You Cant Put Your Arms Around A Memory
13 Heroina
-Deixa eu ver se entendi... Você está apaixonada pelo Duff e quer parar de se oferecer a qualquer um pra garantir ele... È isso?
Perguntou Jully quando já estávamos na Rainbow tomando cerveja sentadas na mesa.
-Isso mesmo!
-Duvido que você consiga!
-Por quê?
-Você é mó vagabunda! Te garanto que se aquele cara lá do fundo com o cabelo de C.C Deville que não para de te olhar pedisse pra te comer, eu DUVIDO se você dissesse não!
-Eu diria não! Eu sei me controlar.
-O Problema é... A Bebida e a droga... Não toma e não usa nada se você quiser causar impressão de difícil pro Duff.
Disse Jully me tirando cerveja na mão. Fiquei irritada.
-POR QUE ESTÀ FALANDO ASSIM?!
-Lizza, pensa que eu não te conheço? Você se torna realmente uma groupie quando usa essas tranqueiras! Eu sei que eu não tenho moral pra te impedir de beber e usar drogas, mas eu pelo menos não quero seduzir ninguém!
-Ta, está bem Jully! Eu não vou beber e usar nada perto do Duff...
-Certo! Hoje ele com certeza vai vim pra cá, e você está proibida de terminar essa cerveja.
-Que seja!
Disse eu revirando os olhos. Jully começou a tirar a heroína de sua bolsa. Franzi minha testa olhando para ela.
-Você é louca Jully?
-Por que louca?
-Quer que eu não use nada, e fica me mostrando a droga!
-Tem que ter força de vontade!
-Eu não vou conseguir ter força de vontade, afinal... ME DA UM POUCO!
Disse eu erguendo minha mão pro pacote de pó. Jully desviou.
-Não! Eu vou preparar essa merda e eu mesma vou usar.
-DÀ AI JULLY!
Disse eu subindo na mesa que nem louca pra tentar pegar a droga como se fosse um cachorro faminto tentando pegar uma carne saborosa. Jully pegou as drogas e tentava desviar mais ainda.
-PARA LIZZA!
-DÀ A MALDITA HEROINA SUA PUTA!
Disse eu puxando seus cabelos enquanto a Rainbow toda olhava para a nossa cara. Eu e a Jully não estávamos brigando, pois era sempre assim na hora de dividir as drogas, ou quando a Jully usava tudo e não deixava nada para mim, mas infelizmente, o pessoal interpretava como uma séria discussão. Eu tentava tomar a seringa da mão de Jully e ela não deixava.
-JÀ FALEI QUE NÃO LIZZA!
Disse ela ainda resistindo, até que subi em cima da mesa. A falta da porra da droga me consumia o corpo, chegando ao ponto de eu chutar o copo em sua cara. A sorte de Jully é que o copo apenas caiu em seu colo.
Desci da mesa e Jully estava quase sem reação. Ela não contava que eu fosse de repente tratá-la com mais violência. Peguei minhas coisas e virei às costas, até que resolvi voltar pra me esconder.
-JULLY, SOCORRO! – Disse eu desesperada
-VÀ SE FUDER!
Jully se virou nervosa. Sai correndo apavorada e peguei em seu braço.
-MEU IRMÃO JULLY! ELE ESTÁ AQUI!
-SÈRIO?!
Perguntou ela. Jully deu uma espiada na entrada da Rainbow e se espantou.
-Saia pelas portas dos fundos! Eu combinarei com os meninos de te encontrar na pracinha ao lado enquanto levarei seu irmão pra me comer!
-Mas... Só vai estar eu de mulher, Jully! Não vai dar certo...
-Lizza... Homem pra você não deve ser mais novidade!
-Eu disse que não ia dar pra ninguém!
-PARA DE RESMUNGAR! OU È ISSO OU VOCÊ ESTARÀ FUDIDA DE UMA OUTRA MANEIRA... VAI!
Obedeci. Sai de fininho para a porta dos fundos, e fui parar em um corredor deserto e escuro, onde dava saída para a rua. Sai correndo quase o bairro todo, até que achei a maldita pracinha. Meu coração estava cansado de tanto correr, a puta da Jully devia ter indicado um lugar mais perto! Ai, Ai... Que raiva daquela vaca de cabelos castanhos...
Fiquei mais ou menos uns 20 minutos esperando aqueles idiotas chegarem. Eu estava quase desistindo, quando ouvi barulho de buzina.
-HEY GATINHA!
Olhei imediatamente para o carro. Apenas Steven estava no carro. Aposto que a vadia da Jully pediu só pro Steven vim pra cá... PUTA DE MERDA! Ela me paga!
Me aproximei do carro e Steven abriu a porta. Entrei imediatamente e fechei. Steven começou a dirigir.
-E ai gatinha? Tudo bem?
-Cadê o resto?
-Foram pra sua casa com seu irmão pra fazer a festa.
-Inclusive Duff?
-Não. O Duff nem veio, está de ressaca!
-Ahhh sim... – Disse eu com meu braço apoiado na janela. Steven sorriu.
-Então... Ontem eu acordei, fiquei sabendo que você tinha transado com o Slash naquele dia.
-EU?! – Me espantei.
-È... Eu acho que você estava sub o efeito da heroína...
-Você tem heroína ai? –Disse eu cortando Steven.
-Heroína? Sim, claro! Abre a portinha ai da frente que você acha!
Desesperadamente eu abri a porta e peguei a maldita droga. Steven estacionou o carro e tirou o cinto de segurança. Eu estava concentrada preparando tudo.
-Não se esqueça de dividir um pouco comigo!
-Você tem HIV?
-Não.
-Então suave! Eu também não tenho, pode ficar tranqüilo!
Disse eu enquanto eu amarrava meu braço com um pano. Steven pegou meu braço e esticou ainda sorrindo para mim.
-Permita-me aplicar a droga pra você?
-Sim, por favor! — Steven pegou a seringa e aplicou em mim. Senti um alivio naquele momento. Apoiei minhas costas no banco e relaxei – Obrigada.
Disse eu com a cabeça virada pra parede. Era uma sensação de paz muito boa, e acabei apagando.
Acordei em um quarto bonito em cima de uma cama de casal. Eu estava vestida como ontem e estava sozinha. Minha cabeça explodia e não me lembrei de mais nada... A onde estou e por que eu vim parar aqui?
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