Notas iniciais
Oi! Finalmente nossas lindas chegaram a Storybrooke, que está um tantinho diferente. Bom, um tantinho mais agonizante vamos dizer. Queria agradecer a Recomendação da Oncers Swen, foi tão linda que eu quase chorei :') muitíssimo obrigada, fico honrada por receber palavras assim

– Amoor, acorda. – Regina disse ficando em cima de Emma e plantando vários beijos por seu rosto e pescoço. – Temos que pegar a estrada.

– Hum... – Emma resmungou preguiçosa. – me deixe dormir mais 10 minutos. – disse sem abrir os olhos.

– Não seja preguiçosa, vamos. – Regina arrastou seus lábios contra os da loira provocando-a. A loira logo correspondeu ao beijo da rainha, aprofundando-o. Suas mãos deslizaram pelas pernas da morena ate chegarem ao quadril dela.

Regina que tinha seu sexo perfeitamente encaixado na perna da loira começou a arrastá-lo contra ela, lentamente. Seus corpos procurando o encaixe perfeito. – Parece... – Emma sorriu. – que eu alguém não me acordou para pegar a estrada e sim pra gente dar uma rapidinha antes de partir.

– Emma! – Regina a repreendeu.

– Amor, você vem assim pra cima de mim e quer que eu pense o que? – Emma não conseguia parar de sorrir, adorava deixar Regina nervosinha.

– Só estava tentando te acordar. – A rainha saiu de cima da loira e sentou na cama.

– Ah eu estou bem acordada agora. Vem aqui vem. – Disse puxando a morena pela cintura e a prendendo-a em seus braços. – Sabe o que eu mais quero na vida?

– O que?

– Acordar assim. Com você nos meus braços todos os dias.

– Eu também. – Regina falou com o olhar fixo no da loira, seus lábios tão próximos que podiam sentir a respiração uma da outra. – Agora levanta dessa cama, sua preguiçosa. – Disse saindo rapidamente dos braços de Emma.

– Isso foi maldade! – Emma reclamou, mas não se impediu de sorrir.

***

– Está mesmo aqui. – Emma parou o carro há alguns metros da placa de bem vindo Storybrooke.

As duas saíram do carro e andaram ate o limite. Regina ergueu as mãos no ar e sentiu a energia. – Tem uma barreira. E... ela é de magia negra.

– Você acha que se a gente atravessar vamos... ser amaldiçoadas também?

– Não, eu acho. Não estávamos quando a maldição foi lançada.

– Você acha? – Emma ergueu a sobrancelha.

– Bom, só vou saber depois que entrar.

– Então vamos.

– Não! Você fica aqui, eu vou primeiro.

– Nem pensar!

– Emma, alguém tem que ficar pra trás, caso algo aconteça.

– Então você fica e eu vou.

– Não há a menor possibilidade de... – Regina não terminou a frase, Emma atravessou a barreira sem nenhum aviso. A rainha a encarou assustada e em expectativa. – Emma?

– Quem é você? – Emma a encarou com o olhar confuso.

– Não... não, não. De novo não. – Regina repetiu aflita.

Emma começou a sorrir e puxou a morena pro seus braços. – Eu to brincando.

Regina a encarou furiosa. – Idiota! – disse dando vários soquinhos contra loira e se afastando.

– Você fica linda toda preocupadinha sabia? – Emma tomou o rosto de Regina entre as mãos.

– Emma, você tem que levar isso a serio! Não sabemos o que vamos encontrar aqui.

– Desculpa, amor. Eu só... estou tão apaixonada por você que nada mais parece importar.

Regina revirou os olhos. – Acha que vai me ganhar com essa conversinha, Swan?

– Não sei, vamos ver. – Emma beijou a rainha, por um segundo fazendo-a se esquecer de tudo. Mas só ate a luz do farol de um carro recair sobre elas.

– Hum... senhoritas, eu posso ajudar? – Tinham sido pegas no flagra.

Emma se afastou rapidamente de Regina. – Dav... – Gaguejou.

– Xerife. – Regina interferiu. – Estamos procurando um lugar para passar a noite.

David avaliou as duas por um segundo e então deu de ombros. – Não recebemos muitos visitantes aqui, mas temos a pensão da vovó, creio que pode acomodar vocês bem.

– Seria ótimo. – Regina sorriu.

– Me sigam então. – David andou ate o seu carro e Emma e Regina andaram ate o delas.

– Você tem noção de que meu pai acabou de flagrar a gente se beijando. – Emma disse com uma mistura de divertimento e choque.

– Ele não lembra que é seu pai, querida.

– Eu sei, mas ainda assim é estranho. Me sinto como uma adolescente.

– Com certeza você age como uma. – Regina sorriu.

– Ei!

***

– Estamos em casa. – Emma disse olhando pela janela do seu quarto na pensão.

– Isso é estranho... – Regina disse pensativa.

– Voltar aqui?

– Não. É estranho estar tudo tão normal.

– Não sabemos se está mesmo tudo normal. Só vamos saber amanhã quando sairmos para encontrar nossos amigos.

– Creio que sim.

– Não fique tão preocupada. – A loira disse deitando ao lado de Regina na cama. – nós vamos dar um jeito.

– O que me deixa aflita é saber quem fez isso e porque.

– Isso vai ser fácil, só temos que ir ate a prefeitura e ver quem está no comando da cidade.

Regina ergueu a sobrancelha surpresa, não tinha pensado nisso. Ainda pensava nela mesma como prefeita. – Você tem razão.

– Agora vamos descansar, porque teremos um dia cheio amanhã. – Emma disse se aconchegando na cama.

A loira logo caiu no sono, mas Regina estava preocupada demais para conseguir dormir. A pessoa que lançou a nova maldição deveria ter um propósito, não saber qual estava perturbando-a mais do que qualquer coisa.

***

Storybrooke parecia incrivelmente normal, pessoas andando de um lado para o outro cuidando de seus afazeres, ninguém nem se dava conta das duas mulheres que eram presença nova na cidade.

–Vamos tomar um café no Grannys, vou falar com Ruby. – Emma anunciou.

– Pode ir, eu tenho um lugar para visitar.

– Eu não acho uma boa ideia nos separarmos.

– Emma, eu sei me cuidar. E se você me prometer que vai me esperar aqui tudo vai ficar bem.

– Tudo bem. – Emma disse a contragosto. – Mas se você demorar eu vou atrás de você. – Deu um beijo na rainha e seguiu para a lanchonete.

***

Regina entrou na loja de Gold pela porta dos fundos. A imagem do homem se sacrificando para salvar a todos veio a sua memória. Ela andou pelo lugar deixando seus dedos correrem pelos objetos que lhe traziam tantas lembranças.

– Quem é você? O que faz aqui? – A voz conhecida soou atrás dela.

–Eu sou Regina, uma velha amiga do seus pai. – Disse encarando Neal.

– Meu pai... – A dor passou pelo rosto do homem. – Você sabe que ele...

– Se foi. É, eu sei. Sinto muito. Ele foi um homem... incrivelmente talentoso. – Regina disse deixando seus ombros caírem, um fio de esperança tinha passado por ela, desejando que de algum modo Gold estivesse vivo.

– Sim, ele foi. Mas... o que faz aqui? Eu nunca te vi na cidade e é uma cidade pequena.

– Bom, estou viajando pelo pais com a minha namorada. Decidimos passar alguns dias aqui, é uma cidade realmente acolhedora. – Disse dando um sorriso bobo ao se referir a Emma como sua namorada.

– Espero que aproveitem a cidade.

– Nós vamos.

***

Emma tentou tirar o Maximo de informações de Ruby sem levantar suspeitas. A lobo foi incrivelmente receptiva, parecia ate que algum resquício da antiga amizade das duas se mantia. A porta da lanchonete se abriu, chamando atenção de Emma, para sua surpresa era Mary Margaret. Seu primeiro impulso foi correr e abraça-la, mas não podia. A mulher andou e sentou no banco ao seu lado. – Um café, Ruby, forte para curar minha ressaca.

Ruby colocou o café na frente dela e a encarou com reprovação. – Não pode continuar fazendo isso consigo mesma.

– Por que? Não é como se eu tivesse algum motivo para me manter sóbria.

– Bem, você tinha. Ainda tinha seu trabalho. Você adorava aquelas crianças.

– Você não entende que eu não consigo mais olhar pra elas. Não depois de tudo que aconteceu... elas são uma lembrança constante de que eu nunca vou poder ter meu próprio filho. E de que por isso perdi meu marido. David nunca vai voltar pra mim.

– O xerife. – Emma soltou sem querer.

– Você o conhece? – Mary a encarou como se a notasse pela primeira vez.

– Hum... sim, eu o conheci ontem quando cheguei na cidade.

– E ele não deu em cima de você? Porque eu juro que ele está dormindo com qualquer coisa que se mexe.

– Argh não! – Emma não conteve a cara de nojo.

– Ela tem uma namorada, Mary. – Ruby interveio.

– Bom pra você, os homens não prestam.

– Posso perguntar porque vocês se separaram?

– Bom, queríamos um filho, mas eu nunca puder dar um a ele, então começaram as brigas. E um dia ele disse que eu fazia de vida dele um inferno. Então eu decidi fazer mesmo... sabia que ele me culpava por não conseguirmos ter um filho. Então... eu... bom... – Mary encarou Ruby por ajuda.

– Um dia ela foi a essa festa e bebeu mais do que devia e acabou ficando com Killian. Um amigo de David. – A loba completou. – E você pode presumir o resto.

– Sinto muito. – Emma disse sinceramente.

– Eu não sei porque estou te contando tudo isso, mal te conheço. – Mary quase sorriu. – Mas é como se fossemos amigas há muito tempo.

– Eu senti o mesmo. – Ruby disse animada.

– Bom, se me permitirem eu quero ser amiga de vocês.

– Seria um prazer. – Mary sorriu e estendeu a mão para Emma que a alcançou.

– Mary, você pode ficar aqui enquanto eu checo a vovó? – Ruby disse tomando um tom serio.

– Claro. – Mary garantiu e ficou no lugar de Ruby enquanto a loba saia da lanchonete.

– E onde está a ave dela? – Emma perguntou curiosa.

– Está no hospital... ela está morrendo...

– Não... – Emma disse com choque. A cidade não estava normal, a vida de todo mundo eram muito pior do que era antes. A nova maldição não só os fez esquecer, mas também os deu vidas atormentadas.

– É triste, mas sim, ela está morrendo.

Emma levantou aflita, tinha que fazer alguma coisa. Regina entrou na lanchonete nesse momento, seu olhar correu de Emma para Mary. – O que está acontecendo?

– Nada. – Emma disse tentando se acalmar. – Eu só fiz uma nova amiga. Essa é Mary Margaret. – Apresentou. – Mary, essa é Regina, minha namorada.

– É um prazer. – Mary sorriu e andou até Regina.

A rainha levou um segundo de surpresa para conseguir responder. – O prazer é meu. – Encarou a mulher a sua frente, toda a raiva que um dia sentia dela pareceu começar a se desfazer naquele momento. Snow tinha lhe dado Emma, nunca poderia agradecê-la o suficiente.

– Sua namorada é linda, Emma.

Era um momento tão surreal que Regina quase esqueceu de o porque estava ali. Emma e Mary já engatavam uma conversa sentadas ao balcão, quando Regina interveio. – Desculpe, mas posso te perguntar uma coisa?

– Claro.

– Quem é o prefeito dessa cidade?

– Não é um prefeito, é uma prefeita. Elphaba.

Notas finais
Gostaram do capitulo? Vilã misteriosa revelada. Ai gente, pensei que vocês iam adivinhar facil que seria ela haha. Emma dando de cara com o pai e a mãe, jogando logo que tem uma namorada linda pra eles ja ficarem preparados haha esperta. Bom, vocês podem bem notar que a vida que a Elphaba deu uma vida muito mais angustiante pra todo mundo do que a Regina deu na primeira maldição. Vamos ver o que ela pretende com isso tudo. PS: Bom, acho que a partir de agora não postarei com tanta frequencia. Provavelmente só nos finais de semana :/ espero que continuem comigo mesmo assim. Bjos e até a proxima