You and I
5 I Hate You
Notas iniciais
POV Annabeth
Estava no elevador do prédio pensando em todos os lugares para onde Luke me levou, foi bom passar a tarde com ele, ele é legal e nem percebi o tempo passar. Fomos a museus, restaurantes, fomos a diversos lugares legais. Caminhei lentamente até o apartamento e entrei devagar.
Minha mãe provavelmente estava no escritório trabalhando então fui para o meu quarto e comecei a fazer um trabalho que iria ajudar a compensar as provas que já haviam sido passadas. Depois de mais ou menos uma hora ouvi minha mãe me chamar e fui até a cozinha.
– Me chamou? – perguntei me sentando no banco ao lado do balcão que separava a sala da cozinha.
– Pensei que talvez estivesse com fome. – ela disse e colocou um prato de lasanha na mesa.
– Não sabia que cozinhava. – comentei um pouco surpresa.
– Tecnicamente falando você não sabia nada sobre mim. – ela respondeu – Achei que talvez pudéssemos começar com o pé direito falou se sentando a mesa e fiz o mesmo – Sei que acha que eu abandonei você e em parte isso é verdade, mas quero que saiba que eu nunca deixei de pensar em você.
Ela parecia sincera com suas palavras, mas isso não apagava todos os anos em que ela esteve longe, principalmente nos momentos em que eu realmente precisava de uma mãe ao meu lado, sem desmerecer o meu pai ele me criou sozinho e era um ótimo pai, mas as vezes tem coisas que só uma mãe pode fazer.
– Desculpe, mas não da. – falei –Sei que está arrependida, mas isso não apaga tudo que aconteceu. Perdi a fome. – me levantei e fui até o meu quarto rapidamente sem dar a chance dela dizer alguma coisa.
Não sabia se algum dia conseguiria esquecer a magoa que eu guardava de Atena e no fundo eu sabia que deveria haver algum motivo para tudo isso e eu deveria perguntar, mas simplesmente era difícil...
Me joguei em minha cama e depois de algum tempo pensando em tudo que havia acontecido acabei adormecendo.
Acordei quando o despertador já tocava pela terceira vez e com muito esforço me forcei a levantar e me arrumar para ir para a escola. Assim que estava pronta com o uniforme e tudo mais fui até a cozinha e percebi um bilhete da minha mãe preso na geladeira:
“Quero que saiba que vou voltar tarde hoje tenho que resolver alguns problemas com o projeto de uma empresa do outro lado da cidade.
– Mãe”
Montei um lanche simples, pois estava morrendo de fome por não ter jantado no dia anterior e depois de comer sai em direção ao elevador. Assim que as portas se abriram pude ver Thalia ali ouvindo os fones de ouvido como sempre.
– Oi. – falei entrando no elevador.
– Oi Annie. – falou tirando um dos fones para falar comigo – Posso te chamar de Annie, né?
– Claro. – respondi simplesmente.
– Já escolheu uma atividade extracurricular? – perguntou e eu fiz que não com a cabeça – É um saco, né? – reclamou – Eu faço música.
– Acho que vou escolher pintura. – dei de ombros – Você toca alguma coisa?
– Modéstia a parte mando muito bem na guitarra. – falou com uma cara de convencida e eu ri – E ai como foi com o Castellan ontem? – perguntou curiosa.
– Ele só me levou para conhecer a cidade. – expliquei já saindo do elevador.
– Ele está a fim de você. – ela disse enquanto íamos em direção a escola – Sabe disso, não é?
– Ele é gato. – falei e nós duas rimos – Falando nisso o que você tem com o Nico?
– Nada, somos só amigos. – ela deu de ombros – Por quê?
– Ele gosta de você. – expliquei.
– Talvez. – ela murmurou – Talvez.
Rimos e ela disse que ia encontrar a Silena e depois ia para a sala. Eu disse que tudo bem e fui andando até a minha sala, enquanto passava por um corredor fui parada por alguém.
– E ai loirinha? – reconheci a voz.
– Olá Percy. – falei fingindo um sorriso – E não me chame de loirinha.
– Nossa, está de mau humor loirinha? – perguntou com um sorriso presunçoso.
– Me deixa. – falei passando por ele e me dirigindo novamente para a sala.
Dessa vez a aula de biologia seria no laboratório onde todos sentavam em dupla. Me sentei na primeira carteira e esperei enquanto pouco a pouco a sala era preenchida pelos alunos. Logo Thalia entrou e se sentou do meu lado, depois vi Percy entrar acompanhado de alguns jogadores do time de futebol e se dirigir ao fundo da sala, não sem antes me dirigir um sorriso convencido, revirei os olhos e voltei a minha atenção ao professor que acabava de entrar na sala.
– Bem primeiramente antes de começar essa aula queria dizer uma coisinha. – ele se sentou em cima de sua mesa, o professor Louis era alto, loiro e parecia ter no máximo vinte e cinco anos – O trabalho desse mês será em dupla, as quais vão ser sorteadas nesse momento.
Então houveram diversos murmúrios de reclamação por parte da maioria da classe, mas ele dispensou todas as reclamações e passou o tema do trabalho na lousa a nossa frente. Anotei no meu caderno e então ele pegou os papéis para o sorteio.
– Tomara que você seja minha dupla. – Thalia bufou – Não vou aguentar fazer dupla com um dos idiotas do time de futebol ali atrás.
– Bem, alguém quer começar? – o professor perguntou e como ninguém se voluntariou ele olhou para Thalia – Senhorita Grace.
Ela lhe lançou um sorriso falso e caminhou até a mesa dele onde pegou um dos papeizinhos em cima da mesa.
– Charles Beckendorf. – leu e logo em seguida se sentou bufando.
Depois foram chamados quase metade da sala até que chega a vez do Percy ir até lá. Ele se levanta e caminha despreocupadamente, pega um dos papei, o desdobra cuidadosamente e revira os olhos antes de ler:
– Annabeth Chase.
Então ele volta a se sentar e eu penso que não podia ter alguém mais azarado que eu na face da terra. Tinha tanta gente na sala por que justo ele? A aula passou o mais normal possível e quando o sinal do termino soou, esperei todos saírem e caminhei até o professor.
– Posso mudar minha dupla para esse trabalho? – perguntei esperançosa.
– Desculpe, mas não vou ser injusto com os outros mudando a sua dupla. – ele disse e saiu da sala.
– Parece que vai ter que me aguentar muito ainda. – pulei de susto, não havia percebido que Percy ainda estava na sala – Que foi Chase? Te assustei? – perguntou com outro de seus sorrisos convencidos.
– Infelizmente sua cara feia assusta. – falei sorrindo convencida – Deveria tomar cuidado ainda vai matar alguém do coração.
Então sai da sala antes que ele pudesse responder.
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– Nossa bem que eu gostaria de fazer dupla com o Charles. – falou Silena sonhadora – Ele é um dos poucos que não é convencido do time de futebol.
Estavam eu, Thalia e Silena sentadas a mesa do refeitório falando sobre as duplas do trabalho de biologia.
– Eu fui a única que não tive sorte. – bufei – Vou ter que fazer esse trabalho com o idiota do Percy.
– Pelo menos ele é bonito. – falou Silena.
Então o grupo de garotos do time entrou no refeitório e adivinhem veio na nossa direção. Ficaram em volta da nossa mesa.
– Olha quem está aqui. – falou se dirigindo para o resto de seus “amiguinhos” do time de futebol – A loirinha metida.
– Pelo menos eu não sou uma idiota sem cérebro. – rebati provocando risinhos de algumas pessoas ao meu redor – Vai procurar o que fazer.
– Infelizmente para você, meu hobbie daqui para frente vai ser te irritar. – disse com um sorriso de lado que era muito irritante.
– Nossa não sabia que eu era tão importante assim para você se importar tanto em me irritar. – disse também com um sorriso torto.
Então ele bufou e saiu batendo os pés. Sorri por ter conseguido atingi-lo bem onde eu queria, se ele queria brincar íamos brincar. Voltei a comer meu lanche junto com os outros na mesa que me olhavam como se eu fosse de outro planeta.
– O que foi? – perguntei.
– Só estava pensando no porque dessa guerrinha entre você e o Percy. – explicou Thalia – Ele é realmente um idiota, mas nunca implicou desse jeito com ninguém.
– Concordo com a Thalia, também queria saber o motivo disso. – disse Silena.
– Bem, ele é um idiota que não tem nada para fazer por isso fica me irritando. – respondi dando de ombros – Além do mais se ele acha que vou ficar com ele, ele está muito enganado. Não vou ser mais uma dessas vadias que se esfregam com o primeiro cara que encontram.
– Assim que se fala. – disse Thalia.
– Não sei não. – comentou Silena – Não acho que ele seja tão ruim quanto todos falam.
– Vai defender ele agora Si? – perguntou Thalia parecendo indignada.
– Só acho que todos tem um lado bom. – deu de ombros – Talvez só precise que alguém reconheça isso.
You want to play, you want to stay
You want to have it all
You started messing with my head
Until I hit a wall
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