You Got A Hold Of Me

34 Capítulo 034 - Certo e errado.


Notas iniciais
Quem estiver lendo e quiser que eu tente fazer algo especial de Natal, coloque a mão no teclado e comenta...... nossa, isso foi horrível.

Eu pensei que podia confiar na sua palavra, Rachel. — Shelby disse de modo sério.

Rachel fez uma careta dividida entre espanto e confusão. Estava sentada naquele sofá da sala por um tempo de vinte minutos e começou a ouvir um discursso sobre responsabilidade sem fim. A garota havia se perdido onde toda aquela conversa ou briga se relacionava com o bottom, que continha a imagem de Blaine e seu nome, que a mãe tinha em mãos.

A senhora pode explicar de novo? — Rachel pediu timidamente. Ela conhecia bem sua mãe naquelas situações, não usaria um tom rebelde ou mais duro que aquilo.

Qual parte não entendeu Rachel? — Shelby perguntou séria.

A parte do bottom. — a garota apontou para o objeto nas mãos da mãe.

O senhor Ford encontrou este bottom... — Shelby voltou a mostrar o bottom para Rachel — Na sala dos geradores de energia. E me comunicou que na tarde da sua festa, houve uma falta de energia em toda a casa. Lhe disse claramente que podiam usar a sala, o jardim dos fundos e a piscina, e também a cozinha. Não acredito que te dei tanta liberdade e não soube aproveita-lá. — a mulher suspirou cansada enquanto dava as costas a filha.

Mas Rachel estava sem palavras, seus olhos arregalados. Sua casa continha dois imensos geradores, tudo por conta de seu pai e sua grandiosa medida de segurança para a filha, tanto que foi criado uma sala atrás da cozinha para manter os geradores, tudo estrategicamente pensado. Ela podia lembrar-se dos acampamentos no jardim dos fundos com Santana, as garotas procuravam por um longo tempo o local mais escuro para poderem sentir como se estivessem mesmo em um acampamento. Só não havia luz na casa quando um gerador não funcionasse, mas era para isso que tinham dois.

Rachel! — Shelby gritou chamando a atenção da filha.

Sim, mamãe? Desculpe, estava pensando sobre isso. Eu realmente não faço ideia de como tudo isso aconteceu. — Rachel tratou de buscar as palavras para aliviar um possível castigo — Fui uma tonta, me perdoe.

Tudo bem Rachel, não vou te por de castigo. O erro foi meu de ir passar um tempo no rancho para que desse sua festa tranquila. — Shelby disse cruzando os braços, a morena abaixou o rosto com um sorriso constrangido se apossando de seus lábios.

E como esteve tudo lá? Nem conversamos sobre sua visita ao rancho. — Rachel perguntou.

Foi relaxante. Seus avôs gostam bastante de mim e ao mesmo tempo lembram que não sou mais uma Berry. — a mulher disse se permitindo sorrir.

Sinal que dividiu o quarto com o senhor Schuester, suponho. — Rachel rolou os olhos ao se colocar de pé.

Seus avôs o adoram. — lembrou Shelby.

Todos adoram. — Rachel sorriu sem humor.

Tudo bem Rachel, chega. Seus avôs te querem lá esse fim de semana, acho que enfim chega a oportunidade para que conte a eles do seu namoro. — Shelby sorriu com diversão enquanto a filha fazia uma careta — Isso será divertido.

Mamãe, não contou nada, contou? — Rachel começava a entrar em pânico.

Roman e Lauren Berry eram os patriarcas dos Berry, exigentes, cultos e ainda assim bastante educados, também amorosos e atenciosos com os familiares. Rejeitavam totalmente o rótulo que avôs estragam os netos, eram ainda mais exigentes com eles e como Rachel agora era a neta mais nova e que mora mais próximo a eles, eram bastante cuidadosos e vigilantes com a vida da garota. Agora Rachel se perguntava se eles já não sabiam de algo. Sua avó era sutil, mas bastante severa quando era a última a saber de algo, já seu avô tratava de manter a calma, mas apesar disso era bastante rígido da forma mais doce o possível.

Realmente o genes daquela família se entrelaçava perfeitamente com os de Shelby e corriam ferozmente pelas veias de Rachel Berry.

Só que você está namorando e quer contar pessoalmente. — Shelby disse alargando ainda mais seu sorriso.

Aquele era o castigo, deduziu Rachel. Sua mãe sabia bem como lhe castigar, contar aos avôs, e assim a toda a família, que era gay seria algo complicado, mas agora não tinha saída. Se sua mãe havia mesmo dito daquela forma, sabia que seus avôs não apenas lhe esperavam no rancho da família para o fim de semana, mas exigiam sem usar palavras ou avisos.

Estou ferrada. — murmurou Rachel antes de suspirar.

Agora vá tirar o carro, querida. — Shelby bateu no ombro da garota antes de disparar em direção a escada.

Como? — a garota perguntou antes de seguir a mãe.

Vai as compras comigo e isso não é um castigo. É uma ordem. — Shelby dizia subindo os degrais da escada.

Rachel cruzou os braços, agora não havia nada lhe impedindo de falar.

Tenho planos de ir ver a Quinn. — disse a garota.

Meu anjo, uma hora toda essa vontade de estar junto acaba. — garantiu a mulher no topo da escada.

Com a senhora e o senhor Schuester ainda não funcionou, quem sabe tenho a mesma sorte. — Rachel provocou fora de si, mas ao se dar conta fechou os olhos — Vou tirar o carro.

A morena deu as costas a mãe e disparou rumo a porta.

Rachel... — a garota parou ao ouvir a mãe lhe chamar — O doutor Parker ligou, ele terá que te atender na quinta e eu gostaria que falasse com ele sobre isso.

O senhor Schuester? A consulta é minha, falo do que bem entender. — Rachel virou-se para encarar a mãe.

Então seja clara, qual o seu problema com o Will? — Shelby perguntou cansada.

Rachel abaixou o rosto e suspirou. Ela tinha duas opções, dar alguma resposta qualquer e ir tirar o carro, ou não dar nenhuma resposta e ainda assim sair dali. A garota voltou a encarar a mãe.

Ciúmes de você, mãe. Vou tratar disso com o doutor Parker. — garantiu a morena dando as costas a mãe e deixando a casa, dessa vez Shelby não lhe impediu, apenas sorriu um pouco.

A morena tomou um longo gole de ar ao fechar a porta atrás de si. Tudo ia acabar logo, ou aliviar, ela contaria ao doutor Parker, eles tratariam isso e então ela contaria a Quinn, seus pais e se libertaria mais daquele trauma

Não, gente. Isso está errado. — Santana disse suavemente fazendo uma careta.

Jaden havia perguntado para Santana se ia bem no jogo de corrida, a latina ficou um pouco desapontada ao ver que o sobrinho de Quinn estava na quarta posição e sua irmã, Rosa, com quem conseguiu sair aquele dia, estava na sexta posição. A garota tem a mesma tonalidade de pele de Santana, os cabelos negros e longos, os lábios mais finos e os mesmos olhos, como brincou Quinn, era uma versão menor e doce de Santana Lopez.

Quinn ficaria com os sobrinhos aquela tarde e como Santana já havia lhe dito que iria passear com a irmã, tendo a permissão dos pais e escondido de Abuela, resolveu convidar as garotas para passarem a tarde em sua casa. A loira se encantou com Rosa, uma garota educada, alegre e bastante extrovertida e apenas dois anos mais velha que Jaden.

Vocês devem tentar alcançar as primeiras posições. — indicou a latina mais velha — Rosa, você tem que ficar a frente de Jay. Nunca na humanidade um Lopez ficará atrás de um Fabray.

As crianças riram com o que foi dito por Santana e antes que a garota protestasse, Quinn lhe pegou pelo pulso, puxando a latina para a cozinha.

Deixa as crianças brincarem em paz. — repreendeu Quinn largando a latina próxima ao balcão.

São ruins naquilo Q, tenho que dar aulas a elas. — explicou Santana cheia de soberba, Quinn rolou os olhos divertida voltando ao seu trabalho de picar legumes.

Não se preocupe, Jay é um Fabray. Vai pegar o primeiro lugar. — provocou a loira.

Convencida, Fabray, muito convencida. Rosa é uma Lopez, ela vai deixar seu garoto no chinelo. — Santana rebateu.

Ok, Santana, cala a boca. Quero falar sério com você. — disse Quinn de forma séria.

Sua sobrinha está comendo pasta de dente. — Santana disse de forma suave.

Não, Santana, sério. — suspirou a loira cansada.

Não, Q, é sério o que digo. — a latina se afastou do balcão para pegar a pasta de dentes da mão de Eve que estava sentada a mesa na cadeira de bebê, a garota pegou a menina no colo e voltou até o balcão.

Evelyn! — repreendeu a loira vendo como a menina abraçava Santana, a latina olhou feio para Quinn.

É uma criança Quinn, senão tiver olhos atentos ela vai comer pasta. Não é pequena? — Santana disse pegando a mão da menina e fazendo uma suave caricia.

Santana, foco. — pediu a loira e a latina lhe encarou de modo sério.

Diga. — incentivou a latina.

Rachel surtou novamente. — Quinn disse de forma suave, observando como a sobrinha brincava com os dedos de Santana ignorando a conversa.

Drama Queen te diz alguma coisa? — Santana disse de forma suave.

Santana, nós estavamos... — a loira cessou sua voz ao perceber o atento olhar de Evelyn, Santana lhe fazia uma careta denunciando a alteração de sua voz — Brincando! E ela começou a chorar novamente.

Então vocês só... bem... brincavam? — a latina perguntou de forma desconfortável enquanto correspondia a brincadeira de Eve com os dedos.

Santana, a questão não é essa. — repreendeu a loira de forma dura — Por que Rachel chora sempre que estamos perto?

O silêncio se fez presente enquanto as garotas abaixavam a cabeça confusas. Quinn estava preocupada com a namorada e achava que talvez Santana pudesse lhe responder aquela pergunta.

Talvez... — Eve murmurou atraindo os olhares das garotas — Rach não goste dessa brincadeira... — Quinn pensou interromper os pensamentos da sobrinha, mas algo lhe impediu por um segundo — Talvez, alguém tenha tirado a graça. Como Jay, quando descobriu que a fada dos dentes não é real.

Já imaginou o gênio que seria um Lopez-Fabray? — Santana zombou sorrindo para a menina em seu colo, mas Quinn tinha os olhos fixos no nada.

Alguém havia tirado a graça da brincadeira. Alguém havia de algum modo feito Rachel pensar que sexo não era bom e esse era um pensamento puro. O clique na cabeça da loira foi doloroso, apenas um nome passava pela sua mente. Finn Hudson.

A tarde foi longa demais para Rachel, sua mãe sempre perdia o limite nas compras e fazia tempo que não tinham algum programa de mãe e filha, apesar do estresse sentido na garota, ela adorava quando sua mãe corria com ela pelos corredores das lojas de roupas e lhe indica diversas peças. Rachel deixava com que a mãe sentisse que ainda controlava o que ela vestiria, mas no final não compravam nada do que Shelby indicava. Mas a volta no carro era de sua mãe procurando por algum restaurante aberto no centro para que pudessem recuperar energias, a morena parou em um sinal vermelho e aproveitou o tempo para conferir o celular.

Talvez, mas só talvez, Rachel deveria estar mais atenta a paisagem que estava a sua volta.

O que o senhor... — Megan engasgou ao se dar conta de quem era seu cliente, o garoto sorriu de lado com a reação da ruiva — Finnbecil?

É assim que trata um cliente? Vai mal. — ironizou o garoto alargando mais o sorriso, a ruiva sacudiu a cabeça colocando o bloco de notas no bolso do avental junto a caneta.

O que ninguém no McKinley sabia, era que Megan aparentava ser algo que na verdade não era. Rica. Seu pai era um mecânico que algumas vezes ficava com alguns carros caros por semanas, sua mãe uma dona de casa que fazia o que podia para vestir bem os filhos, sua irmã mais nova trabalhava como babá para ajudar e Megan trabalhava como garçonete para poder manter sua farsa, mas tudo isso escondido da família. A mãe da ruiva acreditava que a filha passava horas extras na escola, cuidando de suas notas, sua irmã era quem sabia a verdade, mas era constantemente ameaçada de falar algo.

Não seja imbecil. — rosnou a ruiva se recuperando do espanto — Por que sumiu da escola? Dane-se o que te aconteceu. O que faz aqui?

Sente-se, Megan. Eu tenho uma proposta pra você. — Finn apontou para a cadeira do outro lado da mesa, Megan olhou para a cadeira e em seguida olhou em volta. O movimento aquela hora era fraco e talvez ela pudesse ouvir o garoto.

Eu não vou transar com você para ficar calado. — a ruiva informou puxando a cadeira para sentar-se, Finn riu.

Megan, eu vou ser bom e te contar um segredo... — o garoto alto se inclinou sobre a mesa, como se fosse contar algo realmente secreto — Ninguém se apaixona ou quer transar com uma vadia como você. Eu não quero, nem Jacob Ben Israel quer... nem Rachel Berry quer. — o rosto de Megan ficou pálido e Finn voltou a rir — Por favor, entre você e Rachel, todos preferem ela. Entre você e Quinn, Rachel prefere a Quinn.

A ruiva sentiu como se levasse um chute no estômago, sua respiração falhou e Finn sorriu ao ver um brilho de dor riscar os olhos da garota. Megan respirou fundo e sorriu.

Rachel prefere Quinn? Que suposição mais idiota, Finnútil. — a ruiva zombou — Se quer apenas me irritar, caia fora. — a garota ameaçou levantar, mas parou seu movimento ao ver Finn puxar um envelope de algum canto escondido na jaqueta e jogar a sua frente.

Rachel prefere Quinn, ela não é uma vadia. — Megan rosnou, mas por instinto puxou o envelope e o abriu.

Wow. Se Megan Berg tinha um coração, ele estava se partindo em pedaços ao ver as garotas em várias fotos, em todas em meio a beijos e a última, como se enfeitasse o topo de um bolo como uma cereja, era de Rachel e Quinn sobre a cama da morena. Fantasiadas. Foi o dia da festa. Os olhos azuis da ruiva de enchiam de um brilho intenso, denunciando as lágrimas se apossando dela.

Cometemos o mesmo erro. Nos apaixonamos por uma vadia. — Finn disse de forma dura e Megan parecia querer engolir uma bola de tênis, o ar estava mais denso — Eu vou destruir esse namoro e conseguir com que Quinn saia queimada, de modo que nunca mais tenha Rachel Berry. Você quer fazer parte disso?

O que Finn Hudson dizia? Megan se ferrava para aquilo, seus olhos não conseguiam tirar a atenção daquela última imagem. A garota ergueu o olhar sofrido para o garoto e surpreendentemente rasgou as imagens ao meio para depois joga-lás contra o garoto.

Qual era seu plano, retardado? Me jogar isso na cara, me deixar um lixo e depois me fazer essa proposta com a certeza que eu aceitaria? Tenho prazer de te dizer para que não conte comigo. Eu estou quebrada demais para me afundar mais nisso. Imbecil. — Megan vociferou levantando da mesa e indo em disparada para o banheiro do estabelecimento.

Você já faz parte disso Megan! — gritou Finn e a ruiva virou-se para o garoto antes de entrar no banheiro, os poucos clientes no local observavam atentos — Eu acho bom você ficar calada, afinal, ninguém te dará ouvidos.

Vai pro inferno, Finn. — rosnou a garota entrando no banheiro entregue ao choro.

O garoto sorriu vitorioso enquanto puxava algumas notas do bolso e jogava sobre a mesa, pelo menos Finn estava se divertindo com o sofrimento de outra garota que o infernizou na escola. Aquilo era bom afinal, pra ele.

Quinn puxou o celular do bolso assim que fechou a porta do seu quarto, a garota buscou a última mensagem da namorada e resolveu mandar uma mensagem notando que começava a ficar tarde.

"Não vem?"

Demorou um pouco para a resposta vir, mas veio e um sorriso se propagou no rosto da loira.

"Estive a tarde toda com as loucuras da minha mãe, depois ela me inventa de ir encontrar as amigas e ver detalhes do casamento. Perdão, linda, mas estou esgotada."

"Tudo bem, logo não teremos mais o problema de nos vermos apenas na casa uma da outra."

"Mal posso esperar por isso, te ter a qualquer momento *-*"

Quinn sorriu antes de responder a mensagem.

"Rach, eu queria te fazer uma pergunta e desculpe desviar a conversa."

"Tudo bem e faça sua pergunta."

A loira suspirou antes de sentar-se em sua cama e digitar a mensagem.

"O que queria me contar pela manhã tem relação com o que te fez o Finn?"

Dessa vez Quinn contou uma demora de mais de cinco minutos, o que lhe parecia estranho.

"Perdão, faço perguntas idiotas."

"Q, tem alguém na porta... um momento."

A garota suspirou e por algum motivo desconhecido, seu peito se apertou.

"Ok."

"Tudo bem e faça sua pergunta."

Rachel respirou fundo ao enviar a mensagem, seus olhos estavam pesados e a garota estava deitada em sua cama, bastante confortável e pronta para dormir após aquela conversa, mas o som da campainha lhe despertou. Um dom dos Berry é de serem bastante desconfiados, pois não poderia ser a mãe da morena, essa tinha a chave e nenhum dos seguranças da casa ou o senhor Ford, uma espécie de zelador, as ordens eram de não entrarem na casa após ás onze se não fosse algum caso extremo, e eles não precisavam usar a campainha.

A morena saltou da cama ignorando o alerta do celular, sua preocupação lhe guiava para o andar inferior da casa, onde a insistente campainha não parava de tocar. A garota levou alguns segundos para colocar a chave de modo certo na porta, porém outro alerta do celular interrompeu sua ação.

"Perdão, faço perguntas idiotas."

Rachel sorriu para o celular e decidiu responder a namorada, pelo menos lhe pedir um momento.

"Q, tem alguém na porta... um momento."

A morena jogou o celular na mesinha próxima a porta e abriu a última, seu rosto se desconfigurou em espanto e dó.

Megan tinha os olhos vermelhos, a maquiagem borrada e lágrimas furiosas despencavam dos olhos azuis e chorosos da garota. A garota tremia um pouco e o choro pareceu piorar ao se deparar com a morena.

Mega... — Rachel sentiu os olhos quase saltando do lugar ao ser silenciada por Megan e seus lábios quentes.

A ruiva havia se atirado sobre a garota menor, juntando seus lábios ao dela e os movendo de forma desesperada sobre os da outra. Rachel tinha a mente em um turbilhão, ela queria empurrar a ruiva e lhe colocar para fora, mas havia algo naquele beijo, que começava a lhe machucar os lábios, que apontava que ela era a causa do estado da garota.

O som do alerta do celular foi como um golpe sobre o cérebro da morena, tudo parecia passar em câmera lenta, Rachel apenas desligou sua mente da realidade e se deixou ser beijada, entreabindo os lábios e sentindo a queimação percorrer seu corpo. Ela jamais se perdoaria por aquilo, mas era o próprio perdão que a animadora torcia para ter agora.

Bom dia! — cumprimentou Quinn entrando na sala do jornal, mas Blaine e Santana se colocaram de pé rapidamente em frente a mesa da latina — O que houve? — a loira perguntou com diversão indo até sua mesa.

Nada. — Blaine disse apoiando-se na mesa, ele coçou a nuca e sorriu de lado.

Sério? — a latina perguntou para o garoto e gemeu ao levar um soco no braço — É, nada. — Santana concordou esfregando o braço.

O que foi isso? — a loira tirou o casaco e aproximou-se dos amigos que se juntaram mais em frente a mesa, Quinn arqueou uma sobrancelha — O que passa?

Nada, Q. Deixe de ser curiosa. — Santana falou mal-humorada ainda esfregando o braço, seu duro olhar era direcionado a Blaine.

Santana saia da frente. — exigiu a loira atraindo o olhar surpreso da latina.

Quinn, me escute... — Blaine tentou falar.

Cara, sai daí. Eu acho melhor que ela veja de uma vez e arrebente a cara daquela vadia. — Santana disse para Blaine de forma suave.

Ok. — o garoto suspirou — Mas lembre-se, Jacob é um rato imundo.

Os jovens saíram da frente da mesa e Quinn respirou fundo antes de aproximar-se da mesma, ela logo percebeu que o que os amigos escondiam estava no monitor do computador. Ela começou a ler uma matéria no blog de Jacob. Sua mente parecia falhar e tudo parecia borrado. Somente uma parte se destava para a loira e dizia:

"Megan Berg foi vista aos prantos pelo centro da cidade, logo em seguida a ótima dançarina das Cheerios seguiu para a casa de Rachel Berry, a capitã, no final do dia, quando quase outro dia começava. A ruiva não foi vista até amanhecer, pois saia da casa da animadora com uma aparência frágil e cansada. Será Rachel boa amiga com suas animadoras?"

Quinn manteve-se petrificada e com o olhar vago em frente ao monitor, ela sentia a adrenalina e talvez dor percorrer todo o seu corpo. Mas por sorte, muita sorte, sua mente parecia a salvo de todo aquele mal estar.

Notas finais
Boas e más notícias....
A boa é que história vai ter uma segunda parte, mas relaxem, revelo quem tentou ou abusou da Rachel nessa primeira parte. A má é que a história já está caminhando para uma reta final.
Conta matemática para vocês resolverem:
Quinn + Megan + campo de futebol vazio + ofensas = ???