You Make It Real
8 A smile and a dream
Notas iniciais
Meu dia foi cansativo e estressante, audiências intermináveis, reuniões com clientes insatisfeitos com seus casos e milhões de processos para analisar. Sem contar minha mãe ainda insistindo em saber onde passei a noite e com quem. Já não aguentava mais cinco em pontos encerrei meu expediente e não faria hora extra por nada queria minha cama, um bom banho relaxante nos sais e vinho para relaxar. Pensar que vou ter pegar um taxi para voltar para casa me deixa mas, tensa ainda, não tenho opções ate ter meu carro de volta.
— Zel estou, indo para casa. — Saio da minha sala cumprimentando minha irmã que falava algo com minha secretaria.
— Maninha parece que mamãe pegou leve com você.
— Eu não dei chances a ela. — Respondo a Zelena.
— Eu acredito, porque ela saiu daqui furiosa, além de sobrar para mim. Ela me ligou me enchendo de perguntas além de fazer ameaças.
Cora sabia jogar mesmo sabendo que Zel jamais me trairia. Ainda teria que enfrentar minha mãe milhares de vezes, porém era começo ela ia ter se conformar com minha vida e me deixar em paz.
— Típico de Cora Mills Zel, bom eu vou indo. Estou sem carro e terei que enfrentar um trânsito terrível até chegar, em casa, nos vemos amanhã. Beijos!
— Beijo maninha ate amanhã. — Sigo em direção à saída do escritório rezando para conseguir logo um táxi e graças a Deus um aparece rápido. Indo para casa, me lembro de que tenho ligar para Robin para saber do meu carro. E certamente terei que enfrentar outro interrogatório.
Meia hora depois no meu apartamento sou surpreendida encontrando Robin me esperando sentando no sofá da minha sala.
— Querida que bom que você chegou, estou preocupado com você desde ontem Regina. Sumiu não me deu noticias e não atendeu meus telefones. Ouvir sermões não estava nos planos tive um dia cheio queria descanso será que era difícil para todos entenderem isso.
— Robin se acalme não houve nada demais, estou bem como vê. Tudo que quero e bom banho e uma boa noite de sono. —Caminho para meu quarto ele me segue. Abraça-me beijando meu pescoço.
— O que acha de eu te acompanhar no banho hein minha linda? Não estou humor para nada muito menos para o que Robin estava querendo.
Nossa vida sexual nunca esteve tão norna as poucas vezes que Robin me despertou algo na cama, foi no começo de nosso relacionamento. Agora na maioria das vezes finjo algo para alimentar seu ego masculino porque o prazer em nossas transas esta longe de acontecer. Apenas me desvencilhou de seus braços indo em direção ao meu closet.
— Robin, não estou nem um pouco no clima, minha cabeça esta latejando tudo que eu quero é uma boa noite de sono. — Ele me olha com uma cara de pouco amigos e sinceramente espero que ele vá embora.
— Será que podíamos ao menos conversar, você esta tão distante Regina, o que houve no caso daquela pobretona que você foi ajudar? Estava com ela esse tempo todo? Sabe que ajudar esse tipo de gente é perda de tempo.
Não sei por que, mas simplesmente o ouvir falar mal de Emma sem ao menos conhecê-la me deixou extremamente irritada. Quem era Robin para julgar alguém? Queria que ele tivesse metade do caráter daquela mulher.
— Robin não fale sobre o que você não sabe você não conhece a Emma, além do mais aquela situação só piorou por sua culpa. E falando nisso como ficou a situação do meu carro?
— Regina eu não acredito que esta defendendo aquela morta de fome. Seu carro será entregue amanhã.
— Ótimo ao menos nisso você não meteu os pés pelas mãos.
— Você esta me chamando de incompetente e defende uma mulher que conheceu ontem Regina? E já a trata pelo primeiro nome. O que houve com você? Eu sou seu namorado estamos quase casados e você me trata dessa forma.
Lembrar-se desse detalhe me faz pensar como posso estar com cara há quatro anos que não tem acrescentado nada a minha vida.
A soberba dele as vezes me enoja qual problema em ser pobre Emma é muito mais rica que todos que conheço. Ela não tem bens materiais mais ela tem amor e um brilho nos olhos que faz a vida ser mais doce, e aquele sorriso que ilumina a qualquer lugar que ela entra. Robin não tinha o menor direito de julgar Emma.
— Robin eu não estou querendo arrumar uma discussão uma hora dessas, por favor. E não fale mal de uma pessoa que você não conhece. A senhorita Swan é minha cliente, e como trato meus clientes não lhe diz respeito e para seu governo ser pobre não defeito Robin. Emma é uma pessoa digna e honesta tudo não passou de equivoco. E quanto a sua capacidade de realizar algumas atividades às vezes você tende a cometer erros e exagerar. Com tempo você aprendera com seus erros não se preocupe. Agora se me der licença eu vou tomar um banho e depois me deitar tive uma dia cheio.
Entro no banheiro sem menos esperar por sua resposta. De dentro do banheiro só ouço a porta do meu quarto bater e presumo que ele foi embora bem furioso, suspiro dando graças a Deus por finalmente poder tomar meu banho.
(...)
Já na banheira envolvida nos meus sais e acompanhada de bom vinho posso relaxar e meus pensamentos se voltam a Emma como e o pequeno Henry estariam. Meus pensamentos são interrompidos pelo toque incessante do meu celular. Sempre o deixo por perto para qualquer emergência por Deus quem seria uma hora dessas? Levanto-me para atender já que ele insiste em tocar desbloqueio a tela e olho o numero não era conhecido.
— Alo Regina Mills falando.
— Alô tia Regina é o Henry. — Minha alegria foi instantânea ao ouvir a voz do meu pequeno príncipe.
— Meu amor que bom ouvir sua voz, como você esta? E sua mãe? Minha curiosidade de saber de Emma é grande.
— Tia me desculpe te incomodar, mas mamãe não esta bem. Achei seu numero na bolsa da minha mãe eu não sabia para quem ligar. Levanto-me já nervosa.
— Você não incomoda nunca Henry, o que houve com sua mãe me diz?
— O papai voltou para casa hoje e contei a ele sobre meu irmãozinho mas, acho que ele não gostou da ideia. Ele e minha mãe brigaram e ele saiu gritando e falando coisas feias. Henry parecia triste e decepcionado. — Senti um medo enorme aquele desgraçado podia tentar fazer mal a Emma e o bebê.
— Henry ela esta bem? Ele a machucou?
— Não tia ela só de trancou no quarto depois do jantar e não saiu mais, estou com medo tia Regina.
— Não fique com medo amor, vai ficar tudo bem. Leve o telefone ate o quarto dela.
— E se ela não quiser atender à senhora? — Henry parecia temer que a mãe não fosse mais querer sair do quarto e caso isso acontecesse eu iria ate lá. E aquela loira teimosa sairia nem para isso eu precisasse arrombar aquela porta.
— Confie em mim amor vá ate lá.
— Esta bem estou indo. — Apenas ouvi os passos de Henry andado quando tudo ficou quieto do outro lado da linha chamei por ele novamente.
— Henry coloque o telefone no viva voz e resto deixe comigo. — Ouvi o garoto falar com mãe agora do outro lado da linha.
— Mamãe a alguém que quer falar com você. Tia Regina pode falar ela já pode te ouvir.
— Emma você esta ai? Não ouve resposta. Então resolvi mudar de estratégia.
— Henry deixe o telefone perto da porta e vá ver desenho que irei conversa com sua mãe.
— Esta bem tia. — Henry me responde. — E mamãe não adianta reclamar estou só cuidando de você. — Não pude deixar de rir com as palavras do garoto. Emma Swan definitivamente era a teimosia em pessoa e eu estava aprendendo a dobra-la.
— Emma eu sei que esta me ouvindo, Henry me contou o que aconteceu. Sei que deve estar triste e com medo, mas lembre-se você não esta sozinha Emma e vou te repetir isso todos os dias ate você acreditar em mim. Sei que aquele maldito é o pai dos seus filhos e era importante para você e deve estar se sentindo traída e decepcionada. Com medo mais a vida tem continuar Emma não me prive do seu sorriso porque não sei mais viver sem ele em minha vida. Pense nos seus filhos.
Não sei de onde havia tirado tais palavras, elas só vieram simples e fácil como a ato de respirar e sabia que nunca havia sido tão sincera como agora. Ainda só silencio então teria que apelar.
— Emma Swan se não me responder juro que vou ai agora. —Ouvi uma porta ranger e uma respiração do outro lado da linha, ela tinha saído do quarto e pego o telefone tinha certeza disso. — Eu estou aqui Regina. — Mas uma pausa. — Como era bom ouvir sua voz doce de novo.
— Sua teimosa você esta bem? Ele te machucou?
— Não fisicamente, talvez emocionalmente. Nós discutimos e foi feio e desagradável.
— Você quer que vá ate ai Emma?
— Não Regina esta tudo bem agora eu só preciso colocar meus pensamentos em ordem, afinal preciso seguir em frente como você disse e meus filhos precisam de mim.
— E bom te ouvir falar assim, eu estarei com você, por favor, confie em mim, sempre que precisar vou estar lá por vocês.
— Eu não sei o que dizer Regina você tem sido incrível não sei como pagar por tudo isso.
— Apenas sorria para mim Emma sempre que puder, porque seu sorriso é a coisa mais linda que já vi.
Mas uma vez as palavras vinham e eu só as deixava saírem do fundo da minha alma talvez. Eu tinha que dizer isso tudo a ela o motivo eu não sei só que sei que tinha que dizer.
— Prometo tentar. — Pelo seu tom de voz ela sorria nesse momento.
— Isso mesmo Emma faça como agora. Sei que há um sorriso lindo ai.
— Sempre com o poder de me deixar sem graça não é Regina Mills.
— Desculpe não faço por mal. Mas tem certeza que não quer que vá ai?
— Não, precisa eu juro, só ouvir sua voz já fez uma enorme diferença acredite estou bem melhor.
Saber que Emma se sentia melhor por minha causa me dava a aquela sensação no estomago novamente e me fazia sorrir involuntariamente. Era um sentimento confuso e conflitante que fazia querer descobrir mais.
— Que bom que te faço bem sua teimosa. — Ela deu uma gargalhada que fez meu coração pular dentro do peito.
— Como é bom ouvir o som do seu sorriso Emma já que não posso vê-lo agora.
— Obrigado por isso Regina.
— Não há de que.
Nós permanecemos no telefone por horas conversando coisas aleatórias e com direito a piadas sem graças, mas que Emma fazia questão de rir, as horas se passaram sem que nós víssemos. E logo o sono chegou para ambas e hora era de se despedir.
— Regina deve estar cansada, acho que já te aluguei demais hoje.
— Nunca! Sempre terei tempo para você, porém talvez devêssemos descansar.
— Então boa noite Regina tenha bons sonhos.
— Eu terei Emma.
— Por quê?
— Porque irei sonhar com seu sorriso. — Escutei o som de ultimo sorriso.
— E talvez eu também sonhe com você.
— Vou contar com isso, boa noite então minha teimosa.
Combinamos de desligar no três e assim fizemos. Fui dormir com sorriso bobo nos lábios e com a certeza que aquela noite sonharia com ela.
Fale com o autor