You Make It Real
44 Fears and doubts
Notas iniciais
Emma
Parar e pensar nas coisas que Cora Mills tinha me dito me deixava, ainda mais, nervosa. E mesmo eu tentando não demonstrar foi impossível esconder tudo aquilo de Ruby. Era algo que estava me corroendo por dentro, era como se as palavras delas começassem a fazer sentindo na minha cabeça, e se Regina me culpasse no futuro por perder algo que ela amava. Agora ela poderia dizer que não, mas no fundo eu sabia que a profissão dela era sua paixão, e eu não podia ficar no meio dos seus sonhos e deixa-la jogar para o alto todas as conquistas de uma vida. Mas o problema é que eu não sabia o que fazer. Esperava que desafar com Ruby me fizesse enxergar uma solução.
– Emma, eu sei que esta confusa e abalada por tudo que aquela cobra te disse, mas em hipótese alguma vou deixar você si quer pensar em deixar Regina. Sabe que se fizer isso ela vai morrer aos poucos loira, aquela chata é completamente apaixonada por você. Sem falar no Henry Emma, o pirralho ama a mãe morena dele, mas acima de tudo por você também nunca te vi mais feliz na vida. Não joga tudo isso fora loira, pense com calma. – Ruby me dizia de forma tranquila depois que contei a ela sobre a visita de Cora ao vestiario da empresa no dia anterior.
– Nunca pensei que um dia você estaria me dando conselho, eu sou a certinha aqui.
– Ei eu sei ser sensata quando preciso ok. – Minha amiga fez uma cara seria e tive vontade de rir.
– Ninguém esta dizendo o contrario aqui Lucas, então menos, por favor. E eu sei tudo isso sobre que você citou, e mais ainda eu também sou louca por aquela mulher Ruby. Em proporções que nem mesmo sei explicar, ela me tira o fôlego, ela é apaixonante e todos os dias eu tenho certeza que a amo mais do amava no dia anterior. – Suspirei falando tudo aquilo.
E era verdade só pensar em viver longe de Regina meu coração doía dentro do peito, mas o que fazer contar para ela ou esquecer tudo? Essa era uma duvida que eu, acho que nem minha melhor amiga conseguiria me ajudar a decidir.
– Loira eu não tenho duvidas de todo esse amor que vocês sentem uma pela outra. Só acho que deva honrar esse sentimento que sente por ela Emma, não deixe Cora vencer.
– E eu não vou Ruby. Abrir mão de Regina seria mesmo que abrir mão de mim mesma. – Respondi um pouco mais convicta, mas ainda sim temerosa pelo o que Cora Mills poderia aprontar. – É Lucas parece que Zel colocou juízo na sua cabeça, nem em mil anos imaginei tendo esse tipo de conversa com você. Todos os nossos papos sempre terminavam com você falando de sexo no final. Ruby fez aquela cara de indignada dela e soltou uma gargalhada.
– Já que você tocou no assunto, como anda o sexo com Mills hein loira?
– Não que seja da sua conta, mas anda maravilhoso. Fazemos amor todos os dias, às vezes duas vezes. Uma pela manhã e outra a noite, o local varia. E bem com gravidez não da para incrementar posições essas coisas. Você sabe né? – Minha amiga me deu um olhar incrédulo, como se pensasse "eu não acredito que você disse isso" – O que foi Ruby? Porque esta me olhando com essa cara? Dessa vez fui eu quem cai na gargalhada entendendo aquela cara dela de imediato. – Me desculpa esqueci que você agora é adepta do celibato.
– Swan da um tempo. – Ruby respondeu completamente indignada, e me deu um tapa de leve no ombro. – Essa mulher lhe da orgasmos, todos os dias, e mais de uma vez. E você ai pensando na possibilidade de deixa-la.
– Eu não disse isso Ruby.
– Mas pensou que sei. Agora quieta loira e nem mais uma palavra, não vou aturar você jogando na minha cara que você e Regina transam todos os dias.
Ruby saindo bufando e rindo, definitivamente aquela maluca tinha o dom de fazer tudo ficar mais leve a minha volta. Mesmo ainda abalada, eu estava mais calma e mais disposta a seguir com minha vida e meu relacionamento com Regina. Deixa-la passou a ser só um pensamento sem cabimento e que deixei para trás
(...)
Regina
Eu tinha saído da empresa para almoçar com Zelena e lhe contado sobre a visita inesperada de Neal a Henry na escola.
– Aquele homem é um descarado. Como teve coragem de ir lá? E o pior fazer mal ao próprio filho. – Minha irmã comentava entre uma garfada e outra.
– Eu me faço a mesma pergunta Zel. Mas se ele queria me humilhar garanto que saiu perdendo em todos os sentidos. E Henry viu quem era pai e ele só teve certeza do que perdeu.
– Contou a Emma sobre isso?
– Não. Ela esta grávida e anda com pressão alta demais, não queria trazer mais um problema e acabar deixando ela nervosa poderia fazer mal ao bebê. Além do mais agora tenho certeza que aquele homem não volta mais a procurar Henry. Não depois do que ele ouviu do próprio filho. – Respondi completamente segura que aquele homem jamais iria me tirar minha família.
– Ao menos algo bom nisso tudo maninha. Mas você precisa ficar atenta ate o processo dele terminar e ele finalmente for preso de vez.
– Eu sei disso Zel.
Mas era algo que teria que arriscar, com Neal solto tinha medo que ele acabasse tentando fazer mal a Emma ou ate mesmo ao Henry. Somente com ele preso e condenado eu poderia ficaria em paz. Minha irmã chamou minha atenção mudando de assunto.
– Regina eu sei que você esta preocupada, com Emma e Henry. Só que precisa se preparar mamãe marcou a reunião com todos os acionistas para daqui a uma semana e agora a data é definitiva.
Ao Zelena mencionar isso me fez tremer por dentro. Por mais que demonstrasse confiança em meu cargo eu sabia que minha mãe tinha poder dentro da Mills advocacia e meu futuro profissional poderia depender dela.
– Tudo bem mana, eu não vou abaixar a cabeça para nossa mãe. Vou lutar pelo meu cargo e demonstrar ao conselho meu ponto de vista, todos conhecem meu currículo ganhei casos e contas que nenhum outro advogado conseguiu. – Zelena me deu um sorriso e me respondeu. – Isso é tudo que eu espero de você. E além do mais não estará sozinha nessa guerra, tem a mim para ajudar.
– Obrigado Zel. Na verdade obrigado por tudo que tem feito.
– Somos irmãs Regina, família. E isso é que família faz, não abandona, apoia e ajuda quando mais precisamos.
Apenas podia sorrir para minha irmã. Eu era alguém abençoada por Deus, ele tinha me presenteado com uma melhor amiga e também fez dela minha irmã.
– Vamos falar de coisa melhor, como anda as coisas entre você e a safada da Lucas? – Zelena fez uma careta e comentou. – Você quer dizer com santa da Lucas. Porque tudo que Ruby tem feito é me mandar flores, recitar poemas dizer que me ama.
Eu tive que rir. Será que minha irmã e eu estávamos falando da mesma pessoa. Ruby Lucas sendo romantica era no minimo comigo. – Serio? – Perguntei sem acreditar. – Flores, poemas... Eu pagaria para ver isso.
– Regina pare de rir, eu estou sofrendo, eu amo todo esse romance e ouvir ela dizer que me ama. Mas na verdade eu não aguento, mas toda essa melação, eu quero sexo quente e selvagem. Eu quero que ela rasque minhas roupas e que faça ter orgasmos multiplos.
– Diga a ela oras.
– Eu já disse e ela se nega a ouvir. Diz que precisa ser romântico.
– Use a tática, jogo sujo. Sempre funciona com a Emma.
– E que tática suja seria essa?
– A seduza Zelena, faça a enlouquecer. Tenho certeza que aquela safada não resiste por muito tempo.
Zelena parou para pensar e um sorriso perverso surgiu em seus lábios e eu apenas tive pena da Lucas naquele momento. Zelena iria aprontar feio com ela. Porque se tem uma palava que se aplicaria a Zelena, essa palavra seria persistente e para conseguir o que queria ela ia não desistia por nada.
(...)
Neal entrou no apartamento batendo a porta, cheio de raiva. As palavras de Regina Mills ainda pairavam sobre ele e se repetiam em sua mente e ele queria dar o troco e mostrar aquela mulher quem ele era. E que ela não poderia humilha-lo e sair por cima.
– Ingrid eu quero que adiante as coisas sobre adoção de Henry. – O homem disse assim que viu Ingrid.
– Neal eu já te disse que tudo leva tempo. E eu não posso simplesmente sequestrar o garoto, vou agir dentro da lei claro que achando brechas.
– Estou de saco cheio de esperar.
– Isso tudo é pelas coisas que a Mills te disse em frente à escola do garoto? Ela feriu seu orgulho masculino foi. – A loira o questionou calmamente.
– Como sabe disso?
– Você acha mesmo que sou burra Neal. Eu sei de cada passo seu e vou lhe dizer pela ultima vez, as coisas serão nos meus termos e do meu jeito. Se não concordar pode sair agora. Seguirei conforme meu plano e terei êxito enquanto você apodrece em uma cela suja.
As palavras da mulher eram difíceis de engolir, mas ela tinha razão e Neal não tinha muitas opções. Se esconder ali com Ingrid era mais cômodo do ficar nas ruas e se sujeitar a ser preso. Ele respondeu do melhor jeito que sabia, indo ate a mulher a beijando de forma selvagem. Ingrid respondeu ao beijo na mesma intensidade e quando se separam disse.
– Eu vou levar isso com um sim.
– Você sempre tem razão loira. Agora vamos gastar energia de outra forma.
Eles se beijaram de novo e a briga foi esquecida. Ingrid sabia que tinha Neal sobre controle e dentro de uma semana seu plano teria os resultados que ela tanto esperava.
(...)
Henry estava cabisbaixo, e desanimado sentado à mesa enquanto fazia seu dever. O fato não passou despercebido por Regina que havia acabado de chegar do trabalho. Ela sabia que a hora da lição era sempre animada e o menino gostava de fazer suas tarefas sempre fazendo perguntas a Emma ou a ela. Preocupada com aquilo a morena queria perguntar, mas ainda tinha certos receios sobre as decisões relacionadas ao garoto mesmo Emma lhe dando total liberdade em opinar. Emma também percebeu a apatia do filho e resolveu ir ate o menino saber o que tinha acontecido. Aproximou-se devagar e se sentou ao lado dele na mesa.
– Ei filho o que houve? Porque essa carinha triste, a tarefa esta difícil amor? O garoto olhou para mãe com olhinhos desanimados e respondeu.
– Não mãe é que eu não quero fazer.
– Não quer fazer, como assim? Henry, nós já conversamos sobre as tarefas sabe que a escola é sua única obrigação.
– Mas eu não quero... Eu... Eu. – O menino gaguejava e não conseguia finalizar a frase. Emma levou a mão ao rosto do filho e viu seus olhos cheios de lagrimas e ficou angustiada.
– Filho o que esta acontecendo? Por favor, Henry eu estou aqui para te ajudar meu amor. – Dessa vez o Henry olhou para mãe com pouco mais de esperança no olhar falou baixinho. – É um desenho.
– Você adora desenhar, não entendo porque não querer fazer filho.
– Eu gosto de desenhar, mas é um desenho sobre a profissão dos pais. E eu nem sei o que meu pai faz, eu nem tenho mais pai mãe. – Aquela resposta destruiu Emma por dentro.
A loira não conversava com filho sobre Neal há muito tempo. Na verdade era um assunto que ela queria evitar mais no fundo sabia que aquela conversa aconteceria mais cedo ou mais tarde, só esperava que surgisse em momento tão delicado.
– Henry você tem pai sim, mas...
– Mas ele não é um bom papai eu sei disso. Mãe, ele te fez chorar e não quis minha irmãzinha. Eu não ligo de não ter ele aqui, porque eu tenho você e a mamãe, mas os garotos da minha escola não entendem isso. – Emma suspirou aliviada e ao mesmo tempo tensa.
Seu filho entendia na sua inocência infantil como eram as coisas e se sentia grata por isso, mas Emma sabia como as pessoas podiam ser maldosas em situações como aquela.
– Henry eu queria que as coisas fossem diferentes meu amor, eu juro que eu queria. Mas seu pai não foi bom para nós e como você disse ele não queria o bebê.
– Mãe eu gosto como tudo esta agora. Temos uma família boa, você tem papai e mamãe também, eu sou feliz mãe. Só é chato as outras crianças implicarem comigo, e quando for entregar o desenho minha professora disse que os pais tem ir à escola. Vai ser o dia das profissões dos pais, todos vão contar o que fazem e as coisas de adultos E eu só não sei como vou terminar minha tarefa sem um papai. – Henry disse finalmente e correu para braços de Emma.
A loira recebeu o filho o abraçando e afagando seus cabelos, o que ela não percebeu era que certa morena ouvia tudo do corredor. Regina sentiu o peso de saber que nem sempre poderia ocupar certo lugar na vida do filho, e que de certa forma talvez uma figura paterna fosse fazer falta na vida do garoto. Mas as palavras do garoto poucos minutos atrás ressoaram em sua mente você tem papai e mamãe agora. Não só aquelas palavras como as de alguns poucos meses atrás na visita a família de Emma onde Henry dizia que seu avô era seu pai duas vezes. De imediato a advogada sorriu tendo uma grande ideia. Uma ideia que mataria a saudades de todos e faria seu filho sorrir em dia que seria importante para garoto.
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