Notas iniciais
Estou de volta com as minhas one-shots lixo -q
Essa fic foi inspirada no videoclipe de The Only Exception, do Paramore. Não está totalmente igual, claro, mas eu me baseei nele.
Yup. Enjoy!

9 da manhã. Acordei, para encontrar uma figura alta deitada ao meu lado. Olhei em volta. Nos encontrávamos no sofá da sala. Nada de obsceno tinha ocorrido na noite passada. Apenas dormimos juntos no sofá. Sentei-me lentamente, tentando raciocinar direito. De repente, algumas lembranças da noite passada me vieram a cabeça. É claro. Brigamos novamente, pela trigésima vez, por algum motivo bobo que eu não lembro. Por pura birra, resolvi dormir no sofá. Em algum ponto da noite, ele deve ter ficado com pena de mim e foi até o sofá dormir comigo ali mesmo.

Mas nós tínhamos que admitir: Provavelmente, nós éramos os namorados que mais brigavam. Esse negócio de morar juntos não estava dando certo.

Aliás, nossa relação não estava dando certo.

-Me desculpe... Mas não podemos mais continuar... – sussurrei no ouvido dele. O maior não acordou, apenas se mexeu um pouco. Suspirei e beijei-o uma última vez. Peguei um caderno que estava jogado na mesa na nossa frente e rabisquei algumas simples palavras:

I’m Sorry

Suspirei mais uma vez e pus o caderno de volta na mesa. Andei pelos corredores, em direção ao meu quarto. Chegando lá, olhei tudo em volta. Naturalmente, estava tudo desarrumado. Coisas minhas e de Gerard jogadas pelo chão, pela mesa, pela cama, em todos os lugares. Peguei algumas coisas minhas e pus em uma mala. Enquanto arrumava tudo, dei de cara com uma foto minha e dele. Estávamos no quintal de casa, sorrindo como se nada mais importasse além do fato de que nós estávamos juntos. Ainda me lembro desse período. Foram os anos mais felizes da minha vida. Pena que, com o tempo, começamos a brigar cada vez mais e mais. Suspirei tristemente e pus a foto no espelho do quarto, para que ele nunca se esquecesse de mim.

Enquanto pegava algumas coisas caídas no chão, dei de cara também com uma caixa marrom. Não tinha nada escrito nela. Abri-a por pura curiosidade, mas me arrependi logo depois. Eram as cartas e bilhetes que Gerard tinha escrito para mim.

Até hoje não sei se olhei as cartas porque sou louco ou porque sou masoquista, só sei que comecei a olhar as cartas uma por uma. Uma em especial me chamou a atenção.

Feliz aniversário, meu amor! Desculpe não poder estar com você no seu dia, eu queria muito passar esse dia com você, mas essa viagem estragou tudo. Sinto muito mesmo, meu pequeno. Prometo a você que, quando eu voltar, nós vamos sair juntos e nos divertir, isso é uma promessa.

Te amo muito, meu lindo bebê!

Gerard

Suspirei fundo. Foi o meu primeiro aniversário sem ele. Não posso dizer que não fiquei triste, pois fiquei, mas logo após ele ter voltado, nós saímos e isso recompensou tudo.

Essas e muitas outras cartas me deixaram com os olhos ardendo e o peito doendo. Resolvi pôr isso tudo debaixo da cama novamente e voltei a colocar as coisas dentro da mala. De repente, comecei a chorar. E a chorar muito. Nunca chorei tanto na minha vida. Larguei a mala de lado e saí correndo da casa, tomando cuidado para não acordar Gerard. Entrei no carro e dirigi até um bar qualquer, tentando afogar minhas mágoas com álcool. De repente, uma menina loira de olhos azuis usando um vestido vermelho se sentou ao meu lado.

-Olá, o que aconteceu? – ela sorriu sedutoramente.

-Nada. – menti. Ela arqueou as sobrancelhas finas.

-Nada mesmo? Então por que está chorando? – perguntou ela.

-Por nada.

-Você terminou com a sua namorada, não é?

-Quase isso...

-Ah, pobrezinho! Vamos, eu vou te ajudar a esquecer ela, que tal?

-Acho que tudo bem... – respondi, com incerteza na voz.

-Então por que você não vem comigo pro casamento de uma amiga minha?

-Mas eu nem estou vestido direito...

-Ah, não se preocupe com isso! Vamos, você pode ser meu convidado!

-Eu não sei...

-Por favor...

-Ah, ok. – rendi-me. Ela abriu um sorriso enorme.

-Falando nisso, meu nome é Jessica. Qual é o seu?

-Frank. Frank Iero.

-Muito prazer! – disse ela, me puxando pra fora do bar.

Dirigi meu carro até a igreja, onde nos sentamos e conversamos um pouco. Ela até que era uma garota legal, mas ela falava demais. Isso só me fez pensar no Gerard, que era tímido e quieto. Balancei minha cabeça inúmeras vezes, tentando afastar esse pensamento.

Logo percebi que foi um erro eu ter ido ao casamento, pois logo que a noiva entrou na sala em direção ao altar, vi o rosto do noivo e ele parecia muito com Gerard. Senti meus olhos arderem novamente e eu saí correndo em direção à porta de onde a noiva tinha entrado. Senti os olhares sendo voltados para mim e ouvi Jessica gritar meu nome. Não dei ouvidos e continuei correndo. Saí da igreja e corri pelas ruas até acabar parando em outro bar. Sentei-me na mesa mais afastada de todas, observando o show de uma banda novata qualquer. Encostei a cabeça na parede e fechei os olhos.

Senti meu celular tremer. Esperava que fosse alguma mensagem de Gerard ou algo do gênero. Porém, era só uma mensagem da operadora. Sem querer, apertei o botão de fotos. Quando já ia fechá-las, uma delas me deteve.

Era eu e Gerard quando éramos pequenos, sorridentes, brincando em um parque qualquer. Sorri com a lembrança. Comecei a olhar todas as fotos minhas com ele. Eu sorria involuntariamente, um sorriso no meio de todas aquelas lágrimas. De repente, comecei ame lembrar de todos os momentos bons que nós tivemos, todas as risadas, todos os beijos, todos os abraços, todas as carícias...

Sim... Valia a pena lutar por isso.

Levantei-me rapidamente da cadeira e corri para fora do bar. Passei perto da igreja e peguei o carro. A esta hora, a noiva e o noivo já tínham saído da igreja, por isso, fui me desculpar com Jessica.

-Oi, desculpe, eu entrei em pânico...

-Não tem problema! – disse ela, animada. Ela olhou para as chaves do carro na minha mão – Pelo visto descobriu o que há de errado entre você e sua namorada...

-Namorado. – corrigi.

-Ah... – ela parecia surpresa por uma fração de segundo, mas logo sorriu – Bom, espero que vocês dois sejam felizes.

-Obrigado. – sorri – E... Obrigado por ficar comigo, é sério, me ajudou muito.

-Não há de quê. – ela deu de ombros – Mas eu quero uma coisa em troca.

-O que?

-Promete que vamos nos ver mais vezes? – ela sorriu divertidamente.

-Claro! – falei, rindo. Falei meu número para ela e ela me disse o seu.

-Vejo você um dia desses! – disse ela, se afastando em direção a festa dos dois recém-casados. Assenti e acenei, entrando no carro.

Dirigi feito um louco até chegar em casa para encontrar Gerard ainda dormindo.

Mas é um preguiçoso mesmo...

Andei rapidamente até a mesa, rasguei o papel escrito I’m Sorry, amassei-o e pus no bolso, prometendo a mim mesmo que o jogaria fora mais tarde e me deitei no sofá ao lado de Gerard novamente. Gerard, ainda dormindo, se mexeu um pouco e pôs o braço em volta da minha cintura. Sorri e voltei a dormir.

Notas finais
Não foi uma das minhas melhores, mas enfim... Yeah.
Não consigo deixar o final do jeito que eu quero. O final está tosco, a história está tosca, eu sou tosca. Mas foi o que deu pra fazer '-'
Well... Beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!