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8 Capítulo 7: Demons


Notas iniciais
Perdoem-me

Quero esconder a verdade

Quero abrigar você

Mas com a fera dentro

Não há onde nos escondermos

POV Steve
Natasha estava viva. Mesmo o coração dela já sendo de gelo, conseguiram congela-lo mais. Ela estava viva. Segurei sua mão mais forte.
— Devia... Ter acreditado em quanto dava tempo. — Eu dei um sorriso triste. — Agora, você pode morrer. Não conseguiram tirar o dispositivo, apenas desativa-lo. Então... Não ativa ele não. — Bateram na porta. Uma Wanda abriu a porta.
— Steve, de quiser fico com ela... Vai pra casa, come e dorme por favor.
— Não consigo Wanda. — eu olhei pra Natasha. Ela parecia tão vulnerável agora, não conseguiria deixá-la só. Wanda suspirou.
— Entendi Steve. Você a ama. — Ela sorriu. É eu a amo. Acho que minha cara respondeu, porque Wanda começou a rir. — Você é um fofo, e vai morrer pra passar por esse inverno russo. Boa sorte Steve. E se precisar de algo, me chama. — ela saiu.
" Natasha não ligo pra eles agora. Nada que eles façam vai me machucar mais que você." O que eu fiz? Devia ter acreditado... Eu devia ter acreditado nela. Ela mudou eu tenho certeza... Natasha mexeu a mão. Não, ela não poderia acordar agora, não estava pronto... Ela piscou os olhos de vagar.
— Steve? — ela perguntou com a voz fraca. Lágrimas começaram a rolar do meu rosto. Achava que nunca mais veria esses olhos, ouviria essa voz. — Me perdoa... Por favor. — ela começou a chorar também.
— Já perdoei, eu juro... E devia ter acreditado em você... Me desculpa também.
POV Natasha
Steve fica lindo chorando de joelhos ao meu lado... Mas não posso fazer isso.
— Eu te amo, de verdade, muito. — ele me olhou enchergando as lágrimas. Não, ele não me amava. Não podia me amar, ninguém pode me amar.
— Não ama — Eu disse fechando os olhos com força.
— Amo sim, eu te amo com todas as minhas forças! — ele segurou minha mão.
— Não ama, Steve não faça isso.
— Faço sim. Eu te amo. Vou repetir quantas vezes for necessário, eu te amo.
— Não pode. Não dá. Ninguém me ama, você não pode me amar.
— Natasha nunca dúvide disso.
—Steve o que você sente não é amor, eu sei. Já disseram isso pra mim.

Quando todos os seus sonhos falham
E aqueles que saudamos
São os piores de todos
E o sangue fica seco

— Eu te amo.
— Não ama... — eu senti dor do lado esquerdo. Coloquei a mão e fechei os olhos, na esperança de parar a dor.
— Tudo bem?
— Sai Steve.
— Natasha não vou te deixar.
— Sai Steve. — Senti dor de novo.
— Por favor...
— Sai. — ele se levantou.
— Tudo bem. — Ele se aproximou e beijou minha testa. — Eu te amo.
— Sai, por favor Steve!
— Não importa o que diga, eu amo você Natasha. — ele saiu.

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Steve merece ser feliz. Eu não o mereço.

Quando as cortinas se fecharem Vai ser pela última vez

Quando as luzes se apagarem
Todos os pecadores vão rastejar

Fechei os olhos com força. A médica entrou, Steve deve ter chamado. É claro que ele chamou.
— Quanto tempo vou ter que ficar aqui?
— Uns dias. — ela disse. — Não gasta movimentos bruscos, ou teremos que te deixar sedada. — Suspirei.
— Quero sair da qui.
— Não vai ser possível. — Ela disse calma. Eu já volto com os remédios de recuperação. — ela saiu. Desconectei o soro, e fiquei de pé. Olhei no relógio, era madrugada. Haveria poucas pessoas de ronda. Dei o primeiro passo, sentindo dor. Isso doía mesmo. Abri a porta, e comecei a avançar pelo corredor, sentindo uma dor enorme a cada passo.
— Ei, onde vai? — Um agente perguntou. Ele se aproximou de mim. — Não pode sair... — eu bati em seu ombro e ele apagou. Continuei andando pelos corredor.
— Ela está aqui. — Ouvi alguém dizer. Steve, mais a médica apareceram. A mulher voltou pra lá, e nos deixou.
— Natasha, o que está fazendo?
— Indo pro meu quarto. — Me Apoiei na parede escondendo a dor.
— Natasha eu sei que está doendo.
— Porque está se preocupando comigo?
— Porque te amo.
— Porque está se preocupando?
— Porque eu te amo. — Ele disse se aproximando.
— Não ama. — Continuei andando.
— Natasha vão te sedar, você quer isso?
— Não. Também não quero que se preocupe.
— Não posso cumprir isso.
— Para.
— Porque não quer acreditar? Se você disser que acredita sem mentir, nunca mais falo com você se não quiser. Mas viu me preocupar com um amigo porque você odeia tanto isso?! — Ele gritou.
— Porque eu não mereço isso, e eu te amo! — Tapei a boca. Agora que ele não me deixa em paz mesmo. Acho que ele estava pasmo. Ele se aproximou de mim.
— Eu te amo. Diga que eu não te amo, e eu vou negar pro resto da vida se precisar. Você pode parar de ser cabeça dura?
— Eu não mereço isso. Não quero te decepcionar, quero que seja feliz. — Abaixei a cabeça contendo as lágrimas.

Não quero decepcionar você
Mas meu destino é o inferno Embora tudo isso seja para você
Não quero esconder a verdade

Não importa o que criamos
Ainda somos feitos de ganância Este é o meu fim
Este é o meu fim

— Me faça feliz.
— Você será feliz. Sem mim. — Ele suspirou.
— Você não vai mudar de idéia não é? — Eu o olhei fixo. Dizer que não o amo foi a coisa mais difícil que já fiz. Mas por amar, quero que seja feliz. mas sei, que por experiência própria, que ninguém fica feliz a meu lado. Porque com ele seria diferente? Porque eu o amo mais? Sim eu o amo mais. Mas ele vai se machucar. — Claro que não vai, sua cabeça dura. — ele sorriu. Era um sorriso triste, misturado com desapontamento... Pela primeira vez não sabia o que alguém sentia.
Ele pegou uma injeção, e enfiou no meu pescoço. Ele me olhou com pena e me abraçou. Passaram uns 2 segundos, e não encherguei mais nada.


Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Demons — Imagine Dragons