You got Something I need
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Mais um dia de trabalho, eu estava no necrotério fazendo a autópsia da vitima, o dia estava meio parado sem a Jane lá, mas a cada minuto ela estava mandando uma mensagem dizendo que me amava ou que estava com fome, Jane é assim, durante esses dias de namoro, eu descobri esse lado de dela que eu não conhecia. Um lado romântico, já tinha visto ela com os ex-namorados, mas nunca tinha tido essa experiência com ela, que consegue ser romântica, carinhosa, gentil, chata e fofa quando ela quer, e eu estou amando conhecer esse lado dela.
– Hey. – Uma voz rouca ecoou na sala.
– Jane, o que faz aqui? Como chegou até aqui? – Ficou surpresa e foi se aproximando.
– Vim de ônibus e vim te visitar, eu estava muito sedentária. – Após falar isso selaram os lábios com um beijo rápido.
– Ou você veio aqui pra descobrir sobre o caso que estou trabalhando?
– Eu? Claro que não, que tipo de pessoa você acha que eu sou?
– Do tipo viciada em trabalho.
– Sim, mas eu vim aqui pra visitar minha namorada, não posso?
Os olhos de Maura brilharam após Jane dizer que eram namoradas, de fato elas eram namoradas, mas o jeito que ela falou “MINHA namorada” foi encantador, fazendo que Maura praticamente pulasse em Jane dando um beijo longo, caloroso e cheio de amor, até que o ar foi necessário.
– Claro que pode. – Sorriu e voltaram a se beijar, só que mais calmamente.
– Dra. Isles, você já tem... – Frost entrou na sala. – Oh, oi Jane... – Ficou vermelho e virou de costas rapidamente.
– Oi Frost, pode entrar, eu já estava de saída. – Falou frustrada. – Te vejo depois. – Deu um selinho em Maura e saiu.
*****
Depois de sair do necrotério, fui para a lanchonete, no caminho de lá todos estavam me encarando, mas não liguei, fui direto falar com minha mãe.
–Hey ma.
– Oi filha, voltou do necrotério certo?
– Sim, como sabe?
– Deduzi pela mancha de batom na sua cara. – Riu apontando para o rosto de Jane, que limpo o rosto com a manga da blusa. – Jane! Você manchou sua blusa.
– Ta ma, quando eu chegar em casa eu lavo. Agora, pode me fazer uma panqueca feliz? – Sorriu encantadoramente.
– Só porquê você está machucada.
Depois de comer as panquecas, foi para a central falar com Korsak e Frost. Mas acabou encontrando outra pessoa que estava rezando para não encontrar.
– Cavanaugh!
– Rizzoli, o que faz aqui? Deveria estar em casa.
– Só vim dar um “oi” pro pessoal. – Passou as mãos nos cabelos, estava nervosa.
– Sei... Mas não me apronte nada ouviu? – Falou com autoridade.
– Pode deixar. – Acenou com a cabeça e continuou andando.
Era estranho andar por aqueles corredores depois de tantos tempos presa dentro de casa, sentia saudade das pessoas dali, até das mais irritantes até as mais queridas.
– Jane! Que surpresa! O que faz aqui? – Disse Korsak enquanto se aproximava para um aperto de mão.
– Só vim dar uma visitada, sei que sentiram minha falta.
– Jane! Que bom te ver sem uma Maura na sua cara. – Riu
– Cute – Fez careta e apertou a mão de Frost. – Como estão trabalhando sem minha presença?
– Não fez muita diferença. – Brincou Frost. – Mas estamos devagar.
– Pois é, está difícil, mas não somos autorizados a falar sobre isso com você.
– Aaah! Vocês também?! – Falou impaciente. – Em casa Maura também não fala nada.
– Cavanaugh foi bem claro sobre não falar sobre os casos com você.
–Desse jeito eu enlouqueço de vez. – Resmungou. – Bom, eu não tenho nada pra fazer aqui, então tchau. – Sorriu.
– Você está muito feliz... Hoje tem! – Disse Frost.
– Você é TÃO engraçado Frost que eu até me impressiono. Tchau pra vocês.
Ela estava se preparando para ir embora, mas lembrou que tinha que pegar ônibus e ficou com preguiça, decidiu falar com Maura antes, e foi o que fez, desceu até o necrotério, mas viu que sua namorada estava no escritório.
– Tenho uma surpresa pra você. – Falou enquanto sentava esticando a perna engessada.
– Jay, bote seu pé para cima. – Ela fez o que foi pedido. – e qual é a surpresa? Adoro surpresas. – Seus olhos brilhavam.
– Você vai ter o prazer de me ter como acompanhante no caminho pra casa. – Abriu um sorriso enorme.
– Jane, eu vou demorar aqui. – Falou enquanto preenchia alguns papéis
– Eu queria demorar um pouco aqui. Maura! Eu to entediada!! – Fez beiço
– Não é minha culpa amor, já falou com sua mãe?
– Sim, acabou o assunto com ela.
– Então converse comigo. – Sorriu e se sentou ao lado de Jane. – Como foi o seu dia?
– Sedentário, e o seu?
–Estressante, tive que preencher e ler um monte de documentos e ainda não temos... – Fez uma pausa. – Jane Clementine Rizzoli! Boa tentativa, mas não vou revelar nada sobre o caso.
– C’mon Maur, por favor, cansei de não fazer nada, é muito chato. – Jogou a cabeça pra traz e fingiu choro.
– Não vou e não posso falar nada, desculpe amor, mas eu vou te levar pra casa. – Maura disse e logo depois deu um beijo longo em Jane e quando o ar foi necessário se separaram.
– Você vai?
– Vou, e vou fazer uma sopa pra você.
– Por quê? – Estranhou
– Porque você está doente oras bolas, vou cuidar de você do jeito que deve ser tratada.
– Tipo uma rainha? — Brincou.
– Claro, por que não? – Falou se levantando do sofá
– Sério? – Se surpreendeu com a resposta e Maura sorriu com sua reação.
– Talvez, quem sabe... – Deu um selinho e se afastou do sofá indo em direção á sua mesa.
Jane estava diferente, parecia mais feliz, mais alegre e mais iluminada, e Maura reparou ficando curiosa.
– Posso saber o motivo de toda a sua felicidade?
– Pode sim, é que eu tenho a mais inteligente, a mais bonita, e a melhor namorada do mundo.
– A minha namorada também – Sorriu.
– Ah que gay que isso ficou. – Jogou a cabeça pra traz e começou a rir e Maura acompanhou a risada.
Depois de ficarem quase duas horas ali, elas prepararam as coisas e foram para o carro á caminho de casa. Quando chegaram ainda estava cedo, então Maura resolveu fazer a sopa com a “ajuda” de Jane que mais atrapalhava do que ajudava, então a loira pediu para que ela ficasse descansando no sofá. Quando a sopa ficou pronta Maura não ouvia mais nada, apenas o barulho da TV, se aproximou do cômodo e viu Jane encolhida no sofá, a legista se curvou para beijar a testa de Jane, mas foi surpreendida por um abraço apertado que á puxou contra o sofá.
– Oi – Disse Jane com uma voz rouca e sexy.
– Jane. – Maura estava rindo muito, por causa da surpresa. – Não faz seu gesso ta me machucando.
– Oh! – Jane deu um pulo – Desculpa! Te machuquei? Ta tudo bem?
– Ta sim. – Sorriu por ter gostado da preocupação da amada.
– Então ta, vamos comer que eu to com fome. – Começou a correr mancando até a cozinha. – Esse cheiro é muito bom.
Maura foi em direção á cozinha também, e não pode conter o riso ao ver Jane mancando.
– Você está rindo de mim?
– Me desculpe, mas é quase impossível não rir. – Soltou uma gargalhada.
– Então ta né, se você acha... – Se aproximou, e botou suas mãos na cintura de Maura e a surpreendeu de novo fazendo cócegas.
– Jane... – Risos. – Não... – Risos... – Desculpa, desculpa – Risos e mais risos, uma risada boa de ouvir, e o corpo dela era como se ganhasse vida própria e começou a se debater.
– Pede penico! Pede penico que eu paro.
– Pe... – Risos – Peni... co! Penico!
– Obrigado. – Deu um beijo na testa de Maura e continuou seu caminho até a cozinha.
Maura á observava e ficava pensando, o que aconteceu para uma mulher como a Jane, extrovertida, engraçada, destemida, linda e tudo,se apaixonar por uma mulher como ela (Maura) anti-social, nerd, tagarela, chata e um pouco medrosa. Mas ela pensava. “Os opostos se atraem, eu acredito em destino, mas acredito que nós fazemos nosso destino” E quando alguém perguntava “O que você quer para seu futuro?” Maura respondia “Felicidade.” Mas a felicidade de antes, não é a mesma que de agora, quando ela pensava em felicidade antes, ela pensava em uma carreira de sucesso, ser reconhecida mundialmente e poder se sustentar financeiramente (O que não era muito difícil pra ela). Mas agora, quando ela pensa em felicidade, diretamente vem em sua mente a imagem de Jane, ela quando isso acontecia ela pensava. “É com ela com quem quero me casar e construir uma família e ser feliz, feliz socialmente, ter saúde, amar e ser amada, era Jane, era Jane desde o começo, e ainda é.” E ela não queria desperdiçar mais nenhum momento, queria ser feliz, queria ser feliz ao lado de Jane, o amor de sua vida.
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