Yoru no Hana

2 Uma desejada e proibida flor!


Notas iniciais
Oiiiee!!

Tudo bem? 8D
Bem... Não comentei nada no primeiro capítulo mais aqui estou eu no segundo!
Essa é uma fanfic basicamente de romance e tem um pouquinho de aventura mais adiante com o decorrer dos capítulos 8D Espero que quem leia goste /
Aceito sempre criticas e elogios /
Ah.. E esse capítulo contém algumas insinuações mas não se preocupem, se por acaso não gostar muito de história que puxem para esse lado "sexual" da coisa. Tudo o que eu escrevo é bem "água com açucar" e nunca haverá termos muito pesados, entende? Somente insinuações e coisas do tipo ;D
Bem.. Acho que é só isso 8D
Ah.. E obrigada pelo Reviw *_*

Tchauzinho,
Beijos Povo ;

Capítulo 2 – Uma desejada e proibida flor

Gary havia começado sua viagem. Havia saído no dia seguinte á conversa com o Professor Darrow. Andou bastante até chegar ao porto mais próximo, pegando um navio para Uethon. Sua viagem de navio durou dois dias. Foi uma viagem tranqüila, o jovem pesquisador aproveitou para voltar a ativa e batalhou com alguns treinadores que estavam no local.

Ele chegou em uma noite meio fria e logo se instalou no centro da cidade que havia desembarcado. Pela manhã continuou sua viagem, como Uethon era na cidade vizinha á que ele se hospedara, não demorou muito e Gary já dava seus primeiros no territorio da cidade. Andou por alguns campos verdes e logo adentrou em uma floresta. De acordo com seu mapa, logo após a travessia desta ele chegaria no laboratório do professor Darrow.

Era um lugar interessante, de acordo com o mapa a floresta era enorme e densa e bem ao centro havia uma enorme clareira, onde se localizaria o laboratório e casa de Darrow e logo adiante estaria a cidade. O mais engraçado é que a distancia entre o laboratório e a cidade daria quase uma hora de caminhada, isso já era o suficiente para impressiona-lo com as dimensões daquela clareira.

Se tivesse tempo, após se estalar, poderia até dar uma volta pela floresta para ver se achava algum pokémon interessante para capturar, e quem sabe na cidade ele não achasse alguém a sua altura para travar uma batalha pokémon. Mesmo tendo tomado a decisão de ser um pesquisador de pokémons, uma pequena chama do sonho de ser um mestre pokémons ainda ardia em seu coração. O amor pelas aventuras, pelas batalhas nunca desapareceria.

Gary caminhava tranqüilamente um tanto distraído, pela floresta. Pensava em como seria sua estada lá; o que aprenderia de novo; o que faria após sair do laboratório do Professor Darrow. Tinha duvidas se iria voltar para Pallet e ficar um tempo com seu avô, ou se ia voltar para seu laboratório, e até cogitava a possibilidade de viajar um pouco mais, e matar sua saudade do tempo de treinador. Seus pensamentos foram quebrados quando um pequeno pichu surgiu de um arbusto correndo na direção de Gary. O pequeno pokémon parou em frente a Gary e começou a tentar chamar a atenção do mesmo. Parecia estar querendo falar algo, mais Gary não conseguia o entende-lo de jeito algum. O pokémon estava eufórico e um tanto nervoso. O pequeno pokémon amarelo percebeu que seus esforços estavam sendo um tanto inúteis, então, já desesperado, subiu pela roupa de Gary até parar em seu ombro, mordeu um medalhão que ele usava em um cordão e pulou no chão, arrebentando-o.

- Pichu pi!! – Resmungou com o medalhão entre os dentes.
— Hey, Isso é meu!! Devolva-me! – Disse Gary já se inclinando para pegar o pichu.

O Pichu não perdeu tempo, logo começou a correr de Gary, e ele sem outra escolha começou a correr atrás, para recuperar o cordão roubado. O Pichu era meio desajeitado, corria em sua velocidade máxima, quase tropeçando em suas próprias patas. Gary presumiu que o pokémon fosse bem novo, deveria ter nascido a muito pouco tempo. A corrida continuou por mais algum tempo até que o pokémon parou atrás de um arbusto e largou o cordão.

- Pi pi piii!! – Exclamou o Pichu, movendo as patinhas e indicando o arbusto. .

Gary ia pegar o cordão quando percebeu um movimento atrás dos arbustos, parecia que estava havendo uma briga ou algo parecido, ele entreabriu o arbusto para poder ver melhor e o que viu não o agradou muito.

Era um homem grande, forte e muito alto. Ele segurava pelo pulso uma jovem garota.A menina estava de costas então não pode visualizar muita a sua aparência, a única coisa que via era longos cabelos pretos, embaralhados. Ela se debatia com toda a força que tinha para poder soltar-se do homem, mais era inútil, ele era no mínimo dez vezes mais forte que ela.

- Me solta!! Soltaaaa!! — Disse a menina com uma voz um tanto agressiva e desesperada, porém doce.
— Não irei lhe soltar, Flor da noite!! Você não quis se casar comigo, me renegou, me rejeitou!! Acha que ficaria por isso mesmo? – Disse o Homem aproximando seu rosto do dela.
— Sai!! – Exclamou ela jogando seu rosto pro lado. – Eu nunca me casaria com você! Deveria saber isso antes de pedir!! Agora me solte!
— Nada disso!! Você será minha, por bem, ou por mal! – Disse o homem puxando-a mais para si e colando sua cintura com a dela. A garota se debatia o máximo que podia, mais parecia ser inútil. O Homem passou levemente a mão pelas pernas nuas da garota e veio subindo e levantando sua saia lentamente.
— Sai... Sai..por favor!! Vá embora!! Me deixe em paz!! – Diz a garota com uma voz de choro e meio rouca, já sem forças.

O Homem continuava mesmo com o apelo da garota, Gary não podendo ver aquela cena sem agir, saiu do arbusto jogando uma pokebola diretamente no chão.

- Alakazam, Vai!! – O pokémon saiu da pokebola. – Levante a garota!! – Ele gritou.

O Pokémon usou seus poderes para levantar a garota no ar e mantê-la lá. Gary foi diretamente ao homem que abusava da jovem, com as mão fechadas e sem muita demoras aplicou um soco no rosto do adversário que, meio atordoado, logo chegou para traz. O Homem se surpreendeu mais logo jogou uma pokebola também.

- Vá Electrike!! Choque do Trovão! – O Pokémon atingiu em cheio o Alakazam de Gary que acabou largando a jovem menina que estava no ar. Gary antes que ela caísse no chão, saltou o mais alto que pode e pegou-a no colo, amortecendo a queda dela. Gary chamou Alakazam de volta e atirou outra pokebola. Desta um grande Arcanine surgiu.
— Quem é você, seu idiota?- perguntou com raiva o homem enorme.
— Não interessa! Como pode atacar uma garota desse jeito? Covarde!
— Isso não é de sua conta! Ninguém te chamou aqui! Vá embora!
— Cale-se, eu não ajo de acordo das opiniões das pessoas, ajo de acordo com o que eu quero! Arcanine!! Agilidade!

O Pokémon latiu uma vez antes de começar a correr em direção ao Electrike do homem.

- Investida!! – Gary completou.

Arcanine não perdeu tempo, assim que chegou o momento certo investiu seu corpo contra o do inimigo que cambaleou para trás.

Gary estava agachado ao chão e ainda tinha a garota em seus braços. A menina olhava para ele e para o Homem, estava com medo, não sabia se realmente estava sendo salva, ou se estava se metendo em outra enrascada. Porém não tinha como fugir dali resolveu acreditar no garoto que aparentava estar a salvando. Ela tremia e suava frio, virou o rosto e afundou a cabeça no peito de Gary, escondendo-se e tentando se acalmar. Chorava. Gary sentia o corpo da garota tremer e os soluços compulsivos destas, olhou pela primeira vez para ela, mais novamente estava com o rosto escondido, ele deu um leve sorriso gentil e a abraçou mais forte, fazendo-a se sentir protegida. Enquanto isso o pokémon adversário recuperou-se da investida e partiu para cima de Arcanine novamente. Obedecendo a uma nova ordem dada pelo agressor, Arcanine viu uma grande descarga de eletricidade vindo em sua direção, tentou se esquivar mais foi inútil. Atingiu-o em cheio.

- Arcanine!! – Gary gritou em preocupação. O pokémon se levantou com certa dificuldade. Gary sentiu-se mais aliviado pelo pokémon poder continuar a batalha. — Agilidade novamente!

Os movimentos do pokémon de Gary eram muito rápidos e precisos que os anteriores. Electrike não era capaz de acompanhar tamanha velocidade, em pouco tempo já estava confuso para aonde olhar.

- Pula e termine com uma explosão de fogo! — Arcanine pulou e antes que se adversário pudesse fazer qualquer movimento foi atingido com uma poderosa explosão de fogo, o pokémon ficou sem condições de lutar, estava ferido.
— Electrike!! – exclamou o homem surpreso com sua perda.
— Vá embora agora!! – Ordenou Gary já com raiva do homem.
— Eu não vou! Me devolva-a!!.
— Vá embora!! Eu já disse!!
— Não, até me devolva a garota! – O Homem começou a correr até ele e a garota.
— Arcanine! – Falou Gary, e o pokémon logo se pôs a frente de seu dono.

O pokémon começou a rosnar para o homem, e ele com medo se virou o mais rápido que podia saiu correndo sumindo na floresta.

- Isso ai Arcanine, Obrigado! Foi um ótimo trabalho, meu amigo! – ele sorriu para o pokémon e também parecia feliz com o elogio do dono. – Merece um bom descanso! – Ele esticou a pokebola em direção a Arcanine que imediatamente retornou.

Tudo estava devidamente terminado, Gary suspirou de alivio e logo olhou para a menina que ainda estava agarrada nele, tremendo, e parecia estar soluçando em choros. Ele colocou a mão sobre os cabelos dela fazendo um leve carinho.

- Está tudo bem agora! Pare de chorar! – disse ele com um sorriso simpático no rosto e com uma voz bem calma e muito menos agressiva que a que estava antes.
— O senhor... Não vai me...me machucar, né?- Disse a menina ainda com o rosto escondido entre o peito dele entre soluços.
— Não, Claro que não vou! – disse ele acariciando seus cabelos, tentando a acalmar.

A menina aos poucos foi levantando sua cabeça e soltando o abraço, ela ficou o olhando. Seus cabelos negros, agora desordenados, caiam um pouco sobre os olhos verdes e brilhantes encharcado pelo choro da menina, sua pele branca ainda escorria algumas lagrimas. Gary passou o dedo sobre uma lagrima dela limpando-a, sua pele parecia ceda de tão delicada e macia. Foi ai que Gary perceber, aquele rosto lhe era muito familiar. A neta do professor Darrow. Ele não poderia estar enganado, aquela era a mesma garota que havia atendido o telefone e encantado-o com aquele sorriso.

- O...Obrigada... – Disse ela com uma voz doce e fraca, seu rosto estava levemente ruborizado.
— De nada! – Gary também corou, levemente, ela era linda, assim como ele havia imaginado... Ou até mais do que isso. Por mais que já estivesse acostumado com a presença de belas mulheres ao seu lado, aquela jovem parecia ser algo muito mais... Extraordinário. Sentiu o sangue gelar,não sabia como agir, o que falar.

O momento foi quebrado pelo pichu que havia trazido-o até ali, ele estava escondido atrás do arbusto mais quando viu que estava tudo bem veio correndo até sua dona pulando no colo dela.

- Pichu!! – Ela o abraçou forte.
— pi pi chuuu!!
— Deveria Agradecê-lo, foi ele que me trouxe até aqui! – Gary sorriu.

Ela sorriu e beijou a testa do pokémon.

- Obrigada Pichu! – Ela pegou a pokebola que estava no chão e fez pichu retornar. – Descanse meu anjo... – Ela voltou a olhar Gary, e se aproximou mais beijando de leve seu rosto. –Á você também, obrigada de novo!

Gary corou imediatamente e deu um sorriso meio tímido, a menina se levantou com um pouco de dificuldade e em seguida Gary fez o mesmo. A morena perdeu o equilíbrio e quase tombou novamente, porém conseguiu estabilizar seus pés. As pernas ainda tremiam.

- Está tudo bem? – Perguntou ele preocupado.
— Sim...sim..está sim! Só estou meio tonta!

Gary resolveu ajuda-la, segurou as duas mãos da morena e guiou-a para perto de uma árvore, apoiando-a ali. Dirigiu-se para trás do arbusto para buscar seu cordão, coloco-o no bolso e voltou para perto da garota.

- Você é neta do Professor Darrow, não? – Resolveu perguntar.
— Sou sim..porque?
— Ahn, sabia. Seu rosto me era familiar!... Bem, eu sou Gary Carvalho da cidade de Pallet, neto do professor Carvalho! Eu vim visitar seu avô!
— É você então nosso novo hospede? – A garota mostrou-se surpresa mais logo levou ambas as mãos ao rosto, escondendo-se atrás delas. – Não! Que coincidência desastrosa!
— Desastrosa?
— Não queria que você tivesse visto o que aconteceu aqui! Não era a impressão que eu gostaria de dar! – Explicou, ela, abaixando seu rosto. – Deve estar pensando que ...
— Hey! – Interrompeu. Gary aproximou-se e retirou as mãos da garota do rosto e após isso levou o dedo indicador ao queixo dela, levantando-o. Quando seu olhar pode encontrar-se com o da morena ele esboçou um leve sorriso. – Não acha que tive uma impressão ruim de você, acha?
— Sim...
— Está enganada. Foi apenas um acidente... Não acho que tenha culpa pela ousadia e pela falta de educação daquele cara. O que importa é que, felizmente, não aconteceu nada demais...Está tudo terminado!

Ela sorriu meio envergonhada.

- É muito gentil de sua parte, Senhor Gary!
— Gentil é a senhorita! Há propósito, não sei seu nome ainda...
— Oh! Perdoe-me...Meu nome é Melissa!
— É um lindo Nome! – Comentou ao se afastar da garota.
— Obrigada!
— Vamos embora?
— Sim claro!
— Consegue andar?

Ela anuiu com um sorriso. Os dois começaram a andar na direção ao laboratório. Gary olhava de soslaio para a garota, ela estava mancando mais mesmo assim se esforçava para disfarçar aquela situação.

- Está mancando...- comentou Gary, certa hora.
— Não é nada...
— Mesmo assim..
— Não se preocupe...

Insatisfeito com aquela situação, Gary avançou na frente da garota e agachou-se, fazendo esta parar.

- Suba!
— Hã? Não, não, não, não precisa! – Disse a garota balançando a cabeça negativamente meio constrangida pela oferta.
— Precisa sim, vamos!! Sobe! – insistiu.
— ...ahn...
- Vamos! Suba!
— ... Ta.

Meio sem graça, a garota envolveu os braços pelo pescoço de Gary e este levantou-se, segurando-a pelas pernas. Recomeçou a caminhada. Eles conversaram vagamente pelo caminho até que chegaram na entrada da casa, ela saltou e começou andar por si só, ainda mancava um pouco mais parecia ter melhorado. Parou na frente de Gary e se virou o encarando.

- Obrigada.
— Não precisa agradecer.
— Precisa sim... Ahn, posso te pedir uma coisa? – perguntou ela acanhada.
— Claro que sim!
— É que não quero preocupar meu avô! Pode manter o que houve na floresta em segredo?
— ... Posso... – Disse ele com um sorriso meio forçado.

Ela sorriu em forma de agradecimento.

- Vamos entrar então! – Ela abriu a porta e entrou.

A casa era bem grande. Olhou se soslaio para Gary, direcionando a ele mais um de seus doces e belos sorrisos, após isso, em um tom alto de voz, anunciou a chegada.

- Vovô!! Cheguei!! E trouxe uma visita para o Senhor!

Quem apareceu foi um homem baixo, cabelos brancos e olhos verdes, uma barba rala e mau feita, e parecia apertar os olhos para poder observar o que acontecia por trás das lentes de seus óculos apoiados sobre a ponta do nariz. Era Darrow. Gary lembrava dele ao telefone, mais não imaginara que ele fosse tão baixinho.

- Uma visita? – Disse ele ajeitando os óculos e forçando a vista para vislumbrar Gary.
— Olá Professor Darrow! Eu sou Gary, neto do professor Carvalho! – Disse gary estendendo a mão para o velho.
— Ahn, sim, claro! Gary Carvalho! – Cumprimentou-o. — Muito prazer meu jovem!
— O prazer é meu, professor!
— Bem, seja bem vindo a minha humilde casa!
— Obrigado!
— Vejo que já conheceu minha neta, Melissa! Como foi isso? – Indagou curioso. Melissa arregalou os olhos, não havia planejado nenhuma mentira para substituir o trágico encontro dos dois. Pensou em algo... Talvez pudesse dizer que o encontrou quase na porta de casa, mas... Como teria coragem de mentir para o avô? Melissa não sabia mentir. Engoliu seco. Gary observou-a por um momento, entendeu logo que a garota não conseguiria fazer aquilo.
— Na floresta. – Respondeu Gary sem muitas idéias do que falaria em seguida. Agora já tinha começado, devia pensar em algo para concluir aquela mentira. – Ela... Me ajudou. Acabei me perdendo e quando fui pedir informação para ela, descobrimos que estávamos indo para o mesmo lugar... Hehe – Soltou uma risada forçada e sem graça.
— É.. Foi isso. – Melissa abriu um largo sorriso de alivio. Gary havia salvado-a de outra enrascada.
— Ah, que bom! – Darrow sorriu. – Então, Gary, já foi testemunho do amor de pessoa que Melissa é, não foi? – Darrow puxou a morena para um abraço, sorrindo orgulhoso. Não poderia deixar de gabar-se pela neta que possuía. Melissa sorriu tentando disfarçar o constrangimento que o elogio do avô lhe proporcionara.
— Sim! Pode ter certeza que fui, professor! Sua neta me pareceu uma pessoa muito agradável. – Gary riu de leve.
— Bem... deve estar cansado da viagem. Mel, querida, poderia leva-lo ao quarto de hospedes?
— Claro Vovô! – respondeu Melissa sorrindo.

Gary e a garota se retiraram do recinto subindo as escadas. Ela guiou-o até o quarto de hospedes. Quando entrou no lugar, Gary ficou abismado. Se aquele era o quarto de hospedes, imagine o quarto do próprio professor. O quarto que gary ficaria era gigante.

- Sinta-se à-vontade, viu?
— Claro!

A morena ia se retirando quando lembrou-se de algo. Virou novamente para Gary e agradeceu-o novamente.

- Obrigada por não contar nada...
— Não precisa agradecer, prometi que não faria e não fiz. Mas... Deve tomar cuidado quando andar sozinha... Sinceramente, acho até que deveria contar a verdade para seu avô... Ele poderia...
— Não! – Interrompeu-o com vigor.
— ... Porque?
— Porque se eu contasse... Meu avô ficaria muito preocupado... E eu não quero trazer preocupações a ele...
— Mas a sua segurança está em risco... Se eu não tivesse chegado a tempo, aquele maluco teria... – Gary hesitou em continuar aquela frase. Melissa abaixou a cabeça. Sabia que ele estava certo mas não queria trazer problemas ao avô.
— Por favor, senhor Gary... Só lhe peço que não conte nada a ele... Eu tenho meus motivos.
— ... Tudo bem. – Desistiu mas ainda sim, preocupava-se com ela.

Melissa sorriu em gratidão e se retirou, deixando Gary sozinho. Depois de algum tempo Gary desceu e ficou na sala, mexendo em seu laptop que havia trazido na mochila, com todas suas pesquisas. Ficou quase a tarde toda atualizando dados, escrevendo relatórios e muitas outras coisas, o Professor Darrow passou o dia todo andando pelo longo território que se estendia o seu laboratório, para fazer um levantamento dos pokémons e observa-los para poder incrementar em sua pesquisa, Melissa passou seu dia todo na cozinha, preparando a comida dela do avô e de Gary, além de preparar também a comida dos pokémons do laboratório. Volta e meia ela ia na sala e levava algo para Gary beber e algumas guloseimas, a tarde passou rápida, já estava caindo a noite quando Melissa novamente vinha trazendo um copo de água para Gary, ela colocou sobre a mesa e já ia sair quando Gary a chamou.

- Melissa? – Ele tirou os olhos do computador e olhou para ela sorrindo. – O que tanto faz na cozinha?
— o nosso jantar..e dos pokémons também!
— Mais você passou a tarde inteira fazendo só isso?
— sim!
— Deve estar cansada, porque não para?
— porque se parar morreremos de fome! – Ela mostrou a língua, rindo, e a reação de Gary foi rir levemente também. – Bem..vou dar comida aos pokémons!- Ela se virou e começou a andar, porém Gary novamente a chamou, antes que pudesse sair pela porta.
— Melissa! – Ela virou-se novamente. Ele continuou. — Ahn..posso ir com você?
— Pode sim! Vem!

Gary fechou o laptop e se levantou do sofá, andou até ela e os dois foram para o jardim. Os pokémons andavam livres, ela bateu um sino e o barulho ecoou por todo o lado. Em pouco tempo havia pokémons de tudo que é tipo aglomerando-se em volta de bacias de comidas. Havia uma mesa onde estavam varias panelas, ela foi pegando uma por uma e servindo a comida nos potes para os pokémons, Gary ajudou-a. Depois de estar todos devidamente alimentados ela colocou todos na pokebola e guardou estas em uma grande sala reservada para as pokebolas dos treinadores que haviam partido dali em suas jornadas pokémon. Após isso foram jantar, junto ao professor, e mais tarde dormir.