You are my home
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Elphaba observava a loira dormindo ao seu lado, um sono tranquilo. A bruxa estava frustrada, seu feitiço mantia Emma ao seu lado, fiel a ela como um cachorrinho, mas depois do ultimo encontro com Regina, Emma não tinha demonstrado nenhum interesse nela. Os olhos azuis cintilavam de raiva, poderia muito bem forçar que a loira se entregasse a ela, mas não queria assim, queria que Emma a amasse, só assim ganharia definitivamente de Regina. Mas por enquanto se conformava apenas que a irmã achasse que tinha perdido.
– Regina... – A voz rouca de Emma murmurou durante o sono.
A ruiva franziu a testa e levantou da cama bruscamente, o que fez com que Emma acordasse.
– Bom dia... – A loira bocejou.
– Bom dia. – Elphaba forçou um sorriso. – Bom dia, querida. – Andou ate Emma e a beijou, um beijo longo e dominante, que a loira correspondeu prontamente. Mas que foi rompido no instante que a bruxa decidiu que seria. – Emma... – disse forçando a paciência. – você quer sair hoje, fazer alguma coisa diferente?
– Se você quiser.
A ruiva franziu a testa novamente. Ganhar não parecia tão bom quanto ela havia imaginado. Emma era como um fantoche em suas mãos, isso tirava toda a graça de tudo. Elphaba levantou da cama e sem dizer mais nada seguiu para o porão, tinha que ter feito algo errado naquele feitiço.
***
Era fim de tarde quando Regina desceu do carro de Robin em frente a pensão da Granny. Tinham tido uma tarde agradável juntos. A rainha sorriu e depositou um beijo no rosto do arqueiro, a companhia dele tinha feito milagres para o seu humor.
– Obrigada. – Regina disse genuinamente.
– Eu é quem tenho que agradecer. Depois que você me deixou plantado ontem, não achei que fosse ter mais alguma chance.
– Me desculpe por isso.
– Tudo bem, acho que você já compensou. – O homem tinha um sorriso enorme no rosto, o que deixava suas covinhas bem evidentes, Regina não conseguiu se impedir de achar aquilo adorável. O sorriso do rosto dos dois logo se transformou em um aspecto serio, quando seus olhares se cruzaram. – Aqui estou eu querendo te beijar de novo.
Regina fechou os olhos por um segundo, as palavras de Elphaba do dia anterior vindo a sua mente. Ela passou os braços em volta do pescoço de Robin. – Seria muito pedir que você esperasse?
– Não seria, eu já sinto que esperei por você toda a minha vida, mais um tempo não vai fazer diferença.
Regina sorriu e descansou seu rosto contra o peito de Robin, que a apertou mais em seus braços. Em um segundo Regina estava nos braços do homem e no próximo estava sendo afastada por Emma.
A rainha encarou a loira sem saber de onde ela tinha saído. – Tire suas mãos dela! – Emma ameaçou Robin.
– Que eu saiba você não tem mais nenhum direito de decisão quanto as isso. – Ele disse calmo, não querendo brigar.
– Emma, por favor. – Regina a virou para que a loira pudesse encare-la. – vá embora.
– Não. Eu não vou desistir de você.
– Você já fez isso. – O tom de Regina não escondia sua tristeza.
– Regina, você quer que... – Robin começou a oferecer ajuda, mas a rainha o interrompeu.
– Não. Eu lido com isso.
O homem assentiu e andou ate a rainha, plantando um beijo em sua testa. – Me ligue.
– Eu vou. – Regina conseguiu sorrir de volta.
Emma resmungou impaciente e Robin lhe mandou um olhar de reprovação, mas entrou em seu carro sem dizer mais nada.
– O que você que afinal, Emma? – Regina encarou a loira impaciente.
– Podemos entrar?
– Não, não podemos.
– Eu sinto sua falta. – Emma disse em um sussurro cortado.
Regina também sentia falta da loira mas não ousaria admitir isso. – Sente mesmo? Elphaba não é distração suficiente.
– Você sabe que eu não a amo.
– E por que está com ela então? – Regina disse em uma voz descontrolada e frustrada. – Por que esta com ela e não comigo?
Emma a encarou travando uma batalha interna, que Regina nem fazia ideia. – Eu... não sei... – disse finalmente, lagrimas começando a brotar de seus olhos. – Eu amo você, mas não consigo ficar longe dela...
– Sabe, nunca ninguém me machucou como você está machucando. Como você pode dizer que me ama, mas que não pode se afastar dela?
– Eu não...
– Emma! O que faz aqui? – Elphaba disse saindo de dentro da pensão.
– A pergunta é o que você faz aqui? – Regina disse na defensiva.
– Nada, apenas vim lembrar Ruby de que não pode hospedar visitantes de fora da cidade na pensão por muito tempo. Regras da prefeitura.
Regina a encarou furiosa. – Não se preocupe, é provável que eu não fique muito tempo mesmo. Você queria a cidade? Ela é sua. Você queria minha casa? Ela também é sua. Você queria Emma... – Regina pausou com o peso de suas próprias palavras. – ela também é sua.
Emma a encarou, seus olhos verdes repletos de lágrimas. – Você está desistindo de mim? De nós?
– Só estou seguindo seu exemplo e indo em frente.
– Mas eu... não quero que você vá.
– Eu não posso dividir você, Emma... talvez nós não fomos mesmo feitas pra ficar juntas. Talvz tudo tenha sido um erro.
– Regina... nós não somos um erro...
Elphaba revirou os olhos. – Tão dramáticas. – Disse com sarcasmo. Ela andou ate Emma e segurou o seu braço. – Vamos pra casa querida.
Os olhos verdes encontraram os azuis e logo foram envolvidos pelo poder que a puxava. Era quase inútil lutar contra. A loira ficou estática por um segundo. – Vamos! – A ruiva forçou a voz.
– Não... – A voz de Emma era fraca e quase relutante.
– O que você disse? – A bruxa arqueou a sobrancelha.
– Não. – Emma repetiu um pouco mais determinada.
– Desde quando você tem opinião, bichinho?
Regina presenciava a cena em silencio, logo tudo ficou claro em sua mente. Como podia ter sido tão idiota de não ter percebido antes? Elphaba estava usando algum tipo de feitiço.
– Eu acho que ela disse que não que ir com você. – A rainha disse se colocando entre as duas mulheres.
– O que você tem a ver com isso? Acabou de desistir de tudo. De admitir sua derrota. Não fique no meu caminho, Regina, você não sabe do que sou capaz. – A ruiva agarrou o braço de Emma e a puxou novamente. A loira se encolheu, tinha os olhos assustados, quase como se fosse uma garotinha indefesa.
– Não, Elphaba, você é quem não sabe do que EU sou capaz. – Regina anunciou e logo a bruxa tinha sido jogada contra a parede. – Eu cansei dessa brincadeirinha, vamos deixar tudo bem claro. Não me interessa saber o porque você me odeia tanto. Vamos acabar com isso aqui e agora. Você nunca mais vai tocar na Emma! – O tom ameaçador de Regina não escondia sua irá.
A ruiva sorriu com claro divertimento. – Se quer assim... – Ela ergueu a mão e uma bola de energia verde se formou e ela a lançou contra a rainha.
Regina desviou do ataque quase graciosamente. – É tudo que tem? – Desdenhou.
– Nem passa perto! – A ruiva bufou e chão inteiro começou a tremer. Regina cambaleou alguns passos pra trás. Elphaba a atingiu com um raio de energia e a morena se curvou com a dor.
– Regina! – Emma começou a correr em direção a rainha, mas teve seus movimentos congelados pela bruxa.
– Você achou mesmo que podia ganhar de mim? – Elphaba andou calmamente em direção a Regina, com um movimento de mão fez com que a rainha se ajoelhasse. – Você é fraca Regina, eu teria sido uma rainha muito melhor... você tem sentimentos demais pra ser a vilã que deveria ter sido, você é imperfeita, seu amor por criaturas fracas como ela... – apontou para Emma. – será a sua ruína. Pense bem, todos que você já amou só te causaram sofrimento. E você é burra, continua deixando isso acontecer...
Regina ergueu o rosto e encarou a ruiva de baixo pra cima. – Não, você é quem é fraca! – disse ficando de pé. – Nunca teve amor e nunca vai ter! – Os galhos da árvore que estava atrás de Regina se estenderam em direção a Elphaba, se contorcendo em volta dos seus braços, raízes brotaram do chão fazendo o mesmo com suas pernas.
A rainha ficou de frente a bruxa, encarando-a diretamente. – Amor é força, Elphaba, mas você nunca vai saber disso porque não tem um coração. A ruiva se contorceu tentando se libertar.
– Quanto mais você lutar pra sair, mais os galhos vão ficar apertados. – Regina disse com divertimento. – Agora que estamos conversando, me diga. O que é que você quer? Por que fez tudo isso? Essas pessoas não t fizeram mal alguns, mas você transformou a vida delas em algo miserável.
– A culpa disso tudo é sua. A vida delas está assim por causa de você!
Regina ergueu a sobrancelha curiosa.
– Você os salvou, você se importa com eles... – Elphaba cotinuou. – E tudo que é importante pra você deve ser tirado.
– Por que? O que eu fiz pra você? Eu nem te conheço.
– Ai é que está o seu erro irmãzinha. Você não conhece sua pior inimiga. – Elphaba desapareceu em meio a fumaça verde.
– Irmã...? – Regina repetiu a palavra perplexa. Por um segundo ela se perdeu nos seus próprios pensamentos, mas só ate seu olhar se cruzar com o de Emma. Ela correu apressada ate a loira que permanecia imóvel pelo feitiço. – Amor... – Regina acolheu o rosto da loira e no mesmo instante o feitiço de paralisação se desfez. – me desculpe... – murmurou entre lagrimas, tomando Emma em seus braços. – Me desculpe por não ter percebido que ela estava usando magia em você...
Emma a encarou confusa, o olhar vago, quase vazio. – Eu preciso voltar pra ela... – As palavras saíram em um tom robótico.
– Não, não precisa, você nunca mais vai se aproximar dela. Eu nunca mais vou deixar que ela toque em você, eu prometo. – Regina selou seus lábios aos de Emma, em um beijo doce, carinhoso e cheio do mais puro amor. Aos poucos a mente de Emma foi voltando ao lugar, seus sentimentos conflituosos deixando de existir, ate que no fim só o amor pela rainha ficou.
– Regina...
– Meu amor... – A voz de Regina era carregada de emoção, nunca se perdoaria por ter deixado Emma passar pelo que passou. – Me desculpe... eu devia ter percebido, devia ter acreditado no nosso amor... – As lagrimas queimavam o seu rosto. – Só de imaginar que ela teve você eu...
– Shh... não aconteceu nada... nós não...
Regina se jogou nos braços de Emma, em um abraço apertado. – Eu te amo tanto...
– Eu também também te amo, minha rainha.
– Nunca mais vou deixar que ninguém nos separe... nunca.
Emma sorriu e beijou Regina de novo. Era como voltar pra casa. Pertencia a Regina, sempre iria pertencer.
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