You Belong With Me
33 Capítulo 33
Notas iniciais
— Sasuke cadê você? – era tudo que pensava.
Seguimos até a sala. Ele me pesou e disse:
— Você está muito magra, precisa ganhar peso. – anotou algo numa prancheta e depois disse: — Deite-se. – ele mandou que eu me deitasse na mesa para me examinar. Eu obedeci. – E levante a blusa. – hesitei. Então ele mesmo o fez. Ele mediu minha barriga, anotou depois passou um gel, pegou um aparelho e passou. Algo apareceu na tela. – Você esta indo bem. Logo chegará ao quinto mês. Orochimaru-sama ficará feliz. – passou o aparelho por mais um tempo e depois disso: — É um menino. – se fosse em outra ocasião eu ficaria feliz mas tudo que senti foi medo. Medo por essa criança. – Não está feliz Sakura? – ele disse enquanto limpava o gel da minha barriga. Percebi que ele encarava para algum lugar do meu corpo. – Eles estão maiores.
— Eles?
— Seus seios. Estão crescendo. Queria vê-los para ter certeza se estão do tamanho que devem estar para uma gravida no seu estagio. – ele abriu um botão da minha blusa.
— Isso não é necessário.
— Não. Mas eu quero ver mesmo assim. – segurei sua mão.
— Não me toque – eu gritei tentando me afastar dele.
— Qual é? Só quero olhar. Não vou tocar em você. – levantei-me da mesa mas ele segurou meu braço. Bati nele com o braço livre. – Fiquei quieta. – ele me deu um tapa me fazendo cair no chão. – Quanto mais você me rejeita mais vontade eu tenho. Quando essa criança nascer vou beber todo seu sangue. Até a ultima gota. – ainda no chão vi quando kabuto voou e bateu na parede depois caiu no chão cuspindo sangue.
— Eu lhe disse para não tocar nela. Se acontecer algo com essa criança eu te mato.
— Perdão Orochimaru-sama.
— Espero que de agora em diante controle seus impulsos e que isso não se repita.
— Não se repetirá.
— Sasori. – Orochimaru o chamou. – Leve a humana daqui. – olhou para mim. – Ela está trancada aqui a quatro dias. Humanos precisam de sol. Leve-a lá fora por um tempo. – Sasori não disse nada apenas veio até mim e me ajudou a levantar. Quando estávamos na porta ele disse: — E Sasori, não tente fazer nenhuma besteira.
...
Saímos do esconderijo e andamos pela floresta e eu não fazia ideia de onde estávamos. Chegamos perto de um rio. Sasori se virou para mim e disse:
— Sakura, o que acha de irmos no vilarejo perto daqui e eu te levar para comer alguma coisa?
— Não tenho escolha. – ele me pegou no colo com cuidado para não me machucar por causa da barriga que já aparecia.
Sasori me levou para um vilarejo muito pequeno, tinha apenas duas ruas e uma pequena praça. Andamos até uma lanchonete que ficava em frente a praça e nos sentamos numa mesa ao fundo. Uma garçonete veio até nós anotar os pedidos.
— O que vai querer Sakura? – Sasori me perguntou. Eu não estava com vontade de falar mas de repente tive uma vontade avassaladora de comer babatas fritas.
— Quero uma porção grande de batata frita. Ou melhor quero duas porções. Vocês tem sorvete?
— Sim. — disse a garçonete.
— Pode me trazer um numa tigela por favor?
— Tigela? É que aqui servimos na casquinha.
— Por favor.
— Senhorita, minha esposa gostaria do sorvete na tigela. Poderia nos fazer essa gentileza. Atenda o desejo de uma mulher gravida. – ele sorriu para ela e ela quase se derreteu.
— Sim senhor. E o que o senhor gostaria de comer?
— Nada. Traga só o pedido da minha esposa. – ela se retirou. Quando ela não podia mais nos escutar eu disse:
— Ta doido? Porque disse que sou sua esposa?
— Assim não levantamos suspeitas.
— Eu te odeio.
— Não diga isso. Sei que esta triste agora mas isso vai passar e quando tudo isso acabar poderemos viver juntos.
— Acha mesmo que vou querer viver com você?
— Não estou lhe dando uma escolha.
— Vai me forçar então?
— E o que você pretende? Voltar para os braços do Uchiha? Acha mesmo que ele ainda vai te querer? Você não o verá mais Sakura.
— Então é isso, vai me forçar a ficar com você e ainda vão tirar meu filho de mim? Prefiro a morte.
— Nunca mais diga isso. No começo você vai sofrer, mas depois passa. Humanos tem a mente fraca e esquecem logo das coisas. Não se preocupe depois de alguns anos você esquecerá de tudo isso.
— Você realmente é um psicopata. – nesse momento a garçonete chegou com o meu pedido. Colocou tudo em cima da mesa e saiu. Eu peguei uma batata e melei no sorvete para logo colocar na boca. Sasori me olhou curioso.
— É... Acho que isso é o que chamam de desejo de grávida. – ele sorriu pra mim. Eu não retribui. Então de repente minha barriga mexeu. O bebe tinha chutado pela primeira vez. Coloquei a mão na barriga e ele mexeu de novo. Apesar de tudo fiquei feliz. – O que houve? Você está sentindo alguma dor? – olhei para ele e me pareceu que estava realmente preocupado.
— Não. É só que... Que... – porque dizer isso a ele se ele não se importa.
— Que o quê Sakura?
— Meu bebe mexeu.
— Haa. Era isso. Termine logo isso e vamos voltar.
— Vamos. Perdi o apetite. – ele pagou e fomos andando até a saída da cidade. Depois me pegou no colo novamente até chegarmos ao esconderijo. Ele me levou até o quarto.
— Sakura não fique triste. – não disse nada apenas entrei no quarto e me joguei na cama. Alguns minutos depois Kabuto entra no quarto para me dar mais uma dose do remédio.
— Vejo que uma caminhada te fez bem, você está mais corada. Deverá fazer isso mais vezes. Alias a maternidade te deixou mais bonita. – ele tocou meu braço e eu me afastei. – Acostume-se com meus toques pois você será minha.
— Pensei que o Orochimaru me entregaria ao Sasori como recompensa. – ele riu.
— Sasori é um tolo se acha que Orochumaru-sama entregará a ele a mulher de Uchiha Sasuke e perderá a oportunidade de fazê-lo sofrer. Se bem que pelo que vejo, o Uchiha não está nem ai pra você. – ele enfiou outra seringa em meu braço.
— Outro remédio?
— Não. Digamos que isso é minha recompensa por esta cuidando tão bem de você. – dizendo isso encheu a seringa com meu sangue. Depois fez o mesmo processo enchendo outra segunda. Tirou a agulha das seringas e despejou o sangue na boca. – Realmente você é uma delicia. Pena não poder tomar mais. Por enquanto. – e piscou pra mim. – Esse será nosso segredinho. – e saiu do quarto.
...
Passou-se mais uma semana. Minha barriga agora estava com o tamanho de seis meses. Eu não comia direito, e por isso kabuto passou a injetar soro na minha quase diariamente. Mas apesar de tudo meu bebe estava bem. E eu só pensava aonde o Sasuke poderia está. Eu já estava começando a acreditar nas coisas que o kabuto me disse.
— Sakura fique calma, isso vai fazer mal pro seu bebe. – Tayuya me disse enquanto veio trazer algo para eu comer.
— Não consigo.
— Pelo menos coma algo.
— Tudo bem. – comi um pedaço de fruta.
Mas dois dias se passaram e eu estava com sete meses. Eu estava deitada na mesa e kabuto me examinava quando Orochimaru entra na sala.
— O que tem pra me dizer kabuto?
— Os resultados são melhores do que esperado. A criança está se desenvolvendo rápido. Creio que só mais uma semana e ela nascerá. – Orochimaru deu um sorriso sádico.
— Onde está Sasori?
— Não sei. Não o vejo há algum tempo. Orochimaru-sama, o que fará em relação a ele? Ele acha que você lhe entregar a humana.
— Livre-se dele. Ele já não tem mais utilidade pra mim. Kabuto, você está fazendo um ótimo trabalho. Como recompensa deixarei que se divirta um pouco com a humana. Mas sem machuca-la. Deixe isso pra quando a criança nascer. – kabuto sorriu sádico.
— Finalmente. – disse kabuto. Orochimaru andou pela sala e se sentou em uma cadeira. Nesse momento desejei a morte. Ele aplicou algo na minha veia e senti meu corpo ficar mole. – É só um calmante, assim você não se mexe e eu não te machuco.
Foi tudo muito rápido para meus olhos humanos verem. Mas em um instante kabuto estava com suas mãos em mim abrindo os botões de minha blusa e no outro a parede foi derrubada e kabuto estava no chão coberto de sangue. Um de seus braços fora arrancado.
Entraram na sala Sasuke, Itachi, Naruto e Sasori. Sasori?
Nesse momento Sasuke veio até mim.
— Até que enfim você veio.
— Me desculpe por demorar tanto. – ele me deu um beijo na testa.
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