You are my home
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem. Como ja fiz antes, vou continuar a historia de onde parou na serie.
E musica tem da fic You are my home da The hush soud. Ouçam, porque encaixa perfeitamente. http://www.youtube.com/watch?v=KYqm9i0P38k
Emma se debatia na cama, aquele sonho a perseguia por vários e vários dias. Tudo que ela conseguia se lembrar eram desses intensos olhos castanhos a encarando. Ela sempre acordava chorando e nunca sabia o porque, mas sentia que algo faltava em sua vida. Aquele vazio a consumia cada vez mais.
A loira levantou da cama e encarou o relógio na mesinha de cabeceira. 3h da manhã. – Droga... – murmurou cansada, mas sem nem um pouco de sono.
Emma andou ate a cozinha sentou sobre a bancada com um copo de água nas mãos. Ela encarava o liquido a sua frente como se ele fosse lhe dar respostas. Ela se pegou pensando em qualquer problema que teria, que poderia ser o motivo daqueles sonhos, mas a vida estava perfeita, ela tinha um bom emprego como detetive em NY, um ótimo apartamento e tinha Henry, seu maior motivo de felicidade. Simplesmente nada explicava aquele vazio, aquela angustia com que sempre despertava depois desses sonhos.
A campainha tocou tirando a detetive de seus devaneios. Ela andou ate a porta desconfiada e olhou pelo olho mágico, a figura estava de costas, mas dava pra se ver claramente que era uma mulher. Emma abriu a porta e imediatamente um misto de emoções tomou o seu corpo. A mulher a sua frente era incrivelmente linda, mas não foi isso que chamou a atenção da loira, o que chamou sua atenção foram os olhos, aqueles olhos tão intensos como os dos seus sonhos. Emma não sabia explicar o porque,mas lagrimas imediatamente começaram a se formar em seus olhos. – Que... quem... é você? – disse com a voz tremula.
- Meu nome é Regina Mills. – A morena estendeu a mão. – eu sou sua nova vizinha. E me desculpe pela hora incomoda você provavelmente estava dormindo. Mas é que eu perdi minhas chaves e como você é a sindica do prédio provavelmente tem uma copia. Não tem?
- Hum... sim, eu tenho... quando você se mudou? – Emma disse contendo o turbilhão de emoções que estava sentindo.
- Ontem.
- Eu não fui avisada que teríamos moradores novos, eu deveria saber.
- Bom, eu assineis os papeis da compra ontem e já me mudei, talvez tenha sido muito rápido e não deu tempo de chegar ate você.
- É, talvez... – Emma mexeu no cabelo pensativamente. – Então, você pode entrar enquanto eu procuro sua chave.
As duas seguiram pela casa, Regina se acomodou no sofá e Emma desapareceu casa a dentro, mas logo voltou com um molho de chaves. – Vamos ter que tentar a sorte. – disse sacudindo o montante de chaves.
As duas então foram o apartamento de Regina e começaram a testar chave por chave. Mas nada parecia funcionar. – Droga! – Emma bateu a mão contra a parede frustrada após tentar a ultima chave.
Regina reprimiu um sorriso. – Acho que você não tem minha chave então.
- É o que parece.
- Tudo bem, eu passo a noite em um hotel.
- Não! – Emma disse prontamente. – Está muito tarde, não vou deixar você sozinha. Você pode ficar na minha casa.
- Serio? Você não se importa? Nós apenas acabamos de nos conhecer.
Emma sorriu. – Vai parecer estranho, mas... eu tenho essa impressão de que te conheço há muito tempo.
- Não é estanho, eu sinto o mesmo.
***
Alguns dias antes.
- Você faria isso? Traria minha filha pra mim? – Snow disse aflita.
- Eu quero Henry de volta, acredito que isso implique trazer Emma comigo.
- Mas... – Snow franziu a sobrancelha preocupada. – Você conhece Emma, ela é cabeça dura, não vai acreditar em você logo de cara...
- Eu sei disso... mas vou fazer o que for necessário para ter o meu filho de volta, nem que pra isso eu tenha que conquistar a confiança de Emma aos poucos, ate achar que ela esta preparada para saber a verdade.
- Talvez eu devesse ir com você.
- Seria o melhor, mas não temos um portal, isso vai ser feito com magia. E já vai ser difícil eu conseguir trazer nos três de volta. Eu não quero arriscar. Alem disso, você tem o seu príncipe aqui, se ficar presa no mundo real nunca mais vai vê-lo.
- E se você ficar presa la?
- Bom, Henry está la, então eu não me importo.
***
- Nós não temos um quarto de hospedes... você se importa de ficar no sofá?
- O sofá está ótimo. – Regina disse com um sorriso. – Você disse nós?
- Sim, eu e meu filho. Você vai conhecê-lo amanhã. Ele é um garoto incrível.
- Tenho certeza que é.
Emma abriu um armário e pegou um cobertor e um travesseiro e os colocou ao lado de Regina no sofá.
- Você pode voltar a dormir, Emma. Eu já incomodei o suficiente por hoje.
- Na verdade, eu não estava dormindo... e nem estou com sono agora. Eu...
- Teve um sonho ruim?
- Sim... não. Não sei. É só que eu sempre sonho alguma coisa e quando eu acordo estou aflita, como se tivessem me tirado algo fundamental.
- Hum. – Regina disse reflexivamente. – Você não lembra de nada do sonho?
- Bom... – Emma sentou ao lado da morena no sofá. – eu lembro desses olhos castanhos... que não sei, mas agora te olhando bem, os olhos do meu sonho parecem com os seus. Mas só pode ser coincidência. Eu nunca te vi antes.
- Talvez não, talvez seus sonhos sejam premonitórios. – Regina disse com divertimento.
- Ah, claro porque eu tenho o poder mágico de ver o futuro.
Regina sorriu com a ironia daquelas palavras. Emma não fazia ideia de que ela tinha mais poderes do que imaginava. – Bom, xerife se você não está com sono e nem eu que tal um filme? – Regina propôs.
- Xerife? – Emma ergueu a sobrancelha.
Regina se reprimiu mentalmente pelo descuido. – Detetive. Eu quis dizer.
- Bom, um filme não é la uma má ideia. Vamos ver o que tem na TV. – Mal Emma fechou a boca e seu celular tocou. – Oi amor. – Disse atendendo a ligação. – Não, não estava dormindo... claro que lembro... certo, ate amanhã.
“Droga, ela tem um namorado, isso vai complicar as coisas na hora de levá-la de volta.” – Namorado? – Disse pra loira já sabendo a resposta.
- Hum.. não, namorada na verdade.
- Hum. – Regina disse tentando conter a surpresa.
- O que? Você não é daquele tipo chato que acha isso estranho não é?
- Não, não, claro que não. – Regina estava surpresa, mas de algum modo não to surpresa. Ela conteve um sorrisinho ao imaginar a cara de Snow quando soubesse. – O que importa é o amor não é?
- É, acho que sim.
- Porque você não me parece tão convencida disso.
- Digamos que eu não sou do tipo que acredita em amor verdadeiro.
Mais ironia. Regina pensou. – Pois eu acredito.
- Então você já achou seu amor verdadeiro?
- Hum... sim, mas eu o perdi. Isso não vem ao caso agora. Eu só posso te garantir que amor verdadeiro existe sim.
- Quem sabe um dia eu o encontre. – Emma sorriu e voltou a sentar do lado da morena, ligando a TV em seguida.
- Posso fazer uma pergunta? – Reina disse depois de um tempo.
- Claro.
- Por que esta namorando essa garota se não a ama.
- Bom, todo mundo precisa de alguém.
***
Regina abriu os olhos sentindo e logo se deu conta do peso contra o seu corpo. Emma e Ela haviam caído no sono e a detetive tinha deitado seu corpo contra o dela. A morena não tinha como sair dali sem acordar a loira e por algum motivo também não queria. – Emma? – disse baixinho.
Emma murmurou alguma coisa e se agarrou ao corpo de Regina, descansando o rosto em seu peito. A rainha não teve mais coragem de acordar a salvadora, então tentou voltar a dormir. Mas ela estava muito ciente de cada parte de Emma que a tocava, seu coração de repente batia forte e acelerado. “O que está acontecendo com você, Regina?” questionou a si mesma.
Regina tentou muito voltar a dormir, mas sem sucesso. Ela encarou a loira em seu colo e gentilmente tirou alguns fios de cabelo do seu rosto. Então não pode se impedir de pensar o quanto Emma era linda.
***
Emma acordou sentindo os braços em volta dela, abriu os olhos só para descobrir que pertenciam a Regina. Ela não se incomodou de sair dali, se entia bem estando nos braços da morena, se sentia protegida, se sentia completa. E o melhor, não tinha acordado chorando como de costume.
- Emma... – Regina disse sonolenta.
- Bom dia. – Emma sorriu e com algum esforço saiu dos braços da morena. – Desculpe, eu acho que acabei usando você como travesseiro.
- Hum... tudo bem. É o mínimo que posso fazer depois de você ter me deixado dormir aqui. – Regina disse com divertimento.
- Então, acho que vou ter que te deixar dormir aqui mais vezes. – Emma disse antes que pudesse se impedir.
Regina não era do tipo que ficava embaraçada facilmente, mas o comentário a fez corar e sorrir sem saber o que dizer. Felizmente ela não teve que dizer nada, pois Henry entrou na sala naquele momento. – Mãe, eu... – o garoto parou no meio da fala.
- Henry, deixa eu te apresentar pra nossa nova vizinha. Esta é Regina.
Regina soube no instante que cruzou o olhar com seu filho que ele havia a reconhecido. – Muito prazer, Henry. – andou ate o garoto e estendeu sua mão a ele.
- Mãe...
- Sim? – Foi Emma quem respondeu.
- Emma, Henry está com cara de faminto, porque não prepara o café da manhã dele.
- Claro. – Emma disse se levantando e indo em direção a cozinha.
No momento em que a loira deu as costas Henry se jogou nos braços de Regina. A rainha não sabia como era possível o garoto lembrar dela. Amor foi a única explicação que encontrou. O amor de um pelo outro havia quebrado a maldição. – Henry... – disse entre lagrimas. – senti tanto sua falta.
- Como isso é possível? Eu não deveria lembrar de você, deveria? – Henry disse confuso.
- Não, mas eu estou tão feliz que lembre. – Regina se afastou um pouco e encarou o garoto. – Henry, você não pode dizer nada pra Emma.
- Por que?
- Você sabe como foi difícil convencê-la antes, agora vai ser ainda mais difícil. Temos qu fazer isso com calma. Não quero que ela se assuste e leve você embora.
- Parece que vocês se deram bem, em? – Emma disse entrando na sala. Regina e Henry trocaram um olhar de concordância.
- Muito bem. – Regina sorriu.
- Acho que vocês vão ser ótimas amigas. – O garoto sorriu pra Regina. – Agora vou tomar o meu café. – e saiu em direção a cozinha.
- Bom, eu vou ver se consigo uma copia da minha chave. – Regina disse depois de um tempo em silencio.
- Não, eu já pedi pro porteiro cuidar disso, ele vai trazer aqui assim que ficar pronta. Enquanto isso porque não toma café com a gente?
- Eu não quero incomodar mais.
- Você não está. – Emma se aproximou de Regina. – Se não quer ficar pelo que eu disse antes do Henry aparecer. Bom, me desculpe por isso... eu tenho que aprender a me controlar com essas coisas, ainda não me acostumei que estou namorado. Eu só... bom, vamos dizer que eu não era do tipo que perdia uma oportunidade.
- Hum... entendo. Acho melhor você se acostumar com a ideia, porque sua namorada não vai gostar nada disso se souber.
- Verdade. – Emma sorriu. – Então, vai tomar café com a gente?
- Adoraria.
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