You Belong With Me
1 Capítulo Único - You Belong With Me
Notas iniciais
Lovino Vargas estava sentado na cama, os livros preenchendo todo o espaço livre ao seu redor. Era uma típica noite de terça-feira, onde o italiano estudava pras provas do dia seguinte. Com os fones de ouvido tocando uma música que, provavelmente, ninguém além dele gostava, Lovino tentava se concentrar, ignorando o cheiro tentador da pasta que seu irmão, Feliciano, preparava lá na cozinha. Quando olhou pela janela do quarto, viu as luzes do quarto da casa ao lado ligadas. Ele havia chegado em casa.
Lovino conteu um sorriso ao ver Antônio Fernández Carriedo se jogar na cama, visivelmente exausto. Antônio era seu melhor amigo desde a infância, e Lovino nutria uma paixão secreta por ele já fazia muito tempo. Não que ele fosse admitir o fato, é claro. Mas ele nem precisava, afinal, quem olhasse bem perceberia na hora que Lovino nutria por ele um afeto que mais ninguém era capaz de conquistar. Ali, naquela cidade onde aquele tipo de relação era tão comum, não havia problema um garoto gostar de um garoto. Só era preciso rezar pra que nenhum par de seios atraísse o cara antes do garoto fazê-lo se interessar por algo a mais.
Lovino, um jovem muito sortudo, já estava muito bem neste quesito. Antônio não namorava, mas quase sempre tinha encontros com garotas indicadas por seus amigos Francis e Gilbert. O italiano agradecia toda noite quando via o espanhol com a mesma expressão solitária de sempre, que ele próprio trataria de tirar dali. Mas mesmo que Lovino fizesse de tudo por ele, Antônio nunca o vira como um interesse amoroso.
Quando Antônio se levantou da cama, bagunçando os cabelos, ele avistou Lovino na casa ao lado, estudando. O italiano fez seu maior esforço pra não corar quando Antônio abriu o maior sorriso do mundo e acenou pra ele com uma alegria questionável. Lovino pegou o celular e mandou uma mensagem pra ele por internet, como sempre faziam. Logo o espanhol tirava o celular do bolso da calça pra ler a mensagem do vizinho.
"Como foi o encontro dessa vez?" Antônio olhou pra ele pela janela e deu de ombros, logo respondendo a mensagem com um simples:
"Foi um tédio. Ela não era a garota certa pra mim."
"Que pena." respondeu Lovino, com a maior falsidade do mundo. Por dentro, ele quase pulava de alegria por não ter dado certo outra vez.
"Estou começando a achar que vou ficar sozinho pra sempre." Lovino sentiu uma vontade louca de responder "Não, você não vai. Você tem a mim". Mas não era como se ele pudesse realmente dizer isso pra ele.
"Pare de fazer drama, bastardo. Você só não achou a pessoa certa ainda." ele respondeu. Antônio olhou pra ele pela janela e sorriu, digitando logo em seguida:
"Você sempre me anima depois dessas furadas. O que eu faria sem você, Lovino?" parecia que o maldito fazia de propósito. Lovino sentia vontade de bater nele e de beijá-lo quando ele dizia aquele tipo de coisa. Antônio tinha a péssima mania de fazer Lovino ter esperanças de que o espanhol gostasse dele de volta. E logo depois pisava nas esperanças dele agindo como se Lovino fosse um irmão mais novo ou saindo com uma garota qualquer por aí.
"Você pediria conselhos pro idiota do Francis. E se tornaria um pervertido que nem ele, imagino." respondeu Lovino. Ele viu Antônio rir pro celular na casa ao lado e controlou-se pra não sorrir. Uma coisa que ele adorava era sua habilidade de fazer Antônio sorrir. O espanhol tinha o sorriso mais lindo do mundo, que podia iluminar o mundo todo, sem dúvida, mas somente alguns raros casos podiam fazê-lo sorrir quando estava triste ou desanimado. Se você desse sorte, o faria sorrir. Mas com Lovino, não havia uma ocasião em que Antônio não sorrisse quando estava com ele. O humor anterior dele não importava. Lovino conseguia fazê-lo sorrir em qualquer ocasião, sem excessões.
"Você é mesmo adorável, Lovi." respondeu Antônio. Lovino olhou pra ele pela janela e lhe mostrou o dedo do meio, fazendo-o rir. "Eu tenho umas coisas pra fazer. Falo com você depois." e Antônio fechou as cortinas.
Lovino suspirou, deitando-se na cama. Quando aquele bastardo iria perceber o que Lovino sentia por ele? Quando aquele bastardo iria deixar de perder tempo com todas aquelas garotas e perceber que o único que podia entendê-lo de verdade era ele? Quando aquele bastardo iria perceber que o que ele estava procurando estava bem ali, na casa ao lado, esperando ansiosamente por uma chance? Nunca, dizia uma vozinha na cabeça do italiano.
O jovem foi retirado de seus pensamentos quando ouviu a voz doce de Feliciano chamá-lo pra ir jantar. Ficar se deprimindo não iria mudar nada mesmo. De nada adiantava. Mas não era como se de repente Lovino fosse tomar uma atitude sobre sua atual situação amorosa. Ele nem iria falar nada pra Feliciano, apesar de suspeitar que o idiota já soubesse de sua vida amorosa num estado desastroso.
Após um jantar onde Feliciano falou o tempo todo, parando só pra botar mais comida na boca, Lovino voltou pro quarto, trancando a porta. Ele colocou uma música qualquer no celular e, com os fones de ouvido retirando-o da realidade, Lovino começou a fazer os típicos movimentos de dança que ele e Feliciano aprenderam na infância, mas que, por sorte, Lovino era mil vezes melhor que o irmão. Lovino se movia com o ritmo da música, paralelo a tudo ao seu redor, tendo seus poucos minutos diários de distração, nem imaginando que estava sendo assistido por olhos da janela ao lado.
*
-Sério. Esse seu amigo é uma gracinha. — comentava Francis, observando o italiano dançar na casa ao lado, admirado. Francis e Gilbert estavam na casa de Antônio pra dormir lá. Apareceram de surpresa, mas não é como se os pais de Antônio não adorassem a presença dos dois jovens carismáticos lá.
-Quem? Lovi? — perguntou Antônio. Gilbert e Francis estavam na janela, só uma parte da cortina aberta. Só o suficiente pra ver o habilidoso italiano dançar.
-Ele é irmão daquele amigo do West, não é? — perguntou Gilbert.
-É. Não bastava ter só um italiano fofinho, tinham que ser gêmeos. — disse Francis, sonhador. — Toni, você não se importaria se eu me divertisse um pouco com seu amiguinho, se importaria?
-Pare de falar besteiras, Francis. O Lovi não é fácil assim. E você já tem o Arthur! Não precisa cobiçar o vizinho dos outros. — responeu Antônio, tirando a camisa pra colocar o pijama.
-Ah. Então você se importa. — disse Francis, num tom sugestivo, com um sorriso malicioso, virando-se pra encarar o amigo. — Você devia tentar sair com essa gracinha aqui ao lado um dia desses.
-Eu? E o Lovino? Ah, eu não sei. Somos melhores amigos há tanto tempo. Eu acho que ele nunca seria capaz de me ver desse jeito. — respondeu Antônio.
-A questão é: Você vê ele desse jeito? — perguntou Francis. Ambos, ele e Gilbert, olharam pra ele com olharem curiosos e um tanto esperançosos. A maior surpresa deles foi quando Antônio começou a corar. Francis e Gilbert começaram a rir loucamente quando surgiu aquele rubor nas bochechas do espanhol, que riu junto deles pra fugir da pergunta estranha. Os dois se afastaram da janela, rindo e fazendo piadas, enquanto Antônio ía fechar as cortinas outra vez. Mas o espanhol não resistiu ao ímpeto de parar ali pra observá-lo por alguns minutos. "Tão fofo..." pensava Antônio, enquanto observava a dança delicada do italiano, sorrindo. Ele balançou a cabeça e fechou as cortinas, mas sem conter o sorriso que se formara com a imagem dos movimentos de Lovino na janela ao lado.
*
Na volta da escola no dia seguinte, Lovino caminhava ao lado de Antônio. O natal estava próximo, então logo as aulas parariam pras férias de fim de ano. Lovino olhava distraidamente pra neve ao seu redor enquanto Antônio falava de algum assunto aleatório da escola que, muito provavelmente, Lovino não estava incluído. Mas fazer o que? Feliciano que era bom em socializar.
Lovino tremeu de frio quando uma rajada de vento atingiu os dois. Antônio parou de falar quando percebeu que o menor tremia de frio. Pelo jeito o casaco não estava sendo suficiente. Sem hesitar, Antônio tirou a jaqueta que usava por cima do casaco e entregou-o a Lovino, dizendo:
-Pegue. — Lovino olhou pra ele surpreso e corou, dizendo:
-N-Não precisa, Antônio. Eu não estou com tanto frio assim.
-Pega logo. — insistiu Antônio.
-Não, você vai ficar com frio e...
-Lovino. Pega. — disse Antônio, decidido. Lovino corou um pouco mais e pegou a jaqueta, colocando-a. A jaqueta tinha o cheiro de Antônio.
-Obrigado... — agradeceu o italiano, envergonhado. Antônio sorriu e bagunçou o cabelo dele, rindo. Quando Lovino terminou de arrumar o cabelo, Antônio passou o braço pelos ombros dele, aproximando mais os seus corpos.
-Ei, Lovi. Alfred vai dar uma festa na véspera de Natal. Você vai?
-Eu acho que não. Geralmente não me convidam pra essas coisas. — respondeu Lovino. Antônio fez uma expressão desapontada e disse:
-Mas o Alfred disse que todo mundo podia ir. Ou seja, todo mundo está convidado. Inclusive você.
-Eu não sei... Não gosto de festas. — respondeu Lovino. Antônio bufou e disse:
-Tudo bem então. Mas se mudar de ideia me avise. — o italiano assentiu, sentindo uma dor leve no peito quando viu que eles chegavam perto de suas casas, ou seja, logo teriam que se separar. Pra Antônio seria algo normal, mas pra Lovino seria algo decepcionante. Por mais que não admitisse, ele sempre desejava que os toques de Antônio durassem mais. Mas não era como se ele fosse dizer alguma coisa. Quando chegaram á frente de suas casas, Antônio desfez o abraço, para tristeza de Lovino, e parou na frente dele, sorrindo. — Até mais, Lovi. — deu um beijo na testa do menor e com um aceno, foi pra sua própria casa. Lovino ficou ali parado por alguns segundos, corado, antes de piscar algumas vezes e ir pra dentro de casa.
Quando chegou ao seu quarto foi quando percebeu que ainda estava com a jaqueta de Antônio. Ah, depois ele devolveria. Lovino afundou o rosto no tecido da jaqueta, inspirando o cheiro do espanhol que estava impregnado na jaqueta. Ele apertou-a com força, sentindo as lágrimas surgirem. Ele sabia, no fundo sabia, que não tinha chance alguma com Antônio. No fim ele arrumaria uma garota bonita, simpática, quase perfeita que Lovino jamais conseguiria se comparar. E eles permaneceriam daquele jeito pra sempre. Só amigos. Vizinhos de infância. Como se os sentimentos de Lovino nunca tivesse existido.
Lovino deitou na cama, sentindo as lágrimas caírem no travesseiro. Logo, o italiano havia pegado no sono, inspirando o perfume de Antônio tendo a doce ilusão de que talvez, o espanhol pudesse amá-lo, mesmo que o italiano soubesse que ele não podia.
*
Antônio estava deitado na cama, olhando pro teto, pensativo. Desde que Francis havia dito aquilo pra ele, Antônio não tirava aquela frase da cabeça. "Você vê ele desse jeito?". Então vinha o rosto de Lovino em sua mente. O rosto pálido pelo frio, com as bochechas rosadas e aquele fiozinho pro lado, um charme completamente adorável pelos olhos do espanhol.
Já haviam se passado alguns dias desde áquela sugestão de Francis e Antônio ainda não parava de pensar naquilo. O espanhol balançou a cabeça, levantando-se. Estava saindo pra ir á festa de Alfred. Ele direcionou um olhar á janela de Lovino, encontrando-o lendo. Ele sorriu, como sempre fazia ao ver o pequeno italiano. Pegou o celular e digitou:
"Lovi? Tem certeza que não vai á festa?"
"Tenho. Não estou a fim." respondeu ele, sem olhar pela janela. Ele parecia... Desanimado. Mais do que o normal.
"Ok então. Talvez dessa vez eu encontre a garota certa." desta vez, Lovino leu a mensagem e nem se dignou a responder. "Volto mais tarde, Lovi." e o espanhol saiu.
Antônio caminhava pela rua, indo pra casa de Alfred. Ele tentava pensar em qualquer coisa, mas sempre acabava voltando pro semblante triste de Lovino. O que ele tinha? Antônio tinha feito algo? Ou havia acontecido alguma coisa com Lovino? Por mais que tentasse se convencer que estava tudo bem, Antônio simplesmente não o tirava da cabeça. Ele suspirou, preocupado. Simplesmente não sabia o que fazer.
-Toni? — disse uma voz conhecida do outro lado da rua. O espanhol virou-se em direção a voz, deparando-se com um Francis sorridente.
-Franny! — exclamou Antônio, numa em parte falsa animação.
-Está indo pra festa do Alfred? — perguntou o francês.
-Sim. E você?
-Também.
-Estranho. Achei que iria ficar em casa com Arthur.
-Na verdade Arthur e Alfred são bons amigos, então nós vamos nos encontrar lá na casa dele. — respondeu Francis. Ele olhou atentamente pro amigo espanhol, percebendo sua visível preocupação, e perguntou:
-Toni? O que aconteceu?
-Hã? Ah, nada. — mentiu o espanhol. Francis fez uma careta e disse:
-Eu sei que aconteceu alguma coisa, fala logo. — Antônio fez uma pausa, um tanto hesitante, então suspirou e disse:
-É o Lovino. Ele parecia meio estranho quando eu saí e... Faz dias que eu não consigo tirar o que você disse da cabeça. É muito confuso. Eu não tenho certeza do que sinto por ele. — confessou Antônio.
-Sabia que esse momento ía chegar... — murmurou o francês, baixinho. — Já faz tempo que eu presto atenção na amizade de vocês dois, Antônio. E eu tenho que dizer que sempre me pareceu ter sentimentos a mais no meio daquilo tudo. O jeito que você o trata... Você o trata melhor do que já tratou muitas garotas! — dizia Francis, enquanto Antônio ouvia tudo atentamente. Nada do que ele dizia não era verdade, ele tinha que admitir. — Toni, você vive dizendo que está em busca de uma pessoa que te entenda. Eu sou seu melhor amigo, Gilbert também é, mas nós três sabemos que quem te entende de verdade é o Lovino. Quem é que sabe exatamente como te fazer sorrir a qualquer momento, independente da situação? Quem é que sempre esteve do seu lado nas horas difíceis? Quem é que sempre esteve ali, o tempo todo, na casa ao lado, esperando por você? Você e eu sabemos que ele sempre esteve lá.
-Mas... E se ele não me ver desse jeito? — perguntou Antônio, hesitante.
-Antônio, você já viu o jeito que ele te olha? Ele te adora. Ele é tão dedicado a você que me dá até um pouco de inveja por ter uma gracinha dessas tão devoto a você! Toni, só não vê quem não quer. Tá na cara faz muito tempo que aquele garoto está caidinho por você. — dizia Francis.
-Lovi... — sussurrou Antônio, sorrindo.
-Vai. Essa festa não tem importância pra você agora. Vá buscar o seu italiano. — disse Francis. Antônio sorriu e o abraçou, dizendo:
-Obrigado, Franny. Por tudo.
-Eu sei que você me ama, mas agora eu e você precisamos ir. Nos vemos depois, Toni. — despediu-se Francis. Antônio sorriu e acenou, se afastando. Em algum ponto do caminho ele começou a correr, incapaz de conter a sua animação. Seu coração batia acelerado, não só pela corrida, mas pelo que ele iria fazer. Suas bochechas estavam quentes e seu estômago com uma sensação estranha. Quando finalmente chegou na casa dos italianos, Antônio respirou fundo e bateu na porta, nervoso. Feliciano abriu a porta pouco depois, vestido pra sair.
-Ah! Irmãozão Toni! — disse ele, surpreso, sorrindo. — O que houve?
-Eu... Vim ver o Lovino. — respondeu Antônio. Só de olhar pra ele, o italiano já sabia o motivo da visita. Ele sorriu, visivelmente feliz em vê-lo ali e disse:
-Eu vou sair agora e o vovô está de viagem. Negócios, você já está familiarizado com isso. Vou demorar algumas horas, então faça compania pra ele, tá? — Antônio sorriu e assentiu, enquanto entrava na casa ao mesmo tempo que Feliciano saía. O espanhol respirou fundo e caminhou pela casa devagar, com calma, sem pressa. Subiu as escadas e parou na porta do quarto de Lovino. Respirou fundo, tomando coragem pra bater. Chegara a hora.
*
Lovino estava lendo deitado na cama. Ele tentava prestar atenção ao livro, mas tudo que lhe vinha a mente era Antônio na festa de Alfred beijando uma menina qualquer. Ele fez uma careta, batendo o travesseiro contra o rosto. Ele só podia culpar a si mesmo por nunca ter se declarado pro idiota. Então ele foi repentinamente retirado de seus pensamentos quando ouviu batidas na porta. Seria Feliciano?
O jovem fechou o livro e deixou-o no criado-mudo, levantando-se, indo até a porta. Quando a abriu, a grande surpresa veio. Antônio estava ali, na porta do quarto dele, querendo falar com ele quando devia estar na estúpia festa de Alfred F. Jones.
-Antônio? O que faz aqui? Você não ía pra festa do Alfred ou algo assim? — perguntou Lovino, abrindo passagem pra ele entrar no quarto.
-É, eu ía. Mas... Eu percebi uma coisa. Eu percebi que precisava falar com você. Agora. — respondeu Antônio.
-Pode falar. — disse Lovino, cruzando os braços. Antônio aproximou-se dele, ficando a frente dele, olhando profundamente em seus olhos.
-Lovi... Me perdoe.
-Mas o que...? Do que está falando? — perguntou Lovino, confuso.
-Eu... Sempre falei com você sobre garotas, sobre as minhas namoradas e sobre meus interesses amorosos sem nunca perceber o que você sentia por mim. Peço perdão por isso. — Lovino corou com a fala do espanhol, descruzando os braços em surpresa.
-D-D-Do que você está falando?
-Do que você sente por mim. — disse Antônio, insistente, se aproximando um pouco mais. Ele pôs a mão no rosto de Lovino, acariciando-o. — Lovi. Seja sincero. O que você sente por mim?
-E-Eu... — dizia o italiano, super vermelho, envergonhado. — Eu acho que... — ele se enrolava, sentindo a mão do espanhol soltar seu rosto pra envolver a sua cintura com os dois braços, prensando seu corpo contra o dele, forçando Lovino a buscar apoio em seu peito. — Eu acho que te amo... — ele disse finalmente, desviando o olhar pro chão. Lovino ousou levantar o olhar pra Antônio, só pra encontrar um enorme sorriso no rosto dele.
-Awn, Lovi! Você é tão fofo! — disse Antônio, abraçando-o. — Desculpe ter demorado tanto, mi cariño. Eu também te amo. — e Antônio o beijou. Lovino não hesitou em corresponder, é claro, afinal, havia esperado quanto tempo por aquele momento? Antônio não demorou a aprofundar o beijo, tomado por uma sensação estranha. Beijar Lovino era completamente de qualquer outra pessoa que ele já havia beijado. Antônio nem ousava comparar. O que sentia por Lovino realmente estava acima do que havia sentido por qualquer outra pessoa antes. O beijo era mais intenso, era melhor, era mais apaixonado do que qualquer outro. Por algum tempo eles ficaram ali, simplesmente se beijando, parando pra tomar fôlego ás vezes e pra sorrirem um pro outro. Em algum momento, Antônio deitou Lovino na cama do italiano e continuou o que fazia com ainda mais empenho. Nenhum dos dois prestava atenção em algo que não fosse aquilo, porque afinal, não importava. Feliciano ficaria longe por mais um bom tempo, para a alegria de ambos, e Antônio não tinha mais que se preocupar com o tempo, afinal, sua busca já havia definitivamente terminado.
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