You Will Be In My Heart
2 A Carona
Notas iniciais
Nossa, nem vi o tempo passar! Já são 16:57 e o laboratório está praticamente vazio! Mas foi um dia bem aproveitado, afinal consegui deixar minha bike 20% mais veloz — algo como 1.320 milhas por hora. Já estava me preparando pra ir embora quando ouvi um barulho, vindo do laboratório do Hiro.
–Huh? O que será que ele está aprontando?
Fui até lá e ao abrir a porta me deparei com... o Hiro batendo a cabeça na mesa? Okay... Isso é estranho.
–Nada! Nada! Um desastre! — Ele dizia.
–Uh, Hiro...? — eu falei, chamando a atenção dele para mim.
Ele se levantou da cadeira depressa e começou a gaguejar.
–Go-GoGo?! O-oi! Por q-que você veio aqui?
–Nada, o que VOCÊ estava fazendo? — eu respondi.
–Uh, e-eu estava fazendo uns rascunhos pra um projeto mas, acho que não estão muito bons...
–Um projeto?
–Bem, na verdade... — ele começou a falar, então se aproximou da mesa e pegou um chip verde para me mostrar, aliás, um chip que era muito parecido com o do...
– Esse aí é o chip do Tadashi? — perguntei apontando para ele.
– Sim, eu estava tentando fazer um novo Baymax, — ele explicou — Mas é muito difícil mexer com esse tipo de robótica! Já vi todos os tipos de sites falando sobre esse assunto e eles não me ajudaram em nada!
–Você tentou procurar na biblioteca?
–Eu nem sabia que aqui tinha uma biblioteca!
–Bem, amanhã te levo lá. Todos já foram embora, é melhor irmos também.
–Todos já foram?! Que horas são?
–Quase 5 da tarde.
–Eu disse à tia Cass que voltaria às cinco! Ela vai me matar! — Hiro começou a entrar em pânico.
Ele pegou seu casaco e sua mochila e saiu correndo. Eu o segui e me aproximei da bancada pegando meu capacete reserva.
–Ei nerd! — eu gritei e quando Hiro se virou joguei o capacete para ele — Eu te levo.
–O quê?
–Você quer ou não a carona? — questionei pegando meu capacete.
–S-sim! — Hiro disse me seguindo enquanto eu ia para a saída.
Chegamos ao estacionamento e fui logo em direção à minha moto — eu tinha deixado ela lá sem querer quando vim arrumar algumas coisas ontem. Subi nela, coloquei meu capacete e percebi que Hiro estava me encarando. Cara, o que deu nele hoje?
–Tá esperando o quê? Um tapete vermelho? Sobe logo! — disse já sem paciência.
Hiro apressou-se e montou na moto — finalmente! — e eu dei a partida.
–Se segura! Nós vamos correr! — dei o último aviso e comecei a andar.
Quando eu comecei a andar rápido, Hiro subitamente envolveu seus braços em torno da minha cintura para conseguir manter-se em cima da moto. No primeiro momento eu senti que meu corpo congelou, mas depois dei de ombros e acabei por relaxar, afinal por que eu deveria me sentir assim? Eu só estava dando uma carona para um amigo, certo? Certo.
Não se passaram nem 2 minutos, chegamos a rua em que o Lucky Cat Café fica. Parei em frente ao café e desliguei a moto para que Hiro pudesse descer. Foi então que eu percebi que ele ainda estava me abraçando, olhei para trás e vi que ele estava praticamente deitado nas minhas costas.
–Uh, Hiro...?
–Huh? — parecia que ele estava em outra dimensão.
–Pode me soltar agora.
Hiro logo "acordou" e tirou seus braços da minha cintura, descendo da moto.
–Foi mal, — ele começou a se desculpar — eu estava só...
–Não precisa se desculpar por nada, seja mulher! — eu disse para tranquilizá-lo.
–T-tá, obrigado. — ele disse e me devolveu o meu capacete extra.
–Te vejo amanhã, nerd. — pendurei o capacete no meu braço, dei a partida e me preparei para ir.
–Tchau! — vi ele acenando para mim, e não pude deixar de sorrir.
O Hiro é um fofo. Espera aí, o quê?
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