You Will Be In My Heart
5 O Erro
Notas iniciais
GoGo me guiou pelos corredores até a biblioteca. Entrando lá, ela me levou até um corredor intitulado "Robótica e Engenharia Mecânica". Ficamos lá por um bom tempo, eu li alguns livros, GoGo aproveitou pra fazer algumas anotações para o projeto da bike dela e quando nos demos conta já eram 15:20. Peguei emprestado um livro sobre "Robótica Macia" que o Tadashi tinha usado para a construção do Baymax.
Voltamos para o laboratório e começei a construir o Baymax "2.0".
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16:30. Dia bem aproveitado. Consegui construir a "base" do robô, agora só falta criar o exterior, mas por agora está ótimo para um dia de trabalho.
Arrumei minhas coisas e fechei meu laboratório. Vi que a GoGo já tinha ido embora, mas o Wasabi se ofereceu para dar uma carona pra mim, já que a Honey também ia pegar carona com ele.
Fomos para o estacionamento, Wasabi abriu a vã dele e entramos; Honey sentada no banco ao lado do motorista e eu atrás. Se passaram alguns segundos de silêncio até que Honey disse:
–E então, Hiro? O que está achando de estudar em SFIT?
–Legal... — eu respondi.
Mais um momento de silêncio.
–Já tem algum projeto em mente? — ela perguntou.
–Eu estou refazendo o Baymax.
–O quê? — Honey disse virando-se pra olhar para mim — Como assim?
–Ah, eu achei o chip do Tadashi. De algum jeito, Baymax conseguiu salvá-lo antes de nos tirar do portal.
–Interessante. — ela disse.
Chegamos ao Café, eu saí da vã e me despedi deles, entrando em casa. Subi para o meu quarto e pesquisei mais sobre Robótica, espero que não demore muito para eu conseguir criar a parte externa do Baymax.
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Semanas se passaram e não consegui nenhum avanço. Todos os dias depois da aula eu vou direto para o laboratório, fico lá por horas, — as vezes até depois do horário de fechamento da escola — mas sempre dá na mesma. Talvez eu devesse desistir... NÃO! Eu estou perto de conseguir, eu sei disso.
GoGo me deu carona pra casa como de costume, eu fui pro meu quarto como de costume, e pesquisei sobre Robótica Macia como de costume. Mas hoje houve algo diferente, algo que acabaria me mudando para sempre...
Eu estava procurando alguns arquivos no computador quando achei uma foto... do Tadashi.
Era a selfie que a Honey tirou no dia da Feira de Ciências no Instituto, o dia da apresentação dos meus microbôs, o dia em que eu ganhei a bolsa de estudos, o dia em que houve o incêndio, o dia em que Tadashi morreu... e por minha culpa.
É tudo minha culpa!
Se eu não estivesse lá naquele dia, Callaghan não teria forjado o incêndio para roubar meus microbôs, Tadashi não teria morrido e Baymax ainda estaria aqui.
É tudo culpa minha!
Tadashi morreu por minha culpa! Baymax se foi por minha culpa!
Ugh! Eu me odeio!
Lágrimas começaram a brotar dos meus olhos. Desliguei o computador e me deitei. Chorei ainda mais. Há dias eu venho sentindo essa mágoa e eu estava com tanta dor, parecia que ela nunca iria passar.
Mas chorar não ia aliviar a minha dor.
Corri para o banheiro e encostei a porta. Abri o pequeno armário por trás espelho e achei o que eu estava procurando. Uma navalha. Puxei a manga da minha blusa e olhei para o meu pulso direito, com a navalha na outra mão.
Eu sabia que isso era errado. Eu sabia que isso poderia me matar. Mas a minha dor se tornou maior que a razão. Aproximei a navalha do pulso e afundei-a na minha pele. Sangue começou a escorrer do meu pulso, caindo sobre o chão de azulejo. A dor não diminuiu.
Fiz outro corte, e mais outro, e mais outro... Comecei a sentir tontura e quando eu percebi estava com quase meia dúzia de cortes. Sangue escorrendo pelo meu braço, eu estava me preparando para fazer mais um quando...
–Hiro, você... HIRO! — tia Cass entrou no banheiro.
Ela pegou a navalha da minha mão e tirou um pano de dentro do armário, pressionando-o contra os cortes.
–Hiro, por que você fez isso?! — ela questionou pegando uma gaze e envolvendo em torno do meu pulso para deixar o pano no lugar.
Cass me tirou do banheiro e me levou pelas escadas até a garagem. Ela me colocou dentro do carro e deu a partida.
–Hiro, e-eu... Por que você fez isso? — ela perguntou.
Tudo que eu fiz foi chorar ainda mais.
Passado algum tempo, chegamos na emergência.
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