You Found Me

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Demoro trezentas vidas pra postar e quando posta é essa miséria.
Na verdade, criatividade acabou e não tinha mais o que colocar, se não ficaria sem sentido.
Enfim, não me matem.
O tanoshimi. Enjoy ♥

Não sentia-me nada confortável com a ideia de ter que concluir o ano em um novo colégio. Porém, não poderia ficar no antigo.

Meus pais estavam alegres porque era no mesmo colégio que o filho de seus amigos frequentava. Diziam que, ao menos, estaria na vantagem de já conhecer alguém. Só que, em meu ponto de vista, seria melhor chegar sem ninguém me ver e partir sem ser notado. Seria minha melhor alternativa — a única.

Mas não era tão fácil tirar uma ideia da cabeça de meus pais, então foi assim que fiquei sabendo da existência de Frank Iero.

Ele era o tipo de pessoa que poderia ser meu total oposto. Logo que chegaram, já vi que havia algo nele que não deixaria nossa “amizade” fluir. Não sabia ao bem o que era, se eram as tatuagens, os piercings ou a ideia de que também era gay — no entanto, o que nos diferia naquele ponto era um único fato: ele já namorava.

Não queria ter que exercitar meus hábitos sociais, então, rapidamente, retirei-me para os fundos da casa, tornando-me refém de minha própria mente mais uma vez, o que, na verdade, já era mais do que um hábito.

Entretanto, como se fossemos duas crianças, Donna nos empurrou um contra o outro e disse-nos que nos entendêssemos, pois éramos muito parecidos. Aquilo, porém, não me alegrou. Não conseguia ver semelhança em uma pessoa que simplesmente namorasse alguém do mesmo sexo sem nem passar por algum trauma, como foi em meu caso. Não conseguia vê-lo de outra maneira se não uma pessoa mimada que tinha tudo que queria e quando queria.

— Então...? — ele tentou puxar assunto.

— Então nada. Não sou uma pessoa social e não pretendo mudar isso agora.

— Você estudava em casa, por acaso?

— O quê?

— Só pode ser, porque, oras! Como você, uma pessoa não social, conseguiu ficar vivo no seu antigo colégio?

— Vivo?

— Claro, por quê? — em seguida riu.

— Do que está rindo? — inquiri.

— Oras, isso tudo é engraçado. Você tem que concordar: todo mundo quer ser percebido, qualquer um daria tudo para estar no topo da hierarquia juvenil, a qual gira em torno de festas, namoro, sexo e dinheiro.

— Menos eu.

— Por quê?

— Nunca persegui nada disso e muito menos agora quero atenção.

— Você é estranho — e riu novamente. — Está quente aqui fora, mas insiste em ficar de casaco. Por quê?

— Isso não lhe diz respeito, não é? — retruquei irritado. Odiava toda aquela invasão, principalmente de alguém que só sabia meu nome.

Um bom tempo se passou e cada um de nós aproveitava o silêncio e cada qual com seus pensamentos, quando de repente ele quebrou toda aquela situação com uma pergunta, no mínimo, estranha:

— O que Donna falou... É verdade? O motivo de mudar de escola justamente agora?

— O que exatamente ela falou?

— Que você foi rejeitado e, além de tudo, lhe ensinaram a ficar na sua, se é que posso falar assim.

Fiquei quieto um bom tempo antes de cogitar responder. Não sabia o que dizer para aquilo e fiquei com receio de falar qualquer coisa.

— Então? — ele voltou a pressionar.

— O que isso vai mudar na sua vida?

— Vamos, só quero saber o outro lado.

— Que outro lado? — o encarei com rancor.

— De se confessar e sofrer mais do que o necessário por isso — sussurrou, parecendo ter medo das palavras que escolheu.

Respirei fundo e apenas assenti.

— E como é?

— Você é realmente humano? Nunca teve uma experiência parecida?

— Se quer dizer quanto a apanhar na rua, não, nunca tive. E nem ser rejeitado por um parceiro. Na verdade, eles que vem até mim.

— Alguns não tem tanta sorte como você.

Frank riu baixo novamente e depois respirou fundo, sentando-se ao meu lado.

— Quer saber como é?

— O quê?

— Estar em uma relação. Meu namoro é aberto e tenho certeza que Billie não rejeitaria uma nova pessoa. Vamos, todos precisamos ser amados — ele sorria.

Não conseguia entender porque uma pessoa, praticamente um estranho, me oferecia uma coisa daquelas. Não é normal e não pode ser saudável.

— Relações separadas, se preferir. Não há contato com Billie, apenas comigo, e vice-versa. O que me diz?

— É insano!

— Nem tanto. É melhor deixar claro do que esconder do outro. Não será como se fossemos fazer um ménage ou coisa parecida, apesar de ser uma ótima ideia... — em seguida ele mordeu o lábio, procurando conter o sorriso. — Enfim, aceite!

Não parecia que estávamos tendo aquela conversa, de tão natural que era.

— Não aceito um não como resposta.

De repente, me vi em uma coisa que não acreditava ser natural, mas estava realmente acontecendo. Era sorte ou azar?

Lembrei-me, então, de tudo que passei com minha primeira experiência. Não queria ter que repetir toda aquela dor. Não queria ter que passar por tudo aquilo mais uma vez na vida. Sabia que não suportaria.

— Você aceita — Frank riu e pegou minha mão.

— Nem falei nada!

— Está claro em seus olhos, Gerard. Então, se faz tanta questão, apenas diga aceito.

Não queria dizer nada, então, apenas usando todo meu lado atrevido, beijei-o da melhor forma que podia, sem saber se agradava ou não.

— A melhor resposta que poderia me dar — ele sorriu e selou meus lábios com os seus, finalizando o beijo anterior.

Foi assim que um dia normal com um quase desconhecido virou um dia feliz com um namorado.

Notas finais
Desculpem erros, o tamanho e o atraso. Vou tentar postar com mais frequência.
Reviews?
Kissus. Way.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.