You got Something I need
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Maura acordou deitada nos braços de Jane, ficou um tempo observando a morena dormindo, respirando calmamente, e com essa imagem, vieram flashbacks da noite passada, com o jantar, o parque, o pedido de casamento... O pedido de casamento, aquela foi a noite mais feliz da vida dela. Agora se via perdida observando a aliança que contornava seu dedo, a aliança brilhava com a luz do sol que vinha da janela, era com certeza um anel lindo, que tinha significados lindos, e que lembrava Maura todos os momentos que passou com Jane e idealizava os que ainda estavam por vim.
– Bom dia – Disse Jane em uma voz sonolenta.
– Bom dia. – Deu um selinho na morena. – Á quanto tempo está acordada?
– Não muito. – Sorriu e retribuí.
– Vou fazer nosso café. – Falei enquanto levantava da cama.
– Okay marida, eu te ajudo. – Levantou também. Não pude deixar de rir com a palavra que usou.
Estávamos na cozinha pegando algumas coisas para preparar o café da manhã, mas fomos interrompidas pelo meu celular.
– Dr. Isles... Okay, muito obrigado, já estou indo.
– O que houve?
– Saiu o resultado de alguns exames que pedi.
– Okay, vamos.
– Você vai junto? – Estranhei.
– Sim, não quero ficar aqui sem fazer nada.
Não falei mais nada, apenas beijei a bochecha de Jane e fui tomar um banho rápido, Jane fez o mesmo enquanto eu me vestia. Após temos feito nossa higiene rápido, fomos até o departamento, Jane foi para o escritório dela, e eu fui para o meu.
Quando cheguei, botei minha bolsa no sofá, e minhas chaves na mesa, me sentei e dei uma olhada nos exames que tinham chego. Chamei Jane para dar as notícias, mas ela não apareceu, resolvi subir e falar com que estivesse lá.
Quando chegou viu Jane sentada em sua mesa, assim como Frost e Korsak estavam lendo alguns documentos e vendo algumas coisas no computador.
– Bom dia. – Falou.
– Bom dia Doutora. – Disseram os dois ao mesmo tempo.
– Bom dia Maur. – Jane falou após os dois.
– O que houve que você não atendeu o celular?
– Opa... Essa eu quero ver. – Disse Frost tentando começar alguma briga. Korsak riu.
– Deixe me ver. – Jane pegou o celular. – Opa, ontem eu deixei ele no silencioso e esqueci-me de tirar. – Frost e Korsak trocaram olhares maliciosos e depois riram.
– Ah, tudo bem. Acabei de receber os exames toxicológicos. Nossa vitima estava limpa de qualquer toxina.
– Obrigado. – Os três responderam.
– Jane, posso falar com você?
– Claro. – Foram para um canto onde os dois não pudessem ouvir.
– Quando vamos contar pra eles?
– Contar o que? – Ela sabia do que Maura estava falando, só queria ouvir a loira ouvir.
– Sobre nosso noivado – Sorriram
– Acho que primeiro temos que falar com minha mãe, ela me mataria se alguém soubesse antes dela.
– Ela faria isso? – Se assustou.
– É um modo de falar Maur.
– Ata, mas então, contamos no almoço?
– Acho que seria melhor em um lugar mais controlado, que tal um jantar em casa? Convidamos meus irmãos e se você quiser convide seus pais.
– Ótima idéia. Vou falar com eles agora mesmo. – Deu um selinho na morena e saiu.
Fui para meu escritório ligar para minha mãe, eu estava muito nervosa, mas não tinha motivo, afinal, ela não ficou brava quando soube que eu e Jane namorávamos. Tinha medo da reação dela, mas eu precisava falar com ela, ela é minha mãe e é importante que saiba de minha vida e... Meu pai! Nem sei se ele sabe de meu relacionamento, como ele vai ficar? E se ele não der a benção para o casamento? Claro que nos casaríamos do mesmo jeito, mas seria importante meu pai me levar no altar. Esses pensamentos estavam tomando conta da minha cabeça, então peguei meu celular e fiz o que eu tinha que fazer.
– Mamãe?
– Olá Maura, como vai?
– Muito bem, e a senhora?
–Bem obrigado. Qual o motivo de sua ligação?
– Você tem planos para hoje á noite?
– Não, por que a pergunta?
– Bem, eu queria convidar a senhora para jantar aqui em casa, como um jantar em família.
– Alguma coisa em especial?
– Na verdade sim, mas teria que falar isso no jantar.
– Nesse caso, eu vou ver. Vamos almoçar eu você e o seu pai?
– Sim, e a família de Jane também.
– Oh, tudo bem. Vou falar com seu pai e retorno com uma resposta.
– Obrigado, e mamãe, mais uma coisa, por acaso, papai sabe sobre meu relacionamento com Jane?
– Sim, eu pensei que você tivesse contado pra ele então usei como assunto, me desculpe filha, acabei falando por você.
– Tudo bem, mas como ele reagiu?
– Bravo, mas depois conversei um pouco com Richard e agora ele já aceita a idéia de você estar namorando uma mulher.
– Okay, obrigado, me ligue com a resposta de meu convite.
– Eu vou, tchau filha.
– Tchau mamãe. – Desliguei o telefone e enviei uma mensagem para Jane dizendo a resposta de minha mãe.
Fui comer algo na lanchonete, pois não havia tomado café da manhã.
*****
Na central estava calmo, e frustrante, não havíamos achado muita coisa sobre o homicídio, até que Frost conseguiu achar a família de Sara, a vítima. Eu e Korsak fomos interrogar o pai e o irmão da vítima, contamos sobre o acontecimento e o que sabíamos sobre o assassinato, eles não pareciam tão abalados com a notícia.
Depois do interrogatório a única coisa que eu queria fazer era ir pra casa e tomar uma cerveja gelada, mesmo ainda sendo 11 horas.
Estava fazendo algumas pesquisas, mas então minha barriga reclamou de fome, e para calá-la, fui para a lanchonete, onde encontrei Frankie e me juntei na mesa com ele.
– Hey, o que ta fazendo? – Perguntei.
– Comendo. – Disse apontando para o prato, e falando de boca cheia.
– Okay, não quero incomodar então vou ser rápida. Você tem planos para o jantar?
– Olha Jane, eu sei que sou bonito, mas eu nunca faria isso com Maura, e ainda mais, seria incesto. – Sorriu.
– Ha-ha-ha... Nojento. Quero te convidar para jantar lá em casa, a família de Maura talvez vá, e vamos aproveitar pra fazer uma “Reunião de família” e contar sobre o noivado.
– Ela aceitou? – Falou de boca cheia, cuspindo migalhas no rosto de Jane.
– Sim, mas antes de falar mais alguma coisa deixe-me pegar um guarda-chuva.
– Funny. Estou tão feliz por vocês! – Deu um soco de leve no ombro da irmã. – Vocês vão ser muito felizes.
– Sim, e mais uma coisa, não sei se o papai vai vir, mas... – Fui cortada por Frankie.
– Ele vai vir.
– Mas se ele não vir, você faria as honras de me levar para o altar?
– Você vai ser a noiva? – Dei um soco no braço dele. – Aí! To brincando! Estou lisonjeado, é claro que eu faria isso! – Abriu um sorriso enorme.
– Ótimo, não conte pra ninguém ta? Até agora, só você que sabe.
– Pode deixar detetive.
Fiquei ali mais um tempinho conversando com Frankie e acabei almoçando lá mesmo.
Voltei para a central, mas só Frost estava lá.
– Hey, cadê o vovô Korsak?
– Não sei, a ultima vez que o vi, ele estava indo interrogar os pais da vitima com você.
– Hm, okay... – Sentei em minha mesa.
– Falando nisso, como foi lá?
– Onde? – Pensei um Pouco e vi do que ele estava falando. – Ah sim, falamos com o pai da vítima e o irmão, ambos não pareciam abalados, pelo visto não tinham tanta convivência com Sara.
– Falaram alguma coisa que faça esse caso ir pra frente?
– Não, eles não falavam com ela e... – Fui interrompida pelo celular. – Maura achou algo, já volto. – Saí de lá e me dirigi ao necrotério.
Chegando à sala vi Maura encarando alguns documentos, abracei-a por traz de surpresa e ela tomou um susto.
– Jane! – Deu um pulo. – Não faz isso.
Desculpe doutora. – Disse rindo enquanto á soltava. – O que achou?
– O que?
– Sobre a vitima, você disse que achou algo.
– Disse?
– Não, você me mandou uma mensagem.
– Ah sim, mas eu disse que queria falar com você, não disse que era sobre o caso.
– Maura! – Disse impaciente. – O que houve? – Se apoiou na pia.
– Minha mãe confirmou presença no jantar.
– Ótimo!
– Mas meu pai não vem.
“Melhor ainda” – Pensei.
– Por quê? – Essa resposta era mais apropriada.
– Ele tem uma reunião importante, mas acho que podemos falar com ele depois.
– Claro, pelo menos, sua mãe vai estar lá.
Maura balançou a cabeça como positivo e voltou a ler alguns papéis.
– O que houve meu amor? Está tudo bem? – Botei minha mão em seu ombro.
– Sim, só um pouco triste por meu pai não vir.
– Maur... – Abracei-a e tentei animá-la. – Não fique assim, você vai ver sua mãe hoje, vai contar sobre o nosso noivado, vai dar tudo certo, e... – A soltei, mas mantive minhas mãos esticadas nos ombros dela – Daqui á alguns meses vamos estar casadas, e depois vamos aumentar nossa família e vamos viver felizes e para sempre.
– Jane, “felizes para sempre” não... – Fez uma pausa. – Aumentar a família? – Sorriu.
– Claro, se tem alguém com quem eu quero ter filhos é com você, e só com você. – Sorri de volta.
– Jay... – Maura se aproximou e nós selamos um beijo longo e cheio de amor por mais clichê que isso soe.
As horas foram passando, o caso já estava andando, todo mundo estava feliz. Estava quase na hora delas saírem, o que significava: Quase na hora do jantar.
Jane estava nervosa, muito nervosa, mas não devia ser tão difícil, todos aceitaram muito bem o namoro delas, por que não aceitariam o casamento (?). Mesmo assim, Jane estava preocupada, não por sua família, mas sim pela a de Maura, a família dela (Maura) não é tão “mente aberta” quanto à de Jane, eles levavam tudo a sério, e além do mais, os Rizzolis já eram mais acostumados com as duas, viam elas todo o dia, viam o amor que tinha no olhar dela. Já os Isles, no máximo uma visita á cada cinco meses ou mais, a família de Maura não era presente no relacionamento delas, e isso assustava um pouco as duas (Maura e Jane) como seriam a reação deles? E se eles não concordassem? E se eles fizessem algo? E se...
Jane ficava pensando “Nada sai como queremos” “E se eles não aceitarem, eu vou casar com Maura de qualquer jeito.” Ela estava entre otimismo e pessimismo, não sabia como agir, ela estava se preparando para o pior, é assim que sempre fazemos certo? Na cabeça de Jane vinham milhares de situações, e na maioria delas, acabava em um desastre ou com alguém com um garfo enfiado no olho, a mente de Jane funcionava assim, ela pensava no pior, e quando acontecesse estava preparada, e se não acontecesse, bem... Um problema á menos.
Fale com o autor