Young Blood

33 Ratos de Praia


Notas iniciais
GENTEEEEH!!!! hello, i find a pc :), n' wifi presente de natal antecipado! iai? gostaram da surpresa? foi bem recebida??? pessoal, qro adiantar a fic o máximo possivel, pq as ideias pra segunda temporada estão transbordando! sobre mim... estou no interior masn ilhada, só um pouquinho!! estou vivendo de alcaçuz e música, to escrevendo mt E sobre o cap.... tem Bianca nele, meu povo, posso ouvir os anjos daqui

And I'd give away a thousand days, oh

Just to have another one with you

Percy.

Eu amava o TacoBell.

Sério.

Fazia uma semana desde a viagem das meninas. Elas estavam na segunda parte do festival. As notícias vinham só por mensagem ou os vídeos que Annie postava. Era 26 de julho, e nós estávamos sentados no TacoBell do estacionamento do Walmart. Ficara quente pra cacete esses últimos dias, o ar era grudento. E eu poderia ser considerado afro-descente com o bronzeado que peguei de tanta praia.

Hoje estávamos em Santa Barbara, em direção a São Francisco. Tínhamos rodado quase todo o litoral da California na caminhonete de Jason. Apenas com algumas mudas de roupas e o cartão de crédito, fomos de sul a norte. Passamos por tantas praias que era difícil escolher a favorita. De San Diego a Oceanside. Lacuna e Long Beach a Torrance. E ali estávamos nós, sujos de sal do mar por dias. Fedendo a praia, queimados e sorridentes. Era noite e a vez de Bianca dirigir, mas não antes de um belo taco gigante de feijão picante.

Olhei as pulseira praianas no meu braço, e uma se destacava mais que as outras. Ela tinha um A meio desbotado, mas com o mesmo significado puro. Eu a carregaria pra onde quer eu fosse. Queria tanto que estivesse aqui comigo. Penteei os cabelos pra trás, os deixando em pé, sentindo frio por estar sem camisa, o ar condicionado ficava bem encima de mim. A barba rala estava por fazer. Mas eu ficara tão na vibe... Tirei os chinelos e cruzei as pernas no banco roxo, querendo mais um burrito. Ou um taco mesmo.

— Eu ainda acho que Bianca não deveria ter dado para aquele babaca. Só isso— o cordão comprido de concha bateu no meu peito. E o meu braço ardia por causa da primeira tatuagem que tinha feito. Uma tribal no antebraço. Ficara maneiro. Era fina e simplesinha. Nico passara horas me convencendo disso.

— Vou obrigar o papai de largá-la largar num convento— Nico se irritava fácil demais com o assunto. Seus cabelos estavam presos numa liga e também tinha o tronco a mostra. Colocou um pedaço generoso de bife goela a baixo.

Bianca bufou. Também ficou torrada por causa do sol, os cabelos no coque desajeitado, o biquíni de renda, como ela chamava, porque pra mim parecia mais um trapo, coberto por um macacão surrado fazia todos os marmanjos da lanchonete a olharem e coçar o saco.

Porra! Eles não tinha decência não?

Sorte deles que Nico sentava de costas na cadeira à nossa frente e não via. Pense num cara ciumento com a irmã.

— Vai cagar— aponto o dedo pro irmão. Sua mão voltou a minha perna. Puxando os pelinhos. Bia e Lia tinham essa mania gostosa.

Jason virou a boné, nos deixando ver o rosto vermelho do sol. Coçou a barriga, jogadão na cadeira, já tinha devorado seu taco. E provavelmente ponderava uma outra rodada.

— Se ela quis transar com o cara... Qual é a porra problema?— sem dúvidas ele estava chapado, com os olhos injetados, arrotou alto.

— Dá pra parar de falar como se eu não estivesse aqui?— pegou o copo de refri, emburrada. Tão fofinha.

— O fato não é ela perder a virgindade com o ele. Qual é...— apoiei as costas no banco acolchoado.— Se eu fosse uma garota, e estivesse num resort mágico na África... E o cara dos meus sonhos tivesse lá, eu andaria de quatro pra ele.

Bianca riu.

— Obrigada, meu amor— ela deu um beijo na minha bochecha, me deixando um sorriso bobo.

— Eu também— Jay levantou o braço, soluçando.

— Tá... — Nico deu um tapa na mesa e me olhou.— E se você acordasse e o cara não estivesse mais lá?

— Aí que tá! Eu não a julgo por fazer isso. Mas não concordo. Só isso!

— Você é um cara paradoxal, Perseu— Nico revirou os olhos.— Se eu fosse o cara dos seus sonhos, daria um chute na sua bunda!

Mandei o dedo do meio pra ele.

— Bia, e se você não foi impulsiva demais? Talvez ele só quisesse um ar ou tivesse ido pegar café da manhã?— Jay perguntou.

Minha mente se abriu com um estralo.

— Eu concordo... Quer dizer! Jason pode ter razão! Sollace não tem cara de que deixa um menina só depois do sexo.

— Por quê, Perseu? Ele já te comeu?— joguei um pedaço de burrito nele. Já ficando irritado com a sua infantilidade.— Ele parece mais uma bichona— Nico resmungou baixinho. Limpando o peito sujo de feijão.

— Cale a boca, seu insensível! Nós estamos falando do homem que sua irmã ama!— Jason se estressou, palitando os dentes.

Bia sorriu pra mim.

— Só eu acho que Jay amadureceu depois que casou?— sussurrou.

Nós, sincronizadamente, olhamos Jason, que, agora, quer dizer, segundos depois, tentava tiraram sujeira do umbigo com um palito de dente.

— Definitivamente, não— neguei com a cabeça.

— Não mesmo— Bia fazia uma careta.

— Para com isso, irmão— Nico enfiou o último pedaço da sua comida na boca e deu um tapinha da mão de Jason.

— Ahhh! Machucou— Jay franziu o nariz, jogando o palito na mesa e massageando o local.

— Que puta engano— Bia bebeu mais no canudinho, ainda olhávamos pro Jason.— Puta engano.

— Pois é— terminei meu burrito.

— Vou começa a procurar irmandades com votos de castidade pra você entrar, Bia— Nico botou os braços atrás da cabeça, relaxando.

Jay olhou o sovaco de Nico, recuando, com os braços fazendo uma barreira e uma careta exagerada de nojo.

— Bomba atômica! Todos pro chão— ele se jogou no chão polido, o movimento fez a cadeira ir junto com ele.

Encarei Jason esparramado aos meus pés.

— Como eu estava errada. Tipo assim, pra caralho— explodimos em gargalhadas histéricas.

Bati minha cabeça na mesa, querendo esquecer a cena que fazia a garganta e a bochecha doerem de tanto rir. Nico tinha caído com Jason, por gargalhar demais. Bia deitou no acolchoado, segurando a barriga.

Chamamos tanta atenção que um carinha do TacoBell pediu que nós retirássemos. Cambaleantes levantamos e fomos até a porta, segurando o riso.

...

A calçada também estava quente. Tudo estava quente. Bianca esperava no carro, a uns 300 metros numa vaga de deficiente, mexendo no celular e Jason dormiu na capota da caminhonete com um edredom sujo que roubou de um inn que passamos. Sentamos na frente da lanchonete iluminada. O arbusto pinicava minhas costas, e o cheirinho de nicotina impregnava meu cabelo.

Nico botou o cigarro na boca. E eu o segui, tragando, fechei os olhos, deixando a podridão me atingir, bem em cheio.

— A gente devia parar de fumar— Nico comentou, a fumaça sai pelo nariz.

— É! Devíamos mesmo— falei, monótono.

— Cara...— Nico repetiu o movimento acabando com o cigarro, jogando a bituca no chão. Soprou pela boca, levantando o queixo.

Eu fitava o asfalto, concentrado no nada. Parecia brilhar. Deixei o cigarro ir queimando devagar, longe da boca. Traguei um última vez, jogando o resto no asfalto e pisando.

Suspirei, cansado de ser rato de praia. Não que quisesse parar, não mesmo, mas era cansativo. O iPhone novo de Nico, ele comprara outro depois que Thalia quebrou o dele, berrou ao som de Paradise City.

Deu uma leve pressão nas têmporas ao ouvir a música aguda tão repentinamente.

— Que número é esse?— franziu a testa.

— Tá ligando no FaceTime— observei. O haviam códigos internacionais e de DDD.

— Pode ser as meninas— me olhou em soslaio.

Assenti, vagarosamente. Deixando a música ecoar pelo estacionamento silencioso. Já deviam ser 2 da manhã. O supermercado no horizonte próximo já tinha fechado e o lugar estava quase deserto.

— Quer atender?— indaguei, tranquilamente, apontando pro telefone barulhento.

— Acho que pode ser uma emergência, já que elas estão ligando e não mandando mensagem— se explicou.

Cocei a cabeça, bagunçando ainda mais os cabelos, dando de ombros. Queria ao máximo parecer indiferente. Sabia que Nico também, mas era forçado demais. Nós sabíamos disso.

Rapidamente, ele deslizou o botão para atender. O conectando apareceu no topo da tela.

Ignorei o coração querendo saltar pela boca.

"ONDE VOCÊ ENFIOU AS CALCINHAS, ANNABETH?"

Thalia, de corpo todo e só de blusão, apareceu em cima de uma cama. Elas estavam num chalé, explicaram na última leva de mensagens. A quarto era branco e iluminado. Deviam estar usando o Macbook, com certeza.

— Olha, amiga... Acho que as deixei no seu rabo, dá uma procuradinha— fiz minha pior imitação de voz feminina, chamando a atenção de Thalia. Nico riu ao meu lado, e o sorriso dela triplicou.

Tomei um susto quando Annabeth, passou deslizando em uma cadeira, se segurou na mesa pra não varar a fora da nossa vista. Ela apontou pra tela, mais pra mim, o rosto amplificado e o cabelo cortado um pouco abaixo dos ombros, nada de fios lilás.

"Essa foi a pior imitação da minha voz de todos os tempos"

Lia apareceu ao seu lado e seu cabelo estava azul. Todo azul claro.

Nico se contraiu um pouco, surpreso, achei. As duas tinham olheiras fundas, mas olhos divertidos. Seus rostos eram os mesmos, só que eu não podia tocá-los. Às vezes a conexão ruim, fazia a imagem aparecer em quadradinhos.

— Você pintou o cabelo?

Ela revirou os olhos.

"Não isso é um efeito que eu coloquei no telefone.... É claro, cê é cego, fio?"

Suspirei.

— Morri de saudades das suas grosserias— zombei. Annie riu, e eu sorri, involuntariamente.

"Pode voltar do inferno, garanhão. Faltam ainda um mês."

Saquei de primeira sobre o que ela falava, mas tiraria do comentário.

— Tenho cara de cavalo agora?— arqueei uma sobrancelha.

"Sai do banho! Quem é a próxima?"

Uma voz masculina grave soou, Thalia e Annie viram a cabeça pra olhar ar tal pessoa. Ou homem.

Fiz uma careta e apertei os punhos, assim como Nico. Elas estavam levando caras pra seu chalé. Minha respiração ficou pesada ao imaginar alguém...

"Acho que temos alguéns nervosinhos"

Thalia riu de nós.

O tal cara apareceu, meio borrado ainda. Mas identifiquei que estava só de toalha e virei o rosto com nojo. Ah, me poupe. Ele se focalizou, e não tinha nada demais, cabelo escuro e olhos verde-musgo.

"WOW"

Exclamou, recuando, dramaticamente. Tudo bem, ele podia ter algo demais.

"Se esses são os famosos Perseu e Nicolas... Me deem uma passagem pra California, baby"

Annie sorriu pra ele, que abanava as mãos freneticamente. Senti o sangue esquentar. Até de nós tinha falado. Que merda elas devem ter falado? E por que só um cara? Será que ele era... Compartilhado?

"Nós dissemos"

Thalia levantou as mãos, na defensiva, olhava pra ele.

"Eles são mais, muito, muito mais, darling"

Os três do outro lado da tela e do mundo, também, riram. Nico pigarreou, provavelmente, irritado pra cacete.

E quem é você?— disparou, louco pra arrancar os dentes do homem misterioso.

"Adoro namorados ciumentos"

O cara suspirou. Aí eu entendi. O cara... Seu eu poderia falar assim, era o bem afeminado ex da Annie. Mesmo assim não me senti muito mais reconfortado. Afinal, era o ex que a fizera feliz e eu não.

"Pierre. É um prazer conhecê-los. Já ouvi demais por uma vida de você. Se me deem licença, eu vou me trocar, tem um gatinho me esperando"

Ele saiu. E me deixou boquiaberto. Nos deixou boquiaberto. Lia e Ann gargalhavam.

— Vão pro inferno! Que susto, porra!— Nico ficou vermelho.

"Ciúmes, meu amor?"

Thalia lhe lançou beijinhos.

Me recuperei, lembrando do que Pierre disse.

Quer dizer que falaram da gente?— sorri de canto.

"Falamos muito!"

Annie piscou. Idiota. Minha idiota.

— E então, pra quê ligaram?— Nico, ainda estava irritado.

— A semana toda de mensagens e agora uma ligação... Por que essa evolução toda?— alisei a barba com a palma da mão. Vi Annie se perder por um segundo, balançando a cabeça, mas foi Thalia quem falou.

"Onde vocês estão?"

Numa TacoBell— Nico respondeu, com um bom humor instantâneo e invejável.

— Por que querem saber?— fiz um tom provocador.

Annie rosnou.

"Seja mais específico"

— Só ligaram pra isso?

— Hã... Bem...— inclinei a cabeça, com um sorriso enorme. Não pude responder, pois Bia buzinou.

— Vamos, gatos! Tá quente demais aqui! Quero ir logo!— agradeci seu tom de voz. Insinuante, pelo menos para as meninas, e alto o suficiente para elas ouvirem. Umedeci os lábios, sedutor.

— Temos que ir...— me fingi de decepcionado.

— Tchau, amores...— Nico murmurou, levantando e me dando a mão pra o seguir. Elas ficaram caladas por um momento. Nico levantou o braço para elas nos verem melhor.

"Quem é esse ser asqueroso que falou?"

Thalia falou baixinho e ameaçadora. Numa última olhada no celular, as duas pareciam leoas prontas para o ataque. Dei um aceno, como Nico.

— Uma amiga querida!— falei. Nico desligou a ligação, satisfeitíssimo.

...

— Jason, acorda, cara!— puxei o cobertor de cima de dele, segurando no pé. Ele apenas gemeu e se esparramou mais no tablado duro da carroceria.

Bia acelerou, ouvi o barulho abafado do rádio dentro da cabine. O vento me atingiu, melado, a maresia salgava a boca. A rodovia bem asfaltada não tinha um carro, e beirava o mar. A visão era incrível, senti um frio na barriga.

Fiquei do lado de fora, sentado na beirada do carro. Jason era espaçoso. Chutei sua barriga.

— Velho! Acorda, porra! Se eu cair daqui a culpa é sua!— encarei o horizonte, e me segurei mais no carro.

Preferia aquele percurso. Sem dúvidas. Era longe do mundo de carros, buzinas e enxofre das avenidas e viadutos centrais. Do lado direito tinha algumas lojinhas pacatas, tipo sorveterias e de souvenires. E do esquerdo o oceano, imenso e violento contra as rochas da praia, o mato baixo pontilhava a areia.

Paramos em um sinal vermelho.

— Que caia então! Não vou sentir nem remorso— Jason sentou, puxando o cobertor.

— Otário— sentei ao seu lado.

Nico abriu a janela traseira, exibindo sua ma-ra-vi-lho-sa cara sorridente pra nós.

— Elas não param de ligar— mostrou a tela do IPhone. Cinco chamadas perdidas.

Bianca virou do banco do motorista.

— Foi maldade...— riu, e continuou a dirigir no sinal verde.

A noite estava clara, iluminada por postes de luz amarela. Típico.

— Querem uma gelada?— Nico estendeu o braço com duas latinhas de Bud Light.

Peguei da sua mão, jogando uma a Jason e abrindo a minha com maestria. Virei na boca, sentindo o gosto bom. Engoli tudo, esticando a perna. Ia ser uma longa rodada.

— Tem cigarro? Mas do especial?— Jason abriu a latinha num chiado.

Bia nos interrompeu.

— Eu odeio quando vocês fumam.

— Já devia ter se acostumado— Nico a cortou, e foi procurar a encomenda.

O carro freou, e eu esperei uma discussão de irmão ali no meio do nada. Já tínhamos entrado na estrada. Agora era só praia e deserto.

— Tu é louca, Bianca— Jason gritou, esfregando o pescoço.

Ela nem nos olhou. Abriu a posta do carro e saiu.

— Jesus apaga a luz— ela parou atrás de nós, encarando algo que ainda não tinha decifrado.

— Nós estamos numa rua...

Abanou a mão pra Nico.

— Cala a boca, garoto! Isso aqui tá vazio— não desviou os olhos do tal local. E eu resolvi, virar e olhar também.

Era só um outdoor gigante da Calvin Klein. Básico, pessoas que pareciam ter saído de um balde de óleo em preto e branco. Cabelos molhados, semi-nus e...

Ah, minha anaconda don't...

Encarei Jason, preocupado. Ele tinha os olhos arregalados. Nico parou do lado de Bianca. E todos nós voltamos a olhar, completamente, bestificados pro outdoor qualquer... No meio do nada.

Aquela é a...— Jason sussurrou.

— Piper— ela, lá do alto, nos olhava provocativa e muito, muito mesmo, sexy. O corpo perfeito talhado e acentuado pela posição que posou, as mãos cobrindo os seios enormes e um jeans cavado. Os emblemas da grife ao seu lado não era nada em comparação a ela.

Notas finais
PERGUNTA DE AGORA OU NUNCA!!!!!!!! A LEIAM, É MT IMPORTANTE: VCS QUEREM UM ESPECIAL KATIE E TRAVIS????? ME RESPONDAM n tenho mt oq falar... apenas comentem, jajá irei responder os outros comentários comentem comentem mt msm vc sabem q eu mereço então recomendem e favoritem e deixem reviews, mt msm, me amem, me desejem feliz natal, e talvez, só se tiver comentarios o bastante eu posto antes do ano novo, ok? bjbj, amo vcs