You and I
15 I'm Sorry
Notas iniciais
POV Annabeth
– Nossa sua madrasta é uma vaca. – falei enquanto estávamos sentadas na beirada do colchão no meu quarto e Thalia me contava o que tinha acontecido com o pai e a madrasta – E sinceramente ou seu pai é um encostado ou um covarde. Sem ofensa.
– Imagina. – ela respondeu – Concordo com você, mas infelizmente ele nunca vai se importar mais comigo do que com ela.
– Olhe pelo lado bom Thalia. – disse vendo a suspirar infeliz – Ao menos você tem o Jason.
– Ele é o único motivo de eu ainda não ter fugido de casa sinceramente. – ela disse com o que parecia um fantasma de um sorriso – Mesmo sendo um pouco lesado às vezes.
Nós duas rimos. Era bom ver que Thalia já parecia estar melhor do que quando tinha chegado na porta da minha casa.
– Sabe Annie. – ela comentou – Você é a primeira amiga de verdade com quem eu realmente falo sobre meu pai e nossas infinitas brigas.
– Me sinto honrada. – falei sorrindo e ela retribuiu o sorriso – Você também é tecnicamente a única amiga com quem eu pareço realmente me identificar.
– Não deve ser verdade. – ela disse – Do jeito que você é devia ter milhares de amigas. – comentou com uma voz debochada e nós rimos.
– Na verdade eu tinha amigas. – confessei – Mas sabe quando você se sente deslocada e parece não pertencer aquele grupo? – ela assentiu – Bem era meio que assim.
– Entendo. – então ela ficou com uma expressão um pouco nervosa – Sabe eu subi no terraço do último andar.
– Tem um terraço aqui? – perguntei.
– Tem. – ela disse – Mas não era isso que eu queria te dizer. É que eu vi uma pessoa lá... Quer dizer duas pessoas.
– Quem? – perguntei um pouco curiosa para saber de quem se tratava.
– O Percy e a Raquel. – ela comentou e eu revirei os olhos – Sabe acho que é a primeira garota que ele leva até lá.
– Como o Percy poderia saber que tem um terraço aqui? – falei – E alias o que eu tenho a ver com isso?
– A resposta da primeira pergunta é que ele já morou aqui e a resposta da segunda é que ele parecia gostar de você e você dele. – ela respondeu casualmente.
– Primeiro: eu nunca gostei do Percy. – comentei – E segundo: o que ele faz ou deixa de fazer não me importa.
– Pensei que gostaria de saber. – deu de ombros — Que tal se não formos à escola amanhã?
– Eu não sei não... – disse um pouco incerta – Faz uma semana que comecei na escola e eu não sei...
– Ah vai. – Thalia pediu fazendo carinha de cachorro – Falo para o Nico e a Silena trazerem a matéria para nós.
– Tudo bem. – falei cedendo.
Ela se acomodou no colchão ao lado da minha cama e eu me enfiei embaixo dos cobertores já que estava frio. Depois que apagamos as luzes não pude deixar de pensar no que ela havia dito sobre o Percy ter levado a Raquel até o terraço. Sem duvidas era um encontro romântico. Eu realmente não queria me importar, mas sabia que o fato do Percy parecer gostar de mim e logo depois ir atrás da Rachel me incomodava.
Por fim fechei os olhos tentando parar de pensar se os dois estariam realmente juntos.
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Pov Percy
Enquanto andava em direção a entrada da escola onde Raquel me esperava não pude deixar de pensar que realmente gostava de estar com ela, mas... Simplesmente parecia faltar alguma coisa. Por fim suspirei e fui até onde ela estava parando em sua frente.
– Oi Raquel. – falei.
– Olá Percy. – ela sorriu e se aproximou me dando um beijo na bochecha – Sabe queria agradecer por ontem a noite. Foi incrível saber que confiou em mim para mostrar um lugar especial.
– Um terraço velho? – zombei mesmo sabendo que ele tinha muito significado para mim.
– A vista era incrível. – ela sorriu e eu retribui o sorriso.
Andamos até entrar na escola e caminhar pelos corredores em direção as salas de aula. Não consegui evitar procurar por uma certa garota loira que ultimamente estava invadindo meus pensamentos. Tentei não ficar decepcionado ao não avista-la.
Entramos na sala e Raquel se sentou ao meu lado como vinha fazendo ultimamente. Por mais que eu tentasse não me parecia totalmente certo pensar nela como mais que uma amiga e eu não fazia ideia de por que resolvi leva-la para o terraço ontem à noite.
Logo o professor entrou na sala e nem Annabeth nem Thalia haviam aparecido ou dado sinal de vida. Me virei para Nico que se sentou uma carteira atrás da minha.
– Annabeth e a Thalia não vem hoje? – perguntei.
– Não. – ele disse – A Thalia me pediu para pegar a matéria das aulas que as duas teriam hoje.
– Você sabe o que aconteceu? – comentei um pouco preocupado.
– Pelo que eu soube a Thalia tinha brigado com o pai ontem e não estava muito bem hoje. – ele disse – Queria ter passado na casa dela hoje, mas ela insistiu que precisava de alguém para passar as matérias ou Annabeth iria pirar.
– Se quiser eu posso levar a matéria da Annabeth. – dei de ombros.
– Achei que estivesse com raiva dela. – Nico comentou.
– E eu estou só que... – não sabia como continuar a frase.
– Você gosta dela não é? – perguntou e eu assenti.
O professor pediu silencio e me virei voltando novamente minha atenção para a lousa.
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As aulas se passaram rapidamente já que nem prestei atenção em nada e logo já havia passado até a hora do almoço. Estava saindo quando vi Nico seguir em direção ao prédio de Thalia e Annabeth e corri para alcança-lo.
– E ai Percy? – ele disse quando fiquei ao seu lado.
– Vai à casa da Thalia? – perguntei e ele assentiu – Se quiser eu posso falar com a Annabeth.
– Meu Deus. – ele exclamou surpreso – Sinceramente eu achava que você e a Raquel estavam se dando bem, mas parece que você gosta mesmo da Annabeth.
Revirei os olhos e ele riu. Logo entramos na portaria do prédio onde Stefan parecia bem distraído lendo um jornal e de vez em quando olhando para as imagens das câmeras no computador.
– E ai meninos? – ele perguntou quando nos viu – A Thalia me avisou que viriam.
Nós assentimos e subimos. Apertei o numero do andar de Annabeth e Nico o de Thalia. Assim que o elevador se abriu dei um aceno de cabeça para Nico que mexeu os lábios dizendo “boa sorte” sem nenhum som. Assenti e caminhei em direção à porta do apartamento de Annabeth.
Me posicionei em frente a porta e com um suspiro bati, ainda tentava imaginar o que dizer quando ela abriu e pareceu mais do que só surpresa em me ver ali.
– Oi. – falei tentando quebrar o silencia entre nós.
– O que faz aqui? – perguntou sem expressão.
– É que... Eu... – me enrolei enquanto sustentava seu olhar e por fim suspirei – Você faltou na aula então pensei que talvez precisasse da matéria de hoje.
– Pensei que Nico viria. – ela comentou.
– Um obrigado seria o suficiente. – resmunguei pegando o caderno e o entregando a ela que o pegou um pouco hesitante.
– Obrigada. – ela disse e se virou para entrar, mas eu segurei seu braço.
– Eu queria me desculpar por tudo que aconteceu domingo. – falei com sinceridade – Eu não devia ter te beijado, mas... Não faz diferença. Olha me desculpe ter pirado. Se você e o Luke estão juntos quem sou eu para dizer alguma coisa.
Quando finalmente tive coragem para olhar para ela vi que parecia um pouco confusa. Acho que provavelmente não esperava um pedido de desculpas, mas então ela disse:
– Me desculpe também. – ela suspirou – Primeiro: o Luke me beijou, não o contrario. Segundo: nós não estamos juntos.
– Sério? – perguntei um pouco atordoado e ela assentiu – Nós podíamos... Sei lá... Ir no Starbucks aqui perto amanhã depois da escola...
– Olha Percy – ela disse – Eu não quero ser grossa, mas não devia fazer isso. E além do mais eu tenho aula de pintura na escola amanhã depois da aula.
– Por que? – perguntei – Não estou fazendo nada de errado.
– Eu sei, mas a Raquel gosta de você e devia convidar ela ao invés de mim. – Annabeth disse parecendo um pouco triste e antes que eu pudesse argumentar ela continuou – A Thalia me contou de vocês ontem a noite.
– Não aconteceu nada. – expliquei – Somos só amigos.
– Eu... – ela começou, mas a interrompi.
– Já que sei que não quer nada comigo vamos sair apenas como amigos. – tentei – Por favor. Juro que não vou tentar nada.
– Ok. – ela suspirou concordando – Te vejo depois da aula de pintura.
Então fechou a porta e me deixou parado no corredor imerso em meus pensamentos. Pelo menos agora ela parecia não estar mais com raiva de mim e por um milagre não me chamou de idiota. Tive que sorrir com isso.
Damn, damn, damn
What I'd do to have you here, here, here
I wish you were here
Damn, damn, damn
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