Notas iniciais
Olá, agradeço a quem favoritou e novos leitores. Segue mais uma capitulo na visão da Emma. Leiam sempre as notas finais há sempre algo importante lá! Boa leitura! Ps: Não sei nada do código penal americano então me baseie no que sei do brasileiro, qualquer coisa errada relevem.

Se, tem uma coisa que aprendi na minha vida dura, é que você nunca deve reclamar do que tem. Sempre haverá alguém em uma situação pior que você e reclamar só pode fazer a sua situação piorar. Com tempo eu aprendi a equilibrar tudo entre o pior e o horrível, quando conheci Neal achei que tinha uma chance não de ficar rica mais ao menos de ter uma vida digna, mas tudo que ele me deu foi uma vida de golpes e fugas. Nem mesmo nosso filho o fez mudar, quando descobriu minha gravidez tudo que ele pensava era nas despesas e um filho seria atraso de vida.

Ele chegou a me dar ideia para fazer um aborto, o que me decepcionou profundamente eu era uma adolescente sonhadora lá no fundo com esperança de ter uma família. A família que nunca tive na minha infância. Uma briga o fez mudar de ideia afinal ele não encontraria uma parceira pros seus golpes tão boa quanto eu. Com nascimento de Henry tudo mudou e ele se tornou frio e distante comigo se me importei claro que sim no começou doeu eu o amava, mas com tempo meu filho se tornou minha força para mudar parte da minha vida. Ate o sexo entre nós se tornou algo raro uma vez por mês talvez. Eu cedia por carência e por Deus sou humana, mas prazer foi algo que acho que ele nunca conseguiu me dar.

Essa reflexão complexa da minha vida em cela de cadeia parece patético, mas o que posso fazer no momento é lembrar-se de tudo que me levou até aqui e lamentar pelo desgraçado que casou isso, minha única coisa boa é meu pequeno. Só de pensar nele me da um aperto no peito eu o confie a uma estranha imagino o medo do meu garoto. No momento só posso rezar para que Regina Mills realmente cumpra sua palavra e traga meu pequeno para mim são e salvo e me tire desse lugar horrível.

— Ei Quem é Emma Swan?

— Sou eu — Um guarda aparece chamando meu nome.

— O delegado deseja tomar seu depoimento — Agora rezo a todos os santos para que tudo ocorra bem.

— Venha comigo, por favor. Saio da cela e seguimos para sala do delegado.

— Sente-se, por favor, senhorita Swan. O delegado um homem de meia idade me pede para sentar. Mesmo tensa faço o que me pede. Entendo um pouco de leis mais sei que não devo falar nada sem a presença de meu advogado, no caso advogada o problema é onde esta Regina Mills? — Senhorita Swan tenho algumas perguntas a lhe fazer.

— Ficarei feliz em responder assim que minha advogada chegar. Ela esta a caminho. — Quem seria sua advogada senhorita Swan? Ele me olha incrédulo talvez não acredite na minha palavra.

— Regina Mills.

— Sua advogada é uma Mills senhorita Swan? Quer mesmo que acredite que uma das advogadas mais famosas de Nova York esta cuidando do seu caso.

— Não tenho porque mentir senhor. Agora continue rezando para que ela chegue logo ou acho que estou na maior enrascada da minha vida. Ele da um falso sorriso e quando eu acho que tudo não poderia piorar a porta atrás de mim se abre e ouço uma voz familiar.

— Delegado Robert não estava pensando em interrogar minha cliente sem sua advogada presente não é? Era ela por Deus nunca fiquei tão feliz em ver essa mulher novamente. Não que não fosse uma visão agradável afinal ela é linda, mas tê-la aqui me da certeza que tudo ficaria bem.

— Claro que não Dr. Mills estávamos apenas aguardando sua chegada. Ela da um sorriso sarcástico fingindo acreditar em suas palavras, antes de se virar para mim e me dirigir um sorriso que me fazia sentir borboletas no estomago. "Droga Emma não complique mais as coisas" Digo para mim mesmo mentalmente. Precisava me concentrar nos problemas atuais e não arrumar mais um.

— Emma se acalme vai ficar tudo bem. Ela sussurra para mim e sinto seu halito quente tinha cheiro de maçã.

— Regina onde esta meu filho? — a questiono dando falta de meu pequeno.

— Se acalme ele esta com minha secretaria no carro, achei que este não seria um lugar apropriado para ele.

— Obrigado.

— De nada agora vamos te tirar daqui. O interrogatório começa e digo tudo que sabia conto sobre Neal e que aquela porcaria não pertencia a mim. Bom depois de mais de uma hora apenas ouço Regina e delegado conversando, ou melhor, discutindo.

— Robert minha cliente não possui ficha criminal e nem mesmo passagem pela policia. Ela ré primeira, portanto não há porque mantê-la aqui, sabemos bem que ela pode responder em liberdade enquanto o processo corre. Deveria ir à caça do namorado dela como ela disse os entorpecentes pertencem ao individuo que se aproveita da boa índole de minha cliente para esconder a droga em seu carro. E com ficha corrida dele que é extensa sabemos bem que ela não é culpada.

— Dr Mills eu tenho total conhecimento da lei, só que sua cliente foi presa em flagrante e só pode sair mediante a fiança ate lá ela tem aguardar um avara de liberdade direto do juiz para que posso deixa-la ir.

Ouvir aquilo me deixou em pânico pensar em ficar naquele lugar mais de 24hrs fez minha cabeça começou a girar. Com quem Henry ficaria? E se serviço social tirassem de mim? Onde arrumaria dinheiro para pagar a fiança? Levantei-me em desespero minha cabeça rodou minhas pernas ficaram bambas e de repente tudo ficou escuro. Só me lembro de ouvir um grito de Regina chamando pelo meu nome

— Emmaaaaa...

O resto foi só um borrão.

(...)

Abri meus olhos lentamente tentando-me acostumar à claridade me lembro de estar na delegacia dando depoimento interminável ate apagar será que ainda estou lá? Uma vozinha doce me acalmou rapidamente.

— Mamãe você acordou. — Era meu pequeno, meu filho, minha força.

— Filho onde estamos?

— No hospital mamãe, tia Regina nos trouxe você passou mal. Eu tive tanto medo mamãe pensei que você ia para o céu como a tia Mary.

— Não amor mamãe não vai a lugar nenhum sem você. Meu filho se agarrou a mim aquele abraço me deu conforto e sabia que tudo ficaria bem.

— Filho onde esta Regina?

— Ela foi comprar um lanche eu estou com fome.

— Oh amor você não come desde café da manhã né?

— Não. — Ele me responde com uma carinha triste e meu coração se aperta. Ate as refeições diárias não conseguia manter para meu filho e isso doía no fundo da minha alma.

— Vejo só quem resolveu acordar. — A voz de Regina encheu o quarto e seu sorriso me fez sentir aquela estranha sensação novamente no estomago. Definitivamente essa mulher estava mexendo comigo.

— Como vim parar aqui? O que houve?

— Ei tenha calma Emma uma pergunta de cada vez. Primeiro você passou mal na delegacia desmaiou e eu te trouxe para hospital, você fez alguns exames há algumas horas e estamos aguardando os resultados.

— Eu não sei como agradecer senhora Regina.

— Primeiro esqueça o senhora apenas Regina. — Ela se voltou para Henry.

— Então meu príncipe te trouxe o jantar sente-se ali e vá comer. Meu filho correu ate ela foi tão natural que parecia que se conheciam a vida toda e a forma como ela se referiu a ele fez meu coração se encher de alegria.

— Obrigado tia Regina.

— De nada meu anjo, bom apetite. Henry se sentou na cadeira se deliciando com seu lanche.

— Emma você esta com fome? Posso pedir, a uma enfermeira para trazer algo. Ela me tirou de meus pensamentos no mesmo instante em que olhava meu filho se alimentar.

— Não esta tudo bem, apenas queria saber se ao sair daqui vou ser presa novamente.

— Não Emma você esta livre. Vai responder o processo em liberdade, meu conselho é faremos um acordo com á policia e você vai testemunhar contra seu namorado assim tudo se resolvera e a acusação sobre você será retirada.

— Regina ele é pai do meu filho não posso fazer isso. Apesar de Neal ser um cachorro eu tinha que pensar no meu garoto.

— Emma se você não fizer isso eles iram te prender novamente e podem te acusar de cúmplice. Se você se importa mesmo com seu filho faça isso. Ela colocou a mão sobre a minha e senti um arrepio. O que essa mulher esta fazendo comigo? Não sei responder embora tenha medo é sentimento bom.

— Tudo bem, já que não tenho escolha. E quanto à fiança quem pagou?

— Isso não importa o que importa e que você esta livre e não precisa voltar para aquele lugar. Não se preocupe com dinheiro ok.

— Regina foi você quem pagou? Eu juro que vou te pagar.

— Emma esqueça isso apenas descanse. Essa mulher era mesmo real, tinha lá minhas duvidas, mas a cada gesto ela se tornava mais real na minha vida. Somos interrompidas pela chegada do medico.

— Olá senhoras parece que paciente acordou.

— Olá Whale, então já tem algum resultado dos exames dela? Senti uma preocupação na voz dela. Parecia nervosa era bom saber que tinha alguém que se importava comigo.

— Regina se acalme esta tudo bem com paciente ela apenas precisara de alguns cuidados no seu estado nada mais. As palavras dele me atingiram em cheio será que o que suspeitava há dias seria mesmo verdade? Se fosse definitivamente minha vida se complicaria mais ainda.

— Que estado Whale deixe de mistérios e fale logo. Ele virou para mim para dar a noticia.

— Emma parabéns você esta grávida. De pouco mais de oito semanas ao que parece por isso o desmaio, o bebê esta saudável ainda precisamos fazer um ultrassom mais resto esta tudo bem.

Um segundo filho em outras circunstâncias me faria à mulher mais feliz do mundo. Mas como vou dar conta de mais um se mal conseguia manter Henry. Lagrimas desceram pelo meu rosto e o medo voltou a me tomar. Apenas senti os braços de Regina em volta do meu corpo o medico havia deixado o quarto e Henry permaneceu em seu lugar.

— Ei xiiii... Fique tranquila vai dar tudo certo.

— Como vou cuidar de mais um filho Regina eu não posso... Eu... Eu. Ela me abraçou mais forte antes de me fazer olhar em seus olhos.

— Emma olha para mim, você não esta sozinha ok. Eu estou aqui com você e prometo que não vou deixar, vou te ajudar no que precisar. Meu garoto subiu na cama se juntando aquele abraço.

— Mamãe eu vou ajudar a cuidar do meu irmãozinho não chora, por favor.

— Nos vamos Henry.

— Regina afirmava. Ela posou a mão sobre a minha barriga um gesto inesperado.

— Regina por que esta fazendo isso tudo sem nem ao menos me conhece direito?

— Eu não sei Emma, apenas sei que certo a se fazer. Sinto isso no meu coração e não vou te abandonar.

Ela beijou minha testa me fazendo sentir novamente borboletas em meu estomago permaneci em seus braços e Henry sobre nós e foi assim que adormeci. Não sabia como seria minha vida daqui para sempre, somente tinha a certeza de um segundo filho estava a caminho e que Regina Mills estaria lá.

Notas finais
Esclarecendo a historia é um drama, no geral haverá momentos difíceis para ambas. E sim elas terão um romance que acontecera gradativamente elas se darão conta do sentem aos poucos e serão seus conflitos pessoais que as aproximaram mais. Peço sempre que deixem um comentário para continuidade da historia. Ate a breve!