You and I
1 Prólogo
Notas iniciais
O prólogo é bem curtinho, mas o próximo capitulo eu faço maior...
Boa Leitura!!!
- Não acredito nisso. – falei inconformada – Como você pode?
- Annabeth, ela é sua mãe. – tentou explicar – Dê uma chance a ela.
- Depois de todo esse tempo ela acha que eu simplesmente vou aceitar ir morar com ela? – perguntei – Assim sem mais nem menos?
Frederick Chase mais conhecido como “meu pai” conseguiu acabar com meu dia, meu ano e minha vida com apenas uma frase: “Você vai morar com a sua mãe”, ata bom, vai sonhando. Bem, para você que não está entendendo porcaria nenhuma deixa eu explicar: meu pai me criou sozinho desde que eu tinha um ano, quando a minha “mãe” resolveu nos deixar e depois de todo esse tempo ela apareceu ano passado dizendo que queria consertar o passado.
- Isso vai ser bom para você. – meu pai falou como se de alguma maneira fosse me convencer a ir de livre e espontânea vontade – Vai conhecer novas pessoas, novos lugares... Pense nisso.
- Pai, eu tenho uma vida aqui, acha que é simples ir embora?
Ele bufou passando a mão pelos cabelos loiros como os meus e se sentou parecendo cansado de discutir.
- Desculpe Annie, mas já está decidido. – ele disse dando a sentença final – Você vai para Nova York amanhã.
- Então é assim? – perguntei jogando os braços – Vocês realmente querem acabar com a minha vida! – gritei e subi as escadas que davam para o meu quarto, entrei e bati a porta com força.
Me joguei na cama e gritei contra o colchão. Infelizmente quando meu pai colocava algo na cabeça nada o fazia mudar de ideia, como ele podia fazer isso comigo? Achei que ele também não gostasse da ideia da Dona Atena chegar como se nada tivesse acontecido e agora isso.
Então é isso. Fui sentenciada a ir conviver com a última pessoa no mundo com a qual eu queria estar, sério, até morar com Hitler seria melhor... Mentira não é para tanto. Fiquei jogada na cama olhando para o teto durante um bom tempo até que escuto uma batida parecendo hesitante na porta.
- Pode entrar. – falei já sabendo quem era.
- Olá. – meu pai disse se sentando em minha cama enquanto eu fazia o mesmo – Desculpe te fazer ir para lá. – ele suspirou – É que as coisas por aqui estão realmente ruins e ao menos por enquanto é melhor você ficar com a sua mãe.
- Tudo bem. – dei de ombros – Eu sei que as coisas não estão dando muito certo esse ano.
- Olha, eu prometo que assim que as coisas se estabilizarem de novo eu trago você de volta. – ele disse parecendo triste.
Ele trabalhava como professor de história para alunos do ensino médio e desde que foi demitido por uma escola que foi fechada no mês passado, estava cada vez mais difícil arrumar um emprego e as coisas estavam ficando difíceis.
- Sei que vai conseguir um emprego logo. – falei.
- Eu espero que sim. – ele disse cabisbaixo – É melhor começar a arrumar suas coisas para viajar amanhã.
- Sim senhor. – falei e nós dois sorrimos.
Depois que ele saiu comecei lentamente a arrumar minhas coisas para ir morar com a minha mãe, peguei roupas, coisas essenciais, objetos pessoais e comecei a revirar coisas antigas no fundo das gavetas. Parei quando encontrei uma antiga fotografia minha e do meu pai quando eu tinha mais ou menos seis anos, eu usava trancinhas e uma vestido florido, nós dois sorriamos para a foto.
Coloquei a foto na mala e fechei a mala. Naquele momento decidi que mesmo não querendo ir eu estava pronta para encarar o que estava por vir, mesmo que fosse difícil.
I keep forgetting when the earth turned slowly
So I just wait until the lights come on again
I lost my place but I can't stop this story
I found my way but i am only
Spinning
Spinning
Notas finais
Comentem e me façam feliz...
Beijos...
PS: Eu amo reticencias...
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