You Make It Real
15 Always count on me
Notas iniciais
Emma passou parte da noite em claro pensando e repesando sobre tudo que havia conversado com Ruby, seu ciúme repentino por Regina. Mas foi além pensou sobre desde momento que a conhecera até o momento que estavam agora, Emma se lembrou de como a morena mandona havia mexido com ela desdo do primeiro contato, em como percebeu uma beleza em incomum. Lembrou-se do clima que sempre ficava entre elas quando estavam sozinhas e como quase se beijaram por duas vezes. Mas acima de tudo ela reviveu os beijos que trocaram no parque a sensação que havia sentido era diferente de tudo que ela já vivera, Regina há tirava de orbita com ela Emma sentia vontade de cometer loucuras e ao mesmo tempo sentia segurança e paz. A menor possibilidade de Regina estar com outra pessoa fazia seu coração se apertar no peito, a ideia de a simples ideia de que a ela tinha um noivo que tinha a advogada quando quisesse a fez sentir a mesma raiva que sentiu quando Ruby disse todas aquelas coisas. Emma pensava que queria cuidar de Regina da mesma forma como a morena fazia com ela, amigos cuidam uns dos outros. Mas não beijam com desejo, não sentem saudades do cheiro e da pele e principalmente não imaginam seus amigos nus. Emma se sentiu envergonhada por ter tal pensamento, mas já não conseguia negar ela desejava Regina bem mais que amiga a deseja como mulher. Quando o dia estava quase clareando ela virou para lado para cochilar e auto afirmar para si mesma.
– Acho que estou perdidamente apaixonada por Regina Mills. E adormeceu com essa certeza.
(...)
O dia correu normalmente para ambas as mulheres Regina passou a manhã no fórum para algumas audiências e contava as horas para que chegasse a tarde e pudesse ver Emma novamente. Emma também voltou ao trabalho ela agora estava em funções mais leve por causa da gravidez, é claro a pedido de Regina a sua irmã Zelena a morena queria cuidar do bem estar de Emma e o bebê. Zelana depois de muitas piadas de duplo sentindo atendeu o pedido da irmã. Quando eram por volta de 13h00minhrs da tarde Regina deu ordens que dispensassem Emma e que ela fosse a sua sala.
– Olá meu nome é Emma Swan a Dr. Regina esta esperando por mim. Emma informou a Bela.
– Entre Emma ela esta aguardando por você. Emma deu um sorriso para Bela agradeceu e foi em direção à sala de Regina.
– Obrigado. Ela deu duas batidinhas suaves na porta anunciando sua chegada.
– Olá mandona tem alguém aqui?
Regina estava de costas ao telefone e ao ouvir a voz de Emma girou a cadeira dando a Emma a visão mais sexy que ela já tinha visto na vida. A morena usava um óculos e uma caneta que mordia parecendo estar nervosa ao telefone, Emma olhou Regina com olhos de cobiça ela passou a reparar em partes da morena que ate hoje lhe eram desconhecidas como, por exemplo, seu decote e sentiu uma contração em seu ventre e logo se reprimiu por isso. A gravidez havia feito seu desejo sexual aumentar numa escala de um a dez em mil e desde Neal sexo era coisa que Emma não fazia a tempos. No momento os turbilhões de novas sensações que estava experimentando com Regina a estavam levando a outro nível e ela estava ali em pé de frente para morena pensando quanto tempo resistiria a isso. Regina percebeu os olhares de Emma para ela e sorriu um sorriso sacana "no fim ela te deseja também Regina Mills ponto para mim" Ela pensou desligando o telefone para dar atenção à beldade a sua frente.
– Emma se você continuar babando assim, eu juro que não respondo por mim. Regina disse levantando da cadeira e indo em direção a Emma. A loira saiu do seu transe e piscou algumas vezes antes de responder.
– Desculpe... Não... Quer dizer. Deus que vergonha não foi minha intenção. Ela escondeu o rosto entre as mãos e Regina agarrou pela cintura ficando cara a cara com Emma.
– Você fica linda envergonhada. Regina se aproximou mais de Emma e lhe falou ao pé do ouvido.
– Acredite nos últimos dias eu me sinto da mesma forma quando vejo você. Emma arregalou os olhos meio chocada com confissão da morena e lhe deu um tapa no ombro.
– Regina pare de falar essas coisas.
– Ai Emma isso doí sabia. A morena reclamou sem soltar Emma de seus braços.
– É pra doer mesmo.
– Teimosa você chega à minha sala e fica me olhando como se fosse me agarra a qualquer momento queria que eu falasse o que?
– Não sei mais não me deixar sem graça.
– Que tal você me dar um beijo e, pararmos de discutir o obvio. Não houve protestos Regina levou a mão à nunca de Emma e deu nela um beijo cinematográfico ao qual a loira respondeu com mesma fome, Regina mordeu o lábio inferior de Emma ao fim do beijo e a loira soltou um gemido fraco ao final. Elas sentiam necessidade daquele beijo e só se largaram porque era necessário respirar.
– E o que seria obvio? Emma perguntou tentando recuperar o folego.
– Que você me deseja tanto quanto eu desejo você Emma. Os olhos de Regina brilhavam e embora Emma tivesse corado com a resposta ela apenas lhe deu um selinho reafirmando o sentimento palpável que nascia entre elas.
– Então vamos para delegacia antes que as coisas esquentem mais que devem por aqui.
– Concordo mandona. Elas se largaram finalmente Regina pegou sua bolsa e elas partiram para delegacia.
(...)
Emma estava nervosa e com receio que tudo desse errado Regina teve que lhe dizer varias vezes que tudo ficaria bem e que ela não teria motivos para temer nada.
– Emma se acalme, por favor, eu estou aqui basta responder as perguntas com clareza e aceitar o acordo.
– Eu sei Regina mais mesmo assim esse lugar me deixa nervosa e com medo.
O nome de Emma foi chamando e Regina seguiu com ela a sala do delegado antes de entrar a morena apertou sua mão tentando lhe passar confiança.
– Vai dar tudo certo.
Elas passaram cerca de duas horas na sala Emma estava exausta de tantas perguntas mas como Regina previa a policia ofereceu um acordo a Emma se ela testemunhasse contra Neal e não houve objeção por parte da loira. Depois de uma rápida analise Regina achou o acordo justo e viável, em beneficio de sua cliente, todas as acusações contra Emma foram retiradas e ela receberia proteção da policia caso fosse necessário elas deixaram a sala sabendo que parte dos problemas estavam solucionada. Já passava das 16h30minhrs quando deixaram a delegacia Emma estava desesperada para busca o filho na escola.
– Eu preciso ir busca Henry Regina, esta em cima da hora ele sai as 17h20minhrs.
– Ei calma com esse transito será difícil pegar um ônibus e fora que vai demorar mais ainda. Eu levo você ate lá e depois saímos para lanchar. A loira não achou uma boa ideia não queria que Regina soubesse onde ela estava morando.
– Não precisa Regina, eu já abusei hoje da sua boa vontade.
– Nada disso, na delegacia eu era sua advogada. Agora sou sua amiga e estou e não aceito um não como resposta.
Como sempre discutir com Regina era perda de tempo ela entrou no carro da morena e seguiram para escola de Henry para busca-lo. Chegaram faltando apenas dez minutos para menino sair e aguardaram no carro conversando coisas aleatórias, ate que sinal bateu e as crianças começaram a sair correndo no meio delas viram o seu garotinho, o pequeno que reconheceu o carro de Regina imediatamente.
– Tia Regina, você veio me buscar. O garoto veio gritando correndo em direção ao carro. Regina saiu rapidamente para receber o pequeno.
– Oi meu amor eu vim fazer uma surpresa para você. Henry se jogou nos braços da morena não contendo sua felicidade.
– Isso é demais tia, adorei a surpresa.
– E para mim não tem abraço não filho. Emma reclamava saindo do carro.
– é claro que tem mãe não precisa ter ciúmes. Emma pegou o filho no colo lhe dando um abraço apertado seguido de beijo na bochecha.
– Estou tão feliz, vocês duas vindo me buscar é bom demais. O garotinho afirmava contente. Emma e Regina sorriram uma para outra desfrutando da mesma felicidade por estarem os três ali juntos. A felicidade delas foi interrompida por voz atrás deles.
– Senhorita Emma Swan. Emma reconheceu aquela voz imediatamente e seu sangue gelou na hora.
– Ingrid o que você quer?
– Simples eu tenho um mandado de apreensão no menor Henry Swan. Regina olhou a mulher de cima a baixo.
– E quem diabos é você?
– Sou Ingrid James assistente social, e estou apenas cumprindo minha obrigação e zelando pelo bem do menor. Foi-nos informando que senhorita Emma foi despejada e morando um local inapropriado para uma criança. O garoto deve vir conosco. Henry começou a chorar no mesmo instante e correu para braços de Regina.
– Tia não deixa ela me levar, por favor, você prometeu que ninguém nunca ia me separar da minha mãe. O Desespero do menino fez o coração de Regina se apertar.
– Amor ninguém vai ter tirar da sua mãe eu prometi e vou cumprir. Emma ficou sem chão o seu maior medo estava se concretizando.
– Ingrid você não tem esse direito.
– Emma você não tem condições de cuidar do menino nunca teve estou fazendo o melhor.
– Você não vai me tirar meu filho. Emma falava com firmeza. Regina colou Henry no banco de tras do carro e foi tentar resolver a situação.
– Senhorita James eu gostaria de ver o mandado judicial para apreensão do menor. Por acaso tem um? Ingrid olhou para Regina analisando a morena e fazendo pouco caso.
– Quem é você para se meter?
– Regina Mills advogada da senhorita Swan e digo que esse garoto não sai daqui sem um mandado. Ingrid estendeu um envelope para Regina.
– Aqui esta. Depois de analisar a papelada não havia duvidas estava tudo correto e no momento nada poderiam fazer Henry teria que ir com ela.
– Emma o mandado é valido, mas, por favor, não se exalte eu estou aqui com você e ainda hoje trarei Henry voltar para casa com você. Emma abraçou Regina em desespero aparente.
– Por favor, não deixem que tire ele de mim. Regina a abraçou mais forte.
– Eu não vou deixar, Emma olha para mim. Pelo amor que sinto por você eu não vou deixar. Converse com ele e vou resolver com essa mulher insolente. Emma se voltou ao filho que chorava em silencio foi um momento totalmente doloroso para ambos depois de minutos chorando o menino se acalmou. Regina veio ate ele e disse que deveria ser forte e que logo estariam juntos.
– Olha, ainda hoje eu vou te buscar você confia em mim? A morena perguntou ao menino. — sim tia eu confio só não demorar muito. Henry derramou mais algumas lagrimas e Regina também abraçou forte o menino antes de entrega-lo a assistente social.
– Senhorita Mills só não esqueça senhorita Emma não possui residência fixa e para reaver a guarda do menino ela precisa provar que tem uma residência estável para garoto. Aquela mulher tinha algo a mais com aquele caso e Regina percebeu isso.
– Engano seu senhorita James minha cliente possui residência fixa e instável para ela e o filho e provarei com facilidade. E por favor para você sou Dr. Mills.
Emma se despediu do filho rapidamente e o garoto partiu com Ingrid e os policias que acompanhavam deixando para trás uma mãe com coração dilacerado. Regina foi ao socorro de Emma que desabou a chorar em eu braços.
– Regina desculpe não ter contado sobre a casa.
– Esquece isso Emma, vamos sair daqui e recuperar nosso garoto.
– Como? Eu não tenho casa no momento, ao menos não uma que seja minha.
– Sim você tem Emma. A loira olhou a advogada confusa.
– Onde Regina?
– Simples vocês vão morar comigo. Respondeu a morena sorrindo.
– Mas e seu noivo? — Daremos um jeito, mas eu não vou te abandonar nunca Emma.
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