You are mine, baby!
1 Capítulo Único
Bairro do Limoeiro,
29 de Março, 2009
Três da tarde de sábado
Era uma linda tarde; o sol brilhava, e nenhum sinal de chuva. Cascão agradecia á Deus por isso. Ele estava sentado debaixo de uma árvore com Cebola, já impaciente.
— Pô, na real! Mó vacilo das meninas deixar a gente plantado aqui esperando elas! — Cascão resmungava irritado. — Já faz duas horas, caramba!
— Duas horas? Mas passaram-se apenas dois minutos, cara! — Cebola responde o seu amigo sujinho com desdém dando-o um peteleco atrás da orelha. — E nem vem que você é o rei dos atrasos! Até a Maria Cascuda você deixa plantada! E mais de dois minutos.
— Não precisa jogar na cara, tá legal? E... Opa! Que gatinha... — Cascão fala rapidamente mudando de assunto olhando para uma garota desconhecida, babando.
— É uma gata mesmo! — Cebola fala concordando enquanto olhava para a garota, mas volta o olhar para o amigo — Que assanhamento é esse, Cássio? Acho que a Cascuda não gostaria muito desse seu comentário...
— E você, hein? — Cascão fala imitando o mesmo tom de voz que Cebola. — Acha que se safa?
— Eu posso, sou solteiro! — Cebola fala com um sorrisinho sorrateiro
— Acha que pode me enganar, né? — Cascão responde com um olhar desafiador e Cebola automaticamente fica com interrogações na cabeça
— Do que você tá falando? — Cebola fala supondo que o amigo começaria a pegar no seu pé por ser "encalhado"
— Começa com M, termina com A. — Cascão fala com malícia na voz.
— Mônica? — Cebola fala e solta um suspiro em pensar na garota
— Veíí!! Você até suspirou em falar o nome dela! Você é bem gamado nela, né? Admite; só tá nós dois aqui e eu sempre shippei vocês. Vocês têm uma química... — Cascão fala elogiando os dois, ele sempre suspeitou secretamente desde a infância sobre o casal
— Tá, tá. Eu tenho uma queda nela. — Cebola confessa, derrotado
— Queda? Queda?!? Você ama ela, véi! E isso é desde sempre! — Cascão fala
— Desde sempre? Fala sério! Só fazem alguns mese.... anos. — Cebola fala passando a mão no cabelo
— Viu, só? E agora, vamos encarar a realidade. — Cascão dá um tapinha em suas costas. — Ela tá uma gata, tem até outros caras na cola dela.
— E você acha mesmo que eu não s.... O quê????? Como assim, caras? — Cebola fala em um tom alterado, com bastante ciúmes.
Não gostava que outros caras tivessem algum tipo de interesse em Mônica e muito menos encostassem nela. Pra ele, Mônica o pertencia em um valor sentimental. Ele sempre teve muito ciúmes dela desde a infância, mas quando ela cresceu e ficou muito mais bonita que antes e outros garotos começaram a olhar para ela com segundas intenções, ele tinha crises secretas( ou às vezes não disfarçava muito bem) de ciúmes.
— Pois é, vi um cara conversando com ela depois da educação física ontem. Não ouvi o nome do sujeito. — Cebola praticamente borbulha de ciúmes. — Mas calma, pode ter sido só alguém pedindo uma informação. — Cascão fala tentando tranquilizar o amigo
Cascão não ouve nenhuma resposta irônica de Cebola e estranha; vira para olhar o amigo e vê para que direção ele estava olhando: Mônica conversando com um cara e Magali ao seu lado com uma cara de quem não estava muito interessada. Quando vê, Cebola já não estava mais do seu lado e estava na direção das garotas.
— Eita, treta! — Cascão fala consigo mesmo rindo por um segundo, seguindo Cebola
— Oi Mô! — Cebola fala colocando a mão sobre o ombro de Mônica, aproximando-a de si. Mônica fica surpresa com o toque próximo de Cebola e sorri para ele como resposta. Ele achava seu sorriso lindo.
— Ah, Felipe, esses são meus amigos. Cascão e Cebola. — Mônica fala apontando para os dois
— Prazer! — Felipe fala estendendo a mão para Cascão
— Prazer, cara! — Cascão responde apertando a mão do garoto e logo olha para Cebola fazendo sinal tipo: "responde também"
— E aí!? — Cebola fala fazendo uma cara de poucos amigos ao olhar para Felipe
— Bom, a gente já vai indo. Sabe como é, nós acabamos nos atrasando um pouco para um rolê.. — Magali fala docemente olhando para Cascão e Cebola, que a olham como se respondessem: " Só um pouco?"
— Tchau Fê! — Mônica se despede dando um abraço rápido em Felipe e logo sendo puxada por Cebola
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Após todos irem para a casa de Cebola e assistirem um filme de terror (depois de muito os meninos terem insistido no filme) eles conversaram por bastante tempo sobre assuntos aleatórios. Então Cascão se levantou, do sofá da casa de Cebola.
— Valeu galera! Hoje foi muito top das galáxias! Mas já são cinco horas e tenho que ir pro mercado com meus pais. Sabe como é; minha mãe implora toda vez pra eu ir para ajudar. Infelizmente, hoje não tem como eu furar e eu já deixei muito a minha mãe na mão. — Cascão fala coçando a nuca, se justificando
— Falou, cara. — Cebola responde se levantando do sofá. — Vou lá fechar a porta, meninas.
— Tchau Cas! — Mônica fala se despedindo do amigo
— Aliás, tchau pra mim também. — Magali fala se levantando. — Lembrei que tenho encontro com o Quim
Mônica estranha a despedida da amiga pois Magali não falou que tinha encontro com o Quim. Mas decidiu permanecer calada.
— Tchau Magá! — Mônica se levanta para abraçar a amiga e a abraça. Magali pisca para Mônica e faz sinal para Cebola sorrindo.
Cascão e Magali foram embora silenciosamente, enquanto Cebola e Mônica observavam os mesmos irem embora. Até que Cebola fecha a porta.
— Bom, eu não tenho nenhum compromisso. — Mônica sorri.
— Não conseguiu se livrar de mim.
— Não quero me livrar de você. — Cebola fala observando Mônica e olhando dentro de seus olhos. Ela era tão linda.
Cebola poderia ficar ali o resto de sua vida olhando para ela, mas percebeu o quão vermelha a garota ficou ao perceber o quanto ele olhava para ela e decidiu que não queria que Mônica explodisse como um tomate ali. Mesmo que ela ficasse uma gracinha assim.
— Quer fazer alguma coisa lá no meu quarto? Sei lá, jogar, conversar? — Cebola fala
— P-Pode ser. — Mônica fala
— Vem! — Cebola fala e nem percebe quando involuntariamente pegou na mão de Mônica e a levou até o seu quarto
Depois de subirem as escadas, chegaram no quarto de Cebola que não estava muito bagunçado, tirando alguns livros jogados pelo chão do quarto
— Não repara na bagunça. — Cebola fala se agachando, pegando seus livros e os colocando em sua estante de livros
O quarto estava quase igual antigamente, quando Cebola era pequeno, tirando algumas reformas que foram realizadas e a escrivaninha que era onde ele fazia seus planos infalíveis, mas que agora estava cheia de planos de estudos e horários organizados
— Olha só, se não é Cebolácio Menezes organizado
— Mônica fala em um tom engraçado com as mãos na cintura
— Se não me organizar minha mãe me mata. — Cebola fala sorrindo
Mônica continua observando o quarto do garoto. Tinha fotos na parede de cima de sua cama; uma quando ele era pequeno, uma com seus pais, uma com Maria e outra com Cascão
— Quem vê nem diz que era um pestinha quando era pequeno. — Mônica fala sorrindo
O celular de Cebola toca e ele atende; Era Luísa. Uma garota que ele costumava dar "aulas de matemática", a garota por fim era bem esforçada e ele achava ela bem humilde. Mas não tinha interesse nela.
— Alô, Oi Luísa. Não, não vai dar agora. Aham, tudo certo. Tá bom, fica para outro dia, tchau. — Cebola responde Luísa que o perguntava no telefone se ele poderia a ajudar, mas o mesmo nega e eles terminam o diálogo
— Cheio das gatas, não? — Mônica fala com um pouco de raiva
— E você também tá toda para o lado do Felipe, não? — Cebola fala devolvendo a provocação, ele não queria brigar, mas se era para falar sobre ciúmes, já era.
— O que? Claro que não! Só dei um abraço nele! Como você é ciumento, hein? — Mônica responde, mas logo se arrepende de ter o chamado de ciumento
— Ciumento, eu? Você que tá aí toda mordidinha porque a garota me ligou pra pedir uma aula de matemática! — Cebola fala
— Conheço essa tática de aula; senhor Cebolácio. — Mônica fala com desdém
— Se conhece foi porque já usou, não? — Cebola rebate
— O quê?? — A baixinha responde, com um tom alterado. — Ora, seu....
Cebola vira a garota em um movimento rápido e lhe dá um selinho, que acaba virando um beijo um pouco mais demorado, e rapidamente pede permissão para a sua língua 'entrar' dentro de sua boca. Mônica permite e rapidamente sente suas línguas se tocarem.
Aquilo era maravilhoso e nenhum dos dois queriam parar, mas o ar foi preciso e Mônica desmancha o beijo por falta de ar. Ficam um tempo se encarando e então Cebola sussurra em seu ouvido:
— Eu só cuido do que é meu, Mô. Relaxa, baixinha. — Cebola sussurra em seu ouvido de modo tranquilo
— Também cuido do que é, meu. Senhor Cebolácio. — Mônica responde, ainda vermelha pelo beijo
— Eu te amo. — Cebola fala em seu ouvido novamente e a abraça. — Eu também.
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