Young Blood

14 Beijos e grávidas


Notas iniciais
oioioiiiiiiii sem nada pra falar leiam as notas finais

Percy.

Mocha Cookie é o melhor frappuccino no Starbucks, isso é fato. Mas Annabeth tinha definitivamente largado seu Caramel Ribbon e tomado boa parte do meu.

Coloquei na boca um pedaço do croissant de manteiga. E a outra parte Annie roubou, comendo também.

— Você vai comer o meu café da manhã todo mesmo?

Ela assentiu, bebendo café com cara de criança inocente.

— O seu é melhor!

— Tantas crianças na África morrendo de fome e você ai estragando sua comida.

Fez uma careta.

— Não me faça me sentir mal por comer sua comida colocando crianças africanas no meio. E se você se importa tanto com elas, come o meu, pra não estragar.

— Só como os cookies da minha mãe e odeio caramelo. É enjoativo.

— Hm, fresquinho— se inclinou pro lado, estávamos sentados no mesmo banco. Usava só um moletom longo meu e uma meia calça preta ragada. Em pleno Starbucks do aeroporto. Ficou rente a minha boca. Ontem e hoje ela deu pra provocar, o "acontecido", a roupa de hoje (que mostrava suas pernas torneadas), e agora.— Só come o cookie da mamãe, é?

Segurei seu queixo, a aproximando mais, já se apoiando nas minhas pernas.

— São bem melhores que esses requentados— olhamos simultaneamente um pra boca do outro. Ouvi o coração nos ouvidos, os olhos ficando pesados, o magnetismo entre nossas bocas era grande.

Então selei nossos lábios. A boca dela era perfeita, quentinha e macia. Nossas línguas se enroscaram de uma forma gostosa e obscena. Puxei mais pra perto, afundando minha mão nos seus cabelo. Nossas peles se roçaram e senti arrepios em lugares estranhos, o frio que sentia na barriga quando estávamos juntos se tornou um iceberg, como ontem. Seu gosto tinha a combinação perfeita da manteiga e café. Aprofundamos ainda mais o beijo, explorando sensualmente a boca um do outro. Ela acariciava forte minha coxa, a outra mão subiu e esfregava com o polegar meu pescoço arranhando de leve. Ouvi gemer baixinho e apertou minha coxa. Quebramos o beijo, mordi seu lábio vermelho.

Abrimos os olhos, os seus, incrivelmente cinzas escuro, o que a deixava mais atraente.

— A gente não pode se beijar— falou fixa em meus lábios como se não quisesse falar aquilo. Me encarou, e eu não consegui imaginar o que se passava na sua mente. Esperava coisas boas, eu precisava delas.

— Me dê 3 bons motivos— não tínhamos nos separado muito, apenas o suficiente pra sussurrar um contra a boca do outro, acariciei sua bochecha e passei para o cabelo, fazendo-lhe carícias. Se deliciava do carinho e suas palavras eram contrárias aos seus gestos.

— Um, somos amigos. Dois, eu não quero estragar isso. Três, eu gosto de mulher— eu ri, com ela me acompanhando.

Eu já tinha sacado o lance de "gosto de mulheres" dela. Era só um disfarce, uma válvula de escape pra solidão amorosa. Algo no passado dela fez com que tomasse essa escolha. Algo que ela não ia me contar se perguntasse. Mas já tinha iminhas próprias ideias, não que as manifestasse. Só de pensar me dava calafrios, os ruins.

— São motivos inúteis ao que eu vou te falar agora. Seu beijo é viciante e eu senti falta dele, faz tanto tempo—olhei pra sua boca bem mais carnuda que antes.

— Foi molhado, literalmente, anos atrás, nem dá pra sentir falta.

— São nossos primeiros beijos, é claro que dá pra sentir falta. Eu não vou me controlar sempre— me entreguei, essa era a verdade, eu não ia me controlar.— Tipo agora— sussurrei.

A beijei de novo, e de novo. Demos selinhos demorados, eu sabia que ela tentava escapar de mim, mas algo nela, a parte louca não a deixava. Eu suplicava pra ela deixar essa parte controlá-la, eu precisava de Annabeth. De qualquer jeito.

— Isso é vingança? É um remember?— ouvi uma voz diferente, a de um homem.— To aqui a uns dois minutos e você nem olha pra mim! Que saudade é essa?

Tomei um susto ao olhar o "japonês" ali. Mexia freneticamente os dedos no celular. Os olhos cobertos por um óculos de grau quadrado e os cabelos por um gorro preto. Ele sorria de lado. Frank, o bebê lutador de sumor.

— Fiquem calmos, vou guardar o segredinho de vocês. Eu sempre guardei, não é? Agora, você pode vir aqui, me dar um abraço e um beijo como eu esperava?

Annie se desgrudou de mim e literalmente pulou a mesa pra falar com Frank. Abraçar e esmagar também.

— Morri de saudades do meu panda gordo. Meu gordo, não tão gordinho. Uhhhh...— falava com voz da "tia irritante que aperta suas bochechas".— Meu nenenzão, eu senti tanta sua falta...

— Solta! Amor demais! Tá me fazendo passar vergonha— tentou se soltar, só tentou mesmo.

Acho que ele percebeu eu rindo da situação dele.

— Dá beijinho na sua Annie primeiro, coisa mar tilinda da Annie. Vem cá, meu lutador de sumor favorito— ele deu um beijo estralado na sua bochecha.

— Agora me larga. Você sabe que eu te amo, bicuda do gordo.

Eu gargalhei, eles sorriram pra mim. Que apelidos bosta.

— Caralho, quanto tempo, hein, Perseu? Toca aqui cara— demos um soquinhio de mano.— Obrigado por dar um toque de realidade pra Dona Dramaticidade aqui.

Bagunçou os cabelos de Annie.

— Essa palavra não existe—mandou língua.

— Tá faltando alguém... Hazel! Onde ela está?— perguntei.

Annie me olhou sorridente e depois pra Frank.

— Provavelmente mijando.

— É uma Lady— ri.

— Você não ia gostar se fosse uma.

— Touché.

— Vem cá, vocês estão namorando, sei lá? Se pegavam também quando eram pequenininhos. Você me atualizou da sua vida até as novas tatuagens...

— Não, só amigos mesmo—falei olhando pra Annie, seus olhos expressavam tristeza?

— Alerta de assunto inconveniente.

— Você pode ser inconveniente, e eu não?

— Eu não sou inconveniente!

Ri dela, o que me arrancou um olhar de ódio e o outro de concordância.

— E porcos voam, assim como as vacas.

— Sua ironia é linda, Perseu.

— Eu sou lindo, Annabeth.

Annie revirou os olhos.

Frank sussurrou de uma forma audível.

— E depois falam que não são namorados.

— HAHA. Porra, a Hazel ta com diarreia?

Fiz uma careta.

— Vai lá. Ela tem uma surpresa.

Annie me encarou, como se pedisse permissão.

— Você tá me pedindo permissão? Disso eu vou lembrar! Vai lá cachorrinha, não demora!

Frank e eu rimos enquanto ela sumia entre as pessoas com dedo do meio levantado a procura do banheiro. Frank pediu um café forte, e eu aproveitei pra pedir mais um Mocha.

— Posso saber qual é a surpresa?

Ele sorriu abobalhado.

— Cara...— suspirou fundo e relaxou no assento.— Eu vou ter uma filha, com a Hazel.

Engasguei com o ar e tossi os pulmões. Caralho, a Annie ia morrer!

— Uma filha? Quantos meses ela tá?— perguntei eufórico.

— Quatro. Agora que vai começar a aparecer a barriga— ele falava sorridente e sonhador. Percebi o quanto feliz ele estava. E isso me deixou feliz também.

— Você deve estar todo babão por ela, né?

— A Preta é minha vida. E uma mini preta japa...

Ri dos apelidos.

— Preta japa?

— É!— ele riu também.— A Annie vai pirar.

— Vai mesmo!— imaginei o que ela faria quando descobrisse. Choraria, faria aquelas dancinhas da alegria pertubadoras?— Vocês já escolheram o nome?

— Anna.

A atendente colocou os cafés na mesa.

— É por causa da...

— Sim, quem mais seria?— ele deu um gole no café.— Minha vida tem sido perfeita depois que descobrimos da gravidez.

Lembrei de Thalia e Nico, e como a gravidez dela não foi tão bem aceita. Os dois ainda não tinham dado sinal de vida, estava ficando preocupado. E por um momento imaginei ter um filho, com Annabeth. Consegui sentir os primeiros indícios de dor no peito de tanta alegria, o sorriso já não cabia no meu rosto.

— E os pais de vocês aceitaram na boa?

— Minha vó, me deu uma bela surra, mas aceitou até bem demais. Meus pais são completamente apaixonados por Hazel. E bem, os pais dela...— fez uma careta.— O pai dela abandonou sua mãe quando descobriu que ela ia ter uma filha e depois as mandou pra França e a mãe... Morreu a alguns meses. Ela mora comigo desde então.

Impressionante, ele amava mesmo Hazel. Fiquei em silêncio e bebi meu café. Eu queria ter isso. Na realidade eu tinha isso, só que era um pouco mais complicado.

— E você Percy? Tudo numa boa? Annabeth me falou de você...

— Tá brincando!— fiz uma cara descrente.

— Não mesmo!— ele riu.— Incluiu várias vezes o quanto você ficou gostoso na sua descrição.

Gargalhei, não acreditando nisso.

— E você, me achou gostoso?

— Prefiro caras negros— fez uma cara de reprovação, e rimos da nossa gaysice momentânea.

— Falando sério agora, ela gosta mesmo de você. Desde pequena.

Sorriu de lado.

— Ela é uma puta amiga— o constrangimento queimava dentro de mim.

— Tu não muda mesmo, né? Lento! To falando de outro jeito cara.

Soltei um leve "Ah". Nunca passou pela minha cabeça ELA gostar de mim assim. Só eu, o babacão apaixonado. AH! Eu sei lá o que eu pensava. Era tudo tão confuso.

— Annabeth não contou pra você o que ela passou, contou?

Neguei. E ele riu.

— Ela gosta mesmo de você.

— Eu não intendo essa psicologia dela— bufei.

— Ninguém entende— abanou a mão indiferente.
_________________________________

— Eu esperava muito menos de você— ri da sinceridade de Hazel.

Eu realmente entendi o por que Annie e Frank a valorizar tanto. Ela é no mínimo incrível e engraçada. Me dei super bem com ela. Eram esquisita, igual a Annie.

— Annabeth tem mania de aumentar coisas nada haver. E você não é nada haver, você é legal. Frank também falou que você era um cara parceiro— falou, com voz de homem e eu ri. Hazel era muito linda, tinha uma beleza natural. Usava um vestido amarelo e botas pretas, o cabelo cacheado preso num rabo de cavalo. Já dava pra perceber sua gravidez.

— Isso foi uma indireta?— a loira e a morena sentadas no banco de trás, enquanto eu e o japa, que era china na verdade, estávamos na frente do Surbban que roubamos do Argos para pegá-los.

— Isso foi uma indireta— Frank repetiu.

— Isso foi uma indireta— concordei sorrindo.

— Sem dúvida. Eu vou jogar o que aconteceu na sua cara pra sempre. Quantas vezes disse que ele não prestava?

Vi a careta da Annie pra janela.

— O Percy não sabe. Não vamos...

— Mas é claro que ele não sabe!

— Você provavelmente deve ter dito:— Frank e Hazel falram juntos— eu gosto demais de você pra contar minhas desgraças. Deixe eu sofrer sozinha é melhor pra todos.

Rimos loucamente, e Annie nos xingava baixinho. Bati no volante indignado.

— Foi exatamente isso que ela me disse.

— Ótimo agora vou sete amigos babacas, idiotas e fuleiros juntos.

Notas finais
n vou postar fim de semana.... estarei na casa do meu avo, então sorry, talvez só se for domingo anoite. pedi sugestões galera... vamos lá vou me esforçar pra postar outro cap se receber recomendação antes do fim de semana (chantagem)... então... comente, favorite...