You Will Be In My Heart
13 O Vôo
Notas iniciais
Ah, sexta-feira! Que dia lindo!
–Ah! Bom dia San Fronsokyo! Bom dia sol! Bom dia Baymax! — eu disse logo depois de acordar.
–Bom dia Hiro, — Baymax respondeu se aproximando da minha cama — seus níveis hormonais indicam que você está feliz.
–E estou mesmo! — falei me levantando e indo até o banheiro para escovar os dentes, tomar um banho e trocar de roupa.
Desci as escadas para tomar café, tia Cass fez panquecas hoje.
–Bom dia, tia Cass!
–Bom dia, Hiro. — ela respondeu, colocando algumas panquecas na mesa — Você parece estar muito animado hoje, algum motivo especial?
–Não, nenhum. — eu falei.
Na verdade, eu estava sim animado por um motivo especial. Hoje eu ia fazer um novo traje de batalha para o Baymax!
Mas eu não posso dizer isso à ela, a tia Cass nem sabia que o Baymax estava aqui em casa.
Depois de comer, desci no Lucky Cat Café e meus amigos já estavam me esperando. Fomos para a escola e quando voltei fui para a minha garagem e comecei a fazer a nova armadura do Baymax.
–Tá legal, amigão. O que você acha? — eu perguntei, colocando o capacete nele.
–Esse traje ainda parece alterar meu design fofinho e amável. Espero que não esteja tentando machucar alguém, Hiro.
–Ah não, Baymax, muito pelo contrário. Nós vamos ajudar as pessoas.
–Isso parece bom para mim. — Baymax disse.
–Hiro! Visita! — Cass gritou.
É ela! É ela!
–Rápido Baymax, como eu estou?
–Seus níveis de batimento cardíaco aumentaram, — ele respondeu — Diagnóstico: nervosismo.
Revirei os olhos e comecei a subir as escadas. Cheguei ao Café e em meio aos fregueses lá estava ela. GoGo.
Me aproximei e disse:
–Oi.
–Oi, nerd.
–Então, a que devo a honra?
–Uh, você pediu pra mim vir aqui. — ela falou, com um olhar confuso.
–Ah, é, certo. — Burro, burro, burro! – Queria que visse uma coisa.
Peguei a mão dela e a levei para o meu laboratório — quer dizer, garagem.
–Eu gostaria de apresentar... Baymax 4.0! — falei orgulhoso, mostrando á ela a nova armadura que eu fiz.
–Ah, legal mas... — ela fez uma pausa — ainda não entendi a cueca de fibra de carbono.
Eu ri, me lembrando da primeira vez que ela tinha dito isso. Vi que ela tinha sorrido também, eu consegui fazê-la sorrir!
–Bom, só falta uma coisa. — eu disse — Baymax, asas!
–Quer que eu te ajude a testar as asas dele? — ela perguntou.
–Por que não? Eu até estou com sua armadura. — falei, pegando o traje de batalha da GoGo e o dando pra ela.
Ela pensou por um momento e então respondeu.
–Claro.
Depois de colocarmos nossas armaduras, subi nas costas do Baymax e puxei GoGo para cima dele junto comigo.
–Está pronta?
–Sim. — ela respondeu.
–Baymax, pode ir! — eu disse.
Voamos ao redor da cidade por algum tempo e, Wow! Foi demais!
Ao final da tarde, nos sentamos em cima de um dirigível e observamos o pôr do sol.
–Isso foi... incrível!– GoGo falou.
–É, quem sabe não fazemos isso mais vezes? — perguntei.
–Eu adoraria. — ela sorriu — Mas, já está ficando tarde, é melhor voltarmos pra casa.
Pedi ao Baymax pra nos levar de volta pro Lucky Cat Café e me despedi de GoGo.
–Até mais, nerd.
Eu poderia me acostumar com isso.
~// P.O.V. 3ª pessoa //~
Kin e Yumi estavam observando os dois de longe. Elas seguiram Hiro por todos os lugares, desde a escola até o Café da tia dele.
Elas descobriram muitas sobre Hiro, e, dentre estas coisas, algo que poderiam usar para derrotá-lo facilmente.
–Ora, ora, ora... — Kin observava de longe Hiro guardando sua armadura na garagem — Então ele quer ser um super-herói né? Pois bem, um herói precisa de vilões... Certo, Yumi?
–Certo, e que tal nós darmos à ele esses vilões?
–Essa é uma ótima ideia.
Ela pegou seu telefone e discou o número de Naomi.
"–Alô."
"–Naomi, prepare as coisas, atacamos amanhã." — Kin disse, desligando o celular.
A vida não é uma história em quadrinhos, garoto.
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