Notas iniciais
Olá...É, eu sei que demorei, me perdoem. Agora estou de férias e talvez consiga fazer atualizações mais regularmente. Enfim, espero que gostem

Regina abria os olhos devagar, com dificuldade devido a luz branca extremamente forte do local, sua cabeça latejava e a garganta estava seca, a morena tentou se levantar mas foi impedida pela forte dor no corpo, só então percebeu que estava deitada no que parecia ser uma cama de hospital, mas essa estava cheia de amarras, daquelas que ela mesma já havia colocado em pacientes da ala psiquiátrica.

Queria gritar, pedir ajuda, mas ao olhar em volta não viu ninguém, apenas paredes brancas e reluzentes que se estendiam em um corredor aparentemente infinito e cheio de portas, começou a se debater e , em vão, lutar contra as grossas amarras que lhe prendiam pelos pulsos e tornozelos.

—Assim só vai conseguir se machucar, madame- uma voz grossa assustou a mulher

A morena tentava ver quem falara, mas só conseguia enxergar o teto e as paredes impecavelmente brancas. A cama começou a se mover, provavelmente empurrada pelo dono da voz que a assustara instantes atrás.

As rodas da cama rangiam à medida que a morena se via adentrar pelo corredor das portas, o desespero tomou conta de Regina, começou a se debater tentando, em vão, sair dali.

À medida que adentrava ao corredor, o medo crescia e parecia sufocá-la e então, ao ver o que estava por trás das portas do corredor, a morena engoliu um grito e começou a chorar temendo o que poderia acontecer.

As portas iam passando e ela tentou fechar os olhos para então descobrir que não conseguia, era como se alguém estivesse os segurando abertos para que ela visse a absorvesse cada cena horrenda que se passava à sua volta. Os quartos eram todos equipados com instrumentos de tortura, daqueles que só de olhar você sente a dor que pode causar.

O que mais chocava não eram os instrumentos em si, mas as pessoas presas à eles. Homens, mulheres e até mesmo crianças tinham seus corpos furados por enormes lâminas afiadas e gritavam de dor até perder os sentidos, em cada quarto uma pessoa diferente, com homens de branco manuseando as máquinas como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Regina forçou-se a olhar para cima, já que não podia fechar os olhos. E então, do que segundos atrás era do mais puro branco, começaram a cair gotas vermelhas e quentes. “Sangue” –pensou a morena- e, tirando forças de onde nem mesmo ela pode dizer, a mulher começou a se debater na cama, queria sair dali, precisava sair dali!

Conseguiu libertar-se de uma das amarras que prendia seu pulso e com isso soltar os outros membros, o homem que empurrava sua cama a prendeu em uma chave de pescoço assim que seus pés tocaram o chão escorregadio.

—DEIXE-A- bradou uma voz potente- Ela não irá muito longe

O homem a soltou e compartilhou uma gargalhada doentia com o outro ao ver a morena correr desengonçada tentando não escorregar no sangue que formava enormes poças no chão e escorria pelas paredes antes brancas.

Regina corria como se sua vida dependesse daquilo, e realmente dependia. Seu corpo começava a mostrar os sinais do cansaço, os músculos ardiam e o suor lhe molhava o rosto misturando-se com o sangue ainda pingava numa chuva espessa e quente que parecia inacabável. Não aguentando mais correr, ela parou e olhou em volta, era como se não tivesse saído do lugar.

—Eu disse que ela não iria longe-Regina reconheceu a voz que gritara antes, mas não conseguia ver ninguém- Leve-a para o chefe

Em frações de segundos a morena estava sendo arrastada para a cama cheia de amarras por alguém que ela não conseguiu ver, apenas sentiu os braços lhe apertando e machucando, ela relutou mas, por fim, deixou-se levar, mesmo que conseguisse fugir de novo, não iria a lugar algum.

De volta à cama, o homem que a empurrava prendera sua cabeça para forçá-la a olhar para os quartos de tortura. Regina chorava, suas lágrimas abriam caminho pelo rosto banhado de sangue que, a essa altura, já havia parado de jorrar do teto. A morena começou a soluçar à medida que via pessoas sendo cortadas ao meio, amputadas vivas, queimadas até perderem à consciência e ouvia gargalhadas doentia durante todos os processos.

A cama parou bruscamente, ela sentiu-se liberada do que quer que seja que a estava prendendo a cabeça e no mesmo momento quis que o homem a tivesse mantido presa. Diante de si estava Daniel, seu marido, esquartejado. Seus membros ligados por fios, como uma marionete.

—DANIEL- Regina gritou, sentando-se subitamente e sentindo mãos fortes a segurando-ME SOLTA!- berrou empurrando quem quer que fosse levantando-se

Ou era isso que imaginava que estava fazendo, no segundo seguinte Regina Mills estava no chão contorcendo-se e gritando de dor.

—Calma, calma- dizia uma voz doce e levemente desesperada ao seu lado enquanto braços fortes a seguravam pela cintura e coxas- Está tudo bem agora

Bem? Como estava tudo bem? Daniel estava morto bem na frente dela!

—Daniel- a morena murmurou, ofegante

—Ele está bem-e Regina finalmente reconheceu a dona da voz

—Daniel...Morto...Sangue- ela murmurava palavras desconexas passando a mão pelo rosto molhado de suor

—Ele está bem, eu juro- dizia calmamente a Dra. Swan- você confia em mim?- perguntou enquanto aplicava alguma coisa no acesso que a morena tinha no braço

Regina limitou-se a assentir timidamente

—Você está com febre- constatou a doutora pousando a mãe na testa suada da morena-foi só um pesadelo, seus pais foram jantar, quer que eu os chame?- perguntou a loira já indo em direção à porta quando sentiu a mão em seu braço

—Não, fique...Dra...-Regina pedia fraca e timidamente

—Emma, você pode me chamar de Emma- Sorriu a loira, o sorriso mais lindo que Regina já vira

Notas finais
E então?