You Make It Real

13 The beginning of something more


Notas iniciais
Olá, voltei rapidinho capitulo ta curto mais o nível de doçura ta enorme. Agradecendo a todos os comentários vocês são incríveis fico muito grata mesmo. Meu agradecimento especial a michelepansiga obrigado pela linda recomendação dedico este capitulo a você. Capitulo na terceira pessoa. Boa leitura!

As palavras de Regina ressoavam na cabeça de Emma. “Às vezes só a presença já não basta mais quando o peito explode de amor Emma” ainda não sabia o que fazer com tanta informação e todos os sentimentos que começavam a explorar. Era algo novo mais também perigoso. Regina ainda possuía um noivo e isso frustrava Emma como seguir sem saber onde pisava. E no fim era algo mais complicado do que parecia ser eram de mundos diferentes, era duas mulheres, Emma possuía bagagem de uma vida toda e não sabia se certamente a morena estaria disposta a ir além e ver onde aquele beijo as levaria. Depois de muitos afagos e carinhos trocados elas apenas se sentaram sobre a sombra da arvore e curtiram a presença uma da outra Emma ficou entre as pernas de Regina que abraçou por trás a fazendo descansar sobre seu peito. Emma ainda pensava em Henry não queria que seu pequeno saísse machucado de toda aquela situação e ele tinha imensa adoração por Regina, a loira não queria que nada afetasse a relação dos dois. Mesmo com todos esses questionamentos e reflexões Emma não conseguia para de pensar no simples fato de que Regina definitivamente beijava bem. Acabou rindo do que pensava acabando com silencio que havia se estabelecido entre elas por longos minutos.

– Posso saber o porquê desse sorriso? Regina perguntou.

– Bom é que eu não sei mais uma vez o que fazer ou o que dizer. Apenas sei que você tem o melhor beijo que já provei mandona. Emma soltou de uma vez. E Regina corou com a observação e Emma achou mais engraçado ainda.

– Eu não acredito que consegui fazer Regina Mills ficar vermelha. E caiu na gargalhada.

Regina escondeu o rosto entre as mãos e Emma continuo zombando dela tentando fazer Regina parar de se esconder elas começaram a brincar e a loira caiu sobre a morena elas se deitaram sobre a toalha e Regina começou a fazer cócegas em Emma.

– Então você gosta de tirar sarro de mim né Swan, agora aguenta.

– Regina, por favor, para... Chega... hahahaha... Por favor... hahaha.

– Então diga que se rende a mim? Regina tentava fazer Emma se render.

– Eu me rendo... hahaha... Regina estava por cima e de repente ela parou um novo olhar começou entre elas. Emma levou a mão ao rosto de Regina fazendo carinho em sua bochecha e Regina recebeu aquele toque de bom grado.

– Na verdade Regina eu já me rendi desde dia em que você bateu no meu carro. Sei que temos que conversar sobre tudo isso e... Emma não teve a chance de continuar, pois Regina rapidamente abaixou a cabeça indo de encontro aos lábios de Emma elas trocaram mais um beijo dessa vez mais ousado e faminto. Separam-se para novamente respirar e a morena colocou o dedo sobre os lábios de Emma antes de lhe dar uma resposta.

– Shiiii não diz nada só vamos aproveitar esse momento Emma sem cobranças. Porque eu tenho certeza que aqui dentro você.

Regina levou a mão ate o peito de Emma sobre o coração antes de continuar a falar.

– Eu sei que você sente algo mais por mim. Antes que Emma pudesse dar uma resposta elas que foram interrompidas por certo garotinho que gritava.

– Estou com fome, estou com fome.

Emma deu um pulo empurrado Regina que caiu para lado no meio da grama. Elas ficaram sem graça e não sabiam o que responder o garotinho sorria e ele tinha certeza que tinha visto sua mãe e a tia Regina se beijando, a felicidade dele era genuína.

– Henry filho você nos assustou.

– Desculpa mamãe, só que brinquei muito e estou morrendo de fome. Vocês podem namorar depois, podemos comer primeiro. O menino apenas disse com maior naturalidade, deixando Emma e Regina totalmente sem resposta. Regina optou por se levantar e arrumar as coisas para que eles pudessem lanchar.

– Então vamos matar sua fome pequeno, vamos comer.

– Sim tia. Eles começaram a comer entre novas brincadeiras e conversas e quem visse a cena com toda certeza acharia se tratar de uma família que aproveitava o domingo. Henry pegou o celular da mãe e pegando as duas mulheres de surpresa.

– Digam xiiis. E bateu uma foto elas saíram sorrindo e agarradas ao garoto.

– Me deixa ver essa foto seu sapeca. Disse Regina pegando o celular de Henry. Olhou a tela do celular e sorriu com o resultado.

– Ficou linda tia Regina, não ficou? Vou colocar de papel de parede.

– Sim pequeno ficou linda. Emma observava e cena entre eles era tão linda a amizade de seu filho e Regina parecia algo tão natural.

– Mãe olha só nosso foto. Henry correu para mostrar a mãe. Ela pegou o aparelho das pequenas mãos do garoto e admirou a foto na tela do celular e sorriu como Regina tinha feito. O futuro lhe parecia tão incerto mais o presente era tão bom e agora era o que importava Emma ainda tinha duvidas mais iria deixar as coisas acontecerem calmamente e sem pressa o resto o destino faria. Henry se sentou no colo da mãe lhe chamando atenção.

– Mãe nosso família é linda não é.

Afirmou o menino se referindo a foto que eles tinham acabado de tirar. Emma sentiu que Henry começava a interpretar as coisas e tinha que explicar ao menino que as coisas não eram bem como ela imaginava. Regina por sua vez achou que deveria ajudar de certa forma estava envolvida com eles e não queria confundir a cabeça do menino.

– Henry as coisas não são bem assim. Eu considero sua tia da família ela é amiga da mamãe, mas não somos uma família como você esta pensando filho.

– Mas vocês estavam se beijando e você sempre fica com cara de boba quando fala com tia Regina no telefone, só ela te acalma.

– Henry Swan, quem esta te ensinando essas coisas?

– Ninguém né mãe, eu só observei. Regina se aproximou mais deles e sentou ao lado de Emma.

– Garoto você anda observando demais pro meu gosto. A morena tentava ajudar Emma com aquela conversa.

– Henry você sabe que gosto muito da sua mãe não sabe.

– Sim tia eu sei e ela gosta muito de você também. Não entendo porque vocês duas querem me enrolar eu vi vocês duas se beijando não adianta mentir. Regina abaixou a cabeça vermelha e envergonhada, olhou para Emma como se dissesse me ajuda o que eu faço?

– Henry filho, mamãe sempre lhe disse a verdade e agora não vou mentir para você ok. O menino balançou a cabeça concordando com a mãe.

– Você sabe que no mundo cada um tem suas cores. Há quem gosta mais de preto, ou branco, ou azul. E isso faz o mundo mais legal. Você sabe o nome que se dá a quem gosta de pessoas iguais? Meninos que gostam de outros meninos, e meninas que gostam de outras meninas?

– Amor? O menino respondeu naturalmente.

Lagrimas rolaram pela face de Emma ela nunca pensou que uma criança de cinco anos entendesse de forma tão simples e fácil aquilo que muitos julgavam ser errado.

– Eu fiz algo errado mamãe?

– Não filho você é perfeito meu anjo. Emma abraçou o filho feliz e com a certeza que seu filho cresceria sem nenhum preconceito. Regina se juntou aquele abraço. Henry ficou no meio sentindo-se tão feliz.

– Mãe só tem coisa. Regina olhou para menino antes de perguntar.

– E o que seria pequeno?

– Vocês duas não são meninas, são duas mulheres grandes já.

Ele olhou orgulhoso para elas sorrindo e elas dividiram os sorrisos apertando mais o garotinho entre elas. Regina percebeu que havia amor ali aquele que ela perdera a muito tempo atrás e como balsamo que cura uma alma ferida retornava a sua vida. Mas dessa vez havia amor de formas diferentes, havia amor de amigas, havia amor de almas, havia amor de mãe e amor de filho e acima de todas as coisas havia amor de uma família que começava a nascer e que lutaria de todas as formas e maneiras que, houvesse no mundo para manter unida.

Enquanto Emma percebia que jamais tivera um amor verdadeiro na vida Neal havia sido apenas uma ilusão e o melhor que tinha dado a ela era seus filhos e finalmente ela talvez pudesse seguir em frente sem culpas e sem medos de deixar alguém entrar em seu coração. E o garotinho acreditava na chance de ter uma família de verdade uma que houvesse amor, uma que não o decepcionasse e que fizesse ele e sua mãe feliz. Naquele domingo Henry fez um pedido trocou todos seus desejos de natal por apenas um pediu ao papai Noel que Regina Mills se tornasse sua mãe e assim parte de sua família de uma vez por todas. E assim eles nunca mais precisariam se separar novamente.

Notas finais
Eu escrevi esse capitulo depois de ler um depoimento de rapaz que contou ao irmão de oito anos sobre sua sexualidade e ele aceitou tão naturalmente que me inspirou e achei que se encaixaria para Henry entender o que estava presenciando entre sua mãe e tia Regina. Obrigado por cada palavra de todos, confesso a vocês que não tinha grandes expectativas com essa historia porque não escrevo nada fantástico na verdade é bem simples então receber esse retorno tem sido incrível muito obrigado mesmo. Não deixem de deixar uma opinião nos comentários e prometo voltar rapidamente. Ate breve!