You Belong With Me
28 Capítulo 28
Chegamos em casa ainda em silencio. Passamos direto por Itachi que estava na sala vendo tv.
Sentei no sofá junto com Itachi e Sasuke seguiu direto e foi direto para o quarto. Ao pé da escada virou-se para mim e disse:
— Suba! – pensei em reclamar – Agora!
— Vai a merda.
— O que houve? – Itachi me perguntou. Respondi. Ficou jogando conversa fora por um tempão.
Demorei o máximo de tempo. Não queria encarar meu esposo... Mas quando já estava tarde Itachi se levantou dizendo que tinha coisas a fazer. Me dei por vencida, me levantei e fui para o quarto.
No quarto ele não disse nada, apenas me jogou em cima da cama ficando em cima de mim.
— Você sempre me desobedecendo. — Tirou todo o meu cabelo que estava cobrindo o pescoço e sem demoras me mordeu com força. Senti o sangue escorrer pelo meu ombro e cada vez mais ele apertando suas presas em mim.
O empurrei mais ele não saia de cima.
— Sasuke. – ele não me escutava e continuou me sugando. – SASUKE PARE! – gritei e ele pareceu acordar e finalmente me largou.
Me levantei e sai de perto dele. Segurei meu pescoço que escorria sangue e encostei-me na parede. Minhas pernas estavam bambas e acabei sentando no chão com as costas encostadas na parede.
— Sakura eu ...
— NÃO SE APROXIME!
— Me des...
— SAIA DE PERTO DE MIM! – mesmo assim ele se aproximou. – NÃO ME TOQUE.
Nesse momento Itachi entra pela porta.
— Ouvi gritos. Sasuke o que você... – a frase morreu. – Sasuke, você vai mata-la.
— Eu me descontrolei. – ele parecia atormentado. Me levantei e fui até o banheiro me limpar, ele veio atrás de mim.
— NÃO! – Eu estava com raiva. Ele travou. Não se mexia. Itachi chegou perto se abaixou tirou minha mão do meu pescoço o tocando.
— Rompeu a artéria principal. – ele apertou os dedos em meu pescoço numa tentativa de fazer o sangramento parar. O sangue escorreu por seu braço sujando-o até o cotovelo. – Sasuke, faça alguma coisa. Cure-a. – Sasuke se aproximou de mim, fez um corte em seu braço e passou o sangue em meu pescoço que na mesma hora começou a se curar. Ele me pegou no colo, me colocou na cama e ficou segurando minha mão por todo o tempo que o ferida demorou para se curar. Tentei protestar mas não tinha forças. Havia perdido muito sangue. Em menos de cinco minutos a ferida estava fechada, não havia marca alguma de que um dia esteve lá. – Sinto muito, esse cheiro é perturbador. – Itachi disse e saiu para fora do quarto me deixando sozinha com Sasuke.
— Você esta bem? – eu não respondi. – Droga Sakura. Me desculpe.
— Sasuke Uchiha pedindo desculpa para uma humana.
— Eu perdi a cabeça e quando senti seu gosto não me controlei. Não queria te machucar.
— Por favor me deixe sozinha. – ele me olhou, parecia esta sofrendo. Depois de um tempo em silencio ele saiu do quarto. Ainda continuei deitada por uns 30 minutos depois me levantei e fui ao banheiro me limpar.
Olhei-me no espelho e me assustei, minha roupa estava vermelha por causa do sangue. Tirei a roupa e tomei um banho para limpar-me de tudo.
Não queria pensar no que tinha acabado de acontecer.
Sasuke tinha perdido o controle e quase me matado. Vesti uma roupa leve e troquei os lençóis da cama. Para me deitar e logo cair em um sono profundo.
Levantei com uma enorme dor de cabeça. Pensei em tudo que tinha acontecido. Precisava conversar com o Sasuke, ele provavelmente estava se sentindo culpado.
Fiz minha higiene e sai do quarto a procura dele. Olhei na sala e ele não estava, perguntei aos empregados e disseram que não o tinham visto então quando entrei na cozinha encontrei Itachi, ele estava de saída.
— Bom dia Niisan. Cadê o Sasuke?
— Não sei Sakura. Ele saiu desde ontem e não voltou até agora. Sei que não devo me meter mas te conheço ha muito tempo e me preocupo com você. Então me diga: o que aconteceu ontem para o Sasuke ter perdido a cabeça?
— Não sei. Fomos a casa do tio de vocês Madara. Depois ele entrou numa sala e eu fiquei com Hinata e Tenten. Fomos para o jardim e depois de um tempo o Sasuke apareceu e disse que iriamos para casa e quando eu perguntei se não íamos nos despedir do tio dele, ele ficou emburrado.
— Meu Irmãozinho com ciúmes?... – ele disse baixo, mas eu pude ouvir. – Sakura não fique com raiva dele, ele não tinha intenção de machuca-la. Você sabe o efeito que seu sangue causa nele. Não só nele...
— Como assim?
— seu sangue tem um cheiro muito bom. Por isso que sai do quarto ontem. Você atiçou minha sede. – eu olhei assustada. – Não se preocupe, eu não tenho vontade de ter morder, mas nenhum vampiro resiste quando se tem sangue jorrando e sujando seu braço.
— Me desculpe.
— Que isso. Você não tem culpa de nada, eu que deveria me controlar mais. – dizendo isso pegou uns papéis que estava em cima da mesa.
— Aonde vai?
— Resolver umas coisas na empresa.
— Por isso com você? Não quero ficar aqui sozinha.
— Sinto muito Sakura. Mas o Sasuke pode não gostar que eu saia com a esposa dele.
— Niisan. O Sasuke já teve outras esposas?
— De onde tirou isso? – eu fiquei muda, não queria causar problemas e nem desavenças entre família. – Vamos diga. Não confia em mim?
— Não é isso.
— É o que então?
— Ta bom. Foi que o Madara deu a entender que o Sasuke já teve outras humanas.
— Sakura, não deve acreditar em tudo que ouve. O Sasuke já ficou com outras mulheres sim. Mas foram apenas por uma noite. Ele nunca gostou de ninguém, isso até me preocupava. Até que você apareceu. O Madara provavelmente só queria te confundir.
— E porque ele faria isso?
— Não sei. Muitos vampiros gostam de brincar com os sentimentos dos humanos. Bem, agora tenho que ir. Comporte-se.
— Eu sempre me comporto. – ele sorriu e me deu um beijo na bochecha e saiu.
Estava tomando café quando o telefone toca.
— Alô.
— Bom dia Sah.
— Oi Hina.
— Sah, vamos comigo no shopping? Quero comprar um vestido para um jantar que terei com o Naruto.
— Hummmmm. As coisas estão serias entre vocês hein. – sorri.
— Sim. – podia jurar que ela estava vermelha – E ai? Você vai?
— Claro. Passa aqui pra me pegar.
— Ok... – ela pareceu meio sem jeito. – Na verdade eu já estou na porta da sua casa. – eu sorri.
— Então entre oras.
Ela entrou, esperou que eu me arrumasse e saímos. Ficamos algumas horas entrando e saindo de lojas. Até que ela achou um vestido que segundo ela era perfeito. Tudo comprado, então fomos lanchar. Compramos algo para comer e eu contei a ela tudo que aconteceu depois que saímos de casa do Madara.
— Meu Deus Sah! você está bem né? Se eu soubesse não teria te chamado. Você precisa descansar.
— Não é pra tanto Hina. Eu já estou bem. Ele me curou.
— Menos mal. Sakura as vezes o Sasuke me dá medo. Ele parece tão frio.
— Não Hina, ele não é assim. Só com as outras pessoas. – ela sorriu para mim. – Hina, o que você pensa em fazer?
— Como assim?
— Você quer viver assim pra sempre?
— Assim como?
— Digo, só com o Naruto. Sem fazer nada só sendo dele. Penso nisso todos os dias, queria trabalhar fazer algo.
— Eu também já pensei nisso. O Naruto me disse que não é contra...
Conversamos mais e depois decidimos ir embora. Entramos no carro e no meio do caminho o pneu acabou furando. O motorista dela teve que parar para troca-lo, o que ia demorar alguns minutos. Saímos do carro e ficamos na calçada até que uma criança chorando veio até nós.
— Calma, nos conte o que aconteceu.
— Eu estava indo pla escola no ônibus escolar, o ônibus palou e eu desci. Mais ai o ônibus foi embola e eu não sei como chegar na escola sozinha. – ela estava nervosa.
— Quantos anos tem?
— Cinco. – ela mostrou a mãozinha.
— Onde estuda?
— Não sei. Fica perto de uma placa glandona.
— Senhorita Hyuga e Senhora Uchiha, sei onde fica essa escola e não é longe daqui. – o motorista disse.
Ele terminou de trocar o pneu e fomos levar a criança na escola.
— Vamos leva-la querida. Como se chama?
—Umi.
— Vai ficar tudo bem Umi-chan. – disse Hinata.
Seguimos de carro até a tal praça e lá estava a escola. As pessoas estavam agitadas. Crianças estavam no portão e alguns adultos andavam pela praça e pela rua. Soube que eram da escola por causa do uniforme.
Paramos o carro em frente a escola, chamando atenção. Descemos com a criança e rapidamente uma mulher veio até nós.
— Umi-chan, graças a Deus. Eu estava muito preocupada.
— Todos estávamos. — Disse um homem de cabelos prateados ela abraçou a criança. E se virou para gente. – Onde a encontraram.
— Estávamos esperando o motorista trocar o pneu e ela veio até nós chorando, disse que tinha se perdido. Então a trouxemos de volta para escola. – eu disse.
— Muito obrigado senhoritas. Não sabe o quão aliviado estou por serem vocês a terem encontrado a Umi. Outra pessoa poderia não tê-la trazido. – a professora a pegou no colo.
— Tchau tias. – a criança disse.
— Tchau querida. – dissemos.
— Você parecem ter jeito com crianças. – o homem disse.
— Eu adoro crianças. – Hinata disse.
— Já ia esquecendo me chamo Hatake Kakashi e sou o diretor dessa escola.
— Hyuga. Hyuga Hinata.
— Haru... Uchiha sakura.
— Digam-me o que vocês fazem? – o que diria? Que não fazíamos nada? Que vivemos com vampiros que sugam nosso sangue e que alias sou casada com um?
— Estudávamos, mas trancamos a faculdade senhor. – Hinata se apressou em dizer. – Mas porque a pergunta?
— É que estamos precisando de funcionários, e vejo que sabem lidar com crianças. O que acham de trabalharem aqui?
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