Notas iniciais
Demorei mas estou de volta o/ Vou falar a verdade, eu to perdendo o animo de escrever, mas eu continuo mesmo assim, anyway... Esse capítulo ficou muito longo, então tive que dividir em duas partes, e acho que se eu tiver tempo, amanhã posto a segunda parte, a parte do "agora ou nunca". Como sempre, não revisei, apenas escrevi, então comentem se eu esqueci de alguma coisa... Have fun

Maura acordou deitada nos braços de Jane, ficou um tempo observando a morena dormindo, respirando calmamente, e com essa imagem, vieram flashbacks da noite passada, com o jantar, o parque, o pedido de casamento... O pedido de casamento, aquela foi a noite mais feliz da vida dela. Agora se via perdida observando a aliança que contornava seu dedo, a aliança brilhava com a luz do sol que vinha da janela, era com certeza um anel lindo, que tinha significados lindos, e que lembrava Maura todos os momentos que passou com Jane e idealizava os que ainda estavam por vim.

– Bom dia – Disse Jane em uma voz sonolenta.

– Bom dia. – Deu um selinho na morena. – Á quanto tempo está acordada?

– Não muito. – Sorriu e retribuí.

– Vou fazer nosso café. – Falei enquanto levantava da cama.

– Okay marida, eu te ajudo. – Levantou também. Não pude deixar de rir com a palavra que usou.

Estávamos na cozinha pegando algumas coisas para preparar o café da manhã, mas fomos interrompidas pelo meu celular.

– Dr. Isles... Okay, muito obrigado, já estou indo.

– O que houve?

– Saiu o resultado de alguns exames que pedi.

– Okay, vamos.

– Você vai junto? – Estranhei.

– Sim, não quero ficar aqui sem fazer nada.

Não falei mais nada, apenas beijei a bochecha de Jane e fui tomar um banho rápido, Jane fez o mesmo enquanto eu me vestia. Após temos feito nossa higiene rápido, fomos até o departamento, Jane foi para o escritório dela, e eu fui para o meu.

Quando cheguei, botei minha bolsa no sofá, e minhas chaves na mesa, me sentei e dei uma olhada nos exames que tinham chego. Chamei Jane para dar as notícias, mas ela não apareceu, resolvi subir e falar com que estivesse lá.

Quando chegou viu Jane sentada em sua mesa, assim como Frost e Korsak estavam lendo alguns documentos e vendo algumas coisas no computador.

– Bom dia. – Falou.

– Bom dia Doutora. – Disseram os dois ao mesmo tempo.

– Bom dia Maur. – Jane falou após os dois.

– O que houve que você não atendeu o celular?

– Opa... Essa eu quero ver. – Disse Frost tentando começar alguma briga. Korsak riu.

– Deixe me ver. – Jane pegou o celular. – Opa, ontem eu deixei ele no silencioso e esqueci-me de tirar. – Frost e Korsak trocaram olhares maliciosos e depois riram.

– Ah, tudo bem. Acabei de receber os exames toxicológicos. Nossa vitima estava limpa de qualquer toxina.

– Obrigado. – Os três responderam.

– Jane, posso falar com você?

– Claro. – Foram para um canto onde os dois não pudessem ouvir.

– Quando vamos contar pra eles?

– Contar o que? – Ela sabia do que Maura estava falando, só queria ouvir a loira ouvir.

– Sobre nosso noivado – Sorriram

– Acho que primeiro temos que falar com minha mãe, ela me mataria se alguém soubesse antes dela.

– Ela faria isso? – Se assustou.

– É um modo de falar Maur.

– Ata, mas então, contamos no almoço?

– Acho que seria melhor em um lugar mais controlado, que tal um jantar em casa? Convidamos meus irmãos e se você quiser convide seus pais.

– Ótima idéia. Vou falar com eles agora mesmo. – Deu um selinho na morena e saiu.

Fui para meu escritório ligar para minha mãe, eu estava muito nervosa, mas não tinha motivo, afinal, ela não ficou brava quando soube que eu e Jane namorávamos. Tinha medo da reação dela, mas eu precisava falar com ela, ela é minha mãe e é importante que saiba de minha vida e... Meu pai! Nem sei se ele sabe de meu relacionamento, como ele vai ficar? E se ele não der a benção para o casamento? Claro que nos casaríamos do mesmo jeito, mas seria importante meu pai me levar no altar. Esses pensamentos estavam tomando conta da minha cabeça, então peguei meu celular e fiz o que eu tinha que fazer.

– Mamãe?

Olá Maura, como vai?

– Muito bem, e a senhora?

Bem obrigado. Qual o motivo de sua ligação?

– Você tem planos para hoje á noite?

– Não, por que a pergunta?

– Bem, eu queria convidar a senhora para jantar aqui em casa, como um jantar em família.

Alguma coisa em especial?

– Na verdade sim, mas teria que falar isso no jantar.

– Nesse caso, eu vou ver. Vamos almoçar eu você e o seu pai?

– Sim, e a família de Jane também.

Oh, tudo bem. Vou falar com seu pai e retorno com uma resposta.

Obrigado, e mamãe, mais uma coisa, por acaso, papai sabe sobre meu relacionamento com Jane?

– Sim, eu pensei que você tivesse contado pra ele então usei como assunto, me desculpe filha, acabei falando por você.

– Tudo bem, mas como ele reagiu?

– Bravo, mas depois conversei um pouco com Richard e agora ele já aceita a idéia de você estar namorando uma mulher.

– Okay, obrigado, me ligue com a resposta de meu convite.

Eu vou, tchau filha.

Tchau mamãe. – Desliguei o telefone e enviei uma mensagem para Jane dizendo a resposta de minha mãe.

Fui comer algo na lanchonete, pois não havia tomado café da manhã.

*****

Na central estava calmo, e frustrante, não havíamos achado muita coisa sobre o homicídio, até que Frost conseguiu achar a família de Sara, a vítima. Eu e Korsak fomos interrogar o pai e o irmão da vítima, contamos sobre o acontecimento e o que sabíamos sobre o assassinato, eles não pareciam tão abalados com a notícia.

Depois do interrogatório a única coisa que eu queria fazer era ir pra casa e tomar uma cerveja gelada, mesmo ainda sendo 11 horas.

Estava fazendo algumas pesquisas, mas então minha barriga reclamou de fome, e para calá-la, fui para a lanchonete, onde encontrei Frankie e me juntei na mesa com ele.

– Hey, o que ta fazendo? – Perguntei.

– Comendo. – Disse apontando para o prato, e falando de boca cheia.

– Okay, não quero incomodar então vou ser rápida. Você tem planos para o jantar?

– Olha Jane, eu sei que sou bonito, mas eu nunca faria isso com Maura, e ainda mais, seria incesto. – Sorriu.

– Ha-ha-ha... Nojento. Quero te convidar para jantar lá em casa, a família de Maura talvez vá, e vamos aproveitar pra fazer uma “Reunião de família” e contar sobre o noivado.

– Ela aceitou? – Falou de boca cheia, cuspindo migalhas no rosto de Jane.

– Sim, mas antes de falar mais alguma coisa deixe-me pegar um guarda-chuva.

– Funny. Estou tão feliz por vocês! – Deu um soco de leve no ombro da irmã. – Vocês vão ser muito felizes.

– Sim, e mais uma coisa, não sei se o papai vai vir, mas... – Fui cortada por Frankie.

– Ele vai vir.

– Mas se ele não vir, você faria as honras de me levar para o altar?

– Você vai ser a noiva? – Dei um soco no braço dele. – Aí! To brincando! Estou lisonjeado, é claro que eu faria isso! – Abriu um sorriso enorme.

– Ótimo, não conte pra ninguém ta? Até agora, só você que sabe.

– Pode deixar detetive.

Fiquei ali mais um tempinho conversando com Frankie e acabei almoçando lá mesmo.

Voltei para a central, mas só Frost estava lá.

– Hey, cadê o vovô Korsak?

– Não sei, a ultima vez que o vi, ele estava indo interrogar os pais da vitima com você.

– Hm, okay... – Sentei em minha mesa.

– Falando nisso, como foi lá?

– Onde? – Pensei um Pouco e vi do que ele estava falando. – Ah sim, falamos com o pai da vítima e o irmão, ambos não pareciam abalados, pelo visto não tinham tanta convivência com Sara.

– Falaram alguma coisa que faça esse caso ir pra frente?

– Não, eles não falavam com ela e... – Fui interrompida pelo celular. – Maura achou algo, já volto. – Saí de lá e me dirigi ao necrotério.

Chegando à sala vi Maura encarando alguns documentos, abracei-a por traz de surpresa e ela tomou um susto.

– Jane! – Deu um pulo. – Não faz isso.

Desculpe doutora. – Disse rindo enquanto á soltava. – O que achou?

– O que?

– Sobre a vitima, você disse que achou algo.

– Disse?

– Não, você me mandou uma mensagem.

– Ah sim, mas eu disse que queria falar com você, não disse que era sobre o caso.

– Maura! – Disse impaciente. – O que houve? – Se apoiou na pia.

– Minha mãe confirmou presença no jantar.

– Ótimo!

– Mas meu pai não vem.

“Melhor ainda” – Pensei.

– Por quê? – Essa resposta era mais apropriada.

– Ele tem uma reunião importante, mas acho que podemos falar com ele depois.

– Claro, pelo menos, sua mãe vai estar lá.

Maura balançou a cabeça como positivo e voltou a ler alguns papéis.

– O que houve meu amor? Está tudo bem? – Botei minha mão em seu ombro.

– Sim, só um pouco triste por meu pai não vir.

– Maur... – Abracei-a e tentei animá-la. – Não fique assim, você vai ver sua mãe hoje, vai contar sobre o nosso noivado, vai dar tudo certo, e... – A soltei, mas mantive minhas mãos esticadas nos ombros dela – Daqui á alguns meses vamos estar casadas, e depois vamos aumentar nossa família e vamos viver felizes e para sempre.

– Jane, “felizes para sempre” não... – Fez uma pausa. – Aumentar a família? – Sorriu.

– Claro, se tem alguém com quem eu quero ter filhos é com você, e só com você. – Sorri de volta.

– Jay... – Maura se aproximou e nós selamos um beijo longo e cheio de amor por mais clichê que isso soe.

As horas foram passando, o caso já estava andando, todo mundo estava feliz. Estava quase na hora delas saírem, o que significava: Quase na hora do jantar.

Jane estava nervosa, muito nervosa, mas não devia ser tão difícil, todos aceitaram muito bem o namoro delas, por que não aceitariam o casamento (?). Mesmo assim, Jane estava preocupada, não por sua família, mas sim pela a de Maura, a família dela (Maura) não é tão “mente aberta” quanto à de Jane, eles levavam tudo a sério, e além do mais, os Rizzolis já eram mais acostumados com as duas, viam elas todo o dia, viam o amor que tinha no olhar dela. Já os Isles, no máximo uma visita á cada cinco meses ou mais, a família de Maura não era presente no relacionamento delas, e isso assustava um pouco as duas (Maura e Jane) como seriam a reação deles? E se eles não concordassem? E se eles fizessem algo? E se...

Jane ficava pensando “Nada sai como queremos” “E se eles não aceitarem, eu vou casar com Maura de qualquer jeito.” Ela estava entre otimismo e pessimismo, não sabia como agir, ela estava se preparando para o pior, é assim que sempre fazemos certo? Na cabeça de Jane vinham milhares de situações, e na maioria delas, acabava em um desastre ou com alguém com um garfo enfiado no olho, a mente de Jane funcionava assim, ela pensava no pior, e quando acontecesse estava preparada, e se não acontecesse, bem... Um problema á menos.

Notas finais
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