You Will Be In My Heart
19 Oh, Dashi.
Notas iniciais
GoGo me explicou detalhe por detalhe, mas eu ainda não podia acreditar!
–Você tem certeza do que Hiro está falando, GoGo?
–É claro que sim! Por que Hiro mentiria sobre algo tão sério?
–E eu pensando que o Tadashi tinha queimado as botas. — Fred disse atrás de mim — HA! Essa foi boa! Entenderam a piada? Porque acharam que ele tinha morrido num incêndio! Em vez de bater as botas ele "queimou as botas" com o fogo! Hahaha!
–Fred, eu juro que vou fazer você comer seus sapatos se você não calar a boca. — GoGo berrou com raiva.
–Eu só estava tentando dar uma animadinha básica.
–Bem, pare de tentar!
–Vocês dois, parem de brigar dentro do meu carro!
–Mas foi ela que começou...
Finalmente chegamos ao hospital. Viemos aqui tantas vezes que as enfermeiras até nos conhecem.
–Olá senhorita Miyazaki. — Jade disse.
–Olá, Jade. Será que...
–...Tem algum Hamada aqui? Sim, quarto 122.
–Obrigada.
Seguimos até o quarto indicado e quando entrei, vi ele. Já acordado, e falando normalmente.
A pessoa que eu achei ter perdido para sempre, e que agora está de volta na minha vida.
Tadashi. Sra. Cass estava de pé do lado direito da maca, e Hiro do lado esquerdo
GoGo foi até Hiro que a abraçou e depois falou com Dashi:
–Oi Hamada.
–Olá GoGo, espero que tenha cuidado bem do meu irmãozinho enquanto eu não estive perto.
–Ela cuidou sim, Dashi. E muito bem. — eu disse me aproximando deles.
–Honey?– ele perguntou.
–Sim, Dashi, sou eu.
Peguei levemente sua mão e ele retribuiu o gesto, sorrindo.
Ah, como eu senti saudades daquele sorriso.
~//~
Ás 17:20, os médicos liberaram ele para ir pra casa, e fomos todos juntos ao Lucky Cat Café.
Entramos e a senhora Cass nos preparou alguns doces e suas famosas asinhas de frango picantes.
Fred aproveitou para finalmente convidar os Hamadas para a viagem à ilha da família ele. Eles, claro, aceitaram.
Jantamos juntos como uma família costuma fazer, afinal isso é o que somos. Uma família.
Depois das seis, Tadashi me levou ao terraço da casa. Nos sentamos e observamos as estrelas. Eu encostei a cabeça no ombro dele e ele segurou minha mão.
–Oh, Dashi. Eu senti sua falta.
–Eu também senti, querida.
–Eu pensei que iria te perder. — eu disse, algumas lágrimas começaram a brotar.
–Honey, — ele olhou em meus olhos, segurando delicadamente meu rosto com a mão livre — eu estou aqui, não precisa se preocupar.
Sorri para ele e o abracei.
–Eu te amo, Dashi.
–Eu também te amo, Nina.
Ele gentilmente me deu um beijo e voltamos a olhar para o céu.
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