You Got A Hold Of Me
5 Capítulo 005 - Nova semana, novos boatos (Parte 2)
Notas iniciais
Rachel Berry.
Já eram quatro horas e eu encarava a porta da frente tinha algum tempo. Desde que deixei Quinn no estacionamento rezei para que o tempo passasse, mas ele seguiu tão lento que até minha mãe desistiu do cinema com o senhor Schuester. Precisei dizer que encontraria as meninas em casa e que ela não poderia estar ali. Ela aceitou a desculpa e foi embora com seu namorado idiota. Mas eu não estava nem ligando pra essa estranha relação agora. Até as duas empregadas eu dispensei pelo resto do dia.
Finalmente a campainha tocou, meu coração estava batento tão forte que suspeitava estar sofrendo um ataque cardíaco. Mas ao escutar a campainha soar novamente, respirei fundo e abri a porta devagar, me deparando com uma Quinn com um sorriso nervoso. Ela segurava em seu ombro a mesma bolsa do dia da festa.
Quinn... — eu chamei e ela me encarou fixamente nos olhos, eu abri a boca novamente, mas ela me imterrompeu.
Aqui! — disse ela me estendendo a mão, eu olhei confusa, mas peguei o que indentifiquei como um pen drive — Nem precisa me devolver o pen drive, depois compro outro, agora vou indo. — ela disse e se virou apressada.
Eu sei que você me trouxe pra casa! — gritei e ela parou de imediato, não podia deixar ela ir sem me falar o que houve — Eu lembro dos seus olhos, preocupados, assustados... — disse com o tom de voz calmo — Precisa me dizer o que houve, não consigo lembrar direito de nada, só cenas atrapalhadas e um apagão, então seus olhos e depois um apagão denovo.
Expliquei e ela ainda estava imóvel, por longos segundos o silêncio se fez presente. Meu coração batia acelerado, eu estava com medo, não sabia de que, só sabia que o sentia, meu corpo ardia e aquela sensação me acompanhava desde que acordei no dia anterior. Mas não havia machucados e nada que me causasse aquela queimação, parecia apenas que eu pressentia algo. Teria acontecido algo entre nós duas? O que era o sangue e a bagunça no quarto? Ela suspirou e se virou, a dor em seus olhos, aquilo me assustava.
Rachel, você bebeu demais. — ela disse simples, mas sua voz não era firme, seus olhos e a voz soavam duvidosas, eu não sentia firmeza e o desespero só me enlouquecia ainda mais. Ela ergueu o rosto e se aproximou de mim, ela parecia pensar, lutar contra algo dentro dela — Te vi apagada e me assustei, então você acordou e mesmo assim fiquei preocupada. — ela explicou exatamente o que eu havia lhe contado, mas sua voz era embargada por uma forte emoção, eu não sabia dizer o que, só sabia que faltava algo.
Como um filme antigo, tudo voltou a minha mente. Rapidamente, a arrumação que fizemos na casa aquela tarde, meu desabafo com Kurt, as brincadeiras com Brittany e Mercedes, a gente recebendo os convidados, a festa começando a ficar agitada, minhas primeiras garrafas de cerveja e entre uma e outra copos de outras bebidas, então na cozinha preparavamos mais aperitivos, a chegada de Quinn, nossa conversa, eu me retirando da cozinha, subindo a escada com pressa, para a ouvir no interfone, a conversa por ele, eu voltando a me submergir em minha bebida.
Meus olhos se fecharam com as próximas cenas e então o desespero sumiu, somente o nojo enchia toda a minha alma.
Tudo era escuro, só sentia mãos me tocarem, enormes mãos.
Me abraçei como se quisesse me proteger, não podia ter sido aquilo. Eu não podia dizer a reação de Quinn diante aquilo. Eu queria vomitar, sumir e gritar, mas tudo parecia preso na minha garganta.
As mãos, minha roupa sendo tirada com gentileza, as batidas, o vidro se quebrando, a voz de Quinn, o barulho, coisas se quebrando, os olhos de Quinn e todo o resto.
Meus olhos se abriram e as lágrimas cairam, Quinn parecia apavorada. Meu coração parou por um segundo, pulei no pescoço da loira desabando no choro, apertando-a em um abraço. Demorou até ela corresponder, seus braços envolveram minha cintura com força. Um sinal claro de que queria me proteger e estava conseguindo, depois de tudo que lembrei conseguia sentir toda a segurança e conforto em seus braços.
Ele me tocou! — sussurrei e as lágrimas caiam com mais força, Quinn me apertou mais forte.
Ninguém nunca mais fará isso! — a voz dela era firme, só mais um ponto de segurança, podia parecer impossível, mas estavamos quase nos fundindo em um abraço — Eu não vou deixar ninguém te fazer nada, eu juro. — ela prometeu e parecia que meu coração voltava a bater normalmente.
Não me deixa só. — pedi em um sussurro.
Nunca. — ela disse e pude me deixar dominar pelo choro novamente.
Quinn Fabray realmente estava fazendo algo comigo e agora eu tinha total certeza que a queria por perto, que a queria junto a mim. E nada e nem ninguém a tiraria de perto de mim, dane-se colégio, treinadora, Cheerios. A novata "reservada" era a única coisa que estava me mantendo de pé ali. Foi ela que me salvou e por ela meu ser estava entregue. Sim, eu realmente estava completamente apaixonada pela Quinn.
Quinn Fabray.
Ela estava sobre o meu colo, de olhos fechados, relaxada e quase dormindo, um leve sorriso estava desenhado no canto de seus lábios, minha mão acariciava seus cabelos negros. A última coisa que lembro antes de chegarmos ali, no quarto dela, foi de Rachel me puxando sua casa a dentro, me levou pro seu quarto e nos deitamos na cama, nada que eu recorde com riqueza de detalhes. Estavamos há um bom tempo ali, mas eu não queria que aquilo acabasse, nunca. Apesar das vozes na minha cabeça que me mandavam me afastar, eu não queria isso. Rachel me queria e precisava de mim, então nada me tiraria dali.
A não ser...
Alô... Sim, Frannie, diga. — falei atendendo meu celular, eu sussurrava por conta de Rachel — Por que sussurro? Hum... — parei pra pensar — Estou no jornal do colégio, sabe como é. Agora diga, o que quer. — apesar de Frannie achar estranho, eu não falaria alto.
Enquanto minha irmã me informava que deveria cuidar dos meus sobrinhos aquela noite, notei Rachel inquieta e seu sorriso sumiu quando eu disse "logo estarei aí".
Já vai? — perguntou Rachel se colocando sentada assim que desliguei, sorri ao ver sua expressão meio chorosa, me aproximei dela e toquei seu rosto, acariciando sua bochecha, ela sorriu fraco.
Daqui a pouco, agora volte a relaxar, durma tranquila. — pedi tentando puxa-lá pro meu colo, mas ela segurou minhas mãos e nos encaramos sérias.
Sem você aqui? Creio que não. — ela disse e sorrimos.
Qualquer coisa, é só me ligar e venho correndo. — assegurei, ela sorriu com mais força.
Não tenho seu número. — ela brincou.
Mas tem a mim. — respondi por inércia e segurei seu rosto com ambas as mãos, a puxei levemente, na verdade, Rachel apoiou as mãos na cama e veio pra cima de mim.
Cada centimetro mais próximas, nossos olhares se conectavam de tal forma, que parecia impossível pensar no certo ou errado. Meus lábios estavam sobre os de Rachel, foi um beijo casto, apenas uma leve caricia sobre os lábios.
Vou precisar devolver o carro do meu cunhado e vigiar meus sobrinhos essa noite. — expliquei assim que a morena voltou a se deitar no meu colo, mas ela me encarava com um leve sorriso.
Tem sobrinhos? — ela perguntou surpresa.
Evelyn e Jaden. — eu disse com a voz alegre enquanto pegava meu celular e selecionava uma foto, logo entregando a Rachel que sorriu adorável ao ver a foto.
Deus, são lindos! — ela elogiou encantada — Eve parece com você! — disse e eu sorri ao lembrar que entitulei a foto com seus respectivos apelidos — Jay é completamente fofo e tem bochechas adoráveis.
Todos dizem que Eve é minha cara. — comentei contente.
Sua irmã tem sorte por suas crianças. — Rachel elogiou me devolvendo o celular, eu o deixei ao meu lado.
Direi a ela. — falei simples, mas com um enorme sorriso no rosto.
Seus pais é que devem adorar esses netos. — meu sorriso se quebrou, a expressão de Rachel se converteu em espanto — Disse algo errado?
Não, nada. — disse sacudindo a cabeça, espantando as lágrimas. Não que eu não confiasse em Rachel, mas contar a ela da morte dos meus pais assim, depois de todo o drama que passamos nos últimos dois dias, era melhor não falar desse assunto agora.
Nós duas passamos mais um tempo conversando, sobre tudo que não fosse a escola, assuntos em gerais sobre o mundo e anedotas sobre nós duas. Descobri que Rachel era vegan e seus pais se separaram, porque o senhor Berry acabou se descobrindo gay, quando Rachel tinha apenas seis anos de idade. Sinceramente, me agradava mais aquela Rachel, a que existia fora da escola e que não falava da mesma, aquela era a verdadeira Rachel, que assumia seu gosto por Barbra Streisand e clássicos musicais da Broadway. Nós passamos mais uma longa hora falando sobre aqueles assuntos, antes que Rachel fosse me deixar na porta, mas não sem antes trocarmos o número de celular.
Devo ir agora, mas nós nos vemos amanhã. — comentei enquanto passava pela porta e me virava pra Rachel. Mas então fiz uma careta lembrando da escola.
O que foi? — perguntou a morena com divertimento em sua voz.
Escola, jornal, Santana, líderes de torcida... — sorri torto após enumerar a lista — Nos falamos. — falei a dando as costas, mas senti as mãos de Rachel tocarem meus ombros, ela me virou e novamente seus lábios tocavam os meus.
Dessa vez de forma urgente, a segurei pela cintura enquanto entreabria a boca. Nós fundimos em um abraço tão apertado quanto o trocado mais cedo e em um beijo intenso, onde nossas linguas brigavam por dominância, mas o ar nos faltou antes de alguém vencer.
Até amanhã. — ela disse e me deu um casto beijo nos lábios, sorri.
Tudo bem, aquela tarde foi imensamente significativa, beijei a Rachel por duas vezes e ela, de um certo modo, prometeu que nos veriamos na escola. E evitamos o assunto Finn Hudson, que não apareceu no colégio aquele dia, mas eu queria saber que providências ela tomaria em relação ao assunto e isso seria algo a tratar com urgência. Mas agora minha mente apenas se enchia do gosto de Rachel ainda em meus lábios.
Narrador.
A terça-feira era movimentada no McKinley, todos pegavam seus exemplares do jornal, recém distribuidos por toda a escola. Com notícias quentes e surpreendentes, aliás, ninguém acreditava no que estampava a primeira página. Aquele intervalo estava cheio de pessoas comentando com jornais em mãos, Quinn estava estranhando aquilo tudo e foi até a mesa do clube do jornal, queria saber o que vazaram dessa vez.
Qual a fofoca da vez? — perguntou a loira se sentando na mesa enquanto deixava sua bandeja sobre a mesa.
Olá, Fabray! — disse uma latina irradiante — Não é fofoca, somente um acontecimento.
Do que ela fala? — Quinn perguntou se virando para Blaine Anderson, seria difícil arrancar algo claro de Santana, ainda mais se ela estivesse feliz.
Finn foi expulso hoje. — o rapaz disse encarando seu almoço, o queixo de Quinn caiu.
Como? — a loira perguntou em um fio de voz e Rory jogou um jornal a sua frente.
Só o que vi, foi Rachel e sua mãe chegando bem cedo ao colégio. — o corpo de Quinn tremeu e ela encarou o garoto de olhos azuis — Assim que Finn chegou foi levado pra diretoria e ele saiu de lá acompanhado de um guarda e expulso. — a loira o encarava perplexa.
Pra mim, eles transaram no dia da festa. — todos os olhares da mesa cairam sobre a editora chefe — Agora, Berry quer continuar "protegendo" a eleição da treinadora Sylvester e inventou abuso, coitado do Finn. — a latina deu ênfase a palavra protegendo.
Sério que você acha isso? — perguntou Quinn encarando a latina sériamente, Santana devolveu o olhar e assentiu positivamente com a cabeça — Pois então você não conhece mesmo a Rachel, me surpreende que um dia foram amigas.
Você não sabe... — a voz de Santana se quebrou e um sorriso nasceu em seus lábios — Desde quando a chama de "Rachel"? — perguntou.
Desde quando você parou de reconhecer a garota que um dia chamou de melhor amiga. — afirmou a loira abandonando a mesa aparentemente irritada.
Todos na mesa ficaram impressionados, exceto Blaine que seguia concentrado no seu almoço e Santana. A latina sorria como um rato que acabava de dar a volta no gato. Podia estar com a ratoeira e o queijo na mão, era só saber mais de como poderia os usar contra o inimigo.
Já Quinn só queria encontrar Rachel, queria saber o que houve. Queria ver a garota, abraça-lá e conforta-lá de qualquer coisa que pudesse estar sentindo, mas só ver e ter certeza que ela estaria bem já lhe soava suficiente. Mas como encontra-lá? Presa na biblioteca a loira puxou o celular da bolsa e começou a buscar o número de Rachel, enquanto isso sua cabeça trabalhava a mil.
"Já soube de Finn... está bem? Q."
Ela ficou com o olhar fixo a tela de seu telefone e logo sorriu com ele vibrando, ela lhe respondia, mas sua expressão ficou confusa.
"Estou nadando agora. R."
"Desculpa, não queria te pertubar."
"kk Não Quinn, busque a sala de natação."
"Para?"
"Somente venha."
"Em alguns minutos."
Após ir até a secretária e perguntar pelo local, Quinn descobriu que o local estava em reformas e pegou a informação que queria, mas mesmo assim seguiu ao local. Não sabia explicar, mas se Rachel a pregava uma peça preferia cair e compravar que era uma pegadinha, ao invés de dar um furo na garota e viver com essa dúvida.
Quinn empurrou a porta da sala de natação, que estranhamente estava encostada e entrou no local. Se certificando que a porta se fechava e nada "sombrio" acontecia. A enorme piscina cheia de água estava mais a frente, alguns passos e chegou a beirada da piscina. Os olhos da loira buscaram em todo o local pela morena, então se lembrou da mensagem, "estou nadando".
Os olhos avelã caíram sobre a imensa piscina a frente de seus pés, seu queixo caiu. Somente a imagem das costas, boa parte coberta pelos cabelos, e da pele bronzeada de Rachel eram vistas, ela vinha em sua direção, onde notou uma pequena escada de metal, segurou nas barras com um leve sorriso e se abaixou. Não demorou para a morena aparecer ali, em frente a escada e subir alguns degrais, enquanto a água caia por todo o seu corpo. Rachel segurou na barra de metal com um enorme sorriso.
A morena tomou a iniciativa e se aproximou tomando os lábios da loira. Rachel chupava os lábios da garota com força, querendo abrir caminho para sua lingua, porém Quinn não o fez, deixando a morena com uma expressão frustrada no rosto, ela voltou a se jogar na água. Quinn se sentou largando a bolsa ao seu lado com um enorme sorriso.
Não te convido mais pros meus locais secretos! — falou Rachel saindo pelo outro lado da piscina, Quinn deu de ombros e sorriu presunçosa, a morena bufou ao ver aquele sorriso e se virou.
Quinn ficou estática, a morena usava apenas um sutiã tomara-que-caia vermelho, com um nó entre os seios, a calcinha branca, simples e comportado. Mas ainda assim, a imagem de Rachel com aquele biquini, molhada e lhe olhando levemente irritada, era uma tentação incrível. Rachel pegou um roupão e se cobriu antes de terminar de se aproximar da garota. A loira sacudiu a cabeça e desviou o olhar ao notar o sorriso soberbo da garota.
Como secretos? — perguntou a loira confusa e encarando a água da piscina — É a sala de natação. — Quinn sorriu ao ver a imagem de Rachel ao seu lado, ergueu o rosto e lhe encarou com um sorriso ainda maior.
Ser a capitã das animadoras e protegida de Sue Sylvester me dá beneficios. — disse a morena se deitando no chão, Quinn mordeu o lábio inferior.
Beneficios? Tipo, sua piscina particular em pleno colégio? — Quinn se deitou sobre Rachel, a fazendo sorrir, a loira se apoiou no chão com ambos os braços em um lado da cabeça da garota embaixo de si.
Tipo isso. Surpresa? — perguntou Rachel com diversão.
Não. — disse simples.
Que bom, pois tenho muito mais beneficios. — afirmou a morena, logo rindo da cara de surpresa da loira.
Quer me explicar o que houve com Finn? — a loira resolveu ser direta, o leve incomodo foi visto no olhar da líder de torcida.
Contei a minha mãe e ela disse que já sabia, discutimos e depois viemos a escola contar o ocorrido. — Rachel explicava com o olhar fixo nos olhos avelã — Figgins ordenou que Finn fosse levado lá assim que chegasse. Por sorte, a treinadora Sylvester chegou quando o diretor quase me convencia de não falar nada e perdoar o Finn. Ela não deixou e o denunciou.
Eles aceitaram só o seu depoimento? — perguntou Quinn curiosa.
Não, queriam provas e pensei em você. — confessou a morena — Mas Finn assumiu tudo, disse que bebeu demais e sempre foi apaixonado por mim, que eu sempre o humilhei e quando viu que subi sozinha, esperou que eu estivesse completamente bêbada e se aproveitou. — os olhos de Rachel se encheram de lágrimas, mas ao sentir a mão quente da loira sobre sua bochecha e um terno beijo sobre seus lábios fechou os olhos e se deixou invadir pela sensação de segurança.
Nunca mais vai te tocar, nem ele e nem ninguém. — assegurou a loira, Rachel voltou a abrir os olhos e sorriu.
Quinn... — chamou a morena — Obrigada por ter estado lá, por ter ido a festa e por ter entrado naquele quarto no momento certo. Obrigada por ter invadido o ginásio pra se esconder dos slushies. — um sorriso de diversão se desenhou no rosto das garotas — Obrigada por ter aparecido na minha vida e invadido minha cabeça.
Nada mais foi dito. Quinn tomou os lábios da morena, os chupava e mordia com desejo, Rachel entreabriu a boca e o beijo pode ser aprofundado. Passaram o resto do horário de aulas ali, entre beijos, caricias e brincadeiras.
Aquele era um tema passado, não queriam mais tratar daquilo, acabou. Tudo por sorte acabou bem, ou o máximo de "bem" que podia. Finn não chegou tão longe e tudo aquilo levou as garotas a desenvolverem um forte elo, algo tão forte quanto suas mentes eram capazes de imaginar. Naquele momento, só queriam aproveitar os beneficios que toda aquela situação lhes causou.
Notas finais
Fui.
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