You Again...
25 Capítulo 25
Notas iniciais
A latina sorriu, ainda sem ideias para dar nome ao animal. “Ela ainda não tem nome, da próxima vez que você vier aqui, prometo que ela vai ter ok?”
Beth assentiu sorridente e voltou a se concentrar no bichinho, que estava adorando as carícias.
Santana se encostou em Brittany novamente e acariciava as mãos da loira.
Brttany tinha o olhar apaixonado em seu rosto e não desgrudava os olhos da latina. “Eu te amo.” Falou no ouvido da morena.
Santana se assustou, mas virou para encarar a loira com um sorriso no rosto. “Também te amo B.” Disse antes de conectar seus lábios aos lábios finos de Brittany.
Quinn notou as duas mulheres, sorriu e se virou para Rachel. “Rach, amor, é melhor a gente ir.”
A pequena ia contestar, mas ao ver Brittany e Santana no sofá, ela entendeu. “Tá bom. Beth, vamos linda?” Falou se abaixando para ficar na altura da menina.
“Mas Rach... Eu quero ficar brincando com ela!” A criança disse com um biquinho.
“Eu sei querida, mas a San e a Tia B também querem aproveitar a cachorrinha nova delas, vamos pra casa e outro dia a gente vem aqui brincar com ela.”
Beth era uma criança bem educada, e apenas assentiu.
Rachel sorriu e se virou para o sofá. “Nós já vamos.”
Santana levantou o olhar. “Mas já?”
“Sim, nós só viemos pra Rachel ver o bicho de vocês, ela já viu.” Quinn respondeu já na porta.
Despediram-se e logo, Santana e Brittany estavam novamente sozinhas na casa, acompanhadas apenas, é claro, da cachorrinha.
“Eu vou começar a fazer o jantar.” A morena falou depois de alguns minutos de silêncio, já se levantando.
“Não...” Brittany puxou ela novamente para o sofá. “Nós vamos jantar fora.”
Santana até pensou em negar, mas com o sorriso no rosto de Brittany, ela não conseguiu dizer não.
As duas se arrumaram em meio a pequenos beijos.
“E agora Britt? O que a gente faz com ela?” Santana apontou para a cadelinha.
“Deixa ela aí ué... Não tem mais o que fazer... Ela vai ter que aprender a ficar sozinha alguma hora né?” A loira deu de ombros e já ia abrindo a porta.
“Ok... Eu só não acho que isso vá dar certo, mas já que você diz pra deixar ela...” A latina falou enquanto saia pela porta e trancava a mesma.
Brittany levou a morena para um lugar onde se serviam hambúrgueres.
O lugar não era romântico, e elas se sentaram de frente uma para a outra. A loira não queria deixar Santana desconfortável de maneira nenhuma, e não se importava que elas agissem apenas como amigas em público.
A latina tinha ficado insegura em ter de sair com Brittany em público, com medo de magoar a loira, mas Brittany parecia muito bem com como a noite estava indo.
“Amanhã eu vou até o estúdio. A Marley me ligou perguntando se eu ainda estava viva.” A loira falou sorrindo.
“Eu vou com você...”.
“Tem certeza? Se quiser eu vou sozinha.” Brittany perguntou preocupada, afinal haviam bastante homens dentro do estúdio. Professores e alunos.
“Tenho, eu não vou surtar, se é disso que você está com medo.” Santana lhe mandou um pequeno sorriso.
Brittany correspondeu.
Terminaram o jantar e ainda eram dez horas. “Quer ir pra casa já?” Brittany perguntou.
“Ummm... Não, quero andar no Central Park, pode ser?”
“O que você quiser San.”
A latina sorriu e elas entraram no carro em direção ao parque. Em menos de dez minutos elas já estavam lá. Brittany estacionou em frente à entrada principal e as duas entraram. Lado a lado, mas sem dar as mãos ou nada romântico.
A latina andava olhando para todos os lados, admirando a beleza que o parque obtinha a noite.
Mas uma coisa chamou sua atenção inda mais.
O parque não estava cheio, mas existiam algumas pessoas lá dentro. Dentre essas pessoas, um casal estava sentado na grama, o homem estava com os braços em volta do corpo da mulher e eles sorriam. Um semblante apaixonado no rosto de ambos.
Aquela imagem fez Santana se sentir mal. Ela olhou para Brittany, que andava a alguns passos atrás dela, e entrelaçou seus dedos nos dela.
A loira pareceu surpresa com o toque no começo, mas sorriu para Santana logo depois e apertou um pouco mais a mão da latina.
Elas permaneceram em silêncio pelo resto da caminhada, mas as mãos não se soltaram nem por um segundo.
Voltaram para o carro uma hora e meia depois, o caminho para casa foi preenchido com as musicas do rádio.
Brittany abriu a porta e arregalou os olhos com o que viu. “Meu Deus do céu...”.
Santana a olhou assustava, mas começou a rir ao ver do que Brittany estava falando. “Eu falei que não era boa ideia deixar ela sozinha e solta dentro de casa não falei?”
Pelo menos três almofadas estavam destruídas pela sala, e a cachorrinha abanava o rabo alegremente deitada e mordendo uma das almofadas que ainda estava inteira.
“Ah, não. Não vai estragar mais uma não, me dá aqui.” Brittany puxou o objeto debaixo do animal e o colocou em uma altura ‘segura’. “San, olha a bagunça... E é só o primeiro dia dela aqui...”.
“Britt, ela é só um filhote, quando nós ensinarmos o que ela pode ou não fazer, ela vai ficar mais comportada...” A latina disse enquanto fechava a porta atrás de si.
“E enquanto isso não acontece? Nós vamos ter que ficar limpando as cagadas dela?” A loira perguntou já indo em direção à dispensa, pegar o aspirador de pó.
“Não precisa B. Eu faço isso amanhã de manhã, vamos deitar.” Santana falou já indo em direção ao quarto.
Brittany seguiu a latina sem discordar e foi seguida pela cachorrinha.
Santana foi tomar um rápido banho enquanto a loira colocou seus pijamas e em poucos minutos já estava na cama. A latina saiu minutos depois, já em seus pijamas e se sentou com as costas na cabeceira da cama. Elas ligaram a televisão, mas era impossível assistir, pois a cadelinha não parava de chorar no chão do quarto.
“Ai San, deixa ela subir na cama, desse jeito eu não consigo nem ouvir o que eu estou pensando!” Brittany falou nervosa. Era normal quando ela estava com sono e não a deixavam dormir.
Santana sorriu, pegou a cachorra no colo e a colocou perto de seus pés. O pequeno animal rapidamente se calou e se acomodou, com a cabeça nos pés da morena.
Brittany suspirou aliviada. Foi para mais perto de Santana e deitou a cabeça nas pernas da latina, que começou a acariciar seus cabelos.
“Mel...” A latina falou de repente.
“Que?” Brittany perguntou sem entender.
“O nome dela... Mel.” A morena falou apontando para a cachorrinha em seus pés.
“Mel... É eu gostei.” Brittany falou. A loira fechou os olhos. “Eu estou orgulhosa de você sabia?” Falou depois de alguns minutos em silêncio.
“Pelo quê exatamente?” A latina perguntou confusa.
“Você segurou na minha mão lá no parque.”
“Isso não foi nada Britt...”.
Brittany abriu os olhos e virou o rosto a fim de encarar Santana.
“Claro que foi San, todo gesto conta, eu sei que é difícil, principalmente quando você cresceu ouvindo que isso era errado. Você não precisava ter segurado minha mão, mas você fez. E eu estou orgulhosa.”
Santana sorriu. “Obrigada...”
Brittany correspondeu ao sorriso e voltou a se acomodar nas pernas da latina. “Boa noite, minha linda. Eu te amo.” Falou.
O apelido carinhoso que Brittany lhe deu a deixou com um sorriso bobo no rosto e ela não foi nem capaz de responder à loira.
Minha linda. Ninguém, nunca a havia chamado por apelidos carinhosos e por mais que esse fosse apenas um pequeno gesto, deixou a latina mais do que feliz. Ela beijou o topo da cabeça de Brittany, que já estava dormindo e se ajeitou na cama, com Mel em seus pés, e Brittany abraçada, agora, a sua cintura. “Boa noite meu amor.”
Notas finais
Então.... Eu ia colocar o nome da cachorrinha de Snixx, mas sei lá, achei muito previsível, então como tiveram duas pessoas que sugeriram Mel... é Mel.
Sejam bondosas tá? Que eu vou mais rápido assim.
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