You Belong With Me
42 Capítulo 42
Notas iniciais
— Sakura. Eu terei que te matar.
Te matar te matar te matar te matar te matar suas palavras ecoaram em minha mente me deixando paralisada.
— Como assim me matar?
— Seu corpo terá que morrer. Beberei seu sangue até quase mata-la. Depois te darei meu sangue e matarei seu corpo.
— Isso irá doer?
— Sim.
— E o que acontecerá comigo?
— Seu corpo precisa morrer para que se transforme em vampira. A transformação demora um dia. Como seu criador serei seu dono e terá que me obedecer até que eu decida liberta-la. São as regras do mundo vampiro.
— Pensei que já fosse sua. – ele sorriu.
— Você é. E agora será por toda eternidade. – antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa Sasuke me mordeu.
Sugou meu sangue por vários minutos. Fiquei tonta e comecei a me debater mas ele apenas segurou meus pulsos e continuou. Meu corpo ficou mole, eu estava muito tonta.
— Sasuke pare. – era a voz de Itachi.
Senti que Sasuke me pegava no colo, meus olhos estavam semicerrados. Ele me carregou pela noite, senti que ele estava subindo em algo mas meus olhos estavam fechados e eu só os abrir quando ele parou.
Olhei em volta e vi que estávamos em um dos prédios mais altos da cidade. Ele cortou seu pulso e fez com que eu bebesse uma quantidade absurda do seu sangue. Quando parei vi que ele estava ofegante.
Então sem hesitar Sasuke me ergueu nos braços como se eu fosse uma boneca de trapos e antes que eu pudesse ter medo ou dizer algo ele me atirou do prédio.
Senti uma dor insuportável quando meu corpo atingiu o chão. Senti que todos os meus ossos estava quebrados. Fiquei no chão sentindo aquela agonia por longos minutos até que sinto a mão de Sasuke tocar minha testa suja de sangue.
— Calma, já vai passar. – e nesse mesmo momento senti todo o meu corpo queimar.
A dor era insuportável, me sentia no inferno. Não conseguia pensar em mais nada só na dor que pareceu se prolongar por anos, décadas, séculos...
...
Acordei assustada na minha cama. Teria sido tudo aquilo um sonho? Minha garganta doía de uma forma que nunca senti antes. Olhei para os lados e Sasuke estava lá com uma cara de preocupado e de quem não tinha dormido.
— Eu não te disse que ela estava bem? – era a voz de Tsunade. – Mas você como sempre é um cabeça dura e não me escuta.
— Estou com sede. – eu disse. – Muita sede. Acho que vou morrer se não bebe um litro de água agora mesmo.
— Você não vai beber água Sasuka. Nunca mais. – disse Sasuke. Isso só podia dizer uma coisa. Que agora eu era uma vampira. Mas não me sentia diferente. Eu era a mesma pessoa que sempre fui.
— Vou buscar algo para que beba. – dizendo isso Tsunade saiu do quarto e voltou cinco minutos depois com um grande copo na mão. Ela entregou o copo pra mim e eu bebi sem olhar. Foi a coisa mais deliciosa que eu já bebi na vida. Eu queria mais.
— Mas. – recebi mais. Eu não queria parar de beber.
— Sakura, terá que aprender a controlar sua sede.
— Mas Sasuke, sinto que vou morrer se não beber mais.
— Multiplique essa sensação por mil e você saberá como me sinto perto de você.
— Nunca imaginei que pudesse ser tão perturbador.
— Pois é. Agora chega de sangue por hoje. Agora descanse, você acabou de nascer como vampira.
— Onde estão meus filhos?
— Eles chegaram hoje pela manhã da casa do Naruto, estão no quarto dormindo. Mais tarde poderá vê-los.
— Vai me dar ordens assim?
— Vou. – não quis contestar. Meus olhos estavam pesados e acabei dormindo de novo. Meu corpo estava cansado.
Acho que ser jogada de um prédio altíssimo acaba com qualquer um.
...
Acordei com meus filhos em minha cama, Sanno tocava meu rosto no exato momento em que abri olhos. Eu estava com muita sede.
— Mamãe finalmente você acordou. – disse kouji. – Tio Naruto falou que você ia dormir pra semple que nem a bela adormecida.
— Ela estava brincando. – eu disse. Nesse momento Sanno pulou em cima de mim e me abraçou.
Eu estava com muita sede.
Me levantei com uma velocidade sobre humana. Fui até o banheiro e tomei um banho numa rapidez que nunca achei ser possível. Peguei meus dois filhos no colo e fomos para a cozinha. Não demorou si quer dez segundos para que chegássemos. Coloquei os dois no não e eles correram para o colo de Sasuke que estava sentado a mesa lendo.
Minha garganta doía, ardia como brasa. Bebi todo o conteúdo com pressa. Sasuke percebendo meu incomodo disse:
— Terá que aprender a controlar sua sede. – e me jogou uma garrafa. – Beba! Mas tarde vou ensinar você a caçar.
— E por que não agora?
— Se prefere fritar no sol.
— Mas você anda no sol.
— Tenho setecentos anos e sou sangue puro.
— Vamos caçar humanos?
— Prefere animais?
— Sim.
— Então que seja animais. Mas o gosto não é tão bom quanto o de humanos.
— Eu também quelo caçar papai. – disse kouji.
— Da próxima vez filho, hoje só iremos eu e a mamãe. – ele fez uma carinha de emburrado linda. Meus dois filhos eram lindos. A cara do Sasuke, apenas kouji tinha puxado de mim os olhos verdes.
...
A noite saímos só Sasuke e eu.
— Tente me acompanhar. Se estiver muito rápido me diga e desaceleramos o passo.
— Acha que não te acompanho?
— Sakura, tenho mais de setecentos anos e você é uma vampira recém nascida.
— E se tivéssemos a mesma idade?
— Ainda assim. Sou um sangue puro. Eu nasci vampiro. Não fui transformado.
— Ok Sasuke, já entendi.
— Agora pare de falar besteiras e vamos. – andamos rápido até uma floresta, Sasuke não correu muito assim eu conseguiu acompanha-lo.
Corremos atrás de um servo e eu bebi todo seu sangue com vontade sujando minha boca e minhas mãos de sangue. Sasuke não tinha bebido nada.
— Não vai beber?
— Prefiro sangue humano. – isso me fez pensar. O que ele faria agora que eu não era mais humana? Iria me substituir por outra? Pensei nisso mas não falei nada. Ele me olhou e soube que eu estava preocupada com alguma coisa. – Já bebeu o bastante? – ele não esperou que eu respondesse. – Vamos! – e voltamos pra casa. Quando chegamos as crianças já estavam dormindo. E fomos direto para o quarto. Eu fui para o banheiro tomar um banho e me limpar. Ao sair Sasuke estava deitado na cama me esperando. – Terá que aprender a não se sujar tanto. – eu ainda estava com aquele pensamento na cabeça. – Diga logo o que está te incomodando.
— Não tem nada me incomodando.
— Não sou idiota, então não me trate como tal. – eu deitei na cama e fiquei de costas para ele. – Ainda estou esperando. Não me faça perder a paciência.
— Como vai ser agora que não sou mais humana?
— Eu já te disse que tudo continuará sendo como sempre foi.
— Você vai beber de quem agora que meu sangue não é mais tão atrativo? Encontrará outra garota?
— Quem te disse que não? – fiquei confusa.
— Pensei que agora que sou vampira você não beberia mais de mim.
— Vampiros transformados não bebe sangue de outros vampiros, mas os puro sangue sim. Sakura, seu cheiro ainda me deixa louco. Não tanto quanto antes mas ainda assim tão atrativo quanto. Agora posso me controlar perto de você. – e me deu um beijo na testa.
— E quanto a mim? Poderei me controlar perto de humanos?
— Sugiro que não veja muitos humanos pelo menos no primeiro ano que é onde a sede é mais forte. Agora vamos parar de falar coisas inútil porque eu quero te amar agora. E dessa vez não preciso me segurar.
— Como assim? Estava se segurando antes?
— Sim. Me segurava pois não queria te machucar. Agora não preciso mais me preocupar tanto com isso. – e me puxou para um beijo.
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