You Are My Endless Love
15 Cap 14 - The end of the beginning
Notas iniciais
Beijos e boa leitura! ♥
[Donghae POV]
Pela manhã, acordei num misto de alívio e tristeza, afinal, logo no nosso primeiro dia de férias teríamos que ver nossa melhor amiga partir sem data para voltar.
Por impulso, tentei me levantar, mas o peso dos braços fortes de Hyukjae que me envolviam a cintura, me impediu. Voltei a me deitar de frente a ele e comecei a observá-lo dormir, como muito costumava fazer. Imaginava que naquele momento ele não devia estar querendo acordar e eu tampouco tentaria fazê-lo. No entanto, o tempo corria contra nós e, se quiséssemos aproveitar nosso último dia na companhia da garota de face rosada, teríamos que logo nos levantar.
Como se adivinhasse meus pensamentos, vi-o se remexendo e aos poucos abrindo os olhos. Sorri-lhe assim que percebi que este já estava suficientemente acordado para me ver nitidamente, dando-lhe um selinho depois.
– Bom dia...
– Bom dia. Como se sente em seu primeiro dia de férias? — perguntou-me sorrindo preguiçoso.
– Normal. Aliviado por saber que não mais precisarei levantar às pressas daqui a pouco para meter a cara nos livros, mas fora isso, normal — dei de ombros. — E quanto a você? Hoje é o seu primeiro dia como Psiquiatra formado. Deve estar orgulhoso...
– Orgulhoso sim, mas é por ter sobrevivido ao curso todo. Nunca pensei que conseguiria suportar até o fim. Lidar com loucos enlouquece a gente também, sabia? — rimos. — É sério. Por que você acha que eu sou assim?
– Achei que fosse de nascença. Afinal, seu pai também não me parece muito normal. O que me lembra... E quanto a nossa viagem? Tudo certo pra ele?
– Está sim. Ele disse que me daria esse mês de folga antes de me fazer trabalhar eternamente na clínica da família. Aproveitou até para me dar o endereço do lugar onde nós morávamos quando eu era pequeno, e pediu que mandássemos um abraço para o seu irmão.
– Olha só... Imaginei que ele colocaria mais dificuldade para aceitar — sussurrei enquanto roçava lentamente com meus lábios nos seus e descia meus dedos pela parete interna de sua coxa, convidando-o para que tomasse meu corpo novamente.
– Pois é, ponto pra nós.
Hyukjae sorriu malicioso aceitando minha provocação, levando uma de suas mãos até minha nuca, invadindo-me a boca vorazmente, tomando minha língua de maneira possessiva, e ajeitou-me na cama mantendo–se por cima de mim, passeando com a outra mão pelo meu corpo nu.
Senti minha pele arrepiar por inteira pelo contato tão imediato, fazendo um gemido rouco prender-se em minha garganta. Abracei seu pescoço, descendo minhas unhas lentamente por suas costas, meu baixo ventre já começando a pulsar devido as correntes de prazer que me passavam pelo corpo. Hyukjae, também ofegante, soltou-se de meus lábios apenas para seguir em direção ao meu pescoço, dando-me mordiscadas e leve chupões na pele.
– Sabe que se demorarmos demais é capaz de In Rin ligar atrás de nós, não é? — sussurrou rouco em meu ouvido.
– Então é só não demorarmos... Até porque já é um pouco tarde para interrompermos, não? — olhei-o lascivamente enquanto sentia sua ereção já formada friccionar a minha própria.
Vi Hyukkie devorar-me com o olhar antes de fazê-lo com a boca. Era faminto, dominador. Eu me sentia uma presa indefesa em seus braços, mas gostava da sensação. Amava ser capturado por aquele caçador e por isso permitia que ele fizesse o que bem entendesse de mim. Movi minhas pernas para que ele pudesse se encaixar entre elas, dando-lhe mais acesso. No entanto, ele ainda não queria me dar o que eu queria naquele momento. Adorava brincar comigo e minha impaciência, assim, iria me fazer implorar por ele, aumentar o seu ego e perder a cabeça.
Meu membro, que doía pedindo por alívio, logo teve suas preces atendidas sendo acariciado por um Hyukjae malicioso e sorridente por me ouvir gemer seu nome, completamente tomado de prazer. Deu-me mais um beijo ardente e começou a escorregar por meu corpo, espalhando uma trilha molhada pelo mesmo. O suor que nos encharcava o ajudava nessa empreitada por caminhos já tão conhecidos. Sabia exatamente onde tocar e quando o fazer, mas sempre procurando manter-se longe da consciência. Não precisávamos dela, não agora.
Senti-o chegar perto de meu membro que ainda recebia carinhos de sua mão e meu corpo parecia fazer festa ao se dar conta do que ele faria. Prontamente atendendo os meus pedidos inconscientes, Hyukjae começou a provocar-me mais arduamente ao brincar com a sua língua na glande de meu membro teso. Chupava, mordiscava, lambia lentamente, sentindo minhas veias inchadas bombear o sangue por aquela região cada vez mais rápido.
– Hyukkie... — implorei, me agarrando aos lençóis.
Ao me ouvir pedindo tão loucamente, finalmente consegui com que este engolisse praticamente meu membro, dando-me um sentimento de alívio bem momentâneo, já que, eu sabia bem, as brincadeiras daquela língua impiedosa só haviam começado.
Aos poucos, os espasmos foram ficando mais constantes e eu comecei a sentir meu corpo mais tenso. Estava prestes a me desfazer em sua boca, quando o vi soltar o local lambendo alguns fios de pré-gozo em seus lábios. Não pude deixar de soltar um muxoxo de desaprovação, que foi recebido por um sorriso cínico do outro antes de colar nossos lábios novamente, me fazendo provar do meu próprio gosto.
Perdi-me novamente do mundo em seus lábios doces, separando-me da realidade e só sendo chamado para este outra vez, ao sentir seu membro quente tocar a região da minha entrada pedindo passagem.
Aprumei-me em seu quadril, para ajudar-lhe na invasão. Gemia alto, pedindo inconscientemente por aquilo. Este já estava inteiramente pronto para me atender, já sem total controle do corpo. Eu o havia enlouquecido novamente, me orgulhava disso e desejava que o mantivesse assim enquanto durasse.
No entanto, algo nos trouxe a realidade.
Demorei um pouco para conseguir reconhecer o toque de celular de Hyukkie que gritava insistentemente na cabeceira da cama. Chateado e com um esforço sobre humano, soltei os fios de Hyukjae e estiquei a mão até lá para pegar o maldito aparelho.
– Agora não, Hae... — Hyukkie me pedia entre gemidos. Bem que eu queria atendê-lo, mas estava pasmo demais ao ver o visor indicando cinco chamadas não atendidas e todas da mesma pessoa. Como não conseguimos ouvir este troço tocando antes?!
– É In Rin... — disse com os olhos numa suplica por perdão, fazendo-o se aquietar bufando inconformado sobre mim. Atendi a ligação, logo recebendo um grito pelo outro lado da linha.
– Até que enfim! Achei que tinham morrido e esquecido de levar o celular junto!
– Desculpe meu bem — falei rindo. — Estávamos... um pouco ocupados e não escutamos ele tocar.
– Ocupados, é?
– É. — Ela deu uma pausa momentânea, que me deixou um pouco apreensivo de seus pensamentos.
– Põe no viva-voz, por favor — espantei-me com o pedido, mas mesmo desconfiado fiz o que pedira.
– Pronto.
Mais uma pausa, e o som de alguém puxando fôlego.
– OPPA, PENSEI QUE IAMOS PASSAR O DIA INTEIRO JUNTOS E VOCÊS ME DEIXAM PLANTADA AQUI PARA FAZEREM BESTEIRINHAS INDECENTES?!? COMO OUSAM?! — Com o susto levado pelos gritos da garota, eu e Hyukjae nos apressamos para sentar no colchão. Ele respirou fundo, tomando o celular da minha mão. Sentia meu coração quase saindo pela boca ainda e por um momento achei que ele ia rebolar o aparelho na parede, mas ele ao invés, deu mais um suspiro e tomou fôlego também.
– QUER ME MATAR DO CORAÇÃO É, MOLECA DOS INFERNOS?!? O QUE FAZEMOS OU DEIXAMOS DE FAZER NÃO É DA SUA CONTA!!! ALIÁS, NÃO TINHA OUTRA HORA MENOS INCONVENIENTE PRA LIGAR, NÃO? GRAÇAS AOS CÉUS QUE EU ME LIVRO DE VOCÊ AINDA HOJE! — Não pude deixar de rir da briga infantil deles. — NÃO RI NÃO, DONGHAE!
– DEIXA DE BRIGAR COM O OPPA, IDIOTA!!! E VEM PRA CÁ LOGO ANTES QUE EU MESMA VÁ ATÉ AÍ E TRAGA VOCÊS DOIS PELOS CABELOS, OUVIU?!
– Por que eu também? – perguntei assustado antes de ouvi-la desligar na cara de Hyukjae, que se mostrava bem furioso. – Bem... Acho melhor a gente tomar banho bem depressa.
Hyukkie concordou, suspirando cansado.
O tempo estava bem frio, em decorrência do inverno. A estrada se dividia em carros e neve por todos os lados, o que nos fez atrasar ainda mais. Nessa hora tive um pouco de pena de In Rin por ter sido deixada de lado no dia de sua partida e ainda mais nesse tempo frio. A sua sorte era que não nevara essa manhã.
A encontramos na praça em frente ao shopping, enquanto esta estava distraída comprando café em uma barraquinha ao lado. Estava usando uma blusa de mangas compridas lilás, uma calça azul marinho e um par de botas acolchoadas. Também estava com um cachecol preto enrolado ao pescoço, que aos poucos tomava seu rosto, de tão espesso que era. Ao nos ver, acenou para nós perguntando se também queríamos do líquido negro e quente. Aceitamos de bom grado, afinal, na pressa de sair de casa acabamos esquecendo de fazer o desjejum.
Após o lanche rápido, adentramos no shopping que se encontrava abarrotado de pessoas, a maioria apenas para aproveitar o clima agradável dos aquecedores do local. Já nós, invadíamos cada loja do local e alguns minutos depois saíamos carregando mais duas ou três sacolas. Me espantei com a capacidade de gastar da garota que caminhava praticamente quicando de felicidade ao deixar mais alguns milhares de wons em cada loja. Ela conseguia ser pior nisso do que Hyukjae, mas eu não podia reclamar. Além do cartão de crédito que estava usando não ser dela – ela roubara do pai e disse que só descansaria quando o estourasse como castigo pelo que ele estava fazendo-a passar – era o seu último dia na Coréia. Naquele dia ela podia tudo e nós apenas a deixaríamos fazer o que quisesse, mesmo que quem tivesse de carregar as milhões de sacolas tivéssemosque ser nós.
Depois de duas horas, já estávamos tão cheio de coisas que não conseguíamos carregar. A deixamos escolhendo uma mesa na praça de alimentação para nós enquanto íamos ao carro descarregar as sacolas.
– Será que quando ela cansar de comprar vai caber a gente aí dentro? –perguntei brincando com Hyukjae que empurrava as coisas dentro do enorme porta-malas de modo que coubessem.
– Qualquer coisa a gente volta de ônibus – Hyukjae deu de ombros, rindo enquanto caminhávamos novamente para dentro do shopping.
Na mesa onde In Rin nos esperava, já se encontrava postos três pratos e talheres, acompanhados de uma taça para vinho para cada um. A garota folheava um cardápio de capa preta com a bandeira italiana costurada e fazia um biquinho fofo, totalmente concentrada no que lá havia escrito.
– Comida italiana, In Rin-ah? – perguntei-lhe desviando-a do cardápio. Ela sorriu com a nossa aproximação.
– Preciso me acostumar com a culinária de lá, não é? – Sentamos juntos à mesa com ela, que entregou o cardápio à Hyukjae. – Já pedi o prato principal, mas não entendo nada sobre vinhos, oppa. Isso é por sua conta. – Hyukkie observou a sessão de vinhos com atenção e depois de alguns minutos refletindo, chamou o garçom fazendo o pedido.
– In Rin, a situação está bem difícil lá no meu carro – disse, entregando o cardápio ao garçom e depois o dispensando. – É melhor você maneirar um pouco esse seu fogo, ou daqui a pouco não sobra espaço para mim e nem Hae.
– Não se preocupe. Eu já estou me cansando mesmo. Mais algumas coisinhas e um conjunto de malas novas e podemos ir. Mas oppa, eu não quero ir para casa agora.
– Não iremos boba – respondi por Hyukjae. – Afinal, ainda faltam alguns wons para gastar nesse seu cartão, não é? – Ela assentiu feliz.
Após nos empanturrarmos de lasanha e quatro tipos de macarrão diferentes, voltamos às compras, mas agora para nós dois. In Rin disse que queria deixar alguns presentes para nós, além de comprar algumas coisas as quais ela julgava serem de extrema importância para a nossa futura viagem e que Hyukjae, por negligência, havia deixado de comprar. Eu fiquei extremamente agradecido com a gentileza dela, que mesmo com tantos problemas para resolver ainda se dava o trabalho de pensar na gente, e aceitei de coração a ajuda.
Mais umas horas perdidas em lojas e finalmente saímos ao ar livre novamente, mais uma vez, lotados de sacolas até o pescoço. In Rin pulava de felicidade com seus olhos brilhando de satisfação enquanto nos via rebolar as compras no carro. Com certa dificuldade, entramos e seguimos até a casa de Hyukjae, onde passaríamos as horas restantes até o horário do voo de nossa garotinha.
Achei que quando lá chegássemos, iríamos ajudá-la a arrumar as malas e depois assistiríamos a algum filme, mas ao ver o estado decadente em que se encontrava a residência – a empregada baixinha e gorducha estava de folga há dois dias e a casa se encontrava numa zona terrível, já que pelas provas e pelas preparações da formatura Hyukjae não teve tempo algum de arrumá-la – In Rin simplesmente largou as suas tralhas no quarto de visitas e nos fez arrumar tudo.
Limpeza feita, hora de tomarmos banho e sentarmos para assistir filme comendo pipoca. Eu rapidamente peguei no sono, totalmente cansado da faxina, depois de alguns minutos de filme, enrolado até o pescoço com o cobertor e abraçado à Hyukjae, que me fazia carícias nos cabelos, sem vergonha nenhuma de nossa amiga. Muito pelo contrário. Esta ainda achava nosso romance algo muito fofo e que lembrava coisa de novela. Ríamos bastante de suas reações sempre tão surtadas ao nos encontrar aos beijos ou trocando alguma carícia. Uma perfeita fangirl, dizia Hyukkie.
Fui despertado por ele logo assim que o filme acabou para que pudesse ajudá-los nas malas de In Rin e nas nossas próprias já que também viajaríamos dali a dois dias. Ela já se encontrava no quarto de hóspedes, que agora cheirava a coisa nova, com as duas malas grandes e a média abertas, dobrando as roupas que levaria. Escolhemos as melhores, dobramos tudo e arrumamos nas malas novas. Hyukjae aproveitou para fazê-la ajudar na sua própria mala – In Rin me confessou que ele sempre fora péssimo nessas coisas e me pediu para ficar atento a isso depois que se fosse – e depois na minha, que ainda se encontrava por lá desde a vez do feriado de Setembro.
Isso me lembrou uma coisa. Contando a partir de nossa primeira noite juntos, eu e Hyukkie já namorávamos escondidos há exatos cinco meses sem que percebêssemos o tempo passar. Há cinco meses In Rin quase casou com Hyukjae e há cinco meses nós dois vínhamos enganando a todos ao nosso redor – com exceção de In Rin – sem ressentimento nenhum. E exatamente por conta de tentarmos proteger o que sentíamos um pelo outro, e mais os sentimentos de nossa pequena, que a perderíamos em algumas horas.
Um sentimento ruim me atingiu, me sufocou o ar e por muito pouco não foi descoberto pelos outros dois que apesar dos pesares, riam e conversavam animadamente. Precisava me conter. Não podia simplesmente estragar o clima bom que nos rodeava, por isso, tratei de mudar o rumo de meus pensamentos.
Terminamos de arrumar tudo e logo depois In Rin nos expulsou de seu quarto para se aprontar. Rumamos para o do dono da casa para também nos aprontarmos.
Enquanto me vestia, pude ver Hyukjae chorando e soluçando baixinho no chuveiro provavelmente já antecipando as lágrimas para que estas não caíssem na hora da despedida. Senti meu coração despedaçar e minhas próprias lágrimas começarem a escorrer teimosas pelo meu rosto. Aproximei-me de si, o puxando pela cintura em um abraço reconfortante – ou pelo menos, numa tentativa disso. Hyukkie estava tão frágil que não lutou contra e, escondendo seu rosto na curva do meu pescoço, pediu colo. Deixei que ele ficasse ali o tempo que quisesse, aproveitando para tentar controlar o meu próprio choro.
No aeroporto, colocamos as malas em um carrinho, levamos para o check in e depois acompanhamos In Rin até o portão de embarque. Ouvimos uma voz feminina avisando que seu voo estava para partir e, mais uma vez, senti meu coração apertar violentamente.
– Promete que vai ficar bem? – perguntei, tentando disfarçar o nó que havia em minha garganta.
– Hum hum.
– É bom que quando venha novamente nos traga alguma lembrancinha de lá, ouviu? – Hyukjae brincou em um tom triste.
– Certo. Vou trazer um pedaço de macarrão pra cada. O quê? É um presente, oras! – rimos, mas por pouco tempo, pois In Rin logo assumira uma expressão séria. – Embora vá passar um bom tempo fora do país sem ver vocês, eu só quero que me prometam uma coisa...
– O quê?
– Quero que vocês me prometam... de coração... que não vão nem pensar em casar antes que eu volte, ouviram?
Nossos risos ao escutá-la foram tão altos que eu podia apostar que eram ouvidos por todo o perímetro.
– Não é pra rir não, eu estou falando sério. Foi por minha causa que esse romance de vocês começou, oras! Por isso, nada mais justo que eu seja eleita a madrinha desta união. E que fiquem avisados, hein? Se por acaso eu chegar aqui e encontrar uma aliança no dedo de cada um, eu faço vocês se divorciarem só pra casarem novamente na minha presença, fui clara? – In Rin mantinha o tom autoritário, o que dava a situação um ar mais cômico ainda.
– Claríssima meu bem, claríssima – Hyukkie dizia puxando-a num abraço apertado.
– Vamos sentir tanto a sua falta... – disse tomando-a em meus braços logo em seguida.
– Eu também, meus amores – respondeu com um bico fofo nos lábios. Ouvimos novamente a voz feminina ecoando pelo lugar avisando para todos do voo e que embarcassem imediatamente. – É melhor eu ir... Se cuidem, ouviram?
Vimos ela colocar seu sorriso tão costumeiro enquanto se virava para entrar no portão de embarque, parando para nos dar um último tchauzinho antes de sumir do alcance de nossas vistas.
Naquela noite, ver a neve caindo silenciosa e calma pela janela nunca nos foi tão triste.
Para esquecer um pouco a falta que In Rin nos fazia, prometemos ocupar nossa cabeça ao máximo possível com os últimos preparativos de nossa viagem. Acontece que, embora já estivesse tudo pronto há no mínimo dois dias, queríamos um motivo para não ficarmos ociosos, por isso praticamente checamos tudo novamente desde o princípio.
Aproveitamos o dia anterior para acordar tarde e passarmos nas casas de quem fosse para nos despedir de quem precisasse. Como eu não tinha muitos amigos de quem fizesse questão de visitar, acabei por me limitar à minha tia e ao velho padre. Estes fizeram uma lista enorme de coisas que deveríamoslevar aos meus irmãos e outras que deveríamos trazer de lá, além é claro, de recomendações e um pedido para que meu irmãozinho fizesse o favor de vir dar um retoque na pintura da abóbada da igreja.
Hyukjae tinha muitos colegas, mas assim como eu, nenhum que fosse realmente importante. No entanto, parecia que o senhor Lee, para dar uma última dor de cabeça ao filho, resolveu contar a todos estes que ele ia viajar. Dessa forma, por conta das milhares de chamadas que começou a receber, ele mais passou o dia no telefone explicando por diversas vezes que, ao contrário do que o pai espalhara, ele não ia se mudar para o interior com uma garota estrangeira.
Apesar de que no início aquilo me pareceu muito cômico, chegou um momento que eu já não conseguia escutar o celular dele tocar. Aborrecido por ter sido esquecido no canto, pedi que ele fosse me deixar em casa, pois ao que tudo indicava as ligações não parariam tão cedo e muito provavelmente seria melhor não abusar da sorte e deixar meus tutores mais chateados com o meu descaso com eles do que já estavam. Dessa maneira, ele concordou em me deixar em casa. E por lá eu passei o resto do dia, conversando com meus tutores, anotando tudo o que diziam e prometendo não esquecer de nada.
Foi um pouco difícil passar a noite fria sozinho na cama – ao contrário do que eu já estava começando a me acostumar – e somada à ansiedade para o dia seguinte, por pouco eu não consegui dormir. Hyukjae também parecia estar com insônia e, por isso, resolveu começar a me mandar mensagens de celular a cada meia hora verificando se eu já dormia e se ainda estava com raiva dele. Quando no meio da madrugada as mensagens pararam de chegar, deduzi que ele fora enfim vencido pelo sono. Ri internamente e me forcei a fazer o mesmo, não sem antes finalmente respondê-lo com um: “Tenha uma boa noite também, seu bobo. Eu te amo”.
Mesmo tendo dormido muito tarde, o despertador só precisou tocar uma vez para que eu me levantasse. Na verdade, eu já estava acordado muito antes dele resolver dar o ar da graça e só esperava que o fizesse para que começasse a me aprontar para sair.
Escolhi uma blusa branca, com um colete marrom e por cima, um blazer vinho em detalhes marrons. Um cachecol cor-de-pele, um jeans preto desbotado e um tênis sport completavam o figurino. Vesti tudo rapidamente e desci para a copa onde minha tia já me esperava com um sorriso no rosto e o desjejum pronto. Olhei ao redor e não vi o padre, o que me chateou um pouco. Sabia que ele era do tipo que detestava despedidas, mas não era como se eu fosse embora e nunca mais voltasse.
Estava terminando de comer minha última torrada quando titia saiu e voltou me avisando que Hyukjae já me esperava do lado de fora da igreja. Engoli o resto do pedaço de pão e os dois dedos de café restantes da xícara e sorri animado, correndo ao seu encontro.
E lá estava ele, escorado em um carro preto que não reconheci e olhando para o lado, distraído. Chamei-lhe a atenção e ele sorriu brilhante ao me ver enquanto Heo Joon me acenava do banco do motorista.
– O que ele faz aqui? – perguntei baixinho ao me aproximar dele, curioso.
– Vai nos deixar até a rodoviária – deu de ombros ajeitando uma pequena mecha de cabelo que caía por cima de meus olhos. – Se ofereceu para fazê-lo e eu deixei. Vamos? – assenti sem dar muita importância à presença do garoto.
A rodoviária estava bem calma naquele dia apesar de ser o começo das férias. Algumas pessoas compravam passagens e outras poucas esperavam seu transporte nos pontos de embarque. Como já tínhamos nossas passagens em mãos desde Janeiro fomos logo nos juntar a estas últimas. Despedímo–nos rapidamente de Heo Joon, que apesar de ter se mostrado bem alegre no caminho até ali, nos desejou boa-viagem com um olhar um tanto estranho. Apreensivo. Como se soubesse de algo que nós não. Algo que provavelmente nos aconteceria durante aquela viagem.
E mesmo tendo passado o caminho inteiro sendo embalado pelos abraços, beijos e carinhos de Hyukkie, aquela imagem ficou presa em meus pensamentos. Algo me apertava o peito e tentava me avisar sobre algum perigo iminente. Até quando, por alguns trechos de terra, eu pensei ter visto o fantasma de algum cão enorme e negro nos seguindo e pensei que estava enlouquecendo. Tentei por várias vezes me livrar dos malditos devaneios, coisa que só consegui ao sentir Hyukkie me segurar a mão carinhosamente na saída da rodoviária, já em nossa cidade natal. Aquele gesto tão simplório conseguiu me passar tanta segurança e calor, que eu senti que ficaria tudo bem conosco, mesmo se por acaso caísse um avião ao nosso lado.
O que eu nunca cheguei a pensar foi que seria aquela visita aparentemente tão inocente aos meus irmãos que iria mudar – e muito – a minha vida e tudo o que eu achava que era certo e errado nela.
Foi ali, no momento em que voltei a pôr os meus pés em minha cidade natal depois de um ano longe de casa, que, para mim, começou de verdade a nossa história.
Notas finais
Agora vamos aos assuntos sérios *pigarreia*
Em primeiro lugar, queria agradecer muitíssimo às pessoas que perdem parte de seu tempo lendo a minha história: Vocês são umas lindas! ♥ No entanto, devido a uma série de fatores pessoais, eu venho ficando um pouco sem tempo, paciência, e por conta disso, desmotivada a escrever. E os poucos reviews só agravam isso! Se vocês podem perder um tempo lendo a história, por que não podem perder mais alguns poucos minutos comentando? Quem escreve tbm sabe bem do que eu estou falando. Não que eu me importe muito com isso, nem é assim, só que como disse antes, eu já venho tristinha a algum tempo para escrever, e não receber nenhuma motivação tá sendo chato pra caramba. Até as minhas betas estão chateadas é... Por isso, decidi que só começarei a postar a história principal se receber um número "X" de reviews que eu não vou dizer qual é, ha! Assim saberei que vocês querem mesmo que eu continue e voltarei a escrever lindamente -q
Agora, se der tudo certo e eu resolver postar, tem mais alguns avisos:
Primeiro, a história a partir daqui ficará bem mais pesada, tanto é que eu vou ver se falta mais alguma coisa no quadro de avisos e mudar. Por isso, se você é daquelas pessoas que só curtem coisas fofas e tem estômago fraco (acreditem, eu não estou brincando e logo nos primeiros caps vcs vão perceber isso u.ú), sugiro que pare por aqui mesmo. Agora se você é das minhas que gosta mermo é de ver bagaça, sinta-se em casa xD
Segundo, o número de lemons vai aumentar consideravelmente. Não sei se vocês leram bem o prólogo, mas a história trata de um triângulo amoroso, logo terá no mínimo três vezes mais coisas pra contar e mais romance, traição, e por isso, mais safadezas! *damça*
Terceiro, nada e nem ninguém que apareceu na história até agora está lá por acaso. Digo isso pq algumas pessoas já vieram me perguntar se fulano ou sicrano vai voltar a aparecer mais na frente ou mesmo se eu esqueci de alguns fatos e deixei algum buraco na história, e agora eu as respondo: Não há absolutamente nenhum buraco em todo o enredo! Se eu deixei alguma ponta solta, é porque ela será usada mais na frente, por isso não se preocupem.
Por último mas não menos importante, teremos pessoas de outro grupo pintando por aqui, como eu já venho dizendo há uns três caps. Estes, eu revelarei com mais algumas informações adicionais de cada personagem em um post novo, como se fosse um resumão da história (se bem que não é muito dificil advinhar quem seram eles se vcs analisarem bem o meu perfil do nyah e as dicas que eu deixei pela história). Isso servirá para que ninguém precise ir correr atrás de alguma informação por 14 caps inteiros. Ninguém merece xD É claro, se a campanha do começo das notas der certo, pq né? Então voltando, eles vão aparecer e não querendo dar spoiler de imediato, mas já dando, um dos integrantes desse grupo será a ponta final do triângulo. Ou seja, EUNHAE NÃO SERÁ O ÚNICO COUPLE DA HISTÓRIA. Avisando logo pq sei que vai ter gente chiando quando ver um dos meninos pulando a cerca xDDDD Não que eu ligue, faz parte, é mais para que vcs não se decepcionem quando se depararem com certas situações... *corre desesperadamente*
E eu acho que é isso! Bejitos a todos vcs e espero não ser essa a última vez a falar isso aqui nesta história ♥
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