Notas iniciais
Bom, eu tava lendo as paradinhas todas, dai eu vi que eu tinha feito umas coisas estranhas na fic, então eu vou arrumar isso, sim, esse é o meu jeito de arrumar. Ficou um capítulo não muito pequeno mas também não muito grande, anyway... Have fun! Obrigado a Camila e Naty que favoritaram a história. Espero que estejam gostando

Estávamos todos trabalhando arduamente no caso da Amanda. Informamos os parentes, só nos restava esperar o interrogatório.

Eu estava sentada em minha mesa encarando a tela do computador, não conseguia parar de pensar em Maura, em Frankie e Korsak que sabiam de tudo, não parava de pensar em como e quando eu iria contar pra minha mãe que eu estava apaixonada e namorando uma mulher, que ironicamente, é minha melhor amiga. Idealizei vários cenários, reações e falas.

– Jane? JANE!

– O que?! Onde é o fogo? — Por dentro meu coração estava a mil, levei um susto com Frost, mas estava calma por fora.

– Está tudo bem? – Deu um leve riso

– Sim, apenas pensando.

– No caso?

–... Claro, pode ser, faz sentido... Por que estava me chamando mesmo?

– Você vai ao Dirty com a gente?

– Não sei, acho que não, estou cansada.

– Okay, te vejo amanhã.

– Amanhã? Que horas são?

– 20:47... Você está bem?

– Como o tempo passou rápido, tenho que ir, falo com você amanha. Boa noite – Estava com pressa, só não sei pra quê, não tinha nenhum compromisso, mas mesmo assim, sai o mais rápido que pude.

–... Boa noite...

Peguei o elevador, saí do departamento e fui rumo a minha casa. O transito de Boston estava infernal, perdi a cabeça e comecei a xingar todos mentalmente. Quando o transito começou a andar normalmente, fiquei mais calma, o dia tava uma correria, eu estava estressada, estressada com tudo, se alguém viesse com mais uma notícia ruim eu pegava minha arma e me dava um tiro.

Horas Antes:

Entrei no necrotério para falar com Maura, quase não falei com ela hoje, o dia estava agitado, todo mundo estava ocupado e com seus próprios problemas. Não encontrei Maura no necrotério, então fui ao seu escritório, ouvi a voz dela, mas não abri a porta, pois ela estava falando com alguém, provavelmente no telefone, não ouvia outra voz, somente a doce e sexy voz de Maura. Eu não devia ter feito o que fiz, mas não me agüentei. Ouvi a conversa.

– Mas mamãe...

– (...)

– Não.

– (...)

– Podemos pelo menos discutir isso?

– (...)

– Como assim pra quê? Sim, é uma ótima oferta eu sei, mas eu...

– (...)

– Eu sei, mas...

– (...)

– Ta bem, eu vou pensar...

– (...)

– Já disse que vou pensar! Tchau mamãe.

Eu sei que o que fiz foi errado, mas sou humana, eu tenho curiosidades, fiquei alguns minutos, parada na porta. Sem falar nada, sem bater, apenas parada, pensando sobre o que elas estavam conversando.

– Maura? – Entrei

– Sim? Oi Jane.

– Tudo bem?

– Sim, por quê?

– Pra saber, só vim dar um oi e... – Me aproximei e a dei um selinho – Isso.

– Jane, eu preciso falar com você. Sente-se.

– Okay – Me sentei, estava com medo do que ela poderia me falar.

– Minha mãe me ligou e... Ela está fazendo uma exposição em Washington, e ela me ofereceu um emprego maravilhoso... Em Washington... – Meu coração batia 50 vezes mais rápido, a qualquer momento ele poderia sair do meu corpo, minhas mãos começaram a suar e minha cicatriz estava dando pontadas, engoli seco, olhei pro chão e depois para Maura que me encarava com medo de minha resposta.

– Você está considerando?

– Não! Digo, talvez, é um emprego temporário, mas não sei se aceito ou não, eu disse que iria pensar.

– Você tem o que pensar? – Meus olhos marejaram – Como a gente vai ficar?

– Por isso eu estou pensando, a gente começou nosso relacionamento á pouco tempo e...

– Você está mesmo considerando? – Interrompi

– Jane... Eu disse que ia pensar, é uma oferta muito boa, com pessoas excelentes, e é temporário, eu ficaria apenas dois meses lá.

– APENAS DOIS MESES? – Me exaltei, mas como ela pode pensar em aceitar esse emprego, ela vai apenas jogar fora? Agora que estávamos nos tornando algo mais? Eu simplesmente não conseguia acreditar, queria acordar daquele pesadelo. – Pois bem, pense na proposta, depois fale comigo – Me acalmei um pouco, e saí dali.

Não sei se estou forçando a barra, mas eu não consigo engolir isso, começamos a namorar a pouquíssimo tempo, e ela já quer largar tudo e ir pra DC? Não estou exagerando, posso ate ter sido grossa, mas ela não me deu escolha, como ela pode decidir sem me consultar, não sou dona dela, ela não tem que me pedir autorização, mas eu sou namorada dela, acho que esse é um tipo de decisão que deveríamos ter feito juntas.

Cheguei em casa e fui me despindo indo em direção ao banheiro, entrei no box e deixei a água mais gelada possível, não chegou a ser um banho, apenas tinha que relaxar um pouco, assim foi feito. Após a ducha, fui até a cozinha peguei uma cerveja e me joguei no sofá, eu estava exausta, completamente cansada, queria ver TV mas meus olhos se recusavam a ficar abertos, me dei por vencida e fui pra cama, amanhã seria um dia novo, amanhã eu falaria com Maura sobre a proposta de emprego, amanhã eu teria uma resposta, amanhã tudo poderia mudar dependendo de sua escolha, estava confiante, sabia que ela iria escolher ficar, ela não poderia apenas ir. E foi com esses pensamentos que dormi.

*****

Acordei já com uma resposta para Jane, precisava falar com ela o quanto antes, não quero destruir tudo, mas ambas as coisas são muito importantes pra mim, estava na pior situação que qualquer um poderia estar, era como “A escolha de Sofia.” Como eu deveria escolher entre Boston e DC, mas não se tratava de Boston, e sim do que eu tenho em Boston, aqui eu tenho uma quase família, tenho uma namorada, tenho um emprego, tenho uma casa, tenho uma vida. Antes eu estava em duvidas sobre minha decisão, mas eu tinha que escolher, foi o que fiz.

Tomei um banho, troquei de roupa, tomei café, alimentei Bass com seus morangos e fui para a central, não avistei Jane, mas pedi para Korsak avisá-la que passei por lá e que queria falar com ela, então fui para meu escritório organizar as coisas para o trabalho.

Eu estava pensativa, repassei minhas idéias, já tinha minha decisão, mas ainda sim, eu tinha que pensar do que eu estou abrindo mão. Fui tirada de meus pensamentos quando alguém bateu na porta. – Entre

– Maura? Oi

– Oi, pode entrar.

– Eu sei – abriu um sorriso amarelo. – Maura, eu quero me desculpar por ter sido grossa com você, eu não devia ter te pressionado e...

– Jane – Interrompi.

– Não, deixe- me terminar... Na verdade não tenho mais o que falar, então, me desculpa?

– Eu estou indo pra Washington.

Continua...

Notas finais
Relaxem, vai dar tudo certo... Talvez... Espero que tenham gostado do capítulo, estou sempre aberta para sugestões e criticas, os comentários de vocês são sempre muito importantes e motivadores. Obrigado a Camila e Naty que favoritaram a história. Espero que estejam gostando.