You Belong With Me
32 Capítulo 32
Notas iniciais
— Orochimaru-sama ficará feliz quando souber do estado da humana do Uchiha. – ele veio até mim novamente mas dessa vez passou a mão em minha barriga. – Vamos. – ele literalmente arrancou os portões da escola e o Sasori me levou para uma limusine que estava na porta da escola.
...
Eu estava perdida. Pensei no meu bebe que ainda nem tinha nascido e eu nem sabia se nasceria. Kabuto se aproximou de mim com uma seringa e me aplicou algo que rezei para ser apenas um sedativo.
— É uma longa viagem querida, melhor que durma assim não se cansa. — disse kabuto passando as mãos em meus cabelos, sinto nojo.
Logo meus olhos ficaram pesados e eu apaguei.
...
Acordei com dor de cabeça.
Estava em um lugar pouco iluminado e estava deitada no que me pareceu uma mesa. Por instinto coloquei a mão em minha barriga.
— Seu filho está bem. Não lhe fizemos nada. Ainda... – ele se aproximou de mim e tocou minha barriga. Tive náuseas com seu toque. – Você tem um cheiro bom. Deve ser por isso que o Sasuke gosta tanto de você. – sua mão tocou meu rosto. – As coisas não poderiam ser mais perfeitas. Agora não preciso mais do Sasuke. – ele tinha cabelos longos e pele muito branca. Parecia uma cobra peçonhenta.
— O que você quer? Por que esta fazendo isso?
— O Sasuke não te disse minha cara? Eu sou Orochimaru um demônio de alto nível e desejo possuir o poder que seu querido Sasuke tem. Mas devido as circunstancias houve uma mudança nos planos. – ele voltou a por a mão em minha barriga. Parecia sentir algo. – Essa criança será forte. Mais forte que o Sasuke. E me será muito útil. – virou-se para kabuto.
— Cuide dela. E antes que você pense besteiras não toque nela. – ele sorriu. – Pelo menos até que a criança tenha nascido. Não quero arriscar. – dizendo isso saiu do quarto me deixando sozinha com Kabuto.
— Venha, vou mostra-la seu quarto.
— Quarto?
— Sim. Ficará aqui por muito tempo senhora Uchiha e é melhor que esteja confortável, quer dizer, melhor para a criança que carrega e que é tão preciosa para o Orochimaru-sama.
— O que ele pretende fazer com meu filho.
— Não é obvil? Ele vai tomar o corpo da criança já que não conseguiu o do Sasuke. – ele se aproximou de mim tocando meu braço. – Você tem a pele macia. Aposto como o Uchiha adora toca-la. – ele se aproximou mais. – Será que ele ainda vai te querer quando souber que foi tocada por outro?
— Kabuto, Orochimaru disse para você não tocar nela. – Sasori entrou no local onde estávamos.
— Por enquanto. – ele sorriu malicioso.
— Meu trato com Orochimaru foi que se eu o ajudasse nisso a Sakura seria minha. Então não se meta.
— Não quer dividir o doce. Veremos... – eu ouvia aquilo tudo alheia a conversa. Eu estava em choque. Não conseguia me mexer, tudo que aquele Orochimaru tinha me dito ainda estava martelando em minha cabeça. Ele queria usar meu filho para conseguir seus objetivos. – Já que quer tanto assim a humana, leve-a para o quarto.
— Vamos Sakura, eu lhe mostrarei onde ficará até que tudo isso acabe. – ele pegou meu braço e eu me deixei ser guiada. Chegamos a porta de um quarto, ele abriu e entramos. – Ficará aqui. Tente se manter longe do Kabuto o máximo que puder e por favor não tente fugir ou Orochimaru pode se irritar. Ele faz coisas terríveis com aqueles que o irritam. – e se retirou.
O quarto não era grande. Tinha penas uma cama, um guarda roupa e uma penteadeira. O quarto era escuro e não tinha janelas. Eu estava trancada.
Sentei na cama e tive vontade de chorar. Mas eu não faria isso, não ia adiantar. Algum tempo depois, não sei quanto, pois ali não dava para perceber a passagem de tempo. Kabuto entra com uma bandeja nas mãos e a colocou em cima da cama.
— Coma. Precisa se alimentar para que a criança não morra. – eu olhei desconfiada. – Não tem nada na comida. – peguei o suco e bebi depois comecei a comer algumas frutas deixando o sanduíche por ultimo.
Ele se aproximou de mim e sentou-se na cama ao meu lado para logo tirar uma seringa e um vidro do bolso. Colocou o liquido na seringa e segurou forte meu braço. Tentei me soltar mas como sempre foi em vão.
— Fique quieta. – eu ainda tentei me soltar.
— Não. – ele me deu um tapa fazendo com que eu caísse deitada sobre a cama. Ele aplicou o liquido em meu braço, eu senti uma ardência mas nada além disso aconteceu. Ele sorriu e alisou meus cabelos.
— Comporte-se ou terei que puni-la. O que seria uma pena, machucar um rosto tão bonito. – passou a mão em meu rosto.
— Pensei que não iria me fazer mal por causa do bebe.
— E não vou. Mas creio que um tapa ou outro não lhe fará mal. Então é melhor que me obedeça. Pois não hesitarei e lhe castigar. Você entendeu? – eu não disse nada. – Eu perguntei se você entendeu. – ele segurou meu rosto com força.
— Sim.
— Linda. Boa menina.
— O que você fez comigo?
— Nada. Apliquei em você nada mais do que uma vitamina que fará o feto se desenvolver mais rápido. E lhe ajudará, pois você está anêmica e isso prejudica o feto. Orochimaru-sama precisa dele saudável.
— Como assim desenvolver mais rápido?
— Um feto normal está pronto para nascer em 9 meses. Com essas vitaminas que você tomará três vezes ao dia ele estará pronto daqui a um mês e meio.
— Isso pode matar meu filho.
— Não querida, isso não fará mal ao seu bebe.
— Como pode saber?
— Porque já fiz experiências antes, até chegar a perfeição. Agora durma. – e dizendo isso saiu do quarto, o que foi um alívio para mim.
Andei pelo quarto e não tinha nada que poderia me ajudar. Olhei no guarda roupa e havia alguns vestidos soltos. Eles tinham pensado em tudo e pelo jeito eu não sairia dali tão cedo.
Não queria mais acabei chorando. Muito. Não conseguir pregar o olho um minuto. Algumas horas depois, não sei quantas kabuto voltou e novamente aplicou o remédio em mim.
Não queria chorar na frente dele mas foi inevitável segurar a lagrima que caiu. Da mesma forma que entrou ele saiu. Após sua saída uma garota entrou no quarto.
— Olá. Sakura não é? – não respondi – Não precisa ter medo. Orochimaru-sama me mandou aqui para cuidar de você. – ela estava com uma bandeja nas mãos, se aproximou de mim e a depositou na cama. Pude ver as marcas em seus copos. Havia mordidas em varias partes. – Me chamo Tayuya.
— Meu nome você já sabe. – tentei ser gentil mas minha voz saiu com raiva.
— Quantos anos tem Sakura?
— Isso importa?
— Não, só queria iniciar uma conversa. Quem sabe te distrair, sei que deve esta assustada.
— Desculpe. Tenho 18 anos.
— Meu Deus uma menina.
— E você quantos anos tem?
— Tenho 25.
— Não é tão velha assim.
— Obrigada. Agora coma, lhe fará bem.
— Não há como sair daqui não é?
— Infelizmente não. Se houvesse uma forma de fugir do Orochimaru-sama eu já o teria feito. Mas ele é muito poderoso poderia me encontrar em qualquer lugar.
— Onde estamos?
— No esconderijo dele que fica no subterrâneo. – fiquei triste. – Sakura se você não irritar o Orochimaru quem sabe ele não faça nada com você.
— Não é comigo que estou preocupada.
— É com seu filho não é?
— Sim.
— Sinto muito. Seu filho deve ser especial para o Orochimaru-sama o querer. Você tem família ou Alguém? E o pai da criança?
— Sou casada.
— Ele é humano?
— Não. – ela arregalou os olhos.
— Isso quer dizer que você é casada com um puro sangue. Meus Deus! Um puro sangue se casou com uma humana.
— Isso não é comum?
— Não. Diga-me como se chama o pai do seu filho.
— Sasuke.
— O Uchiha?
— Sim.
— Agora entendo o por que do Orochimaru-sama querer esta criança. Sakura foi muito bom conhece-la mas tenho que ir. Nos veremos muitas vezes. Você pode tomar um banho e vestir um dos vestidos.
— Obrigada. – e ela saiu pela porta.
Passaram-se três dias e eu estava trancada no quarto. Recebia apenas as visitas de kabuto que vinha me dar o remédio e de Tayuya que vinha trazer minhas refeições. Minha barriga tinha crescido mais que o normal. Em dois dias eu parecia ter completado os quatro meses de gravidez.
...
Kabuto estava mais uma vez me aplicando o remédio. Quando disse:
— Hoje faz quatro dias que está aqui. E seu amado Uchiha não veio atrás de você. Isso só significa uma coisa. Ele não se importa com você nem com esta criança. Sabe Sakura, acho até que ele está aliviado. Agora que o Orochimaru-sama terá o corpo dessa criança não precisará mais do Sasuke e o deixará em paz. – eu não conseguia dizer nada. – Acho até que ele planejou isso tudo. Assim se livra do Orochumaru. Provavelmente ele nem lembra mais de você e já tem até outra humana. – uma lágrima desceu pelo meu rosto. Eu não ia acreditar nele. Não deixaria que ele fizesse isso comigo.
— Está mentindo. – fui tudo que eu disse.
— Pobre criança. Acha mesmo que pode confiar em um vampiro. Vampiros são traiçoeiros. – ele limpou a lagrima do meu rosto. – Não chore. Para você ver o quanto gostei de ti vou deixar que saia um pouco e tome sol. Você está muito branca. – e levantou-se. – Agora vamos. Quero te examinar para ver como anda o desenvolvimento do feto. — eu não me mexi. – Seja boazinha ou irei castiga-la. – em um segundo ele estava do meu lado. Segurou meu braço e me guiou até a mesma sala em que acordei quando cheguei aqui.
— Sasuke cadê você? – era tudo que pensava.
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