You Want Kiss Me
25 Como Acordar
Notas iniciais
Elena
Acordei me sentindo incrivelmente aquecida, então percebi que isso se devia ao fato de haver um homem seminu colado em toda a extensão de minhas costas.
Um sorriso se instalou em meu rosto ao me lembrar do que aconteceu com Damon na noite passada.
Virei devagar, tão lento quanto era possível, tentando ao máximo não acordar o deus grego que dormia lindamente ao meu lado. Consegui virar totalmente sem retirar seus braços que estavam firmemente pressionados ao redor do meu corpo.
Como eu podia ter tanta sorte? Encarei cada pequeno detalhe em seu rosto perfeitamente esculpido, absorvi todos os traços de sua pele até memorizar e continuei encarando ele como se fosse a última vez que eu iria vê-lo.
Um arrepio percorreu minha espinha. Céus. Perdê-lo me atingiria exatamente como uma dor física. Eu não poderia perdê-lo. Nunca. Nem quando ele recuperasse a memória.
Damon se mexeu um pouco, tirando-me de meus devaneios.
Senti seus braços se estreitarem em minha cintura, fazendo com que meus seios nus ficassem firmemente pressionados contra seu tórax. Suspirei, sentindo um choque gostoso atravessar meu corpo com esse contato.
Damon abriu os olhos e me encarou com aqueles maravilhosos oceanos azuis. Um sorriso malicioso ameaçou despontar de seus lábios.
– Bom dia, princesa — murmurou, sua voz demonstrando contentação.
Sua voz estava rouca e, pelo volume que eu sentia firmemente pressionado contra meu ventre, não era apenas por causa do sono.
– Bom dia — falei, minha voz soando quase tão rouca quanto a dele.
Peguei-me desejando que ele fizesse alguma coisa com toda aquela excitação que eu sabia ambos sentíamos.
Céus. Quando foi que fiquei tão ninfomaníaca?
– Dormiu bem? — ele perguntou, retirando uma mão da minha cintura e a levantando para colocar uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha.
Apenas assenti.
Porque, diabos, ele queria conversar quando eu queria fazer outra coisa mais interessante?
Ele abriu a boca para dizer mais alguma coisa, porém eu me ergui na cama e grudei meus lábios contra os dele. Chega de conversa.
Damon pareceu um pouco surpreso por um momento, mas logo estava correspondendo meu beijo apaixonadamente. Deixei minha língua deslizar suavemente por toda a extensão de sua boca, então tentei passá-la timidamente por entre seus lábios. Senti Damon sorrindo contra mim, mas entreabriu os lábios e deixou que eu enroscasse minha língua contra a dele em uma batalha que com certeza custaria minha sanidade.
Beijamos-nos pelo que pareceu uma eternidade, mas ao mesmo tempo pareceu durar um milésimo de um segundo. Meu corpo ardia por seu toque e eu não conseguia entender quando eu havia ficado tão dependente dele.
E então, oh, finalmente, Damon deslizou lentamente seus dedos por minha pele nua, levando seu tempo enquanto acariciava levemente a pele arrepiada de minha barriga, então ele subiu seus dedos, chegando até meu tórax e rodeando um seio com sua mão.
Eu gemi. Aproximando mais o meu tronco do dele, como se já não estivéssemos grudados o suficiente e aumentei a intensidade do beijo, desejando que houvesse uma forma de nossos corpos se fundirem em um só.
Havia essa forma, é claro, porém eu duvidava que Damon me deixasse ir tão longe com ele e tão cedo.
Damon aceitou com satisfação o aumento de intensidade de nosso beijo e virou o corpo, subindo um pouco em cima de mim. Rodeei seu quadril com minhas pernas, fazendo com que ele caísse mais sobre meu corpo.
Sua mão pressionou meu seio com mais firmeza, as pontas de seus dedos brincando com meu mamilo e enviando curtas ondas de prazer por minha pele. Ainda não era o suficiente. Remexi-me, insatisfeita, sem saber exatamente o que eu queria, mas então, ao me mover mais para baixo, soltei um longo gemido de contentação percebendo que eu havia colocado nossos sexos firmemente pressionados um contra o outro.
Estreitei o aperto de minhas pernas em seu quadril, procurando algum tipo de atrito que eu sequer conhecia. Damon gemeu contra minha boca, abaixando o quadril e o pressionando firmemente contra o meu, dando-me, finalmente, o atrito que eu queria.
Ele começou um movimento lento e curto, apenas pressionando nossos sexos e aliviando a pressão antes de pressionar de novo. Eu ainda usava a calcinha da noite passada, da mesma forma que Damon ainda usava sua cueca, então os tecidos se friccionavam de uma maneira que eu não sabia se me irritava ou me enlouquecia.
Quando Damon abaixou sua boca e beijou meu pescoço, percebi que estávamos apenas nos esfregando, um contra o outro, exatamente como os dois adolescentes excitados que éramos. E, céus, se ele retirasse o que restava de nossas roupas, estaríamos fazendo sexo. Sexo lento e quente.
E como se eu já não estivesse perdida o suficiente, Damon abaixou mais sua boca e sugou fortemente um de meus seios. Fiquei tão surpresa que não pude conter o grito de prazer que saiu por entre meus lábios.
Mordi imediatamente meu lábio inferior, tentando conter meus gemidos, porém receio dizer estar fracassando miseravelmente, principalmente quando Damon, decidindo que eu ainda não estava enlouquecida de prazer o suficiente, abaixou sua mão livre e a infiltrou dentro de minha calcinha, enquanto ele aumentava a intensidade das investidas de seu sexo contra o meu.
E, inferno, com ele estimulando meu clitóris, se roçando contra mim e chupando meus seios, não pude conter por muito tempo o orgasmo que saiu rasgando através de mim. O orgasmo mais intenso da minha vida, sem dúvidas.
Damon caiu sobre mim logo em seguida e eu percebi que ele havia tido seu orgasmo também, praticamente ao mesmo tempo que eu.
Ele deitou novamente ao meu lado, puxando meu corpo até que estivesse firmemente pressionado contra o seu.
– Ótima maneira de começar o dia — ele comentou, bem-humorado.
Assenti, incapaz de dizer alguma coisa, totalmente entorpecida.
Céus, se apenas se roçar com ele era bom desse jeito, eu mal podia esperar para fazer sexo de verdade.
Damon se mexeu ao meu lado, levando a mão até minha calcinha e a retirando. Encarei ele, observando o que ele fazia, porém ele só jogou a calcinha no chão e voltou a atenção para a própria cueca. Quando estava totalmente nu, esperei por uma segunda rodada, ou não sei, o que quer que ele estivesse planejando fazer, mas ele apenas ajeitou a coberta em volta de nós e voltou a me abraçar.
E, apesar de estar um pouco lerda por causa do orgasmo que eu havia acabado de experimentar, um muxoxo ameaçou sair de mim quando eu percebi que ele estava apenas se livrando das peças que haviam sujado durante nossa brincadeirinha.
– Então, me diga — falou, — o que quer fazer hoje?
Levantei os olhos, encarando ele.
– O que quer dizer? — perguntei, confusa — Hoje é terça. Temos aula.
E como se minhas palavras houvessem acionado alguma coisa, ouvi batidas fortes soando contra o assoalho da porta do meu quarto.
– Elena! — Jenna gritou — Acorda! Vai se atrasar para a escola.
Meus olhos saltaram em pânico.
– Meu Deus — murmurei aflita. — O que Jenna está fazendo em casa? Ela sempre sai cedo.
Damon não disse, nada, levantando em um salto e tentando juntar todas as roupas que estavam espalhadas pelo chão do quarto.
– Elena! — Jenna voltou a berrar, ouvi nitidamente enquanto ela girava a maçaneta inutilmente — Porque você trancou a porta?
Levantei também, chutando algumas roupas para debaixo da cama e correndo até o guarda-roupa.
– Estou indo! — gritei para a porta, enfiando rapidamente uma camisola pela minha cabeça — Se esconde no banheiro — sussurrei para Damon, que havia conseguido enfiar sua calça social nas pernas e segurava um amontoado com sua camisa social e seu terno.
Ele assentiu, correndo e se fechando no meu banheiro.
– Abre essa porta, Elena! — Jenna gritou impaciente.
Passei a mão rapidamente pelo cabelo, tentando colocar os fios eriçados no lugar e fui até a porta. Abri lentamente e fingi um bocejo quando olhei para tia Jenna.
– O que foi? — perguntei, na minha melhor voz de sono fingido.
Ela entrou no meu quarto, me atropelando e olhou criticamente ao redor.
– Por que ainda está na cama? — perguntou — Sempre se atrasa assim quando eu vou trabalhar?
– Por que não foi trabalhar? — perguntei curiosa, mudando de assunto.
Ela arqueou uma sobrancelha para mim.
– Meu chefe me deu o dia de folga para resolver umas coisas — respondeu. — Porque ainda está de pijama?
– Acho que estou doente — menti.
Jenna se aproximou e colocou uma mão fria em minha testa.
Seu cenho franziu.
– Você está um pouco quente — comentou.
Corei furiosamente, o que só deve ter aumentado a temperatura de meu rosto.
Ela abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas então seus olhos se focaram em algo no canto do meu quarto e sua boca se fechou em uma linha dura.
– Onde ele está, Elena? — ela perguntou com seriedade.
– Ele quem? — perguntei inutilmente.
Meus olhos foram para o canto que ela observava e eu desejei que um buraco se abrisse no chão e me engolisse. Era a cueca do Damon, e como se não bastasse, havia sua gravata, apenas a alguns metros também.
– Damon! — Jenna chamou — Sei que está ai. Venha aqui. Agora.
Prendi a respiração, depois do que pareceu uma eternidade, ouvi Damon abrindo a porta do banheiro e caminhando até a gente.
Nem o fato de que ele estava completamente vestido amenizou minha vergonha.
Deus. Por favor. Faça com que um raio atinja minha cabeça agora. Nunca te pedi nada...
– Olá, Sra. Sommers — ele disse, educadamente, porém também parecia um pouco envergonhado.
– Olá, Damon — ela respondeu, encarando ele como um leão encara sua presa. — Vejo que os dois se divertiram noite passada.
Nós dois ficamos calados, sem saber exatamente o que deveríamos dizer.
– Damon, querido, pode, por favor, nos dar licença? — ela continuou, ainda falando com ele, sem nem sequer me olhar — Preciso ter uma conversinha com minha sobrinha.
Ele assentiu, me lançando um olhar de dar pena, então saiu do quarto. Antes de sair ele fez “te amo” com a boca, sem emitir nenhum som. Assenti para ele, mostrando que eu iria ficar bem.
Assim que ele fechou a porta, Jenna se virou para mim como um furacão.
– Espero que vocês tenham pelo menos usado camisinha — ela despejou.
Gemi internamente. Lá vinha um longo discurso. Deus me ajude.
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