You got Something I need
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Quando terminamos de interrogar algumas pessoas do hospital, já tínhamos uma lista de suspeitos. Fomos para a central e resolvemos terminar aquele caso de uma vez, lemos e relemos tudo o que tínhamos sobre os dois casos, e ambos nos levavam para uma única pessoa, Matthew, Frost o rastreou e fomos em direção ao lugar indicado, ao chegar a casa estava cheia de fotos das vitimas e alguns instrumentos que pareciam de tortura. Eu estava andando no andar de cima, Korsak no de baixo e Frost estava rondando o quintal. Fui checando quarto por quarto, até que abri uma porta que dava em um banheiro todo ensangüentado, eu estranhei, Matthew parecia tão normal, mas mesmo assim, continuei e entrei no banheiro, no momento em que estava analisando o local, ouvi a porta bater, como instinto puxei minha arma e em um movimento me virei rapidamente.
– Se eu fosse você eu abaixava essa arma. – Disse Matthew, que também tinha uma arma na mão
– Matthew.
– Quem mais seria? Afinal você está na minha casa, acho um pouco rude entrar sem bater.
– Diz a pessoa que assassinou duas mulheres indefesas.
– Indefesas não, Leah ameaçava contar sobre nosso relacionamento e...
– Você disse que estavam apenas “se divertindo” – Interrompi
– Pra ela sim, mas eu amava aquela mulher, ela era incrível, mas pra ela era só sexo.
– E quanto a Rachel?
– Ah, Rachel... Ela sabia demais, Leah a contou tudo sobre nosso relacionamento e assim que á matei, Leah suspeitou de mim e começava a anotar tudo o que eu fazia, assim eu tive que matá-la, e eu faria de novo. Mas creio que você não veio aqui para conversar, certo?
Assim que abri a boca para falar ouvi um tiro, fechei os olhos rapidamente á espera de sentir alguma dor, mas quando abri, vi Matthew estirado no chão em uma poça de sangue, e Frost com a arma estendida.
– Uau!... Frost... – Ele saiu correndo, provavelmente para vomitar.
Fizemos algumas ligações e fomos para a central. Fui direto para o escritório de Maura contar sobre o assassino, mas não a achei, fui para a lanchonete e ela também não estava lá.
– Ma?
– Sim querida?
– Você viu a Maura?
– A ultima vez que a vi estava indo para casa. – Agradeci e fui para a casa de Maura, cheguei lá e não havia ninguém, mas seu computador estava ligado, me aproximei e li uma mensagem.
“PROCURANDO ALGO QUERIDA? OU MELHOR, ALGUÉM. NÃO CREIO QUE VÁ ME ENCONTRAR RÁPIDO O BASTANTE PARA SALVAR SUA NAMORADINHA”
– Casey, seu filho da... – Corri para o carro e liguei para Frost, pedi para ele rastrear Casey. Quando cheguei á minha sala e comecei a ligar para Maura desesperadamente.
*****
– Maura, Maura, Maura... Cadê Jane, sua heroína?
– Ela vai chegar, e quando ela me encontrar...
– Você realmente acha que ela vai te encontrar? – Interrompeu.
– Casey, por que está fazendo isso?
– Por quê?! Sério? Jane é minha, eu a amo e esse amor é recíproco. Não há nada no mundo que vai me separar dela, bem... Talvez você... Mas não por muito tempo – Disse Casey enquanto afiava uma faca.
– Você acha mesmo que me matando você vai conseguir Jane de volta?
– Talvez não, mas talvez se eu não te matar, apenas... Brincar um pouco com você, ela aceite se casar comigo.
– Casar? Casey você está maluco.
– Sim, por Jane. Se ela te ama de verdade ela vai fazer de tudo pra te salvar, e a única opção é se casar comigo.
– Ela não vai aceitar isso, ela é esperta de mais, provavelmente já deve estar a caminho.
– Veremos...
*****
– Ela não atende o celular, conseguiu algo?
– Não, mas vou checar as câmeras de segurança da casa dela. – Disse Frost sem desgrudar os olhos da tela.
– Casey é esperto de mais para deixar as câmeras ligadas.
– Mais uma vez você está certa, ele desativou todas.
– E quanto às dos postes da rua?
– Vai ser difícil, mas vou tentar.
Enquanto Frost fazia seu trabalho eu estava mais nervosa do que nunca, eu estava andando em círculos, não conseguia parar de pensar em Maura. Como Casey chegou a esse ponto? Por que Maura? Ela é tão doce, inocente, cuidadosa, amorosa, fiel e ela se importa com todos... É tudo minha culpa, eu nunca devia ter feito aquilo, como eu sou estúpida – Droga, droga, droga!! – Pensei alto.
– Jane, acho que consegui alguma coisa. – Disse Frost apontando para a tela do computador.
– Okay, por que estamos olhando para um carro?
– Não estamos olhando para um carro, estamos olhando para um carro estacionado perto da casa de Maura.
– E isso vai ajudar com...
– A placa Jane, a placa. – Falou impaciente
– Frost, você é o melhor!! – Falei enquanto o abraçava.
Desci até a cafeteria para dar as noticias para minha mãe que assim como eu também estava bastante nervosa.
– Ma! Frost achou a placa de um carro.
– Que incrível filha! Encontraram mais alguma coisa?
– Não, mas se for o carro de Casey, vamos conseguir achar Maura.
– Jane, vai pra casa, toma um banho e descansa um pouco.
– Como mãe? A Maura está em perigo, nunca que eu vou conseguir descansar pensando no que ela deve estar passando.
*****
Estava deitada no chão duro e frio quando ouvi alguém abrindo a porta, e uma luz muito forte invadiu o quarto.
– Olá doutora. Vim trazer comida.
– Não quero comer – Eu queria comer.
– Você não vai agüentar muito se não comer.
– Na verdade, eu posso agüentar cinco dias sem comer nada, apenas bebendo água.
– Você é mais estranha do que eu pensei. Apenas come essa merda. – Falou enquanto desamarrava minhas mãos.
Eu não fazia idéia de onde eu estava, mas conseguia ouvir os carros passando e me matava o fato de ter tanta gente na rua e eu não poder gritar. O que tinha lá fora eu não sabia, mas o cômodo em que eu estava fedia a mofo e era bem escuro durante a noite, tinha uma janela ela era aberta, mas tampada com algumas madeiras, e o sol conseguia entrar pelas frestas.
*****
– Jane! Consegui! – Exclamou Frost.
– Isso! Já sabemos onde Maura está? – Abri um grande sorriso que quase cobria meu rosto inteiro.
– Aham.
– O que estamos esperando? Vamos!
*****
– Acho que sua ex-namoradinha te esqueceu.
– Ela não é minha namorada Casey, quantas vezes tenho que te falar isso?
– Namorada ou não namorada, não faz diferença, você sempre vai estar no meio de nosso relacionamento.
– Que relacionamento Casey? Aquele que você trocou pelo trabalho? Deixando Jane sozinha e grávida?
– Ela ainda me ama e eu ainda a amo, e isso é o que importa!
– Ela não te ama Casey.
– Não, mas ela vai, assim que sua heroína chegar e se ela chegar, ela vai se casar comigo e depois, logo depois, você vai o mais longe o possível da minha Jane, você vai pra debaixo da terra.
Depois que ele falou isso uma raiva me subiu e eu não conseguia pensar em meus movimentos, ma não fazia diferença, eu não tinha medo dele, muito menos de suas palavras. A única coisa que eu queria agora era ter a Jane de volta, nem que seja só a amizade dela. Com o tanto que eu esteja com ela, eu estou feliz.
*****
Korsak, Frost e eu estávamos indo atrás do endereço indicado, era um tipo de galpão. Fomos o mais rápido que podíamos, quando chegamos saí do carro e os dois estavam prestes a sair quando eu falei:
– Onde vocês vão?
– Com você oras. – Disse Korsak.
– Não podemos deixar você ir sozinha. – Continuou Frost.
– Não, eu botei Maura nessa, eu vou tirar, se eu precisar de reforços eu chamo, mas acho que eu me entendo com Casey. – Eles concordaram com a cabeça e eu fui entrando, até que ouvi a voz de Casey gritando com a Maura. Eu entrei no quarto de onde vinha a voz, Maura estava deitada no chão encostada na parede, e Casey estava de costas pra mim, até que Maura me viu na porta e abriu um sorriso, ele percebeu e se virou rapidamente.
– A noiva sempre se atrasa...
– Não sou noiva de ninguém. – Disse enquanto pegava minha arma.
– Não, pra que a arma meu amor? O que você pretende fazer? Atirar em mim? Eu atiro na sua amante antes.
– Toque em um fio de cabelo dela e eu explodo a sua cabeça.
– Que violência Jane, você não vai poder falar assim na frente de nossos filhos.
– Que filhos Casey? Você está ficando maluco. – Claramente...
– Maura disse a mesma coisa, como vocês combinam, pena que não por muito tempo. Jane, é o seguinte, ou você casa comigo ou eu mato essa doutorazinha aqui. — Ele falou passando o cano da arma no queixo de Maura, e puxando ela contra o corpo dele, ela estava apavorada, chorando e tinha uma arma apontada para sua cabeça.
No minuto em que ele fez isso, eu peguei minha arma e apontei pra ele. – Solte ela! Esse é seu ultimo aviso.
– Jane, Jane, Jane... Você não me assusta querida.
Olhei para Maura e depois para o braço dela, ela entendeu o sinal.
– Okay Casey, eu me caso com você, mas solte Maura.
– Oh não, você não me entendeu... – Ele ia continuar, mas dei o sinal para Maura, que deu uma cotovelada na boca do estomago dele, deixando a arma cair, nesse momento ele ameaçou machucar Maura. Eu não pensei, eu apenas agi, era como se o mundo inteiro parasse, o meu mundo inteiro estava nas mãos dele esse tempo todo e eu não deixaria ele pega-lo de novo. E assim que ele fez a ameaça, eu puxei o gatilho, assim fazendo minha arma lançar uma bala contra o peito dele, foi tudo tão rápido, mas tão devagar ao mesmo tempo, foi como se em um segundo tudo estivesse em câmera lenta e depois tudo voltou ao normal.
Corri em direção a Maura que caiu no chão junto com ele, desamarrei a corda que prendia seus pés e suas mãos, e nesse momento, no exato momento em que terminei de desamarrá-la ela pulou nos meus braços dando um abraço forte cheio de felicidade.
– Eu sabia que você viria, eu sabia...
– Maura, você está chorando? – Falei ainda não me desgrudando dela.
– Sim, mas é de felicidade. – Logo reparei que Korsak e Frost estavam assistindo aquela cena na porta, mas não liguei, até eu ouvir Frost cochichando “Frankie perdeu pra Jane.” E depois algumas risadinhas.
*****
Saí de lá e Jane me levou para sua casa, eu não me sentia segura na minha.
– Jane, ao tive chances de te agradecer. — Disse
– Por que não precisa. Você estava lá por minha culpa, me desculpe Maura.
– Jane, nesses últimos dias eu percebi que nunca sabemos o que pode acontecer alguém pode me matar ou te matar amanhã. – Você ta dizendo que eu vou morrer? – interrompeu.
– Posso continuar? – Ela acenou com a cabeça. – Qualquer coisa pode acontecer e a qualquer instante. Durante esses meses eu venho sentindo coisas diferentes por você eu queria ter te contado isso antes, mas não achava que era recíproco e achava que era passageiro, mas quando Casey disse que iria fazer de tudo pra me afastar de você, eu não consegui imaginar minha vida sem ouvir sua voz todo dia de manhã, sem ver seu sorriso sempre que solucionamos um crime, sem as suas piadas, sem o seu sarcasmo, eu não conseguiria viver sem você Jane, você mudou a minha vida, fez dela mais colorida e alegre, sua amizade é a única que eu tenho, mas também é a coisa mais importante pra mim, qualquer coisa pode acontecer comigo ou com você a qualquer momento, mas não posso deixar que isso aconteça sem eu te dizer isso... Jane Rizzoli, eu estou apaixonada por você... Jane, você está chorando? Acho melhor eu ir embora.
Eu estava prestes a sair quando senti algo me puxando e em um piscar de olhos os lábios de Jane estavam grudados aos meus, foi um beijo curto, mas extremamente apaixonante e perfeito, me sentia em um dos filmes que assisto.
– Posso falar agora? – Ela falou sorrindo, e fiz que sim com a cabeça.
– Maura, no momento em que Casey te levou para aquele lugar, eu não tinha cabeça pra nada, apenas pensava em te encontrar e matar aquele filho da mãe. Eu não consigo imaginar um momento em que eu não estava apaixonada por você, eu te amo desde que me conheço por gente, quando me imagino daqui a cinco anos, você está comigo, você sempre esteve, nas horas boas e nas horas ruins, eu nunca quero viver sem você. Maura Isles, eu estou apaixonada por você.
Depois dessas palavras, dessa declaração, não consegui me conter, entrelacei minhas mãos nos cabelos de Jane e a beijei, com paixão, amor, um beijo que no começo foi um beijo simples, mas depois, depois o beijo foi ficando mais quente, as mãos de Jane que seguravam minha cintura desceram e estavam em minhas coxas, com um puxão ela me pegou no colo, coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e fomos para o quarto, o que demorou um pouco, pois estávamos esbarrando nos móveis, mas quando chegamos, Jane me jogou na cama e se deitou em cima de mim, já beijando meu pescoço e tirando minha blusa, e beijando cada centímetro de mim que estava descoberto, os beijos de Jane eram completamente alucinantes, a cada toque dela eu gemia baixinho. Tirei a camisa dela, jogando em qualquer lugar do quarto, beijei seu pescoço, dando pequenos chupões e mordidinhas que provavelmente deixariam marca, beijei sua clavícula e desci para os peitos, assim tirando seu sutiã, beijei, massageei, acariciei, chupei, mordisquei e beijei mais cada pedaço de seus seios, eu conseguia ouvir seus gemidos roucos aumentarem, até que ela me abraçou e rolou, assim ficando por cima de mim, Jane começou a dar beijos por todo meu corpo, beijou minha barriga e foi descendo até chegar a minha saia, que com um movimento a tirou. Fui sentindo uma sensação maravilhosa a cada toque que eu recebia, a cada beijo distribuído. Quando nós duas estávamos completamente nuas, cada movimento deixava ambas excitadas. A noite durou muito mais do que esperávamos, nessa noite, descobri a diferença entre transar e fazer amor.
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