You Make It Real
64 Extra 04 - Merry Christmas
Notas iniciais

(All I Want For Christmas Is You — Maria Carey ♪)
Os primeiros flocos de neve começavam a mudar a paisagem de Nova York, anunciando que Dezembro tinha chegado e o natal estava próximo. O primeiro natal em família de Emma, e o primeiro natal que ela sentia a felicidade em comemorar, assim como ano que estava também próximo.
— Mamãe, segura ela. — Henry reclamava enquanto tentava manter os enfeites de natal longe da irmã.
Isabel agora aos oito meses de idade já engatinhava por todo apartamento, e mexia em tudo que achava pela frente. E os enfeites de natal lhe pareciam bem divertidos, pelas muitas cores diferentes e formatos.
— Tenha calma com ela, meu amor. — Emma respondeu ao filho e se abaixou para pegar Isabel no colo. — Tudo é novidade para ela, e você sabe como ela adora coisas coloridas.
— Eu sei mãe, mas se a maninha pegar e babar todos os enfeites, nós não vamos conseguir terminar de montar a árvore de natal. — O garotinho justificou. — Me desculpa Izzy, mas você pode brincar com os meus carrinhos, só com enfeites da arvore de natal que não.
Ele foi até irmã e beijou sua bochecha, e Isabel se agarrou ao irmão como se quisesse retribuir o gesto de carinho. Emma viu a cena e seu coração se encheu de amor, era bom viver coisas assim. O mês de Dezembro parecia reservar coisas boas à família Swan Mills. Regina chegou alguns minutos depois, com inúmeros pacotes e sacolas, Isabel logo se animou ao ver a mãe morena largou os carrinhos do irmão e começou a engatinhar em sua direção. A advogada colocou todos os pacotes sobre a mesa, e se abaixou para cumprimentar a filha.
— Oi, princesa. — Ela disse jogando a garotinha para alto, Isabel adorava aquela brincadeira e caia na gargalhada. — Já está aterrorizando seu irmão bolinha.
— Regina, não faça isso. — Emma se aproximou repreendendo a esposa.
— Oi, para você também Swan. — Mills respondeu com ar sarcástico de sempre. Ela ignorou as reclamações de Emma lhe deu um selinho.
— Não me venha com suas ironias, e não se faça de desentendida Regina Mills. Isso é perigoso, além do mais depois ela não sossega.
— Você está muito mal humorada teimosa. A bolinha adora, olha só. — Regina simplesmente beijou Emma e voltou a jogar a filha para alto.
— Não vai me comprar com seus beijos Mills.
— Talvez mais tarde eu te compre com algo mais. — A morena zombou. Henry que apesar de entretido com os efeitos e a arvore de natal, ouviu tudo e começou a rir.
Era sempre assim, quando parecia que suas mães iriam começar uma briga, elas simplesmente mudavam o rumo das coisas e começavam com provocações que terminavam em beijos, abraços e muitas gargalhadas. Essa talvez fosse uma das partes que o garoto mais gostava, não havia espaço para coisas ruins em sua família. E ele era grato por tudo aquilo. No final da manhã a arvore finalmente estava montada, e Henry estava orgulhoso de seu feito. Regina e Emma o parabenizaram e o garoto era só sorriso.
— Ficou muito bom, filho. — Regina disse enquanto beijava a bochecha do filho.
— Obrigado mamãe, mas ainda falta uma coisa.
— O que filho? — Emma perguntou do outro lado da sala.
— A estrela. Ele correu para procurar na caixa onde estavam todos os enfeites, mas não achou. — Acho que esquecemos, de comprar. — O garoto concluiu com olhar triste.
Ele tinha falado daquela árvore a semana toda, e como queria monta-la e não podia faltar nada.
— Deve estar por algum canto filho, nós compramos tudo. E tenho certeza que você pegou a estrela. — Emma lembrou ao filho. — Só precisamos procurar.
Antes que começassem a procurar, Henry teve uma pequena surpresa. Isabel engatinhou até ele e lhe estendeu a mãozinha mostrando o que tinha, e sorriu para o irmão.
— Estava com você! Sua sapeca. — Henry exclamou feliz.
A garotinha não entendia nada, mas balançou a cabeça como se concordasse com que irmão dissera. Emma e Regina caíram na gargalha, e Henry apenas beijou o topo da cabecinha da irmã em agradecimento. Logo a morena pegou Henry no colo, e levantou para que garoto colocasse a estrela no topo da árvore. E Emma com a filha nos braços, acendeu os piscas, piscas e a arvore de natal toda se iluminou. Henry pulou empolgado e Izzy batia palminhas encantadas com as luzes, e o clima de natal definitivamente tinha chego à casa dos Swan Mills.
***
E o natal não tardou a chegar, o dia de 24 de dezembro foi um dia de empolgações e muito trabalho. Emma e Ruby se animavam na cozinha com Mary Margaret, enquanto Regina, Zelena e David arrumavam as coisas pelo apartamento para acomodar a todos. Evan ficou responsável pelas por entreter as crianças, e a bagunça no quarto de Henry corria solta. Ainda faltavam algumas pessoas que chegariam ao final da tarde, mas o clima familiar já prevalecia. O fato é que: O apartamento de Regina e Emma nunca viu tanta agitação, desde que ambas, haviam decido que o todos passariam as festas por lá.
— Mãe, você deveria estar na deitada. — Emma advertiu a mãe, afinal Mary Margaret estava grávida.
Quase nove meses completos, e aquela altura ficar de pé por muito tempo poderia causar desconforto.
— Emma gravidez não é nenhuma doença. E eu estou na terceira, caso não se lembre. Sei muito bem meus limites. —Mary respondeu rebatendo o cuidado excessivo da filha. — Eu se eu não verificar tudo, você a Luccas vão errar o ponto da massa de biscoitos.
— Tudo bem Dona Mary, não está mais aqui quem falou. — Swan se deu por vencida, porque aquele assunto sempre terminava da mesma maneira.
Não que Mary não tivesse apresso pelos cuidados da filha, mas ela tinha certa experiência e a voz da experiência sempre prevalecia sobre o zelo.
— Querida não faça essa cara, eu adoro que se preocupe comigo. Só não precisa exagerar. Eu e sua irmã estamos bem. — A mulher mais velha se justificou alisando a barriga.
Emma abraçou a mãe, e um dos muitos momentos ternos que sempre trocavam. Depois baixou e lhe beijou a barriga. Ruby apenas sorriu apreciando o momento, e as mulheres mal perceberam quando a cozinha havia sido invadida. David entrou na cozinha fazendo a maior bagunça, e roubando os biscoitos que encontrou sobre a bancada.
— Meu Deus, que fome! — O loiro exclamou com a boca cheia de biscoito. Regina e Zelena apareceram logo, atrás.
Porém só a morena seguiu o exemplo do sogro, e afanou um biscoito. Zelena preferiu ficar na dela, pois sabia como aquilo tudo ia terminar. Os protestos de Mary vieram rapidamente, e quando o marido ameaçou pegar um segundo biscoito, ela lhe acertou a mão com a colher de madeira.
— Fique longe dos meus biscoitos seu esfomeado.
— Ai, Mary... Isso dói. — David gritou enquanto puxava a mão para longe.
— É para doer mesmo. — Logo ela se virou e se dirigiu a nora. — E isso serve para você também Regina Mills.
Mills fez uma cara de culpada com boca cheia, e arrancou gargalhadas de Emma e Zelena do outro lado da cozinha. O primeiro natal em família parecia que ia renderia boas lembranças.
Durante a noite quando todos os afazeres já estavam prontos, e a maioria da família já estava adormecida Mills resolveu fazer uma surpresa para Emma e seus filhos. A primeira manhã de natal seria inesquecível.
— Henry, acorda! — A advogada disse baixinho, chamando por Henry. O garotinho acordou ainda sonolento e sem entender o que estava acontecendo.
— O que foi mamãe? O papai Noel já veio trazer os presentes?
— Ele deve ter vindo sim, filho. Só que eu quero lhe levar a um lugar especial. Abrimos os presentes pela manhã.
— Lugar especial? Onde é?
— É uma surpresa, agora chega de perguntas ou vamos acordar seu tio. Vem, vou te colocar uma roupa quentinha. — Regina finalizou o assunto e ajudou o pequeno a se arrumar.
Depois de alguns minutos, ela acordou Emma, e disse o mesmo que tinha dito ao filho, e foi buscar Isabel. Eles iriam a um lugar especial. Depois de todas muito bem agasalhados, Regina pegou o carro e ajeitou os filhos no banco de trás, enquanto Emma se sentava no banco do passageiro. A loira definitivamente estava curiosa, não tinha ideia de onde Regina os levaria a 23h40hrs na noite da véspera de natal.
— Espero que isso tudo tenha um bom motivo Mills. — Emma finalmente comentou.
— É claro que tem Swan, tenha um pouco mais de fé na sua esposa. — A morena respondeu com tom brincalhão.
O trajeto foi rápido e em menos de dez minutos, Regina estacionou o carro em frente ao Central Park.
— Central Park? — A loira se questionou.
— Sim, teimosa. Agora vamos pegar as crianças e caminhar um pouco.
Swan apenas seguiu o pedido de Regina, desceu do carro e enrolou Isabel em manta grossa, enquanto Mills pegava Henry no colo. Caminharam apenas alguns minutos e chegaram ao destino tão esperado. Rockefeller Center, a árvore de natal mais bonita de Nova York. E um dos lugares mais especiais para Regina naquela época do ano.
— Esse lugar é lindo. — Emma disse admirando, a grande arvore de natal.
— É demais. — Henry completou empolgado no colo de Regina.
— Meu pai me trouxe aqui no meu primeiro natal em Nova York, e fiquei encantada. Foram momentos lindos, e eu tenho as melhores lembranças daqui. — Regina confessou.
— Fico feliz que tenha nos trazido aqui mandona.
— Não é só por isso que quis trazer nossa família aqui, teimosa. Eu trouxe Daniel aqui no nosso primeiro e único natal juntos, e depois na ultima vez que estive aqui, eu estava só. Eles haviam partido, e eu fiz um pedido natal naquele dia.
— O que você pediu mamãe? — Henry perguntou curioso.
— Algo simples, filho. Uma família. — Mills respondeu com um sorriso largo no rosto. E eu prometi que seu meu pedido fosse atendido, eu traria a minha família aqui.
Emma queria encontrar palavras, para expressar o que estava sentindo naquele momento, mas não conseguia achar. Então ela uniu seus lábios aos de Regina em um beijo singelo e puro. Afinal um beijo, sempre seria uma boa resposta. O grande relógio bateu meia noite e todas as luzes, da grande arvore se acenderam.
— Feliz natal, Emma! — A advogada disse em meio ao beijo.
— Feliz natal, Regina! — Swan respondeu.
— Você se comportou mamãe, por isso Papai Noel deu a gente pra você. — Henry as interrompeu tirando gargalhada das duas.
Ambas beijaram as bochechas do menino, cada uma de lado desejando ao filho, um feliz natal. Isabel acordou nos braços de Emma e balbuciou algumas coisas incompreensíveis demonstrando toda empolgação de sua família. Os quatro admiraram a grande arvore por mais alguns segundos, e depois voltaram abraçados de volta para casa.
A manhã do dia 25 foi uma loucura, algo típico de família grande. Henry, Owen, Isabel e Evan pulavam em volta da arvore de natal, querendo abrir os presentes e Mary, tentava ajeitar a mesa do café da manhã. Logo o apartamento estava cheio, Ruby e Zelena, James e o filho Nathan, Cora e Sidney, Killian e Tinker. Belle chegou ao final da tarde e comemoração se estendeu por toda manhã, até que o inesperado aconteceu. Mary Margaret sentiu as primeiras dores do parto, e foi levada as pressas ao hospital. No começo da noite, ela deu a luz, Amélia Blanchard Nolan nasceu forte e saudável e completou alegria daquele natal.
Alguns dias depois, Mills resolveu voltar ao velho habito de adolescente, escrever em seu diario. Escreveu lá algo que guardava a tempos. Algo tão verdadeiro quanto amor que sentia por sua familia.
Nova York, 28.12.2017
Sabe quando a vida parece plena, e você simplesmente quer desfrutar das coisas pequenas e simples? Não importa grandes viagens ou lugares incríveis, você só quer estar com as pessoas que completam sua vida, depois de um dia difícil. Chegar em casa e ver a alegria de Isabel, quando ela se da conta da minha presença. Ou a empolgação de Henry para mostrar algo novo que aprendeu na escola, não tem preço, mas talvez a melhor parte seja ser recebida pelos braços de Emma. Eu já ouvi muitas vezes que às vezes o lar pode ser uma pessoa, e tenho que concordar, porque todas as vezes que volto para casa é quando sinto a abraço de Emma Swan, a mulher que amo e que me deu todas as coisas, mais importante de minha vida. Antes nada fazia sentindo e hoje tudo se tornou real, porque Emma torna tornou tudo real para mim.
Diário de Regina Mills Swan.
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