverdeado.
–Até mais tarde... –Respondeu Akashi.
Afinal, eram vizinhos.
Midorima entra dentro de seu carro junto a Takao, e não demora muito para que parta também.
Por fim, Akashi e Kuroko eram os únicos dos amigos que continuavam ali. Aos poucos viam os estudantes saindo e indo embora, deixando o pátio vazio.
Depois de mais alguns minutos esperando, o motorista de ambos chega.
–Vamos, Seijuurou-nii? –Disse Kuroko, pegando suas malas.
–Seijuurou-nii? Faz tempo que não me chama desse jeito. –O ruivo dá uma leve risada.
Os dois se levantam e começam a caminhar em direção ao carro. O motorista ajuda os dois a porem as malas no porta mala. Depois que terminaram, os dois irmãos entram no carro no banco de trás, e logo menos veem o internado se distanciar mais e mais.
–Esse ano foi divertido, não é? –Perguntou Kuroko.
–Diz isso por que se acertou com Taiga.
–Também...
–Oe, Testuya... Temos que parar naquele mercado perto de casa. –Disse Akashi, um pouco surpreso. Parecia que se lembrou de algo.
–Por que?
–Precisamos comprar um vaso para a sala e um saco de açúcar. –Sorriu.
–Ohh sim... –Kuroko acaba soltando uma risada também. –Precisamos sim.
FIM
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