You Will Be In My Heart
17 O Cachorrinho
Notas iniciais
Fui pra casa pensando na GoGo... quer dizer, na Leiko.
Ah, aqueles olhos eram tão lind-
–AH! — alguma coisa pulou de alguns arbustos.
–Arf Arf!
Huh, era um cachorrinho. Ele era branco com olhos marrons e parecia ser um filhote.
–Oi amiguinho. — eu disse, me ajoelhando perto dele — Está perdido?
–Arf!
Ele não estava com uma coleira.
Estranho, será que o abandonaram?
Todos os abrigos pra animais já estavam fechados naquela hora, então resolvi levá-lo pra casa e de manhã levava ele até um abrigo.
Peguei ele no colo e fui ao Lucky Cat Café.
Chegando em casa, o levei pro meu quarto e arranjei um cantinho pra ele dormir.
Tenho que admitir, ele era uma gracinha.
Fui jantar, peguei um pouco de comida pra ele e me deitei pra dormir. As férias de verão começavam amanhã... Ah, férias.
Sem escola, sem lição de casa e sem aula! Uhu!
~//~
–MEOW!
–Ai! — senti algo me arranhando e vi Mochi grudado na minha perna, o que é que deu nele?– Mochi?!
A resposta começou a latir perto da cabeceira da minha cama. O filhote.
–Arf, Arf!
Baymax se aproximou de mim e falou:
–Olá Hiro. Ouvi uma interjeição de dor, o que parece ser o problema?
–Não é nada Baymax, eu estou bem.
–Meow!
–Acho melhor levá-lo agora para o abrigo.
–Quem? — ele questionou.
–Uh, esse cachorrinho. Eu achei ele ontem na rua. Você pode me ajudar com o Mochi?
–Claro. — Baymax disse, pegando Mochi cuidadosamente.
–Eu já volto, tá bem?
–Sim.
Peguei o cachorrinho e fiz uma coleira improvisada. Saímos de casa e eu fui á caminho do canil da cidade.
Estava tudo bem quando do nada, Bam! Alguém esbarrou em mim e nós caímos no chão.
–Hey! — eu gritei.
–Hiro?
Olhei pra pessoa que estava em cima de mim e...
–GoGo? O-oi!
Ela se levantou e depois me ajudou.
–F-foi mal, eu não estava vendo por onde estava andando... — eu disse.
–Nah! Eu que estava andando muito rápido.
Vi que ela estava de patins, como já era de se esperar. Ela adora andar de patins desde criança — anotação nº 5.
–Arf!– o cachorrinho começou a latir.
–Não sabia que você tinha um cachorro. — GoGo disse se abaixando para acariciá-lo — Ele é uma gracinha!
–Oh, ele não é meu. Achei ele na rua ontem e estava indo para o canil.
–Entendi. Bom, acho que já vou indo então... — ela levantou-se e estava indo embora.
Foi então que eu tive uma ideia. Peguei o cãozinho no colo e gritei:
–Hey GoGo!
–Sim?
–Você quer, uh, ficar com ele?
–Ficar com ele?
–Sim, quem melhor para cuidar dele e treiná-lo do que Leiko Tanaka?
–Eu adoraria! — ela disse, pegando-o em seus braços. — Mas, que nome devemos dar à ele?
–Que tal Olaf?
–Vê algum nariz de cenoura aqui? — Ela questionou.
–Thor?
–Não
–Jack?
–Nem pensar.
–E que tal... Bolt?
–Esse nome parece bom. — GoGo disse — O que acha amiguinho?
–Arf!
–Tudo bem, Bolt. — Leiko sorriu — Te vejo mais tarde, Hiro.
–Tchau. — eu disse.
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