Notas iniciais
Oi, voltei! Não teve capitulo ontem pq era natal e eu não queria fazer vcs chorarem no natal kkk vish isso é spoiler? Bom, aproveitem o capitulo

Emma sorriu e abriu os olhos lentamente, ao sentir os lábios de Regina contra o seu pescoço. – Eu poderia me acostumar a acordar assim todos os dias. – disse com a voz preguiçosa.

– Bom dia. – A morena sussurrou e plantou um beijo na loira, que a puxou sobre seu corpo, beijando-a mais intensamente.

– Você sabe que só tem um problema nesse despertar não é? – Emma disse e mordeu o canto do lábio.

– Qual?

– Você está usando roupas demais.

– Emma! – Regina a repreendeu.

– O que?

– Você não tem jeito sabia?

Emma fez beicinho pra morena. – Eu estou esperando por isso desde o dia que você bateu na minha porta no meio da noite.

Regina sorriu balançando a cabeça negativamente. — Não faça essa cara, não vai adiantar.

– Por que você tem que ser tão difícil em?

– Eu? Não era você que estava bancando a difícil ontem? Mas você mudou de ideia tão rápido que acho que você estava só fazendo charminho.

– Eu mudei de ideia rápido porque não consigo resistir a você. – Disse deixando suas mãos deslizarem pelo corpo da morena.

Regina apenas sorriu e levantou da cama, se desvencilhando da loira.

– Onde você vai? – Emma disse em tom de sofrimento.

– Fazer nosso café da manhã.

– Mas... o que eu quero de café da manhã já está aqui.

Regina revirou os olhos. Emma não tinha mesmo jeito. – Querida, você vai ter que se esforçar mais do que isso. Uma cantada dessas não vai me comprar. – a rainha sorriu e saiu do quarto.

– Você é má, Regina. – Emma gritou pra ela enquanto sorria.

***

Regina já estava botando a segunda panqueca no prato de Henry quando Emma se juntou a eles. Ela encarou o garoto esperando que ele questionasse a presença de Regina ali, mas ele não fez, na verdade agia como se aquilo acontecesse todas as manhãs.

Os três sentaram a mesa, comiam, conversavam e sorriam quando a campainha tocou. Henry se apressou para ir abrir a porta. Alex bagunçou o cabelo do garoto e entrou no apartamento sem cerimônias.

– Emma, eu estava pensando que... – Se interrompeu ao se dar conta da presença de Regina, que recolhia os pratos da mesa.

– Eu te ajudo. – Disse Henry a rainha e os dois foram em direção a pia da cozinha.

– O que ela esta fazendo aqui? – Alex disse em um tom sussurrado, mas propositalmente alto para que Regina ouvisse.

– Tomando café da manhã. – Emma disse calmamente.

– Ela não tem uma casa?

– Eu posso te ouvir sabia? – Regina disse de onde estava.

– Que ótimo que pode! – Alex disse com desaforo. – Eu não gosto nada de você passar o tempo inteiro aqui!

– Que bom que a casa não é sua!

– Nem sua! Você devia ir cuidar da sua vida sabia? Arrumar seu próprio filho, porque Henry é filho da Emma e não seu, por mais que goste de vir aqui e fingir que é.

Regina serrou os dentes e fechou as mãos em punho, ao tempo que vários copos de vidro se espatifaram atrás dela. Sua raiva tinha ultrapassado o limite e atingido sua magia.

Henry logo entendeu do que se tratava. – Droga! — Disse fingindo ter esbarrado na estante. – Regina, você pode me ajudar com isso? – disse tentando tirar a atenção da rainha da mulher que estava a sua frente. Olha que Regina dava a Alex dizia que sua vontade era de arrancar o coração da mulher ali mesmo.

– Olha, Emma. – Alex se virou para a loira. – Eu vim aqui porque tenho algo serio pra conversar com você. Mas já que sua casa esta... ocupada, podemos ir a outro lugar.

– Tudo bem. Me dê alguns minuto pra eu me trocar. – Emma disse e foi em direção ao quarto. Alex não precisou de convite para seguir a loira.

Regina encarou as duas, furiosa, mas se manteve quieta onde estava.

– Mãe? – Henry a tirou do seu transe de raiva.

– Sim?

– Você tem mágica aqui?

– Tenho. É um pouco mais difícil de usar e um pouco fora de controle como você viu, mas pelo menos funciona.

– É assim que vai nos levar pra casa?

– Se Emma quiser.

– Ela vai querer.

– Eu ainda não tenho certeza.

– Bom, acho que você pode convencê-la.

– Não tenho tanta certeza disso também.

– Mãe, você gosta da Emma?

– Hum... eu... bom...

– É só uma pergunta. Gosta ou não gosta?

– Claro que eu gosto, ela é... legal.

Henry sorriu e franziu os olhos pra rainha. – Não assim, mãe. Quero saber se você gosta da Emma tipo “queria que a Alex sumisse da face do universo”.

– Hum...Eu com certeza quero que a Alex suma. – Regina sorriu.

– Então você está apaixonada por ela?

Regina quase caiu pra trás com a pergunta. — Por que tantas perguntas? – disse na defensiva.

– Eu tenho uma teoria.

– Ai meu deus, você é mesmo filho da Emma. – Regina resmungou lembrando das teorias da loira.

– Bom, aposto que minhas teorias são mais sensatas do que as da minha mãe.

– É, provavelmente. – Regina sorriu. — O que tem em mente?

– Eu lembrei de você no segundo eu te vi. Tudo voltou pra mim, todas as memórias. E eu acho que isso é porque eu te amo, você é minha mãe.

Regina não pode se impedir de ficar emocionada com as palavras do garoto. Ela sorriu e o abraçou. E seu sub consciente queria ir ate Alex e jogar na cara dele que Henry era sim seu filho, mas ela ignorou isso.

– Então... – O garoto continuou. – eu acho que se Emma se apaixonar por você de verdade, talvez isso possa quebrar a maldição pra ela.

Regina absorveu todas as informações. Cada palavra do garoto fazia sentido. – Quando você ficou tão esperto em garoto?

– Mãe, eu não sou mais um garotinho.

– Não, não é. – Regina disse acariciando o rosto de Henry com o dorso de sua mão.

***

– Eu também tenho algo importante pra falar pra você. – Emma disse assim que ela e Alex sentaram no café que ficava próximo ao prédio da loira.

– Certo. – Disse alcançando as mãos de Emma sobre a mesa. – Eu só preciso falar primeiro, ou talvez eu não tenha coragem de dizer isso...

Emma encarou a morena a sua frente com um olhar aflito. – Alex, o que aconteceu?

– Não tem um jeito fácil de dizer isso, Emma... você sabe que eu te amo, sei que eu nunca te disse isso antes. Mas agora vejo o quanto fui burra por não ter dito, agora que o tempo esta correndo pra mim...

– O tempo? – Emma disse aflita.

– Eu... eu estou morrendo, Emma. Eu sinto muito por dizer isso assim, por fazer você passar por isso... eu sinto muito. Eu vou entender se quiser ir... – Alex disse entre lagrimas.

Emma se levantou da cadeira onde estava e puxou Alex para os seus braços. – Alex... você não tem que sentir muito... eu estou aqui por você. Não vou a lugar algum.

Emma a abraçou mais forte como se quisesse garantir suas palavras. – Eu não quero te forçar a nada... eu sei pra você nós não éramos algo serio...

– Shh. – Emma colocou os dedos sobre os lábios de Alex. – Não vou a lugar algum. – Repetiu, dessa vez encarando-a para garantir suas palavras.

– Obrigada... – Alex disse secando suas lagrimas. – Amor, agora eu preciso ir.

– Onde você vai?

– Eu vou, falar com meus pais.

– Você quer que eu vá com você?

– Não! Não precisa... eu prefiro fazer isso sozinha.

– Mas nós não terminamos de conversar, você não explicou o que você tem e...

– Emma, eu prefiro não falar sobre isso agora... você sabe o que precisa saber. Você me entende não é?

– Sim. Então, você me liga assim que terminar de falar com seus pais e me diz onde está que eu vou encontrar com você.

– Você não tem que trabalhar?

– Isso não importa, hoje eu vou ficar com você, ok?

– Ok.

Emma se despediu de Alex, deixando-a sozinha no café.

– Não há a menir possibilidade de eu te perder pra ela. – A morena disse com um sorriso beirando a insanidade no rosto.

***

Emma entrou em casa e deu de cara com Regina em seu sofá. A loira fechou a porta atrás de si e recostou suas costas contra ela, deixando seu corpo deslizar ate estar sentada no chão. O desespero tomando conta de seus sentimentos.

– Emma... o que houve? – Regina levantou e andou ate ela.

Emma a encarou de baixo pra cima, seus olhos brilhando pelas lagrimas que se pronunciavam. – Eu não posso fazer isso... – Ela disse tão baixo que Regina quase não ouviu.

– Não pode fazer o que? – A morena sentou em seus calcanhares diante de Emma.

– Nós... eu não posso... eu...

– Emma, eu não estou entendendo... – Regina disse tocando o rosto da loira, que se desvencilhou do seu toque.

– Não faça isso. – Emma se afastou e então ficou de pé, andando em direção a sala.

Regina a seguiu. – Quer fazer o favor de me dizer o que está acontecendo?!

– Eu estou terminando com você!

A rainha recuou alguns passos, encarando a loira incrédula. – Você está...

– Estou! Eu... não posso ficar com você... sinto muito.

Regina andou ate parar de frente a Emma, alguns centímetros apenas as separando. – Por que? – Perguntou temendo que Emma dissesse que lembrava dela, que sabia exatamente quem ela era e que por isso não podiam ficar juntas.

– Porque... Alex... ela disse que ama. E é com ela que eu quero ficar. – Emma optou por mascarar a verdade. Não queria Regina se sentindo culpada como ela se sentia no momento.

– Você a ama?

– Eu não sei, mas o certo é ficar com ela.

Regina franziu os lábios. Emma podia não ter dito que amava Alex, mas a rainha sabia que a xerife também não a amava, caso contrario a maldição teria sido quebrada. Então pra ela era fácil escolher qualquer uma, Regina se repreendeu por achar que com ela era diferente. Essa nova Emma era diferente, divertida, mas ela não tinha uma coisa que a antiga Emma tinha. A capacidade de amar. Tudo dessa Emma era superficial e era por isso que era tão fácil brincar com as pessoas assim, Regina concluiu.

A morena encarou a loira com certo nojo no olhar. – Você não é nada do que eu achei que você fosse. – disse dando as costas para Emma e saindo do apartamento.

No segundo que a porta se fechou, Emma se permitiu finalmente chorar. Ela poderia gritar de raiva pela injustiça de tudo que tinha acontecido, mas não os fez. Seu pranto foi silencioso, ela se encolheu no sofá agarrada a uma das almofadas.

– Mãe? – Henry disse se aproximando da salvadora. Ele tinha ouvido toda conversa, ainda não conseguia entender porque Emma tinha escolhido ficar com Alex, mas ele não diria nada naquele momento.

– Henry... – Emma disse entre as lágrimas e garoto se juntou a ela no sofá, acolhendo a mãe em seus braços.

– Vai ficar tudo bem... – Ele disse acariciando o cabelo de sua mãe, tentando tranquilizá-la. – Vai ficar tudo bem... – Repetiu plantando um beijo na testa de Emma.

Notas finais
Gostaram? Não me batam, ok? Obrigada. PS: Alguem perguntou como Snow e Regina mantiveram suas memorias, bom gente pelo que eu entendi na serie eles vão manter as memorias, só Henry e Emma que esqueceram.