You Belong With Me
1 Mas, voce já pensou que talvez...
Esquisita e diferente.
Era assim que todos do Shibusen High chamavam Maka, uma nerd que prendia o cabelos em duas infantis maria- chiquinhas, usava óculos grandes que pesavam em seu nariz, roupas simples e não curtia festas, nem mesmo bebidas.
Olhos de cor esmeraldas que não eram valorizados por causa daquela armao to grande, cabelos naturalmente loiros e um corpo que poderia acabar com todas as populares do colégio, mas que estava escondido por baixo de calas e blusas largas.
Mas para todo o segundo ensino médio ela era uma garota sem-graça e boba, que não curtia a vida. Mas a verdade era que muitas garotas a invejavam por ser a vizinha do garoto mais popular e rico de toda a escola, Soul Eater Evans.
Ele era o sonho de qualquer garota, lindo, musculoso, cabelos lisos e olhos carmins como dois rubis; todos os seus gestos e suas falas podiam deixar qualquer garota hipnotizada. Mas ele era uma pessoa arrogante, egoísta, que não ligava para o sentimento das pessoas; declarações de amor eram feitas a ele todos os dias, todas eram recusadas.
O moreno estava cansado de tudo isso,nenhuma garota o interessava , ele no queria uma garota fresca e fútil, que ligava apenas para seu nome e sua riqueza. Parecia que todos estavam de regime, no comiam nada, só água, viviam a maior parte de sua vida dentro de shoppings e festas.
Para Soul todas as garotas eram iguais, se preocupavam mais com a aparencia do que qualquer outra coisa. Todas obedeciam tudo o que ele falava, todas faziam de tudo para agrad-lo.
Ser que no existia nenhuma garota que preferia um hambrguer ao invs de um prato sem carboidratos e gordura?
Será que não existia nenhuma garota que ousasse desafiar ele?
Será que não existia naquele mundo uma garota que fosse diferente das outras?
Foi então que em um dia de puro desespero(e desejo) em uma festa, o grande Soul Evans beijou uma garota, ao que parecia aquele tinha sido o primeiro beijo realmente selvagem dele, a garota, cuja nome era Liz Thompson, tinha despertado nele uma grande curiosidade, afinal ele tinha achado algum que no era tão chata como as outras.
Mas mal sabia ele que ela era a pior de todas.
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Era uma típica terça feira, a noite estava agradável, Maka estava em casa estudando com as janelas abertas, escoradas nelas, o quarto de Soul apenas alguns metros do seu tinha permanecido vazio o dia inteiro.
Ela tentava em vão enxergar o que havia dentro daquele quarto, mas não havia como, estava escuro e nem mesmo o brilho da lua conseguia penetrar naquele quarto, tudo o que se referia a ele era um mistério; o qual ela queria desvendar.
Maka jamais iria admitir, nem mesmo para seu próprio coração, ela jamais havia sentido aquilo por ninguem, portanto ela escondia tudo aquilo sempre dizendo que odiava o Evans, como tambem provocando-o.
Desde que o vira ela se apaixonara por aquele moreno orgulhoso,mas a loira jamais pensou em toda a fama que poderia ganhar, nem mesmo nos presentes caros que ele poderia lhe comprar, ela apenas queria descobrir mais sobre aqueles olhos carmins, saber o que se passava em sua mente quando ele franzia o cenho e fechava uma parte dos olhos.
Ela queria saber por que ele sempre fora misterioso, por que ele sempre foi tão frio, ela queria ver mais do que os olhos parecidos com duas pedras preciosas podiam mostrar, ela desejava do fundo do coração ver um sorriso dele.
De repente foi como se Deus atendesse seu pedido, a luz do quarto a sua frente acendeu, o moreno apareceu na janela, mas nem ao menos se virou para fora.
Ele estava com alguem no telefone e pelo o que Maka pode concluir aquele preguisoço estava novamente tendo uma discussão com a loira azeda, sua namorada. O timbre de sua voz aumentava a cada segundo, diferente do limite de sua paciência.
O Evans no aguentava mais aquilo. Já tinha se cansado daquela conversa aparentemente inútil, jogou o telefone na cama e se sentou de frente para a enorme janela, apoiou os cotovelos nos joelhos e abaixou a cabeça fitando chão, o que para ele parecia a coisa mais interessante naquela hora.
A Albarn olhava aquela cena com um aperto no coração, ela e Soul eram vizinhos desde o primeiro ano, jamais se gostaram, viviam sempre implicando um com o outro; brigas e conflitos eram coisas bastantes normais, ainda mais por causa das inúmeras provocações e das trocas de elogios entre eles.
Naquele momento ela já deveria estar rindo da cara dele, ao menos ter começado, dizendo que ele estava parecendo um emo só por causa de uma briguinha, como tambem um bebe chorão.
Mas ela não teve coragem de fazer isso, ela não faria isso, mesmo que fosse a oportunidade perfeita para se vingar de todas as vezes que ele a humilhou, Maka sabia que a melhor coisa era ajudá-lo naquele momento, o lado do seu palpitante coração que era orgulhoso demais se viu em um grande dilema.
"Quem sabe no está na hora de ser um pouco gentil com ele? Talvez ele possa me retribuir o favor..."
Soul levantou a cabea e olhou para a janela, ele esperava ver o noite, ou at mesmo a lua, mas a primeira coisa em que seus olhos se focaram foram duas ris verdes, como duas esmeraldas que brilhavam intensamente.
"Ah droga, não estou com humor para agentar as provocações daquela tábua hoje."
Ainda focado em seus olhos ele esperava um sorriso maldoso, um xingamento e até mesmo uma de suas provocações; mas nada veio, foi olhando mais atentamente para a loira que ele percebeu sua expressão de preocupação.
Isso captou toda sua ateno, aquela nerd teimosa jamais havia olhado para ele daquele jeito, o moreno olhava estupefato para a colega de classe, seu olhos no transmitiam nada alem de uma profunda compaixo, como tambm de preocupao.
Ela virou seu corpo para pegar no cho algo ao seu lado, enquanto que ele a olhava erguer um caderno escrevendo algo nele e mostrando-o.
"Você est bem?"
As palavras gentis dela o acertaram em cheio, ela não estava fazendo nem um tipo de jogo, a única garota que conseguia tira-lo do sério estava preocupada com ele,por um instante ele achou que no dia seguinte ela espalharia tudo o que vira, mas os olhos esmeraldas que ele sempre odiou, ou pelo menos achava que odiava, estavam tentando reconfortá-lo.
Ele pegou um caderno e arriscou a confiança que ele nem sabia que tinha nela.
"Estou cansado de tanto drama..."
E como mágica daquele dia em diante as coisas mudaram para ambos, toda as vezes que chagavam em casa elas abriam as janelas e conversavam, as vezes tardes inteiras, ele contava de sua vida, se todas as viagens que j tinha feito, dos lugares que conhecera, se exibindo apenas para ela, sendo doce apenas para ela.
E o mais incrível foi quando Maka o ouvira dizer sobre o piano na parte mais afastada de seu quarto, ela deu uma pequena risada, o coração do moreno palpitou, mas para esconder aquela súbita reação ele se fez irritado e perguntou o motivo daquilo, e ela lhe contou.
Contou dos boatos que ouvira, dizendo que todos na escola falavam que o filhos mais novo daquela família to renomada de músicos tocava como um anjo, mas no entanto parecia condenar suas próprias habilidades.
- Mas você toca de verdade não é? — ela indagou curiosa — Eu acho que os boatos são verdadeiros.
- Na verdade são, mas eu sou apenas a sombra do meu irmão, nada mais. — ele bufou irritado e encarou aqueles olhos verdes to vivos — No importa o quanto eu treine, o quanto eu seja bom, para meus pais nunca o suficiente o meu esforço.
- Mas você liga pra opinião deles? — o moreno a encarou estupefato — Você me disse uma vez que no ligava para os que as pessoas diziam, então tudo o que importa na realidade o que você sente, se você está feliz com aquilo que faz então no precisa se preocupar em ser julgado pelos outros, você s vai ser bom o suficiente em algo quando começar a amar o que você faz.
Ela sorriu e Soul sentiu que naquele instante o coração de gelo dentro de si tinha se derretido.
Havia horas em que ela tirava sarro do que ele falava, haviam momentos em que ela corara por causa de suas perguntas intimas, juntos os dois riam como jamais riram, ela descobriu que ele era come ela sempre imaginou, por trás daqueles olhos frios havia uma pessoa que ela amava mais que tudo e que no ria da vida simples — mesmo que fosse rica- que ela tinha.
Ele descobrira que ela muito diferente do que ele imaginava, no era aquela garota chata que ele sempre imaginou, ela era divertida, ela no ligava em colocar todo dia uma roupa diferente para conversar com ele , ela no ligava para nenhuma daquelas coisas fúteis que ele odiava em uma mulher, ao que parecia ele estava se apaixonado por ela.
Aquela garota que era mais parecida com uma tábua tinha conquistado seu coração, mesmo que ela no tivesse dotes grandes, Soul tinha que se controlar quanto estava perto dela.
Já haviam se passado dois meses desde que ele havia brigado com Liz, na escola toda a vez que Maka passava por ele, ela lhe sorria, mas o moreno no retribuía o sorriso, ele nunca a olhava, por que seus amigos haviam começado a comentar que a aquela garota tão sem sal estava se comportando de um modo estranho, que ela já não estava tão chata e que já não implicava mais com Soul.
Começaram até mesmo a dizer que ele tinha se apaixonado por ela, foi então que o mundo caiu, os amigos o zoavam por ter uma queda por uma nerd, toda a sua reputação estava em jogo por causa disso, a imagem do poderoso Soul Eater Evans estava sendo difamada e seu maldito orgulho no lhe permitia defender Maka, eles haviam se tornado grandes amigos, mas talvez já era hora de mostrar a ela que não havia lugar para uma pessoa como ela em seu mundo.
Mas era isso mesmo que ele queria, não era mesmo?
Queria ainda ser o melhor, aquele que podia ter tudo o que quisesse quando quisesse.
Queria ser melhor que o irmão e para isso precisava primeiro ser como o irmão, uma pessoas fria que tinha todas as mulheres na palma de sua mo.
Mas ter uma nerd no em seu encalço era um problema, então a única coisa que ele precisava fazer era humilha-lá, fazer algo para que ela se afastasse de si, fazer com que ela nunca mais sorrisse quando o visse ou ao menos chegar perto de si.
Era o que ele queria no era?
Soul tinha que ter uma namorada tão linda e rica quanto a do irmão, ele queria ser melhor que Wes; nada mais importava.
Será?
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