You Can't See Me

12 Capítulo 11 - O Terceiro De Três


Notas iniciais
Nossa. Eu demorei né? Eu poderia perder meu tempo explicando o por que, mas eu 'tô com preguiça :P. Nas respostas dos reviews eu falo, pode deixar. AGORA falando na moral, tenho 133 leitore, e sabe quanto deixaram comentários? 10. 10 leitores. Galera, isso é arrasador. Na moral, eu acho que só tenho animação para escrever por causa de poucos leitores, e aliás uma linda chamada Amendoboba escreveu uma recomendação linda para YCSM! MUITOOOOOOOOO OBRIGADA linda!!!! Espero que goste desse capítulo pois ele é para você, ok? Enjoy.

Capítulo 11 — O Terceiro de Três

Annabeth Chase batucava seus longos e finos dedos nervosamente na mesa plana da famosa lanchonete Olympus. Como o esperado, Thalia e Percy ainda não tinham aparecido no local para a suposta reunião marcada pela loira, que, apesar de ter certeza que eles não seriam pontuais, não conseguia controlar sua ansiedade.

Ela apenas conseguira se acalmar quando avistou ambos os jovens ilusionistas entrarem pela grande e imponente porta de vidro da lanchonete. Pelo incrível que pudesse parecer aos olhos de Annabeth, Thalia e Percy aparentavam calma e indiferença.

– Oi – murmurou Thalia, sentando-se em frente à Annabeth. Percy seguiu seu exemplo e também lhe cumprimentou, porém, a menina limitou-se a balançar a cabeça.

– Vocês dois deveriam ser mais pontuais – resmungou com irritação – Faz ideia de quanto tempo estou aqui esperando vocês?

Percy suspirou e revirou os olhos, mas deixou que a resposta viesse da morena.

– Sinto muito Annabeth – Thalia falou encarando a loira com seus olhos azuis penetrantes – Se nós pudéssemos teríamos sido pontuais, porém, infelizmente as coisas não estão muito boas para nós. Desde o incidente do teatro Annabelle nós não fizemos nenhum show e as pessoas estão sentindo falta e comentando. Além disso, há as buscas dos desaparecimentos que não estão dando resultado e a suposta morte de nossa empresária, Reyna.

Annabeth assentiu com a cabeça, logo colocando uma mecha de seus cabelos atrás de sua orelha.

– E Nico?

– Nico... – Thalia fez uma pausa, deixando perceptível parte de sua tristeza que sempre tenta esconder – Ele está mal... Muito mal. Quando fui chamá-lo ele nem sequer quis abrir a porta. Limitou-se a murmurar algumas palavras que eu não fui capaz de compreender, e, acredite, isso está me deixando preocupada. Faz quase uma semana que ele não sai do quarto, e ele só abre a porta para deixar a empregada limpar o quarto e lhe entregar sua comida.

Novamente, Annabeth assentiu sem dizer nada. Um estranho silêncio instalou-se entre os jovens, sendo quebrado somente após alguns segundos por Percy, que apoiava sua cabeça na mesa posta a sua frente.

– E então Annabeth, fale o que te deixou tão absurdamente nervosa quando falou conosco antes de ontem? – ele franziu levemente a testa e ergueu a cabeça – O que há de tão importante?

Annabeth batucava seus dedos freneticamente na mesa e encarava um ponto distante. Sua mão suava e a loira não tinha a menor ideia de por onde começar a explicar.

– Olhe – falou ao sair do estado de torpor – Vocês podem me achar uma louca varrida por causa do que eu vou dizer, mas, por favor, vocês precisam escutar e... Esperem. Deixe-me pegar uma coisa.

Rapidamente Annabeth virou-se e começou a vasculhar o interior da mochila que trouxera, logo retirando da mesma um pedaço de jornal e um envelope roxo escuro reluzente.

– É o seguinte, eu acho que vocês dois e seu amigo Nico correm perigo – ela foi direta – Parece besteira eu falando assim, como se fosse um filme ou algo do tipo, e tenho absoluta certeza que se eu estivesse no lugar de vocês eu talvez não levasse muito a sério de cara ou-

– Annabeth! – Percy a interrompeu, encarando-lhe com incredulidade e confusão – Como assim perigo? Explique isso direito, pelo amor de Zeus!

Ela inspirou, tentando se acalmar.

– Hum... Certo. Desculpe – pôs a mão na testa por um segundo – O que quero dizer que eu andei percebendo alguns fatos que ocorreram nesses últimos tempos que me pareceram extremamente estranhos.

– Como, por exemplo...? – questionou Thalia, com os olhos levemente arregalados e uma expressão descrente no rosto.

– Eu ando recebendo cartas – falou Annabeth, erguendo o envelope roxo e retirando de dentro dele três cartas – Recebi três na última semana e todas são da mesma pessoa, um ou uma tal de A.M. A primeira eu recebi, ou melhor, achei em minha bolsa quando fui visitá-los pela primeira vez, e desde então recebi outras duas.

“É estranho, pois não tenho a menor ideia de quem essa pessoa possa ser, mas eu tenho absoluta certeza de que ela está tentando me informar algo. Talvez seja impressão minha, mas eu simplesmente não pude deixar de relacionar essas cartas com o desastre do teatro Annabelle”.

Dito isso, Annabeth pegou o pedaço de jornal e entregou à Thalia, que leu a reportagem. Sua testa permaneceu franzida e seus olhos levemente arregalados.

– Parece loucura, mas olhe isso daqui – ela apontou para letras minúsculas bem no final da matéria, que indicavam de onde a reportagem teria surgido. As letras A.M se sobressaiam em um tom escuro de roxo que poderia ser facilmente confundido com o preto do negrito, tal como no envelope que Annabeth carregava consigo — Agora vai me dizer que isso é coincidência? Pois tenho certeza que não!

Annabeth debruçou-se sobre a mesa e pegou novamente as cartas.

– As duas primeiras cartas foram apenas conselhos e diziam para eu prestar mais atenção nos fatos e nas pessoas que me cercavam. Porém, a terceira... Não dá para explicar. Apenas leiam.

A mão da loira estava erguida no ar, a carta dobrada cuidadosamente na palma de sua mão. Thalia vacilou um pouco antes de estender a mão para pegar o papel, seus olhos tempestuosos mais escuros do que nunca.

Annabeth Chase,

É sempre um prazer escrever-lhe cartas, apesar de saber que você provavelmente tem sérias dúvidas em relação ao meu caráter e aos meus motivos de entregar-lhe mensagens. É frustrante como o braço direito do (a) chefe, o Grincement, descreveu-me sua aflição ao encontrar essa última carta...

Creio que a situação esteja sendo terrível para você, não é mesmo? Sinto muito, mas meu parceiro (a) A.M me encarregou pessoalmente de escrever algo para você, que pelo menos esclareça um pouquinho os fatos.

Existem pessoas muito desagradáveis no mundo. Eu, pessoalmente, conheci uma em particular que era desprezível, porém, nada se compara a atual situação. Infelizmente, eu não poderei lhe proporcionar explicações, entretanto, quero que fique de olho em comportamentos um tanto... Suspeitos. Sabe como é, quem se fecha raramente deixa brechas. Bem, como A.M já tanto lhe disse, espero que realmente consiga consertar o estrago feito há tantos anos.

Tome cuidado, principalmente em relação a algumas pessoas um tanto... Misteriosas. E nunca se esqueça: nunca confie no quarto componente de um grupo, ele há de carregar uma grande mentira nas costas.

Até logo, Détenir¹.

Com amor,

Charger.

– Uau – murmurou Percy, lendo pela terceira vez a carta. Em seu rosto ainda havia resquícios de descrença – Esse tal de A.M quer te deixar completamente louca. Isso daqui não faz sentido algum, Annie! Como assim “comportamentos suspeitos”? Isso-

– Shhh! – a loira tapou a boca de Percy com a mão – Fale mais baixo! Tem pessoas por aqui, não está vendo? Se não percebeu esse ou essa tal de A.M está me vigiando constantemente! Não sei que inimigos ele/ela tem, mas algo que tenho certeza é que não é algo simples...

Annabeth foi cada vez mais diminuindo o volume de sua voz até que dela não sobrasse nada. Por sorte viu a bela garçonete se aproximando enquanto carregava três cardápios em baixo de seu braço. Ela parecia um pouco distraída.

– Olá, vocês gostariam de pedir... – a voz morreu em sua garganta no exato momento que a jovem pousou seu olhar em Percy Jackson.

– Calypso! – o jovem parecia tão surpreso quanto a garçonete – O q-que faz aqui?

Após alguns segundo Calypso suspirou, colocando uma mecha de seus cabelos castanhos aloirados atrás da orelha.

– Bem, eu trabalho aqui – ela soltou um risinho de animação – E você Percy Jackson, o que faz aqui?

– O que eu estou fazendo aqui? – seu tom de voz estava uma oitava mais alta e ele parecia um pouco desesperado. Se não fosse parecer tão indelicada, Annabeth apostaria que Calypso tinha sido uma das muitas vítimas iludidas por amor de Perseu – Eu estou em um encontro duplo! Não vê? Estamos apenas esperando o namorado de Thalia chegar.

O olhar de Calypso, antes apenas preso no jovem agora estava fuzilando Annie. Encabulada, a loira tentava desviar o olhar da garçonete, porém a mesma só faltava pegar uma britadeira e jogar na cabeça dela. De fato assustador.

– Não vamos comer nada – Thalia foi curta e grossa – Se não se importa, poderia nos dar licença?

A garçonete trincou os dentes.

– Mas é claro – e saiu pisando duro.

Era evidente na expressão facial de Annabeth que ela estava esperando explicações, mas o jovem fingiu não perceber. O assunto era pessoal, ponto.

Annabeth suspirou derrotada e desviou seus olhos de Percy. O clima já estava pesando entre os três antes da garçonete chegar, com a chegada dela a situação apenas conseguira piorar. Não seria bom para ninguém causar ainda mais intrigas. Decidiu então, para quebrar o silêncio, pedir de volta as cartas que estavam com Thalia e terminar sua explicação.

Mas então ela notou o anel.

Na mão direita de Thalia um anel reluzia com um grande “M” no centro.

– Belo anel – murmurou, recebendo em troca um grande sorriso da morena.

– Oh, obrigada! Foi de minha mãe, Maria Grace. Ela me deu ano passado.

Annie assentiu, e logo tratou de desviar o olhar. Olhou pela janela ao seu lado e viu que o tempo fechara e tinha começado a chover. Poucas pessoas andavam na rua, todos usando sombrinhas ou enormes guarda-chuvas. Ou melhor, havia uma pessoa que não se protegia da chuva.

A loira apenas conseguiu vislumbrar o gorro roxo que se destacava na cabeça da jovem antes da mesma sair correndo pela rua.

*** Y.C.S.M ***

– Paleae! – a imponente voz de Ethan Nakamura soou pelo imenso salão ao ver o jovem na porta.

– Chamou? – o tom de voz do loiro demonstrava impaciência.

– Naturalmente.

Ethan levantou-se de sua enorme cadeira, sorrindo abertamente para o garoto parado em sua frente. Era fato que a expressão de tédio do loiro irritava-lhe bastante, mas ignorar era a melhor saída. Quanto menos intrigas melhor o trabalho seria sucedido.

– É o seguinte – Ethan contornou sua grande mesa de trabalho com passadas longas e lentas – Acho que está na hora de começarmos a pôr nosso plano em prática. Minha paciência já se esgotou, não quero mais aturar aquele papinho furado dele. Juro que quando descobrir seu paradeiro mandarei a francesa envenená-lo e...

– Ei, ei, ei – interrompeu o loiro sem medo algum – você ‘tá maluco ou o que? Cara, se liga! Não faz nem uma semana que a gente basicamente dopou todo mundo naquele presídio para te tirar de lá, e obviamente as autoridades estão te caçando com toda a potência possível! E nem comento a caçadora de recompensas que te pôs na prisão. Aquela garota deve estar fumegando de raiva e vai tentar te jogar na prisão de qualquer maneira. Você não pode simplesmente querer que eu e a francesa procuremos ele e seus comparsas e façamos um estrago.

Ethan mirou o loiro com raiva. Quem aquele moleque pensava que era para falar assim com ele?

– Escuta aqui Paleae – sua testa estava franzida de raiva – Não me importa o quanto seja arriscado, eu quero ele morto. E você vai matá-lo. Caso contrário você sabe bem o que acontecerá com sua garota.

O jovem ficou pálido.

– Está bem, eu farei. Só acho que deveria me escutar – suspirou, passando a mão por seus cabelos curtos – E não me chame de Paleae.

– Sábia escolha, franzino. E só para contar eu também a quero morta, sabe, a tal caçadorazinha de recompensas babaca. Seria melhor que você a trouxesse para mim viva, assim eu poderia torturá-la antes – o olho bom de Ethan parecia enxergar a alma do loiro – Agora vá. Saia daqui.

E calado, o garoto saiu do salão.

*** Y.C.S.M ***

Passos apressados soaram pelo polido piso de mármore, destacando-se perante ao silêncio. Seus cabelos pretos estavam grudados em sua testa e Nico Di Ângelo procurava desesperadamente pela mansão a pasta.

Desesperado, ele já havia arrancado metade de seus pertences do grande armário em seu quarto, porém, a pasta havia sumido.

Tinha perdido.

Estava perdido.

*

A.M – Tenha medo por eles, mas nunca deles.

Não se iluda, meu caro amigo, nunca se deixe iludir.

Notas finais
Bem, a cota de reviews para o próximo cap é 15. Eu logo criarei o grupo no face, mas o meu tá dando problema, então assim que conseguir mando pra vcs. PERGUNTA DO CAP - Quem vocês descartam na opção de ser A.M. Justificativa.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.