Notas iniciais
O capítulo já começa com dirty scenes, a pedido de leitores. Uma fala de Frankie, foi tirada de um episódio de Grey's Anatomy. Comentem, a fic já está na reta final, querem que alguma coisa aconteça nos próximos episódios? Fale logo ou cale-se para sempre.

Eram 4:00 a.m quando acordei assustada ao senti algo passar pelo meu pescoço, quando abri os olhos vi que Jane estava em cima de mim e seus cabelos rebeldes passeavam em minha nuca. Ela espalhava beijos por todo meu ombro, me causando arrepios inevitáveis.

– Jane...

– Shh, temos só alguns minutos antes de nos ligarem. – Sussurrou em meu ouvido e mordeu meu lóbulo. Não recusei nada, apenas relaxei e me deixei levar.

Eu adorava acordar com os beijos e carinhos de Jane, a melhor parte do meu dia é poder dormir e acordar ao lado da pessoa que amo.

Jane trocou os beijos por mordidas e chupões, gemer era imprescindível. Ela deixava marcas por todo meu pescoço, eu não ligava, depois cobriria com maquiagem e então tirou minha camisola. Jane foi descendo seus beijos, lambidas e mordidas, cobriu todas as minhas costas com eles; virei rapidamente, mas ela voltou a ficar por cima de mim, e afundou sua cabeça em meu pescoço beijando-o calmamente, desceu mais um pouco e começou a beijar minha clavícula, e depois chegando aos meus seios, os beijou, mordeu, sugou, chupou... Eu já estava molhada e gemia seu nome descontroladamente.

Jane desceu mais um pouco, deixando um rastro de beijos por todo meu abdômen, assim chegando em meu sexo, eu ainda estava de calcinha, mas isso não pareceu atrapalhar ela, então a tirou delicadamente, voltou a me beijar, passou suas mãos por todo meu corpo, deixando elas explorarem ele como se fosse a primeira vez. Ainda me beijando, suas mãos não paravam, passaram por meu cabelo, pescoço, seios, abdômen, cintura, glúteos, coxas... Menos no lugar onde eu mais precisava. Jane gostava de provocar e comandar, eu não reclamava, gostava desse tipo de “desafio”. Ela passava a mão em minha coxa, então ela finalmente me cessou... Ou o que eu pensava que ela faria; Jane passou seus dedos em meu sexo o acariciando e logo os tirou devagar levando-os até sua boca, me deixando cada vez mais excitada.

– Jane... Por favor, eu... eu te imploro. – Disse ofegante.

– O que você quer? – Perguntou Jane com um ar de superioridade e malicia.

– Toque-me... – Gemi.

– Não ouvi direito. – Ela estava me provocando, e eu amava e odiava ao mesmo tempo.

– Toque me! – Gritei gemendo, quando ela sugou meu seio esquerdo.

– Seu pedido é uma ordem.

Jane desceu seu corpo, eu estava totalmente excitada e molhada, ela me deixava assim apenas com um toque.

No momento em que ela se abaixou, eu abri minhas pernas, ela olhou para meu sexo, mordeu os lábios, me olhou com um sorriso malicioso e simplesmente começou a me chupar de súbito, o que me fez gritar seu nome, Jane fazia movimentos circulares com sua língua, ela estava me deixando louca.

– Oh Jane... – Gemi

Ao ouvir os gemidos de Maura, Jane ficou ainda mais atiçada e penetrou-a com dois dedos e com a mão livre, massageava o seio de Maura que rebolava freneticamente na boca e nos dedos de Jane, que assim passou a fazer movimentos mais rápidos.

– Oh Jane, não pare... Não pare! – Gritou Maura ficando com o rosto vermelho e puxando os cabelos de Jane que gemeu de dor/tesão.

Logo então, Maura sentiu um arrepio por todo seu corpo, e também um certo alívio, Jane deitou ao lado da legista, ambas estavam ofegantes.

– Eu te amo – Disse Maura, controlando a respiração.

– Você só diz isso porque saciei seu desejo. – Brincou Jane

– Percebi a ironia nessa frase. Sabe... – Disse sentando nas pernas de Jane. – Eu também posso fazer você me amar...

– Duvido. – Jane provocou.

Maura então distribuía beijos, mordidas e chupões assim como Jane, por todo o corpo da Detetive, que já gemia aos poucos. Maura então começou a sugar o seio esquerdo de Jane, e massageava o outro. A Legista deixou um rastro de beijos no corpo de Jane, e foi direto para a sua intimidade, ela queria provocar e assim fez.

Arranquei um gemido agudo de Jane quando lambi seu clitóris, beijei seu sexo por completo, queria deixá-la zonza, então dei leves arranhões em suas coxas, ela gemeu de novo, mas mais alto.

– Maura... Não brinque comigo...

– Como se diz? – Atiçou.

– Por... Favor. – Disse ofegante.

Maura também não iria agüentar por muito tempo, então começou sugando avidamente o clitóris da Detetive, Jane gemia demasiadamente, e esse som era musica para os ouvidos de Maura. Não demorou muito para que ela penetrasse Jane com um, dois, três dedos, Jane rebolava de um jeito que só Maura conseguia fazê-la rebolar.

– Oh Maura... Continue, não pare... Não pare...

Maura não era louca de parar o que estava fazendo, mesmo se quisesse ela não o faria, continuou penetrando Jane, mas dessa vez aumentando a velocidade de suas estocadas. Logo Jane sentiu seu corpo estremecer por inteiro, se sentiu bem, feliz, maravilhada, nas nuvens.

Jane esticou o braço direito para o lado e Maura deitou em seu peito.

– Daqui a uma semana estaremos casadas...

– Sim, estaremos.

– Preparada para dizer “Eu aceito”? – Sorriu

– Então... Sobre isso... – Maura deu um tapa na coxa de Jane.

– Ai! Isso dói. Eu estava só brincando – Riu.

– É, acho bom, não me venha com uma piadinha dessas no meio do altar, me ouviu?

– Sim querida. – Abraçou Maura e estava preparada para beijá-la, mas o celular dela tocou. – Rizzoli. O que? Acalme-se Tommy respira... Agora fala.

Maura levantou sua cabeça delicadamente para ver o que era, pela reação de Jane.

– O que?! – Ela estava com uma expressão séria e assustada. – Me espere, estou indo pra aí. – Desliguei.

– O que houve amor? – Maura perguntou preocupada.

– Frankie estava numa missão disfarçado, e levou um tiro.

– Oh God! Ele está em que hospital?

– MGH.

– Okay vamos. Eu dirijo.

Tomamos um banho rápido, em banheiros diferentes para sairmos logo. Trocamos de roupa e fomos para Massachusetts General Hospital. Chegando lá, Jane correu para abraçar sua mãe e seu irmão, eu fiz o mesmo, de algum modo eles eram minha família também, digo, Angela antes de ser minha sogra era minha terceira mãe então...

Jane não estava se permitindo chorar, e me orgulho dela por isso, mas ao mesmo tempo fico preocupada. Todos ali compartilhavam o mesmo sentimento, tristeza, medo, receio. Ficamos horas esperando alguma noticia do cirurgião, mas nada dele aparecer, e isso preocupava todo mundo.

– Maur... Eles estão demorando de mais. – Disse Jane com a voz tremula.

– Calma amor, isso é um bom sinal, significa que ele ainda está na mesa de cirurgia. – Apertei sua mão, pra mostrar que eu estava ali caso acontecesse algo, e logo o medico chegou.

Todos levantaram.

– Doutor, alguma notícia? – Perguntou Angela.

– Sim, a bala estava perto da aorta, foi um procedimento difícil, mas conseguimos remover, ele está estável no momento, mas desacordado devido à anestesia.

– Se sabe quando podemos vê-lo? – Jane perguntou esfregando sua cicatriz da mão.

– No momento ele está em observação, mas logo ele poderá receber visitas.

– Obrigado doutor. – Todos agradeceram

– Depois volto com mais informações.

Voltamos a sentar nas cadeiras da sala de espera, Angela estava caindo de sono, e seu rosto estava intumescido de tanto chorar, Tommy a abraçava a todo o momento para consolá-la. Olhei para o meu relógio de pulso, eram 7:00 a.m

– Angela, que horas chegou aqui? – Perguntei.

– Por volta das cinco. – Jane olhou assustada e um pouco ofendida por não terem ligado antes.

– Cinco? Como assim? Por que fui a ultima á saber? Por que me ligaram horas depois? – Se exaltou.

– Acalme-se Jane, não lhe chamamos antes, pois você trabalha até tarde, e tem que acordar cedo todo o dia, não queria lhe causar preocupação ou algo do tipo, muito menos que se sentisse excluída. Desculpe-me se te magoei, não era minha intenção. – Respondeu Angela cabisbaixa.

– Ma, vocês são minha família, não me importo se me ligar meia noite só pra dizer boa noite. – mentira – Mas nunca faça isso – Rimos.

– Angela, você está aqui há muito tempo, vá pra casa descansar um pouco, a privação do sono pode causar diversas alterações endócrinas, metabólicas, físicas, cognitivas, neurais e modificações na arquitetura do sono, que em conjunto, comprometem a saúde e a qualidade de vida e... – Fui interrompida.

– Okay doutora, eu estou indo. – Riu e logo ficou séria de novo. – Me avisem caso algo aconteça.

– Nós iremos.

Nos despedimos, e na sala de espera estava apenas eu, Jane e Tommy, eles já estavam mais relaxados depois que souberam que Frankie havia saído bem da cirurgia; eles podem brigar, se xingar, bater, humilhar, mas ainda assim se amam e eu amo isso neles, sempre quis uma família assim, e agora eu tenho.

Estávamos em um silencio constrangedor entre nós, Jane segurava minha mão e fazia oitos imaginários com o dedo da outra mão, Tommy nos olhava maravilhado, seus olhos brilhavam e tinha um sorriso torto em seu rosto.

– Vocês são tão fofas! – Ele disse, eu corei na hora.

– Eu sei. – Jane disse. Rimos.

– Maura... – Tommy começou, ficando encabulado. – Você se esqueceu de passar maquiagem...

– Como assim? – Assustada peguei um espelho e estava tudo certo.

– Digo... Não no seu rosto... – Ele virou o rosto que já estava vermelho.

Jane virou-se pra mim rapidamente pra ver do que ele estava falando, e ficou corada também, mas com um sorriso maroto no rosto.

– O que?! – Perguntei já irritada.

– Sua blusa é decotada e... – Ela começou a rir

– Oh... – Olhei para meu busto, e vi marcas roxas por todo ele. – Oh...!

Jane tentava conter os risos, mas não conseguia, Tommy estava com o rosto totalmente virado com a intenção de não olhar para os seios de Maura e/ou imaginar a situação em que elas estavam para deixar aquelas marcas.

– Jane! Não é engraçado! – Deu um tapa no braço dela – Isso é sua culpa. – Fechou a cara.

– Você não reclamou na hora...

– Okay, já chega, eu realmente não quero pensar nisso. – Disse Tommy com cara de nojo.

– Desculpa maninho. – Jane falou controlando o riso.

– O que deu em você? Está tão risonha e... Esquece, já sei. – Apontou para o pescoço de Maura.

Os três conversaram por um tempo, até que o médico os interrompeu.

– O irmão de vocês já pode receber visitas, gostariam de vê-lo?

Assentiram e acompanharam o Dr. Young até o quarto de pós-operatório onde Frankie estava.

Chegaram ao quarto, e Frankie estava acordado, porém fora de si (Culpa da anestesia), procurando o controle da TV, ficou surpreso ao ver os irmãos ali.

– Jane! Tommy! Maura! O que fazem aqui? – Disse com a voz fraca, sorriu com a surpresa.

– Viemos te ver. Já começou a coleção maninho? – Perguntou Jane, se referindo as cicatrizes.

– Pois é, quero ver se bato seu recorde.

– Do que eles estão falando? – Cochichou Maura para Tommy.

– Não sei, apenas concorde...

– Onde está a ma?

– Ela foi descansar um pouco, ficou muito tempo aqui, mas vou lá fora ligar pra ela. – Disse Tommy

Jane chegou mais perto do irmão, sentando na beirada da cama, Maura apenas observava a cena com muita atenção.

– Mas falando sério agora, como está se sentindo?

– Bem... Dolorido, mas bem.

– Não me assuste assim de novo. – Socou de leve o ombro do irmão.

– Ficou com medinho foi?

– Claro, caso o contrário, quem iria me levar pro altar?

– Eu vou te levar para o altar? – Seus olhos brilhavam, como o de uma criança abrindo presentes de natal.

– Claro! Quem você pensou que fosse?

– O pai talvez, ou o Tommy.

– O sujo e mal lavado. – Riram – Sério, tente não morrer esse mês okay?

– Você também, afinal, o que é um casamento sem a noiva?

– Espera... Você vai usar vestido? – Maura perguntou com um pingo de esperança.

– Não Maur, eu já escolhi meu terno,, isso não me faz menos noiva.

– Ta, vou buscar um suco, quer alguma coisa Jane?

– Não, obrigado Maur.

– Você não tomou café da manhã.

– Eu estou sem fome.

– Okay, vou te trazer um suco natural. – Saiu sem esperar uma resposta.

– É como se eu tivesse duas mães. – Brincou, Frankie riu por cinco segundos, mas seu ferimento doía.

– Vai doer por um tempinho. – Disse Jane. – Experiência própria

– E você diz isso com orgulho?

– Claro, olhe bem. – Levantou a blusa mostrando suas cicatrizes. – Essa foi por você, essa outra foi por Maura, essa foi pelo acidente de carro, não conta. Essas foram por pessoas indefesas. – Em seguida mostrou a do pescoço. – E essa foi por Maura...

– Você sabe que eu te admiro muito não sabe? – Jane sentiu seus olhos marejarem. – Quando eu crescer quero ser igual a você.

– Esse é seu discurso de despedida? Você sabe que não está morrendo certo?

– Eu sei, eu acho que é importante ter tempo pra dizer às pessoas que você ama o quanto você as ama enquanto elas podem te escutar. – Jane ficou pensativa quando ouviu as palavras de Frankie, eles ficaram um tempo em silencio, até que ela viu um sorriso tímido no rosto de seu irmão.

– O que? – Perguntou.

– Eu te amo Jane. Você é a melhor irmã que eu já tive.

– Eu sou sua única irmã.

– Exatamente, você é minha ÚNICA irmã.

– Frankie... – Jane não se segurou e abraçou o irmão com carinho, gostava de saber que alguém se espelhava nela. – Eu também te amo maninho.

Maura estava parada na porta, olhando aquela cena com lagrimas nos olhos, sempre imaginava como era ter um irmão de sangue, alguém pra odiar e amar ao mesmo tempo; ela não queria atrapalhar o momento então iria sentar um pouco no corredor, ela estava saindo, mas foi interrompida por Frankie.

– Onde vai? Eu sei que eu disse que Jane era minha única irmã, mas ainda te considero uma meia irmã de coração. – Jane desvinculou o abraço e olhou pra trás.

– Oi meu amor, o que houve?

– Nada, apenas estou feliz.

– Me trouxe suco de quê?

– Que suco?

– O que você está segurando. – Apontou para as mãos de Maura.

– Ah claro! O seu é de laranja.

– E o meu? – Perguntou Frankie.

– Você já tem. — Disse Jane apontando para o soro do irmão. — E se você se comportar, pode ganhar outro.

Eles ficaram conversando e fazendo piadas por um tempo, até Angela chegar, daí elas foram para a central, preencher alguns documentos atrasados, hoje não houve nenhum homicídio, todos foram trabalhar para se afundar em montes de papéis. Eram apenas 14:00 e já havia acontecido muita coisa, porém, tudo estava correndo bem, por enquanto...

Notas finais
O capítulo já começa com dirty scenes, a pedido de leitores. Uma fala de Frankie, foi tirada de um episódio de Grey's Anatomy. Comentem, a fic já está na reta final, querem que alguma coisa aconteça nos próximos episódios? Fale logo ou cale-se para sempre.