You Make It Real
34 We still have a whole life together
Notas iniciais
Já aconteceu de sua vida virar de cabeça para baixo em questão de segundos? Em minuto eu estava na reunião de pais e mestres do meu filho e em outro, cercada de jornalistas e fotógrafos saídos não sei de onde me fazendo mil perguntas sobre meu relacionamento, sobre Henry e minha gravidez. Eu não sabia o que dizer ou para onde ir tudo que eu queria era sumir dali com meu filho, mas como sempre quando eu achava que tudo estava perdido ela apareceu correndo em meio aquela multidão tirando todos da frente ate chegar de encontro a mim e Henry.
Regina me envolveu em seus braços e pegou Henry colo e nos tirou dali tão rápido quanto podia, ela sempre me salvava quando eu mais precisava dela. E a promessa que havia me feito a meses atrás ela mantinha dia a dia desde que entrou em minha vida. Agora dentro de seu carro e podendo finalmente raciocinar com calma a única explicação por todo aquele alvoroço em frente escola de Henry seja porque já é de conhecimento publico nosso namoro. Questionar Regina de como isso aconteceu não faz diferença, mas ao ver suas lagrimas percebi o seu desespero por talvez acreditar que eu fosse desistir de nós, mas chegamos tão longe porque desistir agora? Eu precisava que ela soubesse disso. Eu a abracei forte antes de lhe dizer algo que a fizesse crer em minhas palavras.
– Não importa o que houve ou como aconteceu. Estou aqui e não vou a lugar nenhum a não ser que você queria. Vê-la daquela forma com medo me fez ver a qual humana ela era apesar de acreditar muitas vezes que Regina fosse mais que isso.
– Eu não quero que vá só quero que fique aqui comigo, você Henry nossa pequena para sempre. Meu pequeno se juntou ao nosso abraço e Regina relaxou, e teve a certeza que éramos uma família e família não abandonam no primeiro problema.
– Eu te amo Regina, mas que tudo. Mas que imaginei amar alguém na vida. E não será no primeiro obstáculo que vou desistir. Chegamos tão longe para desistir agora. A essa altura eu chorava junto com Regina mais de felicidade por ela acreditar em mim, por termos o que tínhamos. Eu saiba que era verdadeiro e que duraria enquanto eu vivesse. Henry se pronunciou só para reforçar o que tinha acabado de dizer a minha mandona.
– Mamãe eu sei que sou pequeno e não sei muito sobre coisas de adulto, mas eu te amo e a mãe também nós nunca vamos embora. Somos uma família. — Ele pontou se agarrando a nós.
– Sim filho, somos uma família.
Ainda que tivéssemos uma conversa pendente sobre tudo o que tinha acontecido, eu queria contar a ela também sobre a descoberta da minha família. Era algo que queria dividir com ela e talvez decidisse qual decisão tomar sobre o assunto. Porém quando achei que não haveria mais surpresas e Regina não poderiam me surpreender mais ela voltou a falar e disse algo que não esperava ouvir dela talvez não agora não nesse momento.
– Emma Swan sei, que nossa historia é a mais confusa do mundo e teremos mil problemas pela frente, mas de todas as certezas do mundo amar você é que parece mais correta. Então com nosso filho como única testemunha eu lhe pergunto você aceita ser minha para sempre, você aceita casar comigo?
Eu queria escutar essa pergunta um dia vindo dela mas, não nessas circunstâncias, não com os problemas pairando sobre nós. Queria que fosse algo pensando e sem pressões e no fundo eu sabia que essa decisão repentina era medo de que tudo entre nós se acabasse. Eu olhei para ela e sorri o meu melhor sorriso antes de lhe dar uma resposta.
– Regina olha para mim. Só Deus sabe como eu queria em algum momento da nossa vida ouvir essa pergunta de você. Mas esta claro que você fez isso em um impulso e por medo não quero que as coisas entre a gente sejam assim.
– Isso é não teimosa? Seu olhar mostrava novamente aquele medo, mas ainda não tinha concluído o que queria dizer a ela.
– Eu não terminei ainda mandona. E não lhe dei uma resposta ainda, o que quero dizer é que precisamos ir para casa e conversar com calma sobre tudo isso que aconteceu hoje, além do mais existem outras coisas que quero lhe contar também. Mas se te tranquiliza e te faz acreditar de uma vez por todas que não vou te deixar em hipótese alguma, eu aceito casar com você e claro que isso não será amanhã ou daqui uma semana temos tempo. O sorriso que ela me deu foi tão lindo que poderia passar a vida inteira olhando para ele e não me cansaria.
– Uau vocês vão se casar. Meu pequeno se pronunciou no banco de trás do carro de onde ele assistia tudo. Tirei do meu pescoço algo que usava desde infância era o único objeto que foi achado comigo quando fui deixada na porta do orfanato, um anel que usava em correntinha e que não tinha a mínima ideia se tinha algum valor, mas para mim tinha um valor sentimental enorme. Era única coisa que tinha da minha família e Regina seria a pessoa certa para cuidar dele.
– Regina esse anel eu tenho desde pequena é tudo que me restou da minha família. Eu quero que o use em sinal do meu amor por você.
– Emma... Não deixei que ela terminasse e beijei foi rápido mais suficiente para que dissipasse suas duvidas e pudesse colocar o anel em seu dedo.
– Acho que deixamos de ser namoradas agora né teimosa.
– Sim mandona agora você é minha noiva. Nunca vi Regina dizer uma frase com tanta alegria.
– Não é justo você me dar algo importante e não retribuir Emma.
– Você retribuiu todos os dias me amando, amando meus filhos o que posso mais querer.
– Mesmo assim eu quero que fique com algo especial para mim também. Ela tirou do pescoço uma corrente que sempre a vi usando desde que nos conhecemos.
– Emma isso era da minha avó ela me deu alguns dias antes de falecer e quero que cuide dela e lembre-se de, mim sempre passar a mão por ela. Ela me fez virar e colocou em mim a corrente sem pudesse protestar.
– Parece ate filme. Henry nos disse. E nos fazendo rir.
– Desde que sua mãe e você entraram na minha vida parece que vivo em filme filho. Um filme de conto de fadas, sua mãe é minha princesa e você meu pequeno príncipe.
– E você nossa rainha mandona.
Por um momento todo aquele clima ruim passou, mas uma vez vencemos os problemas que sempre insistiam em aparecer, mas acima de tudo demonstramos uma vez mais que estávamos dispostas a tudo para ficarmos juntas e fazer daquela família que dia a dia construíamos a mais linda do mundo.
– Mães será que podemos ir para casa agora, estou com fome.
– Sim amor, vamos para casa. — Regina respondeu dando partida no carro e partindo do local. Fomos para casa ainda iríamos conversar sobre muitas coisas, mas saímos dali com certeza que tínhamos dado mais um passo importante em nossas vidas.
(...)
– Neal deixe de ser teimoso. As coisas não acontecem como você quer.A primeira parte de nosso plano foi um sucesso, só preciso que assine os documentos abrindo mão da guarda do menino e do bebê eu cuido depois.
Ingrid tentava acalmar o rapaz que estava nervoso já que os traficantes estavam em seu encalce e por pouco não haviam o pegado.
– Eu assino o que tiver que assinar. Só quero a grana logo e dar o fora do país. Os caras que devo estão no meu pé gata. Além dos tiras.
Apesar de servir aos seus planos a assistente social sabia que Neal não valia o chão que pisava e pensava em descarta-lo assim que conseguisse dele o que queria.
– Não tenho nada a ver com seus problemas pessoais Neal, só siga o plano, dentro de dois dias os papeis saem e dessa vez Emma não tem para onde correr a guarda de Henry será minha e garoto será vendido a nova família.
Embora quisesse o dinheiro o sentimento de pai falava mais alto e Neal queria o melhor para filho, mesmo que seu pensamento de tirar o menino da mãe e da-lo a outra família fosse errado. Ele acreditava que o garoto teria um futuro melhor com a família rica. Que pudessem dar a Henry tudo que ele nunca pode.
– Tudo bem loira. Quero saber se essa família ira cuidar bem do menino.
– São ingleses Neal, darão a ele uma excelente educação e provavelmente o garoto terminara sendo um nobre. Sei que estou fazendo estou no ramo há anos e escolho sempre o melhor para minhas crianças.
Depois de uma conversa esclarecendo detalhes de como fariam quando recebessem o dinheiro pela adoção de Henry. O plano era ir para Paris e passar um tempo por lá e depois se separariam e seria cada um por si, por hora os dois aproveitariam o tempo livre como sempre faziam com bebidas e orgias pelo apartamento de Ingrid.
– Agora que está tudo acertado tome cuidado e não saia por ai. Não fique a vista Neal não quero atrair olhares a policia esta na sua cola e não quero atrair olhares.
– Eu sei gata vamos esquecer os problemas e aproveitar o dia.
– Você só pensa nisso né seu safado vamos para banheira então há um champanhe nos esperando.
(...)
– Ruby eu sei que tudo isso é complicado, mas precisava lhe contar. Zelena decidiu depois de toda confusão causada pela mãe na empresa conversar com Ruby, a ruiva queria tudo às claras e ser sincera era o melhor caminho.
– Deus Emma vai ficar arrasada, mas Zel essa mala da sua mãe não me assusta e se você ainda quiser seguir em frente com o que estamos vivendo eu estou disposta a lutar para ficar com você. Zelena deu a morena de mechas vermelhas um sorriso tímido. Aquilo era tudo que ela precisava ouvir, se Ruby estava disposta a lutar ela também estaria afinal havia algo nascendo entre elas e ambas queriam desesperadamente descobrir o que era.
– Não há nada no mundo que deseje mais isso Ruby. Não sei o que temos ainda. Só sei que intenso e quero descobrir o que é. Apesar de estar com certo medo desse sentimento que estava sentindo Ruby decidiu dar um passo a mais e deixar para trás a vida de bagunças que levava nos últimos anos. Zelena merecia alguém que a respeitasse e morena deseja ser essa pessoa.
– Assim como você eu também não sei o que temos, mas nada impede que descubramos isso juntas Zel.
Se aproximando lentamente dela Ruby iniciou um beijo calmo e tranquilo sem malicias havia apenas carinho. Os corações batiam no mesmo compasso. Ainda não queriam dar o passo decisivo só queriam aproveitar cada segundo juntas e por hora isso bastava para ambas.
(...)
Cora ainda estava nervosa, pelo fato de suas duas filhas a afrontarem e pior ainda por não demonstrarem medo das consequências. Decidiu que iria exigir uma reunião com os diretores e acionistas do escritório Mills faria doer em Regina onde mais doía em sua profissão. Sabia que Regina prezava depois seu trabalho e o exercia com certa paixão. Em dez anos de carreira não havia perdido um caso si quer, sua fama pelos fóruns e tribunais eram grandes e todos os promotores a temiam quando sabiam que ela era advogada que defendia algum caso.
– Sidney venha cá. A velha Mills gritava seu mordomo. Rapidamente o homem apareceu no escritório da mulher para atender seu chamado.
– Pois não madame Mills, em que lhe posso ser útil.
– Quero que marque uma reunião com todos os sócios e diretores do escritório Mills. E depois ligue para Robin preciso de noticias sobre negócios pendentes que tenho com ele. Além de mordomo Sidney era braço direito de Cora em seus assuntos pessoais e negócios.
– Farei como a Senhora pede. Algo mais? — O mordomo questionou.
– Por hora não pode se retirar.
– Como quiser. Com licença senhora.
Após a saída de Sidney Cora voltou aos seus pensamentos tentando imaginar quem seria Emma Swan a causadora de todos os seus problemas e como se livraria dela.
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